sexta-feira, 3 de julho de 2015

O treinador do torneio.

Bem antes de seguir os jogos das suas equipas, um ex atleta do Sporting e do Belenenses me havia referenciado Rui Jorge como o melhor treinador da sua carreira. Pelas experiências que este atleta vivenciou, e inteligência e percepção que tem do jogo, registei desde logo aquele apreço.

Rui Jorge liderou a equipa mais excitante, mais atractiva do torneio. A equipa com melhor organização defensiva e ofensiva. 

Muito talento individual, naturalmente, mas também muita coragem para apostar e valorizá-lo. 

A selecção sub 21 teve inúmeros momentos no relvado a fazer recordar a magnífica geração que juntou João Vieira Pinto, Luís Figo, Rui Costa, Pedro Barbosa, Capucho, Sá Pinto e Domingos.

Voltou a diversão com uma selecção nacional e muito do mérito é do seu treinador. Pelas opções técnicas e também tácticas. Uma lufada de ar fresco, Rui Jorge. Veremos o que o futuro reserva a tão boa surpresa.

12 comentários:

GC disse...

Por acaso, não fiquei muito fã da transição defensiva, e mesmo na organização defensiva torci um bocado um nariz. Tudo bem que o tempo de trabalho é pouco, mas fiquei com a ideia de deixar muito espaço entre sectores e de os ajustes não serem feitos com a agressividade desejada. Mas, em bom rigor, vi só 2 jogos com atenção.

Mas ofensivamente mostrou ideias muito interessantes, isso sem dúvida.

B Cool disse...

Na final, achei que os jogadores estiveram sempre demasiado afastados entre eles, não só entre sectores-equipa demasiado comprida, mas mesmo em largura o que face ao bloco baixo sueco, mostrou ser completamente ineficaz, dadas as constantes situações de inferioridade numérica.

Marco Morais disse...

Os sub20 pareceram-me melhores. Mais próximos e com uma linha defensiva mais afinada.

Posso estar enganado mas o William pareceu-me sempre fora da sua posição natural. E nem estou a falar das normais trocas de posição, mas sim na falta de cobertura à linha defensiva.

Aos mais experientes nesse campo: pareceu-vos o mesmo?

Nuno Costa disse...

Discordo um pouco apesar de ser um treinador competente, nao gostei muito da organização ofensiva da seleção. Quantas vezes Bernardo Silva, João Mário ou Sérgio Oliveira tiveram a bola perto da grande área adversária e tinham apenas uma linha de passe (que muitas vezes era colada a linha latera).
Mas como referiu o GC o tempo de trabalho foi pouco, e mesmo tendo grandes 'ovos' na mão não lhe podemos tirar o mérito de ter chegado à 'omelete' (final)

Edson Arantes do Nascimento disse...

Eu gostei. E foi sempre uma equipa agradável de se ver. Mas num clube, por exemplo, as coisas são diferentes da selecção.

António Pedro Silva disse...

Concordo com o fato de ser a melhor equipa em organização defensiva, demonstrando elevada capacidade em todos os jogos. Condicionar a saída de jogo pelos centrais adversários, pressão dos 2 avançados de fora para dentro (laterais para os centrais) com Bernardo a anular a saída pelo pivot. Desta forma, Portugal condicionou a saída adversaria pelo corredor central pressionando e cortando linhas de passe aos centrais e, como tinha superioridade numérica no meio campo (4x3), as equipas adversárias tiveram muitas dificuldades para a 2a fase de construção. Se porventura a bola entrasse nos laterais adversários, a superioridade numérica no meio campo permitiu que João mario e Sérgio oliveira saltassem para pressionar. Linha defensiva fantástica ao nível do controlo da profundidade permitindo pouco espaço entre linhas.
Em organização ofensiva não concordo em absoluto com o post. Creio que Portugal não jogou em ataque posicional e teve alguns problemas nesse sentido onde, na final Se verificou tendo em conta a organização defensiva sueca. Portugal explorou as costas dos laterais (principalmente em transição ofensiva) durante o torneio com a velocidade do Ricardo e do cavaleiro. Como Portugal foi forte a defender apanhou muitas vezes as costas dos laterais, explorando com os avançados e entradas do João mario e por vezes o Bernardo. Contudo, penso que Portugal, como tinha elevada qualidade individual conseguiu com relativa facilidade chegar às balizas adversárias aproveitando a superioridade numérica no meio campo (wiliam muitas vezes em conducao quando os adversários tinham como referência os outros 3 médios) solicitando Bernardo entre linhas para pegar no jogo. Muitas entradas do João mario entre central e lateral e muitas solicitações no espaço para avançados. Deste modo, creio que Portugal não apresentou organização ofensiva em ataque posicional capaz de ultrapassar equipas que prestigiassem organizações defensivas e isso verificou-se sobretudo quando a Suécia defendeu em bloco sem espaço entre central e lateral e sem espaço nas costas.

DC disse...

Também teve momentos, nomeadamente contra a Itália e a Suécia, em que parecia uma equipinha sem nenhum jogadorzinho de jeito tanto que apostava na transição rápida e tal era a aversão a ter a bola e segurá-la um bocadinho.
Aliás, organização ofensiva agradou-te? A final foi uma maravilha para quem gosta de centros para zonas de inferioridade numérica e remates a 35 metros. A não ser que aquela diagonal do Cavaleiro a apostar na miopia do fiscal-de-linha seja uma boa jogada :)

DC disse...

E mesmo a história da coragem para apostar no talento, diria que coragem era apostar nos que precisavam de evoluir (tal como diz o post do baggio). Houve alguma aposta arriscada dele? Algum puto que tenha saído do Euro melhor do que entrou? Que tenha ganho alguma coisa com isto? Duvido muito.

DM disse...

É dificil em tão pouco tempo implementar um modelo de jogo como aquele que o Rui implementou na seleção. Longe de ser perfeito, acho que para o tempo que teve foi bastante bom. Sérgio Oliveira, João Mário, não estão propriamente habituados a jogar como médios interiores e a ter de fechar a ala. Em tantos jogos que fizemos, sofremos 1 golo, portanto acho que apesar de tudo a organização defensiva foi muito boa.

O que me preocupou por outro lado foi a organização ofensiva. A aposta em cavalos de corrida (Cavaleiro e Ricardo) em detrimento de jogadores mais criativos / móveis (Mané, Iuri Medeiros, Rafa, Horta) também não ajudou, é verdade.

Mas é certamente um treinador competente e a seguir no futuro quando abraçar uma carreira de treinador a full-time

Duarte Palha disse...

Este post é a gozar, não é, ou foram pagos, tipo a "pipoca mais doce"? Fizemos 1 jogo bom. Nos restantes 4 jogos, marcámos 2 golos. Com o talento que havia isto é um bom treinador? Defensivamente talvez, mas ofensivamente foi uma equipa chata de se ver e que "não existiu" Se é fruto do pouco tempo de trabalho? Não sei. MAs do que vi, eu não ia querer Rui Jorge na minha equipa.

Tiago disse...

Rui Jorge terá obviamente o seu mérito pelos resultados obtidos e por ter chegado a uma raríssima final sub-21, no entanto, perder a final daquela forma parece-me longe de ser muita pouca sorte e um fado infindável para Portugal.

Confesso que não vi o jogo na sua totalidade, mas vi os últimos 25 minutos de jogo + prolongamento e depressa deu para perceber que a equipa portuguesa, além de não ter já capacidade física para dar a volta ao resultado, não tinha qualquer ideia, qualquer táctica para fazê-lo.

O treinador da Suécia avisou que iria jogar defensivamente, com o autocarro bem lá atrás. Portugal atacou sempre com muito poucas unidades, 3 elementos para 9 a maioria das vezes e, poucas pernas já tinha para recuperar um contra-golpe que sucedeu várias vezes. Pareceu-me sempre que quem estaria mais próximo de ganhar seria a Suécia e não Portugal.

No fim, penalties falhados como habitual. Os suecos com a grande maioria dos penalties muito bem marcados. A táctica esteve sempre lá. Sabiam que eram mais fracos, só tinham que aguentar, senão ficaria resolvido nos penalties. Foi o que aconteceu. Treinaram para tal.

Portugal, treinou para quê? Tirar um cruzamento de 1 para 6? Que raio de táctica foi aquela? E porque é que jogaram sempre os mesmos? Foi uma equipa que se deixou levar pela Suécia que queria penalties, sem ideias, sem táctica, sem estofo, sem energia, sem cabeça para perceberem que uma final não se joga assim. Tanto que a grande diferença entre os mesmos de sempre (Alemanha, Itália, Espanha...), e aqueles que vão lá poucas vezes é esta... Os outros sabem o que lá vão fazer... ganhar o caneco!!

Diogo Correia Carvalho disse...

Boa noite.
Meteres o Sá Pinto na mesma frase de JVP, Rui Costa e Figo chega a ser ofensivo.
Cumprimentos.