sexta-feira, 24 de julho de 2015

Paulo Sousa - Apaixonante

A entrevista hoje no Record, mostra mais uma vez porque é que temos de estar com muita atenção ao seu percurso.

Dá vontade de perguntar - "És do LE não és?" tantas são as ideias em comum.

"Sei que os meus companheiros de profissão vão criar-me dificuldades, mas sei, também, que assim vou conseguir evoluir: Na criatividade e, sobretudo na organização ofensiva. Porque este aspecto é aquele que é mais difícil de trabalhar.."

" Gosto de um estilo atractivo. Tendo sempre em conta que se pedem resultados e é na procura da vitória que procuro basear o estilo de jogo. Estou convicto que quando uma equipa quer ser protagonista e assume o jogo, está mais próxima da vitória."

"Quando chego a um clube, a minha primeira ideia é reconhecer os traços de trabalho bem feito e tentar dar essa continuidade. Tento conhecer o individual, explorá-lo ao máximo, de forma a atingir uma boa performance individual e colectiva. Simultaneamente introduzo conceitos dentro da dinâmica que quero que as minhas equipas tenham: de grande domínio e risco, principalmente em posse."

"Desde que tomei a decisão de ser treinador, é no dia-a-dia, no trabalho com os meus jogadores que procuro reconhecimento. Quero ver que melhoram como jogadores, que têm mais inteligência táctica e que são melhores pessoas dentro da sua profissão... Ver a alegria com que vêm para o treino e observar que têm uma atitude de constante aprendizagem é o melhor sentimento que se pode ter."


Vontade enorme de ver o Jogar que estas ideias sugerem.

20 comentários:

Honoris disse...

Espero que mais logo mostre o oposto do que mostrou contra o PSG onde não teve sequer a intenção de controlar o jogo com bola

DC disse...

A do protagonista é roubada ao Lope :)

E como diz o Honoris, já vi alguns jogos, nomeadamente com o Porto em que não cumpria estes princípios. Esteve óptimo com o Liverpool mas não esteve com o Porto. Óbvio que a qualidade individual explicar muito sobre essa eliminatória, mas de qualquer forma ainda há dúvidas a tirar.

Valderrama disse...

Sim, porque a Fiorentina tinha mesmo 11 inicial para controlar o jogo com bola.
Tatarusanu (suplente no ano passado), Bagadur (junior), Hegazi e Fazzi (suplentes na serie B), Diakhate (juvenil!), Rebic (suplente na 2º divisão alemã), Gomez (fora de forma e a anos-luz do que já foi)...

PSG só tinha Trapp, Van der Wiel, Maxwell, Rabiot, Matuidi, Lucas, Ibra... Coisa pouca.

GBC disse...

Honoris, viste o jogo todo? Na segunda parte, sobretudo após a entrada do Joaquín, não foi bem assim.

O PSG é de outra patamar face a todas as equipas italianas, à excepção da Juve.

Dos jogadores que jogaram na primeira parte contra o PSG, não devem ficar no onze mais que 2 a 3 nos jogos oficiais.

Basta ver que Gonzalo Rodriguez, Joaquin, Ilicic, Borja Valero e Rossi foram suplentes. Matías, Gilberto e Mario Suarez não lá estiveram. E ainda falta um substituto para o Savic, um para o Neto (GR) e um avançado.

Dos titulares contra o PSG só Marcos Alonso (e Mario Gomez se não for vendido) deverão ser titulares.

Adriano Fernandes disse...

DC, não podes julgar isso só pelo que aconteceu em campo. Lembro-me perfeitamente de vários lances desse jogo onde o PS pedia para jogarem curto (percebeu-se na TV) e os jogadores acabavam por bater longo! No final de contas, quem decide são os jogadores, sempre!

Dennis Bergkamp disse...

Quando eles não querem... não é fácil dar a volta.

Vejam o exemplo do Cristiano com o Benitez. A história da bola na barra podia ter sido maravilhosa noutro dia qualquer. Podia ter sido o final perfeito para um treino, para acabar com uma brincadeirazinha leve...

Mas o menino acordou com os pés de fora, e naquele dia aquele final de treino parecia uma barbaridade, e foi o que se viu nesses youtubes da vida.

Não só no jogo, mas também no treino.. são eles que fazem a coisa andar. Se não quiserem... fica tudo entalado

Honoris disse...

Se no Basileia, contra o Real conseguiu ter mais posse, podia pelo menos ter tentado fazer o mesmo contra o PSG. Não digo que conseguisse por causa dos jogadores que tinha em campo mas era capaz de ter sido melhor do que defender com uma linha defensiva de 5.

Dennis Bergkamp disse...

Honoris, estamos a falar de alguém que está a frente da equipa a meia duzia de dias, certo?

Honoris disse...

Sim Bergkamp. Esperar para ver :)

Roberto Baggio disse...

Honoris e DC, não compreendo. Ao Honoris por achar que o treinador é mágico e consegue de um dia para outro fazer os jogadores acreditar numa ideia de jogo de tal forma que dominem, ou tentem dominar qualquer adversário. Ao DC por não perceber que tendo duas equipas a mesma ideia - posse - vai ter mais bola e fazer os outros sofrer quem tiver mais qualidade individual...

Jorge Carolo disse...

Honoris roubaram te o user??

Do DC já se espera tudo, principalmente conseguir falar deste treinador e não se lembrar do jogo da primeira mão da chmapions com uma equipa que tinha qualidade individual mediocre e no qual o porto teve um jogo bem dificil... Enfim que duvidas há a tirar??

O Basileia deu mais luta do que 95% das equipas do nosso campeonato... No 2º jogo a jogar fora não há milagres... Mas sinceramente é desonestidade intelectual acreditar que fizeram os jogos que fizeram contra Real e Liverpool por obra e graça do espirito santo... Não foi fruto das ideias e princípios que o treinador incutiu..

DC disse...

Sim, o Porto teve dificuldades no jogo, porque sofreu no único remate que o Basileia fez. Fora isso dominou como quis e não marcou mais por azar e arbitragem manhosa.
2a mão foi massacre e não foi só a nível individual, também a nível estratégico.

E eu referi a qualidade individual como factor determinante ("explica muito) mas que mantinha dúvidas. Manter dúvidas não é dizer que é bom ou é mau, é manter dúvidas. Peço desculpa por não ser cheio de certezas como tu, Jorge, mas eu percebo pouco disto ;)

Roberto Baggio disse...

Mas dúvidas eu também tenho. O problema é de onde surgem... Não dos jogos com FCP, certamente. Porque tenho a certeza que a igualdade de um princípio geral (ter bola) determinou o massacre, porque não havia um jogador do Basel que pudesse entrar no 11 do Porto. Corrige-me se estiver enganado.

Jorge Carolo disse...

Ok DC. Eu também as tenho, no entanto, há duvidas que põem em causa o valor de um treinador (ideias, competência, capacidade de operacionalizar), que me pareceu o teu caso, outras que surgem quanto ao futuro deste treinador (acreditar que existem ideias e competência)..

De facto a arbitragem não foi isenta mas também não acho que tenha sido no dragão e o porto ganhou... Lá está como é normal...
E o resultado a mim pouco importa, o Basileia podia ter levado um saco cheio e ter jogado bem assim como o Porto podia ter perdido e jogado bem, que não acho que tenha acontecido em nenhum dos casos respetivamente.

Quem joga são os jogadores e na primeira mão no seu campo com uma postura de equipa grande o Basileia, pressionou, conseguiu ter bola, alguma dela no meio campo adversário e contrariou o jogo de posse do porto, e neste sentido, tornou o jogo bem difícil, também com a estratégia certa. No segundo o Porto fez um bom jogo e as individualidades fizeram o resto, porque o Basileia foi fiel aos seus princípios, simplesmente a diferença de qualidade era gritante e viu-se claramente uma incapacidade dos jogadores do Basileia de jogarem sob a pressão exercida pelo Porto.

Para mim a diferença está no tipo de duvidas que temos, e de acordo com o que disseste, indo no seguimento do comentário do Honoris, acho que a tua duvida vai mais na vertente da falta princípios e ideias de jogo, a minha vai mais no sentido de até onde será ele capaz de impor as suas ideias e princípios de posse de bola, controlo do jogo, controlo da profundidade, controlo da largura, procura do corredor central para criar desequilíbrios entre outros que já tão bem demonstrou.

DC disse...

Também não havia nenhum que entrasse no 11 do Liverpool e no do Real e as estratégias não foram as mesmas. No jogo em Basel contra o Porto o Paulo abdicou de atacar e de ter bola.
E pelo que falei com pessoal que viu jogos do campeonato suíço não é caso único o Paulo fazer isso.
Portanto, aguardo para ver o que faz este ano com armas diferentes e num campeonato tacticamente fraco onde pode brilhar facilmente se for acima da média.

Pulha Garcia disse...

Com todo o respeito, acho que o Paulo Sousa ainda está muito longe de ser um treinador completo e até hoje ainda não vi futebol de grande qualidade em nenhuma das suas equipas em fases de grande exigência competitiva, apenas bons momentos ocasionais. Contra o Benfica, vi da Fiorentina muito pouco futebol. O Videoton, o Basileia, etc são referências ainda insuficientes. Não tenho dúvidas que o Paulo Sousa - para mim, o segundo melhor "trinco" de sempre depois do Redondo - tem muita cultura táctica, ambição, inteligência e ideias novas, mas como treinador só tem trabalhado em ligas menores. Contra o FCP, que na época passada não ganhou nada em Portugal (nem em lado nenhum), o Paulo Sousa foi completamente banalizado. Veremos como corre no Calcio.

Tem potencial mas até agora ainda só preenche as fantasias de um punhado de intelectuais da bola, aqueles que ainda há pouco tempo asseguravam que o Domingos Paciência seria o novo Mourinho, depois o Paulo Fonseca, etc. Portugal só não tem falta de Freitas Lobo ...

Abraço a todos

Roberto Baggio disse...

Oh DC, não percebeste que não foi o Basel que abdicou? Foi o Real Madrid e o Liverpool que não têm nos seus princípios de base manter a bola, mas o Porto tem! Se tivessem, real e liver, também dirias que contra eles os outros não quiseram ter bola, porque são individualmente muito mais fortes.
No primeiro comentário que fiz disse que não entendias o que acontecia quando duas equipas têm princípios semelhantes. Pelos vistos tinha razão. Porque não percebeste que o mérito de o Basel ter tido bola contra real ou Liverpool é demérito de quem tem maior qualidade individual e não quer ter bola. Tendo maior qualidade e querendo ter bola, vais sempre massacrar o adversário, ainda que ele também queira ter a bola. Sempre.
Por fim, achar que o campeonato italiano é propenso a que ele apareça mais facilmente é estranho. Eu acho exactamente o oposto. Eu nunca iria para treinar tentar impor as minhas ideias, por exemplo. É uma questão cultural.

Roberto Baggio disse...

Eu nunca iria para Itália treinar e tentar impor as minhas ideias, por exemplo. É uma questão cultural.*

DC disse...

Eu acho que num campeonato em que se defende mal (basta ver a Juve) um treinador com boas ideias ofensivas pode brilhar.

Quanto ao resto, como te disse, falei com o pessoal no chat e disseram-me que não era caso único o Paulo abdicar da bola e que o tinha feito algumas vezes no campeonato suíço. Portanto, agora espero que ele não faça o mesmo em jogos com equipas fortes italianas.
E não penses que eu estou a ser negativo com ele. Eu adorava o Paulo como jogador e espero que seja o nosso Pep (já que como jogador era). Mas ainda não vi o suficiente que me convencesse.

Roberto Baggio disse...

eu tbm n estou convencido. mas cm te disse, nda tem a ver com os jogos com o porto.