domingo, 30 de agosto de 2015

Não olhes para trás menino. Fica. Fica, e prepara já a transição ofensiva.

Antes de começar a época pensei que seria impossível ignorar a influência do novo extremo do Bayern no jogo que Guardiola agora promove. Com protagonismo que oferece aos seus extremos, Douglas Costa vai deixar a sua marca. Pensei para mim que seria a grande revelação mundial do ano, mas que tal só aconteceria depois do começo da Champions. Porém, a velocidade da luz, ele espanta o mundo a cada jogo.

17 comentários:

Bernardo Ferrão disse...

Epá ainda acho que tem de melhorar muito. O gajo vai sempre para fora, sempre para a linha. Raramente vem para dentro. É muito forte no 1x1, muito rápido mesmo. Vi-o ontem a cruzar algumas vezes sem olhar. Mas este Bayern assim não me convence muito. Tá com muita pressa, prefere a velocidade à pausa. Mas é notória a preocupação do Pep em aproveitar a velocidade dos seus extremos ... apesar de achar Robben mt pouco inteligente!

Blessing disse...

Bernardo, vir dentro não significa que o faça em condução. Também o pode fazer em passe. Não interessa se é ele, ou colega que depois fica enquadrado. De resto, discordo em absoluto quando dizes que ele não vem dentro (na tua perspectiva, em condução). Ah vem vem. É só o trocares de lado com Robben.

Blessing disse...

Ps, a assistência no primeiro golo de ontem é a amostra de que ele vem dentro, e logo com a recepção.

Bernardo Ferrão disse...

Estás a dizer que se ele estivesse do lado do Robben ia muitas mais vezes para dentro?? Eu digo é que ele vai demasiadas vezes à linha ...

Blessing disse...

Eu estou a dizer que isso de ir demasiadas vezes à linha não existe. Depende do contexto. Se o jogo ditar irir sempre para linha ele que vá. Repara que quando ele opta por enfrentar o lateral são na esmagadora maioria situações bem identificadas de 1x1. Para depois procurar o último passe dentro da área. E aposto que isso é mais que treinado. Guardiola quer os extremos para isso. Resolver um contra um, criar.

Blessing disse...

E é nesse contexto, onde ele tem liberdade para tal, que ele é top. Noutro não.
Um dia alguém me perguntou, para o Bayern, Pedro ou Douglas?
E para o Barcelona?
Acho que nem preciso responder, e já percebes a implicação de cada resposta.
Abraço

Bernardo Ferrão disse...

Ya já percebi o que me estás a querer explicar! Abraço ;)

R.B. NorTør disse...

Acho que a assitência para o primeiro golo é um mau exemplo de definição. Ele tem uma recepção péssima, acho que nem ele queria que a bola fosse naquela direcção, e depois compensa pelas suas qualidades físicas. Só que o resto que dizes sobre o "ir à linha" foi evidente. Várias vezes, quer Douglas quer Robben, vinham à linha e só aí partiam para dentro, deixando assim a defesa do Lerverkusen desequilibrada. Foi um bom jogo do Bayern e fiquei algo surpreendido pela forma como o Lervekusen sai banalizado deste jogo. Alguém viu o Borussia Dortmund hoje?

Do dia de ontem fiquei escandalizado com o Chelsea. Por causa das recomendações do post abaixo andei eu mesmo a reler posts antigos sobre o Mourinho e as diferenças entre o que era dito e o que se vê não podiam ser maiores...

lds disse...

Boa noite,

R.B. NorTør disse...
«Ele tem uma recepção péssima, acho que nem ele queria que a bola fosse naquela direcção, e depois compensa pelas suas qualidades físicas.»

Essa é a impressão que dá a repetição em câmera lenta, pela posição do pé. No entanto, se virmos em velocidade normal, notamos que ele já está a armar a corrida imediatamente após o primeiro toque, e na direcção correcta. Ninguém reage tão rápido a uma má recepção (que vai numa direcção imprevista, necessariamente). Aliás, se alguém achar que ele tem esta velocidade de reacção, então, estão, na verdade, a fazer-lhe o maior dos elogios...
No todo, acho que dá perfeitamente para perceber que a intenção dele é bater as costas do defesa logo no primeiro toque, mas ok.

Bernardo Ferrão disse...
«Tá com muita pressa, prefere a velocidade à pausa.»

"está com pressa", ou "esteve, neste jogo"? É que é muito pouco legítimo que se diga que esta atitude (pretensamente) apressada aconteceu, por exemplo, no jogo em casa do Hoffenheim.
Neste jogo, houve preocupação em jogar rápido, para aproveitar os espaços que toda a gente sabe que o LEverkusen deixa "depois" da zona de pressão. Se essa foi a forma avaliada como sendo a melhor para bater este Leverkusen, por que razão haveria o Bayern optar por jogar mais pausado? Porque sim?

R.B. NorTør disse...
«Do dia de ontem fiquei escandalizado com o Chelsea. »

E a primeira parte de ontem foram talvez os melhores 45 minutos do Chelsea desta época... Já o chuveirinho precoce da segunda parte foi a coisa mais rídícula dos últimos tempos.

R.B. NorTør disse...

@lds

És capaz de ter razão. Fui rever o lance e de facto parece que a bola não fica onde ele quer, mas o que ele pretendia era fazer aquilo de outra forma. Pela expressão corporal, talvez a ideia fosse controlar e flectir para dentro, batendo o defesa pela inércia do movimento. Como passava por trás dele o defesa ficava fora do lance e ele sem oposição para atacar a área.

Também concordo que a velocidade e os passes longos nas costas da defesa foram a melhor forma de bater a defesa do Leverkusen. Sempre que a opção não se focou aí foi relativamente fácil ao BL reequilibrar-se e fechar os caminhos. Que o resultado se tenha avolumado por dois penáltis diz muito da dificuldade que até uma equipa como o Bayern encontra para entrar ali. Também diz muito de alguma inocência da defesa do BL.

Quanto ao Chelsea... Finalmente percebi o que se diz aqui sobre o valor de Diego Costa. Um defesa central de excelência, nem sei porque é que o Chelsea anda à procura de um outro central, é só emprestar o DC (lá está, Diego Costa, defesa central) aos adversários todas as semana que é garantido trabalho zero para o GR.

Bernardo Ferrão disse...

Foi o primeiro jogo do Bayern q vi este ano ... Apenas vi um vídeo do Douglas, todos os toques dele no jogo.

Giacommo disse...

Achei que iam gostar: https://twitter.com/TheAnalysisVids/status/638471931738607617

Hélder disse...

Quem tambem esperava sempre para iniciar a transição ofensiva era o petit.

Agora a serio: se só pudessem escolher para um equipa qq preferiam o Douglas ou o Neymar?

Blessing disse...

Para que equipa?

Hélder disse...

Para o Bayern, mas no limite para uma equipa qualquer...

Hélder disse...

Por falar em futebol europeu, tive a oportunidade de ver o Everton-Man city em Goodison Park e tenho a dizer que foi uma surpresa bastante agradável a saída se bola do Everton. Já no último terco aquilo não dava para mais - pouca gente e a referência lukaku foi muito fácil para kompany e cia.

E claro Silva.

Lembrei me disto porque os autores tem o Martínez em boa conta.

Blessing disse...

Não há no limite. Há sempre contextos. Se eu pudesse escolher todos os jogadores de uma equipa não escolheria nunca nenhum dos dois. Por isso tens que contextualizar. Para o Bayern qualquer um dos dois serve.