sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Treino. Do exercício mais simples ao mais complexo nunca é fácil decidir as condicionantes.

Num qualquer dia de um qualquer planeamento de treino, pensámos criar um exercício com o objectivo de condicionar os jogadores a defender o corredor central, e quando o adversário ficasse sem espaço no corredor lateral tentar a recuperação. Seria dada ênfase para que criassem formas de condicionar o adversário a circular por fora, convidar a entrar no corredor lateral. Para isso foram criadas a seguinte regra: Cada vez que um jogador for ultrapassado pelo corredor central a equipa tem um castigo. Pode ser ultrapassado em passe ou em drible. Para-se o exercício, cumpre com o castigo, volta ao jogo. 4x4+Joker.

O exercício deve ser parado imediatamente para que se perceba onde e quando aconteceu, e sobretudo o porquê. De imediato reforço negativo ao comportamento.

Para não ser ultrapassado o jogador deve realizar bem a contenção - entre a bola e a baliza para evitar o passe vertical, ou o drible, que o ultrapasse pelo corredor central -, bem como colocar os apoios por forma a condicionar o adversário a jogar para trás, ou para os lados. As coberturas devem estar orientadas para defender o corredor central, deixando os corredores laterais livres - dar uma falsa sensação de segurança a quem tem bola para atacar por aí, e quando a bola lá entrar de imediato pressionar forte. Porém, com a regra definida desta forma estamos a retirar reforço positivo de um comportamento que consideramos adequado. Ou seja, o movimento inteior (em passe, ou drible) por parte de quem tem a bola não estaria a ter continuidade em jogo, e não permitiria que o jogador pecebesse a vantagem do mesmo.

Como dar reforço negativo, no momento, a um comportamento inadequado sem com isso prejudicar um comportamento adequado?

Quem nos quiser responder agradecemos. Em breve colocaremos a solução encontrada por nós. Será interessante perceber se tivemos a mesma solução, e ainda mais interessante perceber outras soluções não pensadas.

30 comentários:

Pedrooo317 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruno Fidalgo disse...

Pontua quem mete passe interior, sofre ponto quem deixa jogar por dentro. Por exemplo. Meter passe interior e voltar a sair sem ser para trás - 2 pontos. Meter passe interior e ser obrigado a devolver para trás - 1 ponto. Minimizar a pontuação sofrida de forma a valorizar a agressividade que se pretende dentro do bloco.

segismundo brotafrontes disse...

Aproveitando o tempo em que a equipa que defende cumpre o castigo, marcação de livres directos por parte da equipa que ataca a partir da zona onde foi detectada a falha?
Tv fosse uma boa maneira de incorporar as bolas paradas num treino corrido.

Reiniciar o jogo nas posições anteriores?
A equipa q ataca mantém a vantagem que ganhou - estímulo positivo - e a q defende tem agora um exercício de desviar para as laterais mais complexo - com a bola já por dentro das suas linhas defensivas - e ainda é obrigada a uma reacção mais rápida para retomar a vantagem defensiva. Mas, obviamente, isto corta sempre a fluidez do jogo.

Assim de repente só me lembro de mais esta: oferecer uma barra de snickers à equipa que ataca?

Mats Hummels disse...

Como o objectivo é recuperar no corredor lateral, pode-se adicionar a condicionante que se a equipa que defende recuperar a bola no corredor lateral ganha 1 ponto.

Automaticamente a equipa que defende iria tentar condicionar o jogo da equipa que ataca de maneira a empurrá-los para a lateral, e ai iria "atacar para roubar".

R.B. NorTør disse...

Não percebo muito da coisa, mas o duplo estímulo negativo não resulta ou está condenado a falhar? Ou seja, se os atacantes vão para o lado levam castigo, se os defesas não os empurram, levam castigo estes. Olhando de fora, parece que acaba até por adicionar a componente competitiva, pois no jogo o adversário não vai as coisas que tu queres só porque queres, tens de as conquistar.

Claro que isto vai depender do grupo. Para escalões de formação, isto pode não dar em nada por se preocuparem mais em bloquear o outro (de parte a parte) do que em evoluírem o jogo.

De qualquer das formas, pelo diagrama que meteram, quase que dá para misturar aqui aquele exercício do avançado escondido que estava ali atrás.

Ricardo Sousa disse...

Atribuir pontuação à equipa que consegue o movimento interior. Movimento interior = 1 ponto ou golo = 1 ponto e golo após movimento interior = 2/3 pontos.
A equipa que concede o movimento interior é penalizada porque fica em desvantagem pontual e a equipa que realiza o movimento é valorizada com pontos.

PedroF disse...

Pode passar por recompensar quem ataca. A equipa atacante pontua se conseguir uma situação de finalização clara no corredor central (sem qualquer restrição de circulação de bola nos 3 corredores). A equipa que defende pontua no caso contrário . Ou seja, consegues trabalhar 2 situações do jogo distintas com as equipas a terem insentivos a cumprirem com os princípios de jogo.

Mário Torres disse...

situação de 4x3´com 1´recuperação. Pontuar cada vez que uma equipa consegue fazer o jogo interior. ao fim dos 3 minutos quem tiver menos cumpre castigo (20 senta-levanta e salta). Se empatarem cumprem as duas equipas (de forma a incentivar ao objectivo do exercício).
Espero pela solução. Cumprimentos!!

Mats Hummels disse...

"Como o objectivo é recuperar no corredor lateral, pode-se adicionar a condicionante que se a equipa que defende recuperar a bola no corredor lateral ganha 1 ponto.

Automaticamente a equipa que defende iria tentar condicionar o jogo da equipa que ataca de maneira a empurrá-los para a lateral, e ai iria "atacar para roubar". "

Esqueci-me da parte mais importante, em relação aos reforços negativos. como o treino é para ser parado logo que a equipa seja ultrapassada no corredor central, pode ser adicionada uma condicionante, que seria um quadrado / rectangulo, na zona central, nas costas da defesa, em que sempre que um jogador entrasse lá com a bola (quer em drible, quer em passe) a equipa que ataca ganha 1 ponto. Desse modo já pode ser parado o jogo para se dar o reforço negativo, dando na mesma um "reforço positivo" (que seria o ponto) a quem conseguiu entrar na zona.

Carlos Humberto Almeida disse...

Equipa em posse de bola: Se for concretizado golo com progressão (passe/drible) pelo corredor central, então o mesmo vale a dobrar.

Equipa que recupera a posse de bola: Se a recuperação ocorrer num dos corredores laterais e o processo ofensivo subsequente for eficaz e der golo, então a pontuação vale também a dobrar.

Se se verificarem as duas condições anteriores na mesma sequência ofensiva, então o golo valerá por três. Caso nenhuma das condições anteriores se verifique, o jogo decorrerá normalmente com as eventuais correções/feedbacks da parte dos treinadores a ocorrer pontualmente.

Jorge disse...

Porque e que voces acham necessario parar o jogo?
O "castigo" pode ser acumulado e "pago" no fim do jogo, bastando durante o jogo que haja um sinal sonoro (apito, grito,...) a indicar a occurencia de uma entrada pelo corredor central e a contagem actualizada do "castigo."
No fim do jogo os jogadores de cada equipa teriam que fazer 5 burpees (https://www.youtube.com/watch?v=TU8QYVW0gDU) por cada ponto/entrada permitida pelo corredor central.

Jorge disse...

O reforco positivo para a equipa que entra pelo corredor central pode ser a reducao dos pontos de castigo ou credito para o resto dos treinos.

Dipeca disse...

Assim de repente, pretendem ganhar um comportamento coletivo que depende muito da abordagem individual de quem defende. Eu, ao fazer contenção consigo orientar, indicar o lado para onde me custará mais chegar. Quem faz cobertura igualmente, pode dar por dentro orientando para fora. Portanto, jogador ultrapassado sai e leva castigo. Se cobertura dentro ganhar bola fica em jogo senão tb sai e leva castigo.

Dipeca disse...

Mas, como todos os exercícios novos, só executando é que se percebe, sendo que à segunda sairá sempre melhor...

Blessing disse...

Jorge, "Porque e que voces acham necessario parar o jogo?". Por experiência. Porque sabemos que passado um minuto do erro ter acontecido o jogador já nem sabe o que se passou. Por isso, queremos ter a certeza que naquele momento ele percebeu que errou, o porquê de ter errado, e como corrigir o erro. E isso - estámos na pré-temporada - só com paragem, reforço negativo, e discussão do lance. Ou seja, a opção por não parar logo o jogo leva os jogadores a perceber que erraram (com um qualquer sistema criado como o que propões), não os leva a perceber o porquê! E isso não leva a que o número de erros diminua ao longo do tempo de exercício, e que exista aquisição do príncipio que queremos. É tudo mais fácil se eles perceberem. E é esse o objectivo. Ainda que errem, que percebam, que vão para casa pensar, e que no treino seguinte voltem focados em não voltar a errar, já com mais conhecimento de algumas situações.

PT disse...

Uma ideia e parar o jogo e toda a gente fica exactamente onde esta, analisar o erro, e depois continuar a jogada a partir dessa posicao em que o jogo foi interrompido. Assim quem ataca pode dar seguimento e perceber a vantagem da situacao criada.

Manuel Nascimento disse...

A maioria das sugestões não funcionam. No limite bloqueiam o jogo, porque quem ataca pode só querer atacar pelo meio se for isso que lhe dá pontuação. No limite, força força força até conseguir, porque se for por fora nunca ganhará nada.
A sugestão que me parece mais interessante é a do Carlos Almeida, porque dobra a pontuação a quem ataca pelo corredor central, em caso final de sucesso. Ou seja... vale mais do que um golo, o que para o jogo equivale a aproximar mais a equipa do sucesso, mas se estiver fechado vou por fora porque dá golo na mesma...

Por outras palavras: para quem defende, só precisa de haver reforço negativo. o reforço positivo é "automático" a partir do momento em que percebem que recuperam a bola mais facilmente na lateral / central com esse comportamento coletivo. para quem ataca, o golo é o reforço e deve sempre ser o reforço. mas pelo meio, vale o dobro, para fazer a equipa sentir que por ali é o caminho certo e que mais os aproxima da vitória. Se eu só premiar entrar pelo meio, quem ataca vai preferir entrar sempre pelo meio, dê ou não em golo.

Jorge disse...

Blessing
Obrigado pela explicacao

B Cool disse...

Para mim a questão prende-se essencialmente com as opções que os jogadores da equipa que ataca tomam quando estão na linha, isto é, ser desviado para a linha não é uma má opção se servir para deslocar defesas clareando o corredor central. Assim sendo e visto que não considero que deva ser punido o ir para a linha, só existiria reforço negativo no caso de os jogadores no corredor lateral perderem a bola, ou optarem por uma solução em que a bola deixa de ter qualquer posse, por exemplo centrar sem condições (um centro feito com tempo para uma situação de vantagem numérica pode não ser uma má solução). Portanto os jogadores da equipa que ataca devem assegurar que apesar da pressão forte do adversário no corredor lateral, se este tiver linhas de passe, conseguirá fazer rodar a bola e aproveitar essa pressão forte para conseguir ter vantagem noutra zona. O reforço negativo seria pois dado não ao jogador que perde a bola, mas à equipa que deixou que o jogador ficasse sem linhas de passe no corredor lateral.
Mais do que reforçar positivamente o ataque pelo corredor central, penso que sempre que a equipa como um todo fosse punida pela perda de bola, os jogadores procurariam outras soluções que não o refúgio no corredor lateral livre.

lds disse...

Boa noite,

só um esclarecimento/preciosismo. Aquilo a que estão a chamar de "reforço negativo" é, na verdade, "castigo positivo".
Se param a jogada para evidenciar, imediatamente, o erro e providenciar algum tipo de consequência negativa ao comportamento errado, isso é castigo positivo. O reforço negativo virá depois, eventualmente, numa outra jogada em que o elemento que tinha cometido o erro tentar corrigir o comportamento para evitar o erro e o castigo associado; assim, esse novo comportamento será reforçado pela ausência do castigo (ou seja, reforço positivo). De facto, o objectivo de se aplicar o castigo positivo será o de vir a obter o reforço negativo de um outro comportamento adequado no futuro; mas, em si mesmo, o acto de para o jogo e dar uma consequência desagradável ao comportamento inadequado é "castigo positivo".

lds disse...

Manuel Nascimento disse:

«quem ataca pode só querer atacar pelo meio se for isso que lhe dá pontuação. No limite, força força força até conseguir, porque se for por fora nunca ganhará nada.»

Justamente! Creio que é esse o ponto nuclear da questão. Como não reforçar positivamente um comportamento indesejado sem informar aos jogadores (que atacam) qual é o comportamento desejado?

Estou curioso para ver a solução a que chegaram. Entretanto, lembrei-me de algumas possíveis sugestóes, assumidamente toscas ou, pelo menos, um pouco precipitadas (sem "digestão" suficiente):

- os jogadores da equipa atacante que jogarem nas alas seriam jogadores de "pé trocado" (esquerdino na direita e destro na esquerda) para promoverem mais o jogo interior;
- Os jogadores da equipa atacante que jogassem dentro do bloco defensivo contrário, mais perto da baliza, seriam marcadamente mais baixos e fracos no jogo aéreo por comparação com os defensores, para evitar o reforço positivo de cruzamentos "em série"; poderiam até ser escolhidos os jogadores com menos habilidade+prática para atacar os melhores espaços de finalização, pelos mesmos motivos, ou seja, evitar a criação de boas consequências para o jogo baseado em cruzamentos. Nesta situação, das duas uma: ou os cruzamentos começavam a sair em catadupa, mas sem resultados que levassem ao reforço desse comportamento; ou os "cruzadores" perceberiam a situação de desvantagem na zona de recepção do cruzamento, e procuravam soluções alternativas, quase inevitavelmente passando por algum tipo de jogo interior.

Blessing disse...

Lds, sim. O que se pretende é diminuição da frequência de comportamentos desadequados através do castigo. Mas não queria entrar por aí, pela científicidade, por uma questão do público alvo com quem estamos a lidar. O essencial é o entendimento do que se quer, não os nomes que se usam.

Blessing disse...

algumas correcções para que se perceba ainda melhor o exercício.

4x4+joker é uma forma jogada que não tem guarda redes. É jogado em espaço reduzido e não há nunca posições definidas. Todos os jogadores devem aparecer em todos os espaços se assim o entenderem, bem como podem permanecer num que gostam mais, se assim o entenderem. Não há qualquer imposição à mobilidade, nem tão pouco ao ponto de partida posicional.

Agradeço a vossa resposta, e atenção. A nossa solução foi no sentido da que o Dipeca citou.
Ao fim ao cabo, como ele explicou, muito bem, é um comportamento que se quer colectivo pela acção individual de um, dois, elemento/s.

Tirando um/dois jogador/es do jogo, por ter sido ultrapassado, com respectivo castigo e feedback, leva-nos para onde queremos. Associa uma emoção, consequência, experiência, negativa ao comportamento de quem veio para fora do jogo. E uma emoção, consequência, experiência, positiva a quem fez o movimento interior (passe ou drible), pela superioridade numérica marcante (mínimo dois jogadores) que facilitará a chegada ao golo.
E com isso, conseguimos também algo importante que é não quebrar o seguimento natural do jogo.

Gonçalo Matos disse...

vou desde já avisar que não li os comments...
Se tu fizeres isto de uma forma em que ambos os grupos de 4 têm de defender, o que eu faria seria o seguinte...

quem tem a bola e consegue meter bola dentro, mantêm a bola depois do jogo parar. Assim tás a reforçar o jogar dentro, em detrimento de jogar fora.
se não conseguirem jogar dentro e perderem a bola, ela passa para o grupo de 4 que estava a defender e dás reforço positivo a quem defendeu bem, e reforço negativo a quem atacou mal.

Jorge disse...

Blessing:

Gosto da ideia, esse processo pode ser aplicado nos treinos para corrigir outros comportamentos indesejaveis e nao e tanto um castigo (como encher, ou sentar) mas tem uma componente pedagogica ja que o jogador recebe feedback especifico sobre aquilo que fez mal e o que poderia ter feito para evitar a situacao indesejada.

Muito obrigado por estes posts.

Tiago C disse...

Sai uma ideia de jogo para a Selecção na mesa um, por favor! É que entretanto Ronaldo já vai com 30 anos e ninguém o soube aproveitar...

Um 433 com Ronaldo completamente solto na frente, a ir buscar jogo onde quiser em vez de se fixar entre os centrais, com dois extremos que não deixassem autoestradas abertas nos corredores laterais? Seria simples de implementar e fácil de adaptar a diferentes estratégias (posse, contra-ataque...)

Um 442 com Ronaldo a ser apoiado por um pivô ofensivo capaz de abrir espaço? Seria mais elaborado...

No fundo o que interessa é Ronaldo, já que se joga só em torno dele há anos... pelo menos que se faça com competência!

Dipeca disse...

Yeah! Qual é o prémio? :)
Tudo o que envolve parar o jogo frustra todos os jogadores, na minha opinião.
Abraço

Bernardo Ferrão disse...

A solução passa para retirar o(s) jogador(es) que erraram de forma a não prejudicar a fluidez do jogo e poderes corrigir o erro na hora?

A minha sugestão ia no sentido de existir um sistema de pontuação para além do golo. Se queres parar o jogo e corrigir o erro na hora retira fluidez ao jogo e não acho que seja benéfico parar o jogo e reiniciar de onde paraste. Portanto pensei que sempre que a equipa penetrasse pelo meio (e fosse ou não parado o exercício para correções) ganharia 1 ponto, ao final de 3 pontos valeria um golo. Quando parasses o exercício para corrigir a equipa ganharia o tal ponto e a bola seguiria da baliza dessa mesma equipa. Assim estarias a dar o reforço negativo à ação que não queres que aconteça e um reforço positivo à ação que é aquilo que queres, apesar de prejudica a fluidez do jogo.

Blog de Portugal disse...

Se eu bem percebi, a solução proposta é retirar 1/2 jogadores mal eles erram, seguir o jogo sem eles e entretanto explicar-lhes os erros. Quando isso terminasse, regressavam e voltava ao 4vs4. Certo?

Se for como percebi, corres é o risco de gajos competitivos estarem naquela a ouvir mas com toda a vontade (normal) de voltar ao jogo. Se for um tempo pré-definido de fora é mais fácil, e a pré-disposição para ouvir é maior.

É uma boa solução. Retira-se um pouco de tempo de empenhamento motor, mas em que se ganha numa melhor compreensão do jogo por parte do jogador e no desenvolvimento da sua qualidade individual.

O que eu iria propor seria parar na mesma e acrescentar 1 penalty para marcar à equipa com comportamento positivo. No final ou num momento adequado já com os GR, as duas equipas cobravam os seus penaltys (acrescenta um pouco de pressão e simula melhor como em jogo) e quem marcasse mais ganhava. Desta forma as regras continuavam simples e as paragens continuavam a ser curtas.
Mas a vossa solução é melhor.

Daniel Carrilho disse...

Já vou tarde mas pronto.

No caso de um jogador ser ultrapassado no corredor central, ou é golo ou não. Se não for golo ou é porque os colegas conseguiram resolver a situação ou foi por incompetência de quem ataca. Portanto, se não for golo, o castigo é absolvido e permeia-se a competência dos colegas que conseguiram salvar a equipa do castigo apesar do desequilíbrio, ou a sorte, que também faz parte. Se for golo, que é o que deverá acontecer na maior parte das vezes se estamos certos em pensar que um desequilíbrio no corredor central é quase fatal, ainda por cima contra uma equipa que joga com mais um (joker) e num campo reduzido, o jogo para e a equipa que cometeu o erro tem o tal castigo. É explicado a quem o cometeu o que deveria ter feito. Ou seja, golo sofrido pelo corredor central = castigo. Além disto, se quem defende consegue cumprir o objectivo e recuperar a bola então pode agora atacar e tentar marcar golo. Revertem-se os papéis mas aplicam-se as mesmas regras, assim o exercício é continuo.

Desta forma estimulamos os atacantes a tentarem desequilibrar pelo meio, porque é mais provável marcar golo dessa forma e estimulam-se os defesas a evitarem isso.

Não concordo com o castigo imposto ao individuo porque no jogo o "castigo" é sofrido por todos e a quem comete o erro é-lhe dado feedback para que o evite. Além disso, aquele que causou o castigo vai sentir-se mal mas na jogada seguinte pode ele mesmo pagar pelo erro de outro colega, o que estimula a empatia dentro do grupo e que é o que acontece na realidade.