quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Anatomia de um golo. Ou de vários.

Ainda são demasiados os que avaliam o trabalho do treinador pelo seu gosto pessoal perante os onzes que apresenta, as substituições que faz ou o sistema táctico com que joga.

Ser bom ou mau treinador não tem absolutamente nada que ver com isto. Acredite. Ser treinador não tem nada a ver com o que qualquer bêbado num café conseguiria fazer.

O Sporting chegou hoje a vários golos, demonstrando qual é de facto o trabalho do treinador.

Com bola, definir posicionamentos e movimentações que garantam enormes possibilidades de sucesso. O portador para ter maiores possibilidades de sucesso precisa de várias linhas de passe. À esquerda, à direita e em apoio frontal. Assim, a sua decisão fica facilitada e o seu jogo mais imprevisível.




A bola vai passando de pé para pé, e a equipa move-se, movimenta-se. Sempre de forma pensada. Sempre de forma assertiva. É fácil ter bola em equipas que multiplicam as linhas de passe. É mais fácil dar seguimento às jogadas. É mais fácil brilhar e fazer bem.

As imagens marcam o início do primeiro golo do Sporting. Mas em todos, e em todo o jogar, há opções. Há proximidade ao portador. Há futebol.

10 comentários:

Bruno Miguel Espalha disse...

E o central a conduzir dentro do meio campo adversário o que aumenta logo as opções de passe e obriga o adversário a recuar

Filipe Vieira disse...

O trabalho do Jorge Jesus é extraordinário. Só não entendo porque não vemos mais vezes o Bryan no apoio ao ponta de lança que na minha opinião devia de ser Montero. Da forma como o Sporting joga neste momento o Slimani destroi metade das jogadas de envolvimento do Sporting. Gelson numa ala, João mário na outra (Bruno césar ainda não está disponivel, assim que estiver puxava João mário para o meio e tirava o adrien) Com dupla Bryan/montero)

Pedrooo317 disse...

O Jesus não é conhecido por gostar de ter bola.

E contra equipas de valia semelhante algumas das ideias que hoje se virem tendem a desaparecer.

Só um ponto que acho importante e que para mim separa o bom do top.

Blog de Portugal disse...

E ainda há várias vezes colegas a desmarcarem-se no espaço, em rutura, dando mais uma solução ao portador, embora seja normalmente uma combinação treinada.

A bug's life disse...

Entretanto, para Rui Vitória, o que interessa é ter jogadores junto à linha para cruzar

Francisco disse...

Boa análise, inteiramente de acordo.
No seguimento desta jogada, Esgaio vai cruzar a bola e vão aparecer 3x3 na área - ou seja as probabilidades de dar golo são muito elevadas.
Outro aspecto que valorizo bastante nas equipas de JJ é a capacidade de jogar pelo centro do terreno, onde o perigo para o adversário acontece com mais facilidade. Ontem o Sporting marcou mais uns golos assim, com jogadas e desmarcações pelo meio, e ainda poderia feito outros tantos.
Falta ainda, a meu ver, melhorar bastante as bolas paradas ofensivas, onde o Sporting ainda parece algo inofensivo. Não concordam?

Duarte Palha disse...

A questão do slimani é (à escala) o mesmo que se passa com Ronaldo actualmente. é um jogador muito forte na finalização e o que "assegura" em número de golos, compensa as jogadas de potencial que destrói.

Slimani (na forma que vem apresentando) parece-me inquestinável hoje em dia...agora, outra coisa é ter constantemente no ataque dois "destridores" de jogo. Teo e slimani juntos é um erro brutal.

jonnybalboa disse...

Concordo em parte com a análise em que Teo e Slimani juntos não será a melhor dupla. Facto é que Teo parece ter aquela estrelinha de marcar nos jogos "ditos" exigentes. Fê-lo na supertaça, bem como nos 2 jogos contra CSKA e outra vez na luz...e Slimani já não é aquele "tosco" com os pés de há 2 anos atrás, tem evoluido muito nesse sentido.

Acho que JJ tentou mudar isso colocando Montero e Slimani juntos no jogo da taça, mas Montero, apesar de toda a sua capacidade técnica, insiste em estar ausente na maior parte das oportunidades.

Edson Arantes do Nascimento disse...

O Slimani não é forte na finalização. É agressivo (na busca da profundidade, a atacar a bola, a impor o físico) na zona de finalização. São coisas diferentes. Para ser forte na finalização é preciso ser bom a jogar à bola. Ele destrói várias hipóteses de finalização simples com acções perfeitamente rústicas.

Como ontem se viu, aliás. Bastou jogar Montero com Gelson, Bryan e João Mário para o Lokomotiv ver fumo durante 80 minutos.

Gonçalo Matos disse...

Sinceramente, acho que aquilo em que o slimani faz a diferença é a defender. Deve ser dos jogadores do Sporting que mais condiciona o adversário.
No processo ofensivo, acho que vale pela capacidade de dar profundidade à equipa. Tem marcado muitos golos, mas também no modelo de JJ quase todos os avançados o fazem.
Teo é uma espécie de nulidade em forma de jogador neste momento. Não vejo nada dele que ache que justifique a titaridade e muito menos a sua contratação