segunda-feira, 9 de novembro de 2015

SL Benfica 2015 2016. Um Benfica menos ofensivo. Mas não necessariamente melhor defensivamente.

Um Benfica muito menos ofensivo posicionalmente que nos anos passados. Esta é a marca da presente temporada.
Tudo começa fruto dos novos posicionamentos na fase de construção das águias. A partir das opções aqui tomadas tudo se encadeia. A equipa está menos subida, obriga o adversário a recuar bastante menos, e quando perde a bola, geralmente está mais baixa do que quando perdia no passado, logo também mais susceptível à transição ofensiva adversária. Daí menos ofensiva, mas não melhor defensivamente. Mesmo que não tenha a equipa tão projectada para a frente.

No passado, os centrais e trinco progrediam e atraíam adversários. Quando a bola saía destes, entrava logo na segunda fase, nas costas de alguns adversários. Num espaço mais avançado do campo e tendo o adversário menos oposição (porque o passe ou progressão dos três de trás quebrava logo uma linha).


A opção por ter centrais juntos e médios mais à frente, a obrigar laterais a jogar com menos profundidade e fora do bloco adversário. Menos possibilidades para jogar dentro de sectores adversários, e menos possibilidades para pisar terrenos mais ofensivos de forma mais regular e constante.

29 comentários:

p1nheir8 disse...

Boas :)

Agora também existe por vezes a saída a 3, mas o que acontece mais é que quem cai na ala da bola é um dos médios. Neste jogo deve ter acontecido uma duas vezes, mas nem se notou muito. Em outros jogos sim, principalmente com André Almeida. É o médio ir buscar a bola a fazer de 3º central na lateral, o lateral subir logo pela linha, vindo o médio ala dentro. Não resulta em quase nada, porque grande parte das vezes ou se guarda a bola ou se joga longo no lateral.

É uma equipa com pouca dinâmica, que defende com mais gente e pior, infelizmente.

Abraço.

Antonio disse...

Gosto muito das tuas análises aos jogos. Top!

André Lobo disse...

Boas

Desde já dizer que concordo com grande parte da análise feita e perguntar se não há algum paralelismo com a saída de bola do Porto do Lopetegui? Não estou a dizer em tudo, mas por exemplo o posicionamento dos laterais também é muito baixo no Porto e também costuma haver imensa gente fora do bloco a dar linhas de passe pouco interessantes digamos assim....

Depois gostaria de perceber uma questão, o que aqui é defendido é uma saída a 3 em que o médio baixa para o meio dos centrais certo? Isto é defendido sempre ou seja mesmo que o adversário não esteja a pressionar os centrais com dois homens ou só para garantir superioridade, mas deduzo que seja sempre pois seria impossível abrir tanto os centrais sem alguém no centro. Mas o que queria perguntar é se isto não força um bocado a saída pelo corredor lateral? Ou seja se não há outra maneira de sair em que se privilegie mais o corredor central? Não falo do Benfica de Jesus neste caso, falo no geral

p1nheir8 disse...

Obrigado, António.

Abraço.

Furtivo disse...

resumindo, se isto fosse o editor do velhinho Championship Manager, o Rui Vitória tinha uma nota de 10 a 12 no Ataque e Conhecimento Táctico 9 ou 10...

R.B. NorTør disse...

No editor do Football Manager não terá mais de 6 ou 7 em Tactical Training, isso é certo.

O problema é que deve ter uma cláusula tipo "feel he will never leave the club he loves" e isso é que me lixa...

Dennis Bergkamp disse...

Neste jogo com o Boavista aconteceram algumas coisas interessantes.

Ainda tentei tirar umas fotos, mas estar a ver em stream nao ajudou nada.

Quando se circulava, muitas vezes estavam em 14231. Jonas bem mais baixo do que Jimenez, e muitas vezes Gaitan e Guedes por dentro, com os laterais em largura maxima.

Quando circulavam, o Samaris criava uma linha de 3 atras a direita, e o Talisca fazia o mesmo pela esquerda.

Nao aconteceu muitas vezes, mas aconteceu vezes o suficiente para me dar a entender que pode ser algo trabalhado e nao.... por que sim.

Isto abre possibilidades giras, porque muito mais gente por dentro permite utilizar aquela coisa gira de usar o apoio frontal do avancado com ele a tocar de frente no medio que nao recebeu.

Fica bem mais dificil de fazer isso quando a circulacao ]e muito lenta, e ainda mais se as % de passes com sucesso se mantiverem baixas (baixas, para uma equipa que pretende ser dominante e usar o ataque posicional como seu principal meio de criacao de oportunidades de finalizacao).

ps: desculpem la a falta de acentos, mas com tapetes voadores fica mais dificil.

Dennis Bergkamp disse...

Era mais ou menos isto, mas com Talisca ou Samaris a baixar

http://i.imgur.com/EfuwBOC.gif

Jorge Carolo disse...

Sempre a bater no ceguinho!

Ele tá no ano zero!!! Têm de ter calma, o modelo que implementou no Guimarães, que tantos Benfiquistas admiravam, demora a ser criado.

Ele já falou na validade e em todas as conferências fala no processo, no caminho, não comecem agr a falar da saída de bola...

Não queiram que ele agr faça tudo igual ao JJ, já tá a jogar em 442 que nem gosta muito.. Tá a apostar nos jovens como sempre fez enquanto treinador de equipas do Benfica(treinador dos juniores) e nem usa os jogadores que contratou...Tá a fazer o que o JJ lá deixou na saída de bola mas adaptado...
E tem tido resultados...Ou acham que o melhor ataque do campeonato vem do ar?? Isto é fruto de muito trabalho, muitos cruzamentos, muitos cabeceamentos, muito jogo longo do centrais para os avançados.

Tenham paciência que as coisas vão acontecer...

Ah e não se esqueçam que para azar do Benfica o Braga este ano tá muito mais forte, o que dificulta ainda mais as coisas!!

DM disse...

Sou um completo ignorante, mas a sensação que tenho é que estes treinadores jovens que chegam aos grandes atualmente (Marco Silva, Paulo Fonseca, Rui Vitória) optam sempre por implementar modelos de jogo demasiado abertos no campo, com muita distância entre sectores e com um foco excessivo no corredor lateral onde têm mais segurança defensiva nas movimentações ofensivas. Creio que o facto de não explorarem outro tipo de jogo se deve à urgência em obter resultados, mas no geral também tenho a sensação que os treinadores portugueses de qualidade estão em "decadência". De todos os "bons" treinadores que há na 1ª Liga e fora dela (Marco Silva, Paulo Fonseca, Rui Vitória, Miguel Leal, Pedro Martins, Vidigal, Quim Machado), nenhum deles me parece sequer preparado para assumir uma equipa grande e fazê-la subir de nível como o fazem atualmente Jesus, Vitor Pereira ou Paulo Sousa.

R.B. NorTør disse...

Maldini, é giro que fales disso porque esses movimentos já tinham sido aplicados, se não ao mesmo tempo, pelo menos individualmente.

Nos primeiros jogos do campeonato o que descreves para o Samaris era o pão nosso de cada dia, só que o Samaris era chamado a fazer isso à direita (onde ajudava a tapar as subidas do NS, quando a equipa perdia a bola) e à esquerda (normalmente porque o parceiro dele não o fazia).

A descida do Jonas também não foi inovativa. Pelo menos no jogo contra o Porto o Jonas andou sempre em terrenos mais descaídos. Tenho quase a certeza que o fez em mais jogos, mesmo que esporadicamente. O que só me irrita mais de cada vez que oiço uma alimária dizer que o Jonas tem de sair para o RV implementar o seu 433/4231/451/coiso.

Quanto aos acentos, se o tapete voador tiver uma tecla perto do ] com '/" então podes usar o ' como acento agudo. Isso deve querer dizer que à esquerda do 1 está o `/~. Verifica as configurações do tapete para teres o teclado em US-Internantional.

R.B. NorTør disse...

US-International e não Internantional (não fui a tempo de cancelar o post anterior...)

Ricardo Abreu disse...

Grande análise :)

Sandro Barbosa disse...

http://www.maisfutebol.iol.pt/opiniao/benfica/4x4x3-as-diferencas-quando-o-jogo-inclina-para-fora

Benfiquista Primário disse...

Muito bom, como sempre!

O mais deprimente é ler tantos benfiquistas escrever que o RV tem de se libertar do modelo de jogo do JJ, que tem de impôr o seu, só porque o sistema é o 4x4x2...

A mim, que não sou da área do futebol, parece-me evidente desde Julho que o RV implementou o seu modelo de jogo - esse é que é o problema!

Destruíu uma equipa que defendia como um harmónio e atacava como um carrossel...ou como alguém brilhantemente escreveu, o que era uma orquestra sincronizada é agora um bombo ao improviso!...

Em todos os momentos do jogo, o modelo do actual Benfica não podia ser mais oposto ao do JJ.

Duas consequências gritantes:

- agora o Julio César tem adversários isolados em todos os jogos, normalmente umas três vezes por jogo, quando antes isso acontecia uma vez em cada três jogos (e estou a ser simpático)

- o Benfica de JJ entrava muitas vezes na área com a bola controlada, em igualdade ou superioridade numérica; este ano, não me lembro da última vez que isso aconteceu.

Não foi um erro histórico, como disse o RAP, foram dois erros históricos...o Benfica só tinha que manter o JJ para dar a estocada final no FCP...não mantendo, o substituto tinha que ter um nível semelhante - Klopp era o meu sonho, mas o Vítor Pereira, por todas as razões e mais alguma, era uma excelente opção e estava livre...

Jorge Carolo disse...

Benfiquista Primário,

O problema é que os Benfiquistas não gostam de treinadores que tenham alguma ligação comprovada aos rivais, mesmo que sejam super competentes e isso poe logo de parte o Vitor Pereira.

Associado a isso o Presidente do Benfica queria uma opção mais light para as contas e que respeitasse algumas das suas vontades, nomeadamente, a aposta nos jovens, saber falar/estar, ser Benfiquista, dar mérito à estrutura e bajula-lo.

Ora Vitor Pereira não se dispõe a isso tudo e não reune todas essas valências.

Teria sido uma jogada de mestre porque seria muito provavelmente o chamado 2 em 1, pois não só, caso tivesse sucesso, deixaria os rivais do norte numa situação muito má a vários níveis (económico, desportivo, começariam a duvidar na "estrutura", etc), como daria um grande passo para fazê-lo igualmente no sporting que ainda está numa situação mais frágil, podendo, quem sabe, ter um período com conquistas a nível interno longo como aconteceu com o Porto nas ultimas decadas.

Mas enfim, optou-se pelo amadorismo e falta de competência, associado a umas frases feitas e apoio incondicional...

Desculpem a extensão e o devaneio, mas associado a isso teríamos provavelmente o campeonato mais disputado de sempre com dois grandes com grandes treinadores (e equipas mais fracas) e o outro com uma grande equipa e um braga também bem orientado. Assim, temos um campeonato com pouca historia.

Benfiquista Primário disse...

Completamente de acordo.

Depois do golpe psicológico da ida de JJ para o Sporting, a contratação do VP seria um duplo golpe psicológico, para os outros dois candidatos ao título.

No plano técnico e táctico, então, nem vale a pena falar...

GV disse...

Até que ponto os sinais preocupantes do Benfica do RV foram potenciados neste jogo pela procura do Boavista em jogar atrás da linha bola com o bloco recuado?

Ou seja, esta mesma análise não seria mais imparcial se fosse feita também noutros jogos?

GV disse...

(não estou a querer atacar os bloggers ou a defender o RV sobre o qual quero acreditar que ainda há esperança, são só perguntas)

Benfiquista Primário disse...

GV, lembras-te de algum jogo deste Benfica em que o, digamos, 'futebol' apresentado não tenha sido:

- péssimo controle da profundidade

- marcação homem a linha lateral e homem a bandeirola de canto

- muito espaço entre sectores

- portador da bola com zero a uma linha de passe disponível

- proibição do jogo interior e do futebol apoiado

- uso e abuso de cruzamentos da linha lateral para a área, em ataque organizado, contra defesas posicionadas e de frente para a bola

- bypass do meio-campo por falta de linhas de passe e de dinâmica, com balões directos dos centrais para o milagre do Gaitán e/ou do Jonas?

Eu não me lembro...e estou a incluir os jogos com bons resultados, como o de Madrid.

GV disse...

Benfiquista Primário, eu referi que há sinais preocupantes - profundidade e largura e jogar demais fora do bloco adversário. Mas perguntei e pergunto qual o impacto da estratégia do Boavista e se não seria mais correto fazer esta análise (também) a outros jogos, por achar que neste jogo o próprio Boavista contribuiu bastante para isso.

Ricardo Fernandes disse...

GV mas foi a isso que o Primário te respondeu. A análise é pelo conjunto de jogos e não por este.

Benfiquista Primário disse...

Exactamente, Ricardo.

GV disse...

A minha pergunta, aos bloggers, não era sobre os outros jogos, era sim sobre este.
Assim, a

vossa resposta à minha pergunta, BP e Ricardo, parece ser então que, a vosso ver, a dita estratégia do Boavista não potenciou em nada os ditos aspetos preocupantes do Benfica do RV.

Benfiquista Primário disse...

GV, eu percebi. Mas infelizmente, acho que o que chamas aspectos preocupantes aparecem em todos os jogos, grosso modo com a mesma exuberância, independentemente do modelo de jogo do adversário.

Um abraço.

R.B. NorTør disse...

GV,

Acho que é injusto falares de parcialidade desta análise. Se fores ver o que tem sido comentado em jogos anteriores. Para falarmos do Maldini, dia 3 de Agosto tem o post «Hoje até das individualidades se duvida» e esta análise vem na sequência do que o Dennis fez a 10 de Agosto no rescaldo da Supertaça («Porquê tantas diferenças no derby»).

Claro que estamos longe em que havia tempo para se abordar todas as incidências do fim de semana da bola, a malta se calhar deixou de ser estudante e passou a ter de trabalhar ao fim de semana, ou se calhar outro motivo qualquer. O que não é parcial é esta análise ao Benfica de RV. Se frequentares, como até acho que o fazes, outros blogs sabes que há quem o faça quase semanalmente, outros mais a espaços, e a verdade é que os defeitos e virtudes vão sendo os mesmos jogo após jogo após jogo, sem que uns se corrijam e as outras se mantenham.

GV disse...

RB,

Não sei porque achas que frequento outros blogs e estranho a tua posição de defesa em nome dos autores.

No LE e no Posse, não obstante algumas questões, espero maior imparcialidade do que ás vezes se verifica. É só obviamente uma expetativa minha, os bloggers naturalmente é que sabem e decidem o que querem publicar e como.

Neste caso, acho que o jogo escolhido para fazer esta análise tem as questões do Benfica ainda mais visíveis dada a estratégia do Boavista. Independentemente de eu concordar em boa parte com a análise feita e de alguns (maus) sinais do Benfica do RV serem (quase sempre) visíveis em (quase) todos os jogos, a minha expetativa neste blog é que não se opte pelo óbvio (mais uma vez repito que é apenas a minha expetativa e que não pretendo colocar grande tom crítico nisto - é só uma observação - a definição da linha editorial não é minha mas penso poder dar a minha opinião).

Parecer-me-ia mais alinhado com a qualidade do blog a seleção de um jogo onde estes aspetos fossem um pouco menos visíveis e partir daí para mostrar o mau e o menos mau, se houver menos mau.

Pegando no exemplo que dás do «Hoje até das individualidades se duvida» e agora num tom mais crítico, deixa-me lembrar que por aqui no ano passado se dizia, para enaltecer a qualidade do JJ, que a qualidade individual do plantel do Sporting não era quase nada inferior à do Benfica e que agora, novamente para enaltecer a qualidade do JJ, já se vai passando a ideia de que a qualidade individual do Benfica é bastante superior...

Acho que podemos e até devemos ter preferências, mas penso que certas análises podem ser ainda mais sérias, especialmente num blog de conteúdo bastante rico.

Cumps,

Blessing disse...

GV, qual dos bloggers escreveu isso e mostra lá onde. Vá, quero ver. Quero saber, exactamente, onde é que foi escrito que o slb era superior ao scp. Disse-se aqui e sempre que tanto slb como scp não eram nada de especial do ponto de vista individual. E continua-se a dizer o mesmo, com uma diferença - Carrillo.
Mas se viste algum dos bloggers dizer que o scp é pior, mostra onde. Quero mesmo ver.

R.B. NorTør disse...

GV,

Pelo menos o Posse frequentas e isso já é outro campeonato! Eh pá, pensei sinceramente que não te limitasses ao LE. Há uma série de outros onde se pode ir para cruzar informação, alguns deles onde uns habituais daqui também opinam, mais ao nível de comentários. Olha o Orgulhosamente Lampião -onde podes ler uns comentários meus menos neutros- ou as análises do Visto de Vermelho e Branco o meu novo guilty pleasure da blogosfera futebolística. Não era bicada, pensei mesmo que andasses por outras paragens.

Eu não defendo, nem tenho de o fazer, o bom nome da malta do blog. Custa-me é um bocado que todos lhes caiam em cima. Compreendo que são uma preciosa fonte de informação para incultos, como eu, e que quem gosta e quer aprender quer mais e mais e mais. Só que é essencialmente malta que trabalha ao fim de semana, que vive futebol durante a semana e que o pouco tempo que tem fora disso só se pode perder com futebol do melhor e onde sabe à partida que pode aprender alguma coisa. Daí que eu ache injusto rotular-se de parcial esta análise, quando ela já foi feita noutras situações, se não em posts, pelo menos em comentários. E por haver uns quantos, não necessariamente tu, que acham que por se analizar o RV tem de se ir analisar os outros dois. Eu preferia ver análises ao trabalho do Paulo Fonseca em Braga, por achar que o Paços com ele sempre jogou à Benfica com falta de qualidade individual; do Pedro Martins, por achar que consegue conferir ao Rio Ave uma boa organização defensiva que depois potencia diferentes formas de ataque; gostava de ver mais análises ao campeonato alemão, para mim de longe o melhor (em organização) e mais equilibrado (em termo de futebol jogado) da Europa, senão do Mundo. Ao menos parece que com a parceria com a casa de apostas este meu último desejo vai ser realizado!

Como não vi o jogo do SLB com o Boavista, mas tenho já muitas horas de Benfica modo RV, não acho que os defeitos sejam particularmente potenciados pela abordagem ultra-defensiva do Boavista. O Belenenses também foi ultra-defensivo e saiu com um saco cheio, mais porque os primeiros dois ou três cruzamentos correram bem, entraram e a equipa passou a jogar mais com a bola pelo chão e a procurar desmarcações mais pelo meio (não me lembro se jogou mais entre linhas). É de resto habitual essa mudança quando o Benfica se apanha a ganhar por dois ou mais, a equipa parece que passa a ter «ordem de soltura» e alguns hábitos antigos vêm ao de cima. É comparar com o Estoril ou com o Moreirense, dois resultados diferentes na expressão e na dificuldade, com equipas que também priveligiaram o não sofrer e só depois tentar ganhar, mas de forma mais metódica do que os pastéis. O Paços não me pareceu ultra-defensivo, mas voltamos àquela questão da qualidade de uns e outros, e teremos sempre de falar de como ter Jonas ajuda a desencravar muita coisa...

Resumindo, espero que ainda leias isto. Não há nada que me mova contra os poucos com quem ainda se pode conversar racionalmente, mas há adjectivos que me parecem inadequados.