sábado, 12 de dezembro de 2015

Múltipla da semana.



LEICESTER X CHELSEA

Recebe o Chelsea na liderança, o Leicester de Ranieri.
O projecto do italiano baseia-se no músculo, na verticalidade, na agressividade e velocidade. Uma equipa típica da Premier, que vai com confiança somando pontos inesperados.
Um jogo muito britânico, com constantes lançamentos na vertical a explorar o excelente na fase de finalização Vardy. O ponta de lança agora internacional inglês vive autentico conto de fadas. Um golo por jogo a revelarem toda a mestria e confiança com que está a aparecer nas zonas de finalização. Okasaki é quem costuma acompanhar Vardy, como segundo avançado, pedindo mais no pé, mas surgindo também muito nas solicitações mais longas.
Meio campo defende próximo da última linha, enquanto aguardam por uma recuperação para sair rápido em contra-ataque. Leicester que não se preocupa nunca com posse, antes com recuperar e esticar rápido.
Apesar da classificação, a superioridade do Chelsea é evidente. Não podendo de forma alguma ser ignorado o momento muito peculiar que se vive em Leicester, um empate será um resultado bem provável.



Chelsea em 4231 no campo do mais frágil individualmente Leicester. Todavia, o estado anímico de uns e outros fazem mudar as agulhas do jogo.
A classificação não obriga o Chelsea a assumir o jogo em organização, momento em que se sente desconfortável. Mais baixo, mais próximo e procurando explorar as transições onde é letal pela forma como Hazard, Óscar e William definem, sempre lançados por Matic fora do bloco, a dar inicio aos ataques rápidos ou à construção, o Chelsea poderá equilibrar tacticamente o ascendente mental do Leicester.
Um empate em perspectiva.





JUVENTUS X FIORENTINA

Depois de um começo atribulado, prepara-se para caminhar para o Scudetto a equipa da Juventus.
Muita gente no corredor central no seu habitual 442 losango, com interiores de passada larga (Lichtsteiner ou Sturaro na direita e Pogba na esquerda), um trinco (Marchisio) que ocupa bem o espaço, e dois avançados sempre complementares (Dybala o mais móvel a pedir nos corredores laterais e Mandzukic ou Moratta mais fixos e mais centrados na finalização), a Juventus alia qualidade de processos a muita qualidade individual.
Um modelo com muitas opções para jogar em organização, com jogadores perigosos na transição, e de regresso a habitual consistência defensiva pelas incríveis individualidades. Em casa o seu favoritismo é sempre imenso.



Uma equipa tacticamente muito competente a Fiorentina de Paulo Sousa. Preparada sob este factor de rendimento para ter sucesso, é na qualidade individual que sentirá a maior diferença em Turim.

A equipa viola sabe posicionar-se em organização defensiva quando o tem de fazer, e não se coíbe de procurar ser protagonista em termos ofensivos. Não espanta que mesmo sendo individualmente uma formação débil quando se pensa que está no topo da tabela, esteja posicionada onde está. Não será nada fácil travar a avalanche ofensiva da Juve, mesmo no seu 442 bem organizado e próximo nos momentos defensivos.





Augsburg em 442 de 3 linhas muito rigídas nos momentos defensivos. Um modelo muito próximo dos tradicionais britânicos.
Ofensivamente o 442 mantém a mesma rigidez. Os dois médios (Feulner e Baier) jogam de perfil e ficam demasiado distantes dos dois avançados. Apenas os médios ala aumentam a profundidade aquando do momento ofensivo. Uma equipa bastante coordenada, mas demasiado britânica para a realidade da Liga Alemã. Possivelmente a mais forte de toda a Europa.
Individualmente é complicado competir com as melhores equipas da Liga.



Schalke no seu 442 em crescendo a deslocar-se ao campo do Augsburg, com a corda na garganta.
Com bola, os extremos chegam rápido à frente partindo o jogo num 4x2x4, com por vezes Di Santo a baixar nas costas de Huntelaar. O holandês procura sempre as zonas de finalização e revela incrível mestria quando chega a hora de rematar.

Movimentos muito verticais dos extremos, com a criação e criatividade muito mais entregue aos médios centro. 

Sem comentários: