sábado, 2 de janeiro de 2016

Múltipla da semana




RAYO - REAL SOCIEDAD

Regressa a casa a equipa de Paco Jémez, depois da catástrofe de Madrid.
Defensivamente é uma equipa desorganizada, de método individual, quando as individualidades não têm qualidade suficiente para serem abandonadas.
Todavia, ofensivamente Paco apresenta uma das propostas mais atractivas da Liga. Bola, bola e mais bola. Mobilidade, primazia pela decisão. Muitos apoios, muitas opções. Em casa, pode tornar-se diabólico pela dinâmica que impõe.



Real Sociedad próximo da linha de água. Um desperdício um plantel com Granero, Canales e Vela, ter estado preso a um modelo britânico que não explora a criatividade que poderiam impor em organização.
Eusébio lidera agora uma equipa que procura um modelo mais próximo daquele que sempre serviu o seu treinador. Pressão e reactividade sem bola. E muita vontade de jogar a bola no pé. Todavia, há ainda muito erro, apesar do potencial.

Na construção a equipa dá-se mal com o pressing adversário, e demora a reajustar-se na transição defensiva. Passará defensivamente muitas dificuldades no campo do Rayo.




WATFORD - MAN CITY

Watford com um plano táctico muito bem identificado. Mérito do seu treinador Quique Flores, que já aquando da sua passagem por Portugal mostrava apetência para ser bem sucedido em equipas que pudessem passar mais tempo em organização defensiva e depois sair em transições.
É assim o Watford. 442 clássico, com proximidade entre sectores. Forte em organização defensiva porque muita gente atrás da bola e com Ighalo na transição. Uma espécie de Suazo dos tempos modernos de Quique. Tornará o jogo complicado, mas a muita criatividade e qualidade individual do lado oposto prometem dissabores.



David Silva de volta aos bons momentos. Aguero de regresso. Com De Buyrne e Sterling entre linhas e Otamendi a assumir a construção, o City é das equipas mais poderosas da Europa. A equipa de Pellegrini apresenta-se num 4231, que tantas vezes se transforma pela dinâmica própria colectiva, conferida pelos médios. Silva vai e volta de dentro do bloco adversário, para pedir a bola, Touré idem, de forma alternada. Muita bola no pé, mobilidade e qualidade nas decisões. Mesmo perante pouco espaço, Aguero em ruptura ou entre linhas descobre caminhos.





SPORTING - FC PORTO

Em 442 a pressionar a construção do FC Porto, obrigando a equipa nortenha a errar na saída para o ataque, ou a ter menos bola. Um Sporting que se prevê dominador, a retirar bola ao rival e com muita dinâmica nas combinações ofensivas. Ruiz a extremo, recebendo dentro, decisivo na criação, João Mário previsivelmente com o mesmo posicionamento do lado oposto, mas mais rápido a juntar na transição defensiva. Muita envolvência ofensiva dos laterais e Slimani mais apto na zona da finalização do que a criar, onde também já se mostra. Um Sporting a melhorar os princípios defensivos, mas ainda com dificuldades próprias das suas individualidades. Um provável jogo intenso em Alvalade com um previsível empate pelo equivaler de forças.




Menos definido e interessante colectivamente o FC Porto de Lopetegui. Tudo gira ao redor da criatividade de Brahimi e Corona. Os dois prodígios azuis e brancos, poderão desequilibrar nas transições o jogo. As maiores duvidas serão se a equipa de Lopetegui conseguirá fazer chegar a bola redonda em quantidade suficiente aos seus jogadores na segunda fase ofensiva do jogo. Em Alvalade um jogo complicado defensivamente, mesmo que enfrente situações mais fáceis de resolver, porque colocará sempre muita gente nos momentos defensivos, mas ofensivamente um jogo em que claramente se pode imaginar a transição a sair com assertividade, explorando também a profundidade de Aboubacar. O equilíbrio será a nota dominante e o empate o resultado mais plausível. 




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