sábado, 30 de janeiro de 2016

Múltipla da semana.


LEICESTER - LIVERPOOL

Jogo de estilos opostos e um provável empate em mais um jogo de grande interesse na Premier League.
O projecto do italiano baseia-se no músculo, na verticalidade, na agressividade e velocidade. Uma equipa típica da Premier, que vai com confiança somando pontos inesperados.
Um jogo muito britânico, com constantes lançamentos na vertical a explorar o excelente na fase de finalização Vardy. O ponta de lança agora internacional inglês vive autentico conto de fadas. Um golo por jogo a revelarem toda a mestria e confiança com que está a aparecer nas zonas de finalização. Okasaki é quem costuma acompanhar Vardy, como segundo avançado, pedindo mais no pé, mas surgindo também muito nas solicitações mais longas.
Meio campo defende próximo da última linha, enquanto aguardam por uma recuperação para sair rápido em contra-ataque. Leicester que não se preocupa nunca com posse, antes com recuperar e esticar rápido.



Começa a tornar-se um modelo apaixonante de ataque a equipa de Klopp.
Partindo num 433 na forma como defende, com Firmino entre centrais, Lallana como extremo direito e Coutinho como extremo esquerdo, mas pressionando central direito adversário pelo seu lado cego. Quando ultrapassado e bola chega ao lateral direito, Emre, o interior esquerdo ocupa a posição no corredor lateral, baixando Lallana. De 433, para 442 (com Firmino e Coutinho à frente da bola), quando Coutinho é batido na pressão.
A zona de pressing bem definida, a antever uma transição fantástica nas botas do mágico Coutinho, que atravessa um grande momento na forma como com bola desequilibra as estruturas adversárias, encontrando espaços para os colegas aparecerem na zona de finalização.
Também em organização começam a notar-se ideias para desmontar as defensivas adversárias. Trocas posicionais entre extremos e interiores, para além de baralharem marcações permitem a Coutinho estar sempre mais próximo do jogo. A prometer o novo Liverpool.





BARCELONA X ATLETICO

Em 433 a equipa de Luis Enrique para o jogo que mesmo com tanto para jogar poderá marcar o destino da Liga. Uma vitória dará a oportunidade de abrir seis pontos de vantagem na liderança.
Uma das melhores equipas europeias da actualidade, com muita marca do seu treinador mais não seja porque percebe o seu lugar e deixa os craques exporem o seu talento.
A melhor transição ofensiva do mundo, porque nos pés de Iniesta, Messi ou Neymar, e com Suarez sempre a mostrar-se na profundidade, sempre com um sentido inacreditável para na movimentação aparecer no timing e espaço certo. Também em organização ofensiva o Barcelona está ao nível do melhor que se faz no mundo. Muita qualidade técnica e de decisão, muitos jogadores capazes de guardar a bola para sempre e de provocar desequilíbrios em criação. Jogar em Camp Nou é um suplício mesmo para quem como o Atletico tem uma boa organização.



Simeone aparecerá em Camp Nou em 442. Sectores próximos, agressividade sobre o portador e procura por uma transição ofensiva rápida. Apesar de imensas qualidades nos momentos defensivos, por posicionamentos e por reajustes e velocidade a que surgem as respostas às novas situações de jogo, em Barcelona o Atletico enfrenta a equipa mais capaz de não perder a bola do mundo, perante as suas zonas de pressão, o que lhe retirará muito do seu potencial na transição ofensiva. Jogo grande, mas com pendor muito forte para a equipa da casa.



WOLFSBURG  - COLÓNIA

Muito dinâmica ofensivamente a equipa da casa. Partindo de um 4x4x2 clássico nos momentos defensivos, para uma transição ofensiva muito rápida e muito bem definida pela muita qualidade individual dos jogadores com chegada à área adversária (Schurrle, Draxler progridem, definem e finalizam). Também em Organização ofensiva procuram jogar dentro do bloco adversário com os apoios frontais do ponta de lança mais fixo (Bost ou Bendtner). Há qualidade no modelo e nas individualidades para voltar à Liga dos Campeões na época seguinte.



Bem trabalhado o 442 de Peter Stoger no Colónia. Nos momentos ofensivos primazia por bola no chão, com bons movimentos interiores de Gerhardt, o ala esquerdo que se mostra sempre disponível para receber dentro, nas costas da pressão adversária. Transição rápida a aproveitar a excelente capacidade para explorar a profundidade de Modeste.
Em organização defensiva qualidade de posicionamentos. Bons equilíbrios, bons ajustes posicionais e controlo de espaços em toda a profundidade e largura.
Será um jogo entre dois bons modelos. O factor casa e as melhores individualidades do Wolfsburg deverão ditar o resultado final.




LEVERKUSEN - HANNOVER

Permeável defensivamente, acaba por sair prejudicado em termos pontuais o Leverkusen por tamanha ousadia com bola. Schmidt lidera uma equipa apaixonante pela forma como se lança posicionalmente no ataque, mas descura o equilíbrio defensivo nas transições. Mesmo em organização o seu 442 permite espaço dentro do bloco. Individualmente uma qualidade tremenda. Bellarabi à direita, Hakan no corredor esquerdo, e Chicharito com Kissling ou o suíço Admir na frente, dão largura e profundidade com qualidade nos momentos ofensivos. Kramer e Kample são a habitual dupla do meio campo. Porque caem por vezes também no corredor lateral, deixam o central despovoado na transição expondo defensivamente a equipa.
Tamanha mobilidade e qualidade fará estragos perante um opositor bem menos apetrechado.



Em Leverkusen no seu habitual 442 clássico. Linhas próximas na organização defensiva, ainda que nem sempre consiga controlar o espaço nas costas da última linha. Por vezes demasiada distância em largura nos momentos de defender acaba por permitir que se jogue entre jogadores do mesmo sector. E o Leverkusen tem mil e um posicionamentos para desmontar defensivamente os adversários.
Individualmente uma equipa a quem carecem opções para a tão competitiva liga em que compete. O último lugar que ocupa percebe-se muito mais pela falta de qualidade individual do que pela ausência de ideias. Na Bundesliga não há equipas que joguem um jogo aleatório.




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