Devido a varias experiências, temos a tendência para encarar muitos treinadores como pessoas que guardam "os seus segredos" a sete chaves, que são incapazes de partilhar os "como" e os "porque" de escolher este ou aquele, de utilizar esta ou aquela estratégia.
Na ultima semana foi possível observar de bem perto um treinador português que já foi campeão em Portugal, e que já trabalhou em vários países, com diferentes experiências.
Tem estado sempre no topo, desde que o conhecemos como treinador.
Foi, durante quase duas semanas, quase inacreditável a maneira como se mostrou disponível para abrir o jogo sobre aquilo que adoramos, o jogo e o treino.
Incrível a maneira como se aproximava de nós, no final dos treinos, já de bloco e caneta na mão, para conversarmos um pouco sobre aquilo que nos une, que é a paixão pela bola e pelo que se faz com ela.
A imagem que tinha deste treinador era de alguém que seria forte na comunicação e na análise de jogo, mas menos forte no planeamento e operacionalização e intervenção no treino.
Passadas estas quase duas semanas, é fácil perceber (mesmo não concordando com algumas ideias) porque é que está a tanto tempo "lá em cima" e por lá vai continuar.
Controlo e gestão do treino muito muito bons, ligação entre exercícios e entre treinos coerente. Criação de autonomias nos jogadores para que possam melhorar e optimizar aquilo que entendem que é importante.
Ganhou admiradores de todo o mundo nestas duas semanas.
11 comentários:
Quem é o Treinador?
Se fosse para dizer o nome ele tinha-o dito
Dennis,
Então, a pior qualidade das suas equipas devem se mais às suas ideias, não? Pressupondo que o problema não está na operacionalização das mesmas
AVB
Vilas Boas.forte na comunicação e na análise (não era a sua função c Mourinho?), mais fraco no treino (dizia-se q era o VP q lhe tratava desta componente).
Talvez AVB
Não interessa quem é, podia ser o Maldini.
O importante aqui é mesmo registar a abertura para se falar das coisas, como se estivessemos todos ao mesmo nivel.
Gonçalo, não conheço em profundidade os planteis que foi tendo, e muito menos a realidade de algumas ligas. Mas o que tive oportunidade de ver nos ultimos dias, tem alguma heterogeneidade o que faz com que seja muito bom em algumas coisas, mas pode falhar por outras razões.
Quando disse que não concordava com algumas ideias, pode perfeitamente ter a ver com o tempo que falamos sobre isso, eu posso ter percebido mal, ou os exemplos que usamos não foram os melhores. O importante é ele acreditar no que faz, não é fazer/me a vontade.
Sem entrar na questao dos nomes, deixar aqui uma menção a um nome de que pouco se fala em Portugal, mas ja se fala em França: o Rui Almeida, que era adjunto do Jesualdo Ferreira. Agarrou no Red Star (um clube historico de Paris que andava pela terceira divisao ha muitos anos) e ja estao quase na linha de promocao. O Red Star era praticamente um clube amador, pelo que nao é um feito de somenos. Deu uma entrevista muito interessante que deixo abaixo. E o futebol também nao é mau, 4-3-3, tenta sair a jogar de tras e defensivamente bem organizado:
http://www.sofoot.com/on-a-commence-l-aventure-avec-12-joueurs-dans-l-effectif-215502.html
"um treinador português que já foi campeão em Portugal, e que já trabalhou em vários países, com diferentes experiências.
Tem estado sempre no topo, desde que o conhecemos como treinador."
Deve ser o Toni.
Malta, eu pedi-vos para não fazerem um post sobre mim!
Agora a sério. Quando referem isto:
"Criação de autonomias nos jogadores para que possam melhorar e optimizar aquilo que entendem que é importante."
Podem dar alguns exemplos?
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