sábado, 13 de fevereiro de 2016

A excelência colectiva protege mais nos jogos grandes? FC Porto vence na Luz.

Fica a questão. 

Nos jogos perante adversários mais dotados seja individualmente ou colectivamente as situações de jogo reproduzem-se com maior velocidade e são definidas com maior qualidade. Aí tudo importa. O centímetro, o metro. O baixar ou o subir no tempo e na coordenação certa.

Um Benfica de criação fácil. Talvez o Benfica com maior chegada ao "golo" nos desafios contra o FC Porto dos últimos tempos. Enfrentou um guarda redes inspirado e quando era necessária a excelência posicional para continuar à procura da vitória, sofre um golo que poucas equipas da Liga portuguesa sonhariam almejar tal o grande trabalho das individualidades do FC Porto. Contudo, foi pela inexistência da tal excelência, tão presente noutros tempos que o caminho foi facilitado.


Um posicionamento alternativo tão comum noutras épocas seria:


A segunda parte AQUI!

16 comentários:

Nuno Costa disse...

Excelente observação. É tao facil lembrarmo-nos de um Benfica com esse posicionamento nessas situações.
Já agora nessa situação com os centrais e o lateral do lado oposto a dar cobertura tbm teria Renato de estar mais baixo (talvez na linha de Samaris) e mais dentro, não?

Marco Van Basten disse...

exactamente Nuno

Pedro disse...

Exactamente os mesmos erros do passado. Até meter Gaitan a lateral...enfim.
Siga.

Paolo Maldini disse...

Pedro nem com o Van Basten a mostrar-te os posicionamentos do passado aprendes ne...? 10 derrotas em 35 clássicos / derbys para 5 em 5. Deve ser casualidade... Mais uma vez não é critica ao RV... mas sim elogio ao que vencia estes jogos e troféus atrás de troféus! Por isto... n é por meter o gaitan a lateral ou o jonas a ponta! Isso é pouco importante qd comparado com o trabalho posicional da equipa em todos os momentos

Ricardo Perna disse...

Deixo uma questão que ainda não vi ninguém abordar: o Renato, no final do jogo, não podia com uma gata pelo rabo, de tão cansado que estava (provavelmente devido ao que já disseram de o Samaris ter sido muito arrastado para fora pelo Brahimi). Até que ponto se está a prejudicar um jogador de 18 anos ao dar-lhe tanto protagonismo numa equipa com uma exigência como a do Benfica, durante tantos jogos seguidos? Não corre o risco de estourar, fisicamente, ou não haverá esse risco, que poderá acarretar outros, psicologicamente, como já foi abordado noutro post?

Se estourar, depois, que alternativas restam ao Benfica? O plantel até tem soluções para outras posições, mas para esta... deveria ter ido buscar alguém em janeiro, ou é na rezada de que o miúdo não se aleija? É que nem todos têm a endurece do João Moutinho que no SCP fez duas ou três épocas sempre a jogar todos os os jogos, literalmente...

Pedro disse...

Vencia estes jogos?
É pá..menos.

Nem vou discutir.

Mike Portugal disse...

Pedro,

"Vencia estes jogos?
É pá..menos.

Nem vou discutir."

É bom que não discutas mesmo, pois os números são indesmentíveis. Quantos classicos ganhou o JJ na tua equipa, em quantos possiveis? Pois é.

Pedro disse...

Ricardo,

Sim, o Renato estava de rastos e dificilmente durará a época toda. Tem 18 anos e 2 meses de alta competição. Assumiu um papel dentro da equipa que só faz sentido porque quem manda no SLB achou que era hora de deixar de investir no plantel. Se hoje discutimos Renato foi pq o treinador não se andou a queixar e foi à procura de alternativas dentro do clube. Com toda a sua incompetência terá sempre, da minha parte, reconhecimento por essa capacidade de "inventar" dentro de casa.

Não há grandes alternativas a Renato. Não dá para contar com Fejsa que joga 3/4 jogos e vai para o estaleiro. Se Renato estoirar terá que o treinador encontrar outro modelo até pq não há nenhum jogador com as caraterísticas de Renato (só se na B ou juniores estiver lá outro semelhante). Mas duvido que RV tenha tomates (e capacidade) para mudar o modelo nesta fase.

Blessing disse...

É pá deixem o Renato fazer os jogos todos possíveis só lhe faz bem! Desde que, claro, tenha tempo de recuperar.
Ricardo, não me interpretes mal. Foi só para dar ênfase!
Pedro, para mim, rv tem mérito em duas coisas. A escolha do onze. E a aposta na formação. Depois, algumas melhorias na equipa ao nível da linha defensiva também.
Abraço

NSC disse...

Faz as contas e não digas asneiras.

Ricardo Perna disse...

Eu percebo, Blessing. A minha dúvida tinha mais a ver com a projeção futura. Dentro da equipa não há alternativas, concordo com o Pedro, e mudar o modelo de jogo parece-me pouco provável, e é por isso mesmo que acho que estourar o miúdo é uma possibilidade grande.

A minha dúvida era: este tipo de sobrecarga excessiva, principalmente se levar a um estouro, pode ter sequelas no futuro do jogador, físicas ou mentais?

Blessing, a minha questão é precisamente o tempo de recuperação. Ok, com o Porto e com o Zenit será preciso ele alinhar, mas será que tinha de jogar os outros jogos anteriores, sempre os 90 minutos, salvo erro? Estará a ser feita uma boa gestão do esforço, até para o benefício da própria equipa, mas pensando também no jogador?

bio disse...

Pedro,

Diminuir investimento no plantel ou investir mal?

É que o dinheiro gasto foi o mesmo.

Gonçalo Mano

Pedro disse...

Na primeira época vai ao Dragão e se vence era campeão. Perde mesmo a jogar contra 10.

Na segunda época temos mesmo que falar? Por duas vezes precisa de ganhar na Luz e é aviado.

Terceira época, perde a vantagem pontual permitindo que VP dê a volta ao resultado na Luz. Mais um jogo decisivo que foi à vida.

Quarta época, novamente no Dragão, uma vitória garantia o titulo e tivemos Kelvin.

Quinta época o jogo no dragão, acho que já não contava, já eramos campeões e não ganhámos.

Sexta época, na Luz, empate a zero.

Jogos decisivos, nos momentos chave da época, ZERO!!!!

Única grande vitória foi o 3-1 para a taça de portugal contra o fcp de Luis Castro.

A vitória na primeira época em casa de 1-0 tb foi boa dada as ausências de alguns titulares mas não foi um jogo decisivo.

Façam lá a matemática que quiserem.

"É que o dinheiro gasto foi o mesmo. "

Não foi não. Foi o menor investimento desde 2007. E gastar 8 ou 9 milhões num jogador que cá está não conta como investimento. Pelo menos nesta análise.

Matías disse...

Pedro, o ódio é tanto que até te "esqueces" de alguns jogos importantes.

As vitórias nos 2 últimos anos, 2-0 na Luz contra Paulo Fonseca e 0-2 no Dragão contra Lopetegui, também não foram decisivas, não é? Decisivo só mesmo os que perdeu?

Ou decisivo é isto?

"Na primeira época vai ao Dragão e se vence era campeão. Perde mesmo a jogar contra 10." É campeão. Se calhar não era assim tão decisivo.

"Quinta época o jogo no dragão, acho que já não contava, já eramos campeões e não ganhámos." Super decisivo também.

"Sexta época, na Luz, empate a zero." Tão decisivo para o Benfica que foi campeão antes do fim do campeonato.

Já para não falar de que dás a ideia de que o Benfica joga sozinho, como se o Porto não tivesse sempre grandes argumentos, individuais e colectivos.

Mas não te preocupes. Agora é que o Benfica limpa tudo o que é clássico.

M disse...

Bem, nesta contabilidade dos clássicos, OK Benfica chegou ao jogo de sexta em primeiro, perdendo os 2 clássicos até então realizados...perdeu este e está a 3 pontos da liderança...isto de ser campeão no me parece que passe pelos clássicos... Ajuda, no entanto mas

Alberto disse...

Pois eu acho que os clássicos decidem MUITO. Imaginemos que o Benfica não tem perdido nenhum (mesmo não ganhando). Estaria Benfica com 56 pts, Sporting com 51 e Porto com 45. Estava o campeonato decidido.

Jesus tem um historial de classicos interessante no Benfica, onde se nota que equilibrou bastante as coisas entre Benfica e Porto. 20 jogos - 8 vitórias 3 empates e 9 derrotas (4 destas derrotas foram só na desgraça do seu segundo ano)

Contra o Sporting tem 14 jogos com 9 vitórias 4 empates e 1 derrota.

Sendo que os resultados não deverão ser a prioridade na avaliação do trabalho do treinador acho que dá para perceber um pouco as razões do sucesso de JJ no Benfica por aqui.