sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Múltipla da semana.


SPORTING X RIO AVE

Em 442 com Ruiz nas costas do goleador Slimani e João Mário e Bruno César nas alas. Deverá surgir assim a equipa de Jorge Jesus.
Sem os habituais extremos mais capazes de individualmente partirem no 1x1 causando desequilíbrios, Jesus adapta-se a novas condições, e vai fazendo crescer João Mário numa nova posição. Bruno César com grande capacidade para definir e finalizar surge como um reforço de inverno fulcral. Linhas juntas, pressão logo na construção adversária. É um Sporting muito competente em organização defensiva. Também em organização ofensiva apresenta armas com as constantes combinações e a presença de Slimani na área. O líder promete manter-se na primeira posição na presente jornada.



Rio Ave de Pedro Martins em 4231 em Alvalade. Bressan, o internacional pela Bielorrússia como o médio mais ofensivo, a procurar receber em espaços mais adiantados. No corredor central em organização ofensiva, mas com liberdade para cair nos corredores laterais nas transições. Guedes, o ponta de lança que vai baixando para apoio, procurando arrastar marcações, para além de aparecer também nos corredores laterais. A mobilidade em termos ofensivos é um traço da equipa do Rio Ave. Ukra mais preso no corredor lateral, também porque Lionn, o lateral direito não confere profundidade ofensiva.
Defensivamente também trabalhada. Extremos mais dentro e juntos ao duplo pivot do meio campo retiram espaço ao adversário. Em Alvalade colocará dificuldades ao Sporting, mas muito difícil resistir perante a organização adversária bem como o desnível das individualidades.



MANCHESTER CITY X LEICESTER

Comandados de Pellegrini em 442 em organização defensiva. Momento em que promete passar muito pouco tempo na partida contra o surpreendente Leicester. Pela qualidade que tem e porque a equipa de Ranieri também não quererá ter bola.
Em organização ofensiva onde deverá passar grande parte do jogo, mostra argumentos de peso. Criatividade de Silva, De Buyrne. Aguero a jogar entre linhas e a explorar a profundidade e Sterling a desequilibrar no 1x1. Muitas soluções que prometem fazer marca no Leicester.



Com o seu 442 sempre com um jogo muito rápido nas saídas ofensivas, o Leicester desloca-se a Manchester a viver um autêntico conto de fadas. Transição muito vertical a explorar o magnifico Vardy na ruptura é a principal marca do Leicester. Em organização aparece mais Mahrez, uma das grandes surpresas da Premier League pela qualidade com que se relaciona com bola e causa desequilíbrios. Defensivamente as duas linhas de quatro próximas e com um jogo muito físico vão resolvendo mais pela forma como se impõem nos duelos que pela assertividade nos posicionamentos colectivos. Tanto tempo sem bola perante um adversário com mil e uma soluções será decisivo no resultado final.




CHELSEA X MANCHESTER UNITED

Chelsea ainda em 4231 para receber o United.
Não se pode afirmar que a partida de Mourinho tenha sido benéfica. A equipa mantém as mesmas dificuldades em organização ofensiva e continua a valer-se sobretudo das individualidades. Em transição ofensiva mais forte pela forma como Hazzard, Óscar, William, Fabregas e Matic decidem aproveitando as rupturas de Diego Costa.
Na transição defensiva, pouca intensidade a recuperar posicionamentos. Num jogo de grande equilíbrio um United em dificuldades deverá pontuar em Stanford Bridge.



Surgirá em 4231 em Londres, o Manchester United.
Muito perigo na transição ofensiva com Rooney sempre fenomenal a decidir, quando baixa e pega na bola, explorando a velocidade do cada vez mais importante Martial, e de Lingard à direita. Mata decisivo no inicio da transição pela forma assertiva como descobre os espaços na transição.
Maiores dificuldades em organização ofensiva, pela ausência de ideias comuns. Todavia em Stanford Bridge, beneficiará de um jogo em que poderá explorar os seus próprios pontos fortes.
Em Londres, equipas que se equivalem deverão terminar a partida com divisão de pontos.



LEVERKUSEN X BAYERN MUNIQUE

Em crescendo a equipa de Leverkusen. Roger Schmidt lidera uma equipa ofensiva e de grande qualidade individual, ainda que permeável defensivamente.
Dificuldade na transição defensiva, porque abre demasiado a equipa e coloca também médio(s) centro à frente da linha da bola, sendo demasiadas vezes apanhado desequilibrado no campo após a perda.
Mesmo em organização o seu 442 permite espaço dentro do bloco. Individualmente uma qualidade tremenda. Bellarabi à direita, Hakan no corredor esquerdo, e Chicharito com Kissling ou o suíço Admir na frente, dão largura e profundidade com qualidade nos momentos ofensivos. Kramer e Kample são a habitual dupla do meio campo e têm sempre uma ideia de jogo muito ofensiva, caindo no corredor lateral ou dando profundidade, deixando a equipa exposta nas transições. Ainda que muito interessante, a pouca preocupação com comportamentos defensivos trará dificuldades grandes perante um Bayern de excelência.



Organizado defensivamente num 442, com Lewandowski e Muller a pressionarem mais à frente e com Robben e Douglas Costa como alas, a fecharem espaço interior, o Bayern defensivamente destaca-se pela agressividade que coloca na recuperação logo após a perda.

Ofensivamente muita dinâmica posicional e destaque para o jogo de posição dos extremos. Robben e Douglas Costa sempre em largura máxima, para receberem com muito espaço após a rápida mudança do centro de jogo.
Quer em organização ou em transição são demasiadas as opções e a variabilidade que o Bayern demonstra no seu jogo.  Seja em combinações directas, indirectas, seja variando rápido o centro de jogo, furando pelo corredor central em tabelas ou pelo lateral em 1x1, a equipa de Guardiola tem hoje um futebol imprevisível e é pouco provável que mesmo uma boa equipa como o Leverkusen faça parar a máquina do Bayern.

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