sexta-feira, 4 de março de 2016

Múltipla da semana.


CHELSEA X STOKE

Chelsea a escalar na classificação e com a possibilidade de chegar à pontuação do Stoke, o 7º classificado em caso de vitória
4231 com que iniciou a época, agora menos pressionado e com as individualidades a crescerem. A equipa liga agora melhor com Diego Costa que volta paulatinamente a aparecer na profundidade e a finalizar com qualidade.
Fabregas e Matic mais preocupados a ligar construção com criação e Hazzard, Óscar e William sempre a procurar desequilíbrios que possam explorar as rupturas de Diego Costa. Em transição ofensiva bastante forte a equipa londrina. Pela capacidade para definir de quem joga nas costas do ponta de lança e pelos traços individuais de Diego Costa.
Defensivamente maiores duvidas pela forma como a equipa parte ao meio na transição defensiva e os jogadores da frente demoram a recuperar para trás da linha da bola. Ainda assim, em Stanford Bridge deverá aproveitar para continuar a subir lugares.



Quem diria que o Stoke de Mark Hughes chegaria a Stanford Bridge à frente do Chelsea?
Pouco preparada para assumir os jogos em organização ofensiva, o Stoke mais do que os processos colectivos utiliza bastante bem as individualidades que tem.
Sai rápido na transição com Arnautovic e Shaquiri muito capazes de provocar desequilíbrios com espaço para correr. Affellay a jogar maioritariamente no corredor central, próximo de Imbula, o médio ex FC Porto que já se mostra a um nível elevado. Seja nas transições pela chegada rápida que tem à situação de jogo seja em posse pela forma como quebra linhas.
Menos definidos os comportamentos sem bola. Tudo muito aleatório e a sair mais da mente dos próprios jogadores do que de um modelo pensado e definido. Desprotegem-se espaços entre sectores e até nas costas. Complicado gerir o jogo em Londres sem ter bola.



DORTMUND X BAYERN


Jogo grande na Alemanha, com o Dortmund a poder ficar a apenas 2 pontos da liderança.
A equipa de Tuchel apresenta hoje uma das mais encantadoras dinâmicas ofensivas de toda a Europa. Muita procura pelo corredor central, muita criatividade, muitas linhas de passe. Um verdadeiro carrossel que remete os adversários para um jogo unicamente defensivo, pela forma como monopolizam a bola. Sempre de uma forma atractiva, dinâmica e objectiva.
Gundogan, Kagawa e Weigl sempre ligados ao jogo a procurar a velocidade de Aubameyang e de Reus num jogo de posse e transição ofensiva assinalável.
Menos capazes de ter bola quando pressionados, apesar da qualidade de Hummels. Contra um adversário de tanta valia, tal deverá ser um problema. Dortmund sentir-se-à desconfortável e não é certo que esteja preparado para um jogo diferente do que está habituado. Um previsível empate no jogo grande da jornada.



Surpreendido na jornada passada, o Bayern de Guardiola não poderá voltar a perder sob pena de perder o controlo da liga.
Em Dortmund apresentar-se-à dominador. Não sabe ser de outra forma.
Uma das mais fortes do futebol mundial a equipa de Guardiola. Comportamentos muito bem definidos e treinados em organização ofensiva. Muita gente envolvida no processo ofensivo, construção que atrai para que no primeiro passe comece logo a desequilibrar o adversário. Em organização ou transição, muita qualidade no retirar da bola do centro de jogo, promovendo espaço para os seus mais desequilibradores terem sucesso. Nos corredores laterais deverão surgir Robben e Douglas Costa, sempre capazes de trazendo para dentro ligar com Muller e Lewandowski.
Na transição defensiva tudo dependerá da capacidade para ser agressivo logo após a perda. Perdendo timings nesse momento, com menos atrás da linha da bola sentirá dificuldades perante a mais valia de Aubameyang e Reus quando lançados com espaço. Um possível empate num jogo determinante.



BRAGA X FC PORTO

Jogo grande na Pedreira.
Braga no 442 habitual de Paulo Fonseca.
Em casa quererá assumir o jogo em organização, onde demonstra ter comportamentos e individualidades com qualidade para o fazer. Muita procura pelo jogo interior combinando com o atrair ao exterior para voltar dentro. Josué, Filipe Augusto e Alan sabem definir com assertividade os lances mesmo em espaços curtos e ligam fases com qualidade. Todavia apenas Alan deverá subir ao relvado porque Filipe e Josué estão impedidos. Em organização defensiva sabe juntar sectores e esperar pelo momento para recuperar e sair em transição onde Rafa é de nível Europeu. O português está no top dos melhores jogadores nacionais e é um verdadeiro criador.
O desgaste do grande acumular de jogos de risco máximo aliado à falta de necessidade de somar pontos na Liga que se traduzirá no 11 menos competitivo poderá ser fatal na concentração dos jogadores bracarenses.



Esperavam-se mais mudanças no modelo do FC Porto de José Peseiro. Preferiu uma postura conservadora mudando apenas algumas peças aqui e ali o treinador do FC Porto.
Em Braga surgirá como se sente confortável. A envolver muita gente atrás, a utilizar André, Herrera e Danilo naquilo em que se mostram mais fortes, nas correrias para garantir equilíbrios e concentração sobre a bola, e sempre à procura da recuperação alta que possibilite as saídas rápidas de Corona e Brahimi que pedem sempre no pé para mais tarde explorar a profundidade de Aboubackar, que se movimenta sempre na profundidade no sentido do portador da bola para receber na diagonal.

Muita presença defensiva deverá assegurar o equilíbrio e o momento de explorar os três da frente deverá chegar. Num jogo extremamente competitivo o FC Porto tem uma jornada fantástica para ganhar pontos a um dos rivais. Ou aos dois.


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