sexta-feira, 18 de março de 2016

Múltipla da semana.

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MANCHESTER CITY X MANCHESTER UNITED

Sem alma o City de Pellegrini. Praticamente afastado do titulo a equipa de Manchester não aproveita as qualidades tão acentuadas que tem.
As lesões de Kompany e Otamendi são um problema sobretudo na construção, em organização ofensiva. Piora a ligação com a criação onde Touré e Silva ligam, procurando os espaços interiores nas costas da pressão média adversária, para posteriormente lançar Aguero no pé ou na profundidade e Navas e Sterling nos corredores laterais.
Apesar da muita qualidade individual falta agressividade nos comportamentos. Seja na recuperação para trás da linha da bola, seja na saída ao portador, seja na intenção de chegar mais rápido à frente em transição.
Também como o United surgirá em 4231. Apesar de maiores recursos, a sua incapacidade para se impor em organização ofensiva, deverá proporcionar um jogo com toada de ataque – resposta. Um empate como resultado mais expectável no derby.



Desloca-se ao reduto do grande rival em 4231 a equipa de Van Gaal. A procurar ainda um lugar na próxima edição da Liga dos Campeões, não baixará a guarda.
Organização ofensiva e defensiva com evidentes debilidades. Com bola, apesar de Mata se mostrar sempre dentro do bloco, há pouca criatividade e a ausência recente de Rooney tem mostrado ser um grande problema. Jogo ofensivo do United a privilegiar mais a chegada aos corredores laterais por Lingard e Martial. Tudo muito previsível. Em organização defensiva a coordenação entre sectores é deficiente e surgem espaços em função disso. Também individualmente a última linha do United demonstra lacunas.
Mais forte na transição, onde deverá passar grande parte do jogo, pelas saídas rápidas de Martial, sempre um perigo à solta pela forma que desequilibra quanto tem espaço. Rashford, o novo menino de Old Trafford deverá surgir mais adiantado para aproveitar a boa transição do United. Jogo em que o equilíbrio será a nota dominante. Um empate é o resultado mais expectável no derby de Manchester.


PAÇOS DE FERREIRA X MOREIRENSE

Em 433 a equipa de Jorge Simão.
Sempre à procura de protagonismo, querendo a bola, jogando apoiado em organização ofensiva. Pelé o médio mais recuado procura ligar com os movimentos interiores de Diogo Jota nas costas da linha média adversária. Linhas de passe, circulação. Uma marca em organização ofensiva do Paços.
Mais forte na transição ofensiva onde procura fazer a bola chegar rapidamente a Jota. O português define com qualidade, acelera e serve ou finaliza com mestria. Após cada recuperação o Paços chega com perigo.
Em organização defensiva a equipa junta as linhas e sabe ligar a recuperação com uma saída rápida. Jornada importante para encurtar distâncias na luta pela Europa.



Será um Moreirense no seu habitual 4231 que tantas vezes se desdobra em 433 nos momentos ofensivos, o que se apresentará na capital do móvel.
Os extremos da equipa de Moreira de Cónegos fecham bem os espaços no momento de organização defensiva, juntando as linhas e encurtando o campo. Maiores dificuldades na transição defensiva, porque em menor número nas situações de jogo as dificuldades individuais fazem sentir-se. Ofensivamente defender tão baixo poderá coarctar as possibilidades de sair em transição. Ainda que Rafael Martins, o ponta de lança que subirá ao relvado no campo do Paços, tenha capacidade para segurar a bola esperando pela subida dos colegas. Iuri aproxima e sabe definir. Todavia, será complicado ter bola e travar o ímpeto de um Paços à procura da Europa.





CHELSEA X WEST HAM


Obrigatório vencer para se aproximar dos lugares europeus. Não deverão haver muitas alterações na estrutura táctica do Chelsea. O 4231 deverá ser o sistema na recepção ao West Ham. Matic e Mikel no duplo pivot da linha média, com Hazard, Pedro e Óscar nas costas de Diego Costa.
A pouca agressividade nos momentos defensivos é uma das lacunas graves da equipa londrina. Em transição Hazard progride de fora para dentro, sempre causando desequilíbrios e aproveitando as rupturas de Diego Costa.
Guus Hiddink não conseguiu fazer crescer da forma esperada uma equipa com debilidades em organização, seja ofensiva ou defensiva, todavia a qualidade individual deverá fazer a diferença na recepção ao West Ham. Agora que sobra apenas a Liga.




Um West Ham de matriz muito agradável o que se desloca a Stanford Bridge. Lanzini traz o perfume sul americano para um jogo de um estilo mais atractivo. Procura construir, chegar à zona de criação onde assume o protagonismo e então explora um pouco mais as características condicionais dos poderosos fisicamente Sakho , Carrol e Moses. Por ser uma equipa que não se coíbe de jogar o que o jogo pede, prevê-se algumas perdas importantes na pressão do Chelsea. A transição defensiva do West Ham sofre sempre algumas dificuldades, que se notarão mais perante a muita qualidade individual que enfrentarão em Londres. Nos momentos em organização defensiva povoam bem o centro do terreno, mas consentem alguns espaços à frente da última linha que poderão ser vitais por ser a zona de Hazard.


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