quinta-feira, 7 de abril de 2016

A percepção de Guardiola. A qualidade ou falta dela no processo. Que leva ao resultado e não o contrário.

"É uma equipa que não deixa espaço entre linhas... é complicado fazer golos" Guardiola sobre os méritos do SL Benfica de Rui Vitória.

Já por aqui antes se havia reconhecido que quando decide juntar linhas, com um bloco médio - baixo, tal como fez em Braga ou Alvalade, é praticamente impossível jogar dentro do bloco do SL Benfica. Não é contudo no processo do Benfica tão elogiado por Guardiola que se pretende centrar este texto.

Mas antes no que Guardiola identifica como condição importante para uma equipa competente.

"Não deixar espaço entre linhas!"

O que nos faz recordar o texto anterior sobre o Belenenses de Velásquez, fundamentado com algumas imagens (não todas) referentes apenas aos primeiros vinte minutos do jogo, enquanto o foco estava elevado pelo empate no marcador.

"Só nos primeiros vinte minutos, para além da mão cheia de lances de golo criados pelo Sporting, o que chocou bastante mais, foi a incapacidade para travar construção e criação leonina. A cada posse o Sporting chegava ao espaço entre sectores do adversário, mesmo partindo de construção. Mesmo que a bola se iniciasse nos centrais, com todos os jogadores do restelo atrás da linha da bola, a facilidade para chegar aos tais espaços mais prometedores, perante menos oposição foi algo que ainda não se tinha visto por cá (e se tantas vezes partiu da construção, nada terá a ver com a forma como o Belenenses ataca!) E não saber condicionar linhas de passe, saídas para o ataque e fechar espaços nada tem a ver com qualidades individuais. Surgem fruto de um modelo muito fraco que por opositor encontrou um modelo cheio de virtudes, capaz de desmontar com incrível facilidade todos os modelos que não têm a minima noção de como controlar espaços. 

Não foi portanto de espantar que o primeiro golo do Sporting surja precisamente numa das "milhares" de vezes que os jogadores leoninos receberam e enquadraram entre linhas."

Portanto, é importante que se perceba que a critica ao jogar do Belenenses incide sobre o seu processo. É um mau processo (não se podendo dissociar o que tenta (umas vezes com sucesso, outras com insucesso) fazer bem em alguns momentos do que faz bastante mal noutros) que naturalmente leva a maus resultados. 

Naturalmente que se a crítica fosse centrada no resultado (que foi bastante lisonjeiro, diga-se) no passado fim de semana alguém com melhor fez pior no Estádio da Luz. Ainda assim, saiu louvado por todos. Tantas são as vezes em que o resultado não corresponde ao processo. Não se pode é esconder um mau processo apenas porque se gosta de uma parte do todo. Ou porque há de alguma forma uma afinidade escondida.

Podemos então concluir, que apoiado numa série de jogadores de mais valia (e com um perfil técnico e de decisão muito aprazível) para aquela que é a realidade da Liga portuguesa, o Belenenses procura impor um estilo de jogo que ofensivamente o aproxima do sucesso. Todavia, o facto de sem bola ser extremamente desorganizado acaba por envergonhar todos os defensores do estilo. O que é obrigatório referenciar é que tentar-se ser de decisões, de manter a posse e de fazer a bola chegar em melhores condições a melhores espaços não se relaciona directamente com maus processos defensivos e com um risco óbvio de a cada momento se poder sofrer um golo, como parece demonstrar o Belenenses! Se tal é vísivel no Belenenses é porque é uma equipa mal preparada para jogar futebol. E isso poderá acontecer com qualquer outra, independentemente do estilo. Se mudasse o seu estilo e passasse a bater na frente sem critério, a equipa azul não melhoraria o seu jogo. Pelo contrário, seria ainda pior!

25 comentários:

DM disse...

Fiz um comentário quando ele deu uma entrevista ao futebol tático a dizer exatamente isso. É um treinador bem-falante, mas que na pratica tem um futebol fraquinho. É a diferença entre ter uma ideia de jogo e operacionalizar essa ideia. Eu tenho a minha ideia de jogo, mas se me derem uma equipa para treinar
Não faço a mínima ideia de quais os exercícios e treinos a implementar para impor essa ideia de jogo. Não basta dizer que se quer jogar um futebol de posse. É preciso dar no dia a dia as ferramentas aos jogadores para que nos 90 minutos que estão em campo saibam quase mecanimente interpretar as ideias do treinador. Para que seja algo natural e não forçado. Fiquei com a ideia que os jogadores tinham na cabeça que tinha de jogar de acordo com aqueles princípios mas que o faziam de forma anárquica e sem um plano específico.

Marco Van Basten disse...

ATF, os teus comentários não vão passar mais aqui porque és burro. É essa a justificação. Desculpa não o dizer com a mesma subtileza com que o Robson te disse no post anterior, mas é isso. És burro e portanto vai lá ver alusões ao Sporting neste post no teu mundinho de atrasados mentais.

Miguel Amador disse...

Um Lopetegui. Percebia-se que queria um futebol evoluído, a equipa representava bem o que o treinador queria, mas se uns deixam jogar entre as linhas, o Lopetegui recusava-se a jogar entre as linhas... Foi por aí que morreu... principalmente quando perdeu um Oliver capaz de o fazer de forma natural.

bio disse...

A sério? Leu apenas o primeiro parágrafo e não gostou...


Sporting? Onde é que tu falas do GRANDE ENORME SPORTING neste post? Não percebo nada disto.

Gonçalo Mano

Maddox disse...

Perfeito!

E parece-me que acessível à compreensão de toda a gente!

Mestre da Charanga está feliz disse...

É o meu primeiro comentário aqui apesar de já vos seguir há algum tempo.... pelo menos desde o tempo em que também haviam elogios ao Jesus e ele ainda era do Benfica.
/+
Só para dar os parabéns pelo trabalho feito e continuem mesmo que por vezes surjam "malucos"! Preço a pagar pelo sucesso...

Mais um texto espectacular... tudo muito bem explicadinho para mesmo os "menos aptos" (chamemos-lhes assim) perceberem! Se há coisa que me faz voltar sempre aqui é o facto de explicarem sempre muito bem, fundamentarem tudo muito bem... e mesmo quando os autores têm visões diferentes (o que é maravilhoso! Há quem não consiga viver com o contraditório!)...

Com vocês aprendi precisamente a perceber (ou tentar, vá) o processo ignorando que nem sempre o resultado é verdadeiro! E o que fazem aqui neste texto é fantástico... ao mesmo tempo que fizeram o contrário no 5-1 do Braga!!!! Explicando os porquê!!!

E claro que é sempre bom aparecerem treinadores como o Guardiola a acabarem por dizer coisas que eu já sabia há mt... porque aprendi aqui!

keep up the good work

MM disse...

Van Basten,

Como interpretas estas declarações de Trapattoni. São de ontem: “What I see in world football at the moment is true particularly for Bayern. For me there’s too much possession. Tick, tack, tick, tack. Tuck, tuck, tuck. To and fro. With too little return. And after 27 minutes they shoot on the goal for the first time - that's inefficient. You have to attack in a more determined manner. There is a goal in the middle – when the midfielders pass the ball backwards, 70 metres away from that goal, I don’t like it. For me it's too much. There was a Swedish coach at AC Milan 30 years ago, Nils Liedholm. He started with the idea of permanent possession. But football is jab jab. Shoot and score. The thing with possession is not new - with Pep it's extreme."

Dada a qualidade, competência no sentido de domínio e resultados (já que o Italiano refere ineficiência) que os Barcelona e Bayern de Guardiola demonstrou / demontra, Trapattoni com estas declarações fica a parecer um bocadinho 'parvo'. No entanto trata-se de Trapattoni e estas declarações bem que poderiam ter saído da boca de treinadores como José Mourinho e Jorge Jesus. Não é seguramente falta de qualidade individual nos plantéis que faz excelentes treinadores optar por um futebol diferente relativamente ao de Guardiola. Não sei por exemplo se o FC Barcelona de Guardiola foi melhor equipa do que o FC Porto de Mourinho em 2003 (1º ano de Mourinho no Porto).

Pergunto apenas por curiosidade já que não vi as palavras do Italiano comentadas, e porque este é o sítio mais indicado para fazer perguntas.

DF disse...

O mais preocupante de tudo é que basta seguir foruns e grupos de facebook para se perceber que se tenta impingir uma ideia à força sem que se questione os porquês... uns impingem outros aceitam só porque sim...

Para quem segue como eu esses foruns e vários grupos, um dos quais creio que até é vosso?! o que é preocupante é venderem a ideia de que um Leicester é uma má equipa tacticamente e o Belenenses é uma boa equipa tácticamente. Mas estamos todos parvos? Somos todos acéfalos ou q?

1o - Detesto o jogo do Leicester... não concordo com nada do que fazem com bola...e n os acho bons naquilo que acho que é ser bom... agora é uma equipa que obviamente está muito mais preparada tacticamente para os jogos do que o Belenenses. O Belenenses que sim, tem ou tenta ter, ideias que eu gosto...mas que depois tacticamente é um horror!

Estamos a brincar? E é bom que por aqui se desmascare os méritos de Z ou Y só porque "ah são de posse" porque são equipas como o Belenenses que envergonham e fazem duvidar do estilo e tudo porque..... não tendo nada a ver com o querer ter bola são uma valente merda tacticamente! Naquilo que devia ser o treinador a trabalhar!

Ser de posse (que é o que mais gosto e defendo) não torna ninguém tacticamente melhor do que outro só porque sim. Se não entao a minha equipa de Infantis é melhor que o Leicester LOL

tenhamos os minimos... pf...

Marco Van Basten disse...

MM, antes de mais muito obrigado pelo elogio subentendido...

Discordo do Trappatoni... aliás... é uma visão um pouco "antiga" da coisa. Atenção.. eu também não concordo que se fique a trocar a bola por trocar sem intençaõ de ir ao pote! Mas, se o exemplo que ele dá é o Guardiola só posso discordar! Não acho que as suas equipas façam isso, nem acho que alguma vez o tenham feito! Apenas procuram situações óptimas para meter o último passe ou a finalização! só chutou uma vez até aos 27? Uma equipa dele? Então é porque se calhar n houve condições optimas para se fazer golo antes, e se calhar esse chuto aos 27' foi já bem dentro da grande área, ou em situação de 1x0... enfim... depois vão dizer "Ah eles são é mt eficazes... chutam pouco e é sp golo" ...não... eles sabem é qd devem finalizar! Se calhar há quem chegue aos 27' com 6 remates feitos e todos para fora porque o jogador que finalizou estava desenquadrado!

bio disse...

Van Basten,

Bom post, sem dúvida.

A minha dúvida prende-se com uma questão muito simples.

Será que aquelas crateras que se abrem na defesa são apenas mau trabalho do treinador ou também (se não a maior parte) resultado duma grande incapacidade individual em perceber o que o treinador pretende.

Já todos vimos que o moço do Belém quer jogar ao ataque e até tem voar individualidades para a realidade Portuguesa.

Mas isso é na frente, o Rosa, o Sturgeon, etc...

Mas, e atrás? E no meio?

Parece-me mais um misto de incompetências, entre o que o treinador pretende é os jogadores querem.

Se assim for, achas que o treinador deveria mudar o treino e torná-lo mais jurássico (HxH) por forma a que os jogadores o entendam?

Só uma ideia :)

Gonçalo Mano

MM disse...

Concordo Van Basten. Trapattoni deu sempre mostras de clarividência e é por isso estranho que falhe com tanto estrondo dando como dizes o exemplo que não poderia dar. Se nada mais transparecesse, Guardiola demonstra que em 80% ou mais do tempo as suas equipas vencem jogos e títulos com relativa facilidade. Daí Trapattoni falar em ineficácia, termo que remete para resultados, é no mínimo esquisito.

Estava com esperança que dissesses qualquer coisa como: Trapattoni ou actuais treinadores de topo como Klopp, J. Mourinho ou Jorge Jesus não ambicionam o mesmo que Guardiola porque a) não sabem como lá chegar ou b) porque sabem mas torna o seu trabalho muito mais complicado e difícil.

Seria aliás um tópico interessante para desenvolverem e esclareceriam muitas dúvidas. É mais fácil - para os treinadores - treinar como Mourinho ou treinar como Guardiola?, sendo certo que treinam coisas muito diferentes já que pretendem coisas muito diferentes para as suas equipas.

E se nada tiver a ver com dificuldades de treino, perguntar de forma mais ou menos ingénua por que motivo(s) todos os outros treinadores de topo na Europa não ambicionam para as suas equipas os mesmos processos de Guardiola. Não penso aqui em Velázquez - sem qualquer desrespeito para com o seu trabalho - mas nos restantes treinadores de topo que em matéria de competências estão num nível semelhante ao de Guardiola. As mesmas competências mas com objectivos muito diferentes. Porquê?

Paolo Maldini disse...

Trappattoni... tem esse CV todo e de certeza que foi um grandissimo treinador... é que nem pode haver duvidas...mas já qd passou por Portugal era bem fraquinho... (there will be haters :) )

Miguel Pinto disse...

O Trapattoni equivocou-se, o Bayern rematou logo no 1° minuto e até foi golo... Pura sorte...

Miguel Pinto disse...

O Trapattoni equivocou-se, o Bayern rematou logo no 1° minuto e até foi golo... Pura sorte...

Diogo Santos disse...

MM, esta é a minha opinião, e até posso estar errado, mas é só aquilo que penso.

Acho que todos os treinadores de topo que gostam do jogo de posse gostariam de ter um jogo parecido ao do Guardiola. O problema é que o Guardiola tem as melhores ideias e os melhores processos e é neste momento o treinador mais evoluído, ou mais preparado para a forma como está hoje o futebol. E daí ninguém conseguir chegar ao nível a que ele está.

E depois tens os outros treinadores, como JJ ou Mourinho, que acho que tem um jogo mais "padronizado" ou "estratega".

São várias formas de tentar atingir o sucesso, umas melhores, outras piores..

Fernando Colaço disse...

Engraçado como pegam nas declarações do Pep Guardiola, para fazerem um post, não sobre o Bayern-Benfica, muito menos sobre o Benfica (que a avaliar pelas palavras do Pep, até foi competente), mas sim para fazerem mais um posto sobre o Belenenses-Sporting!! Já sei, não tiveram tempo para perder com um mísero jogo dos quartos-final da Liga dos Campeões. Preferiram utilizá-lo com esse Derbizaço... que arrasta multidões.

Pedro disse...

O Belenenses defensivamente ate doi ver, quase ao ponto de pouco me interessar o que fazem ofensivamente quando defensivamente e miserável. Por varias vezes vi o Belenenses defender com 3 jogadores a frente da bola.

Questao:
"O que é obrigatório referenciar é que tentar-se ser de decisões, de manter a posse e de fazer a bola chegar em melhores condições a melhores espaços não se relaciona directamente com maus processos defensivos e com um risco óbvio de a cada momento se poder sofrer um golo, como parece demonstrar o Belenenses!"

Um processo ofensivo baseado em posse, varias linhas de apoio próximas, etc, não deviam, teoricamente representar, quase automaticamente, uma melhor transição defensiva (desde que os jogadores corram)?

cobra2 disse...

MM, achas que estás a menosprezar o Mourinho, JJ, Klopp e os demais. Achas mesmo que é mais fácil treinar com as metodologias do Mourinho, só porque não acredita (agora?) no mesmo que o Guardiola? ou que não sabe jogar em posse, ou não quer porque dá trabalho? acho isso ridiculo no minimo. Simplesmente uns acreditam que uma forma de jogar é aquela que lhes dá os seus objectivos, independentemente de quais sejam. O Mourinho trabalha tanto o pormenor como o Guardiola, focando-se me aspectos e conceitos diferentes.

Paolo Maldini disse...

Fernando Colaço,

estou disponivel para fazer um post sobre o Bayern - Benfica por 35€. E se quiseres até escrevo o que quiseres ler

combinamos por aqui
lebloggers@live.com.pt

abraço

Paolo Maldini disse...

Pedro, sim... de positivo há a vontade de querer jogar bem. A vontade! não o que fazem efectivamente nem como o fazem.

Gar disse...

Há quarto meses dizia-se, por aqui, o seguinte:

"O que nunca foi esperado nem mesmo por aqui era que em apenas alguns meses toda uma dinâmica desaparecesse. Em Astana o pior Benfica de toda uma época. Um Benfica cujo jogar se deteoriza de jogo para jogo. Cada vez mais o portador sem opções. Cada vez mais um jogo totalmente previsível, com gente demasiado longe da bola. Cada vez mais um jogo de impulsos individuais. Cada vez mais um Benfica no campo de jogo de forma totalmente aleatória. Jogadores a tentarem ligar-se, mas sem qualquer príncipio comum. Um Benfica que não sabe ao mesmo tempo ter um campo curto sem bola e manter o controlo da profundidade. Um Benfica que não controla espaços nem jogos. Apenas se apresenta em campo com onze jogadores.

Já não dá para fazer reset. Rui Vitória não é o mau treinador que a sua equipa demonstra no campo de jogo. Todavia, está sem soluções. Não estava ainda pronto para o desafio e demasiadas indefinições (novo jogar, o que aproveitar do passado?) traçaram-lhe o destino. Adiá-lo só por não haver, eventualmente, outra opção que no imediato esteja disponível."

Não duvido, nem por um segundo, que JJ é (por enquanto) o melhor treinador do campeonato português, e admito até que RV pode ter sido bafejado pela sorte. Mas afinal dava mesmo para fazer "reset", havia soluções e foram aplicadas. Vocês sabem imenso de bola e têm feito muito por educar os adeptos do jogo. Sucede que, como toda a gente, enganam-se, e sobre o RV, seja ou não campeão, seja ou não capaz de manietar o Bayern na Luz, é certo que cometeram uma asneira colossal. Ficava-vos bem admiti-lo, sem prejuízo de serem absolutamente livres de taparem o sol com a peneira.

Paolo Maldini disse...

Conseguiu provar, indubitavelmente, que não é o mau treinador que já aqui se afirmava não ser. Apesar de pensar que não ia conseguir provar às pessoas que não era mau treinador, e já não conseguiria da a volta ao mau jogo que tinha conseguiu-o fazer. É mais ou menos isto, Gar?

Paolo Maldini disse...

MM, lembraste há uns anos quando falava aqui do Paulo Sérgio, no SCP? Como ele se lamentava de que fazia mil remates e a bola não entrava...?

Tudo a ver com esta história do Trappattoni e do Guardiola não rematar....

E que tal estás a achar a diferença de ter uma equipa orientada pelo Jesus para as que antes eram orientadas pelo Paulo Sérgio, e companhia? :) Um pouco diferente, ne...?

Gar disse...

Maldini: é isso mesmo. A retratação credibiliza o vosso trabalho notável de muitos anos. Os leitores sensatos agradecem.

MM disse...

Diogo Santos,

Sim percebo o que diz. Como sugere pode ser que seja um pouco de ambas - não querem e não sabem. Talvez não haja mistério sendo Guardiola simplesmente superior a qualquer outro, mesmo que esses outros sejam muito bons. Consigo perceber o porquê de muitos / alguns / poucos / não faço ideia quantos bons treinadores ou observadores (nós, público) acharem o jogo de Guardiola pouco expressivo do ponto de vista estético. Pessoalmente não o considero mas encontro legitimidade naqueles que o considerem, desde que o façam pelos motivos certos. Eu gosto das equipas de Guardiola mas também gosto de futebol agressivo, daí ter adorado o Benfica de 2009/10. Ou ter adorado o Barcelona de Cruyff onde jogadores como Laudrup ou Stoichkov nos habituaram a ver o risco como uma coisa boa. O futebol precisa disso e é nesse sentido que refiro agressividade - procura de risco.

Cobra2,

Não acho nada, daí perguntar a quem acho que sabe. Mas não me referia evidentemente a horas nem quantidade de trabalho.

Maldini,

Nada a ver mesmo, e mais uma prova de que nos clubes de futebol um treinador de excelência é quase por si só sinónimo de sucesso, ou satisfação das condições para que se atinja o sucesso. O futebol do Benfica em 2009 mudou da noite para o dia e o futebol do Sporting em 2015 também mudou da noite para o dia. Pena é que a quantidade de jogadores de qualidade não seja exactamente a mesma.