quarta-feira, 13 de abril de 2016

Múltipla da semana. Competições Europeias




SEVILHA X BILBAO

Sevillha de Emery em 4231 no momento defensivo, com ponta de lança entre centrais, procurando cortar linha de passe e condicionar lado da saída para o ataque do adversário, para um modelo de grande desdobramento ofensivo. Muita mobilidade, com várias trocas posicionais em organização ofensiva, tornam o jogo de Emery muito complicado de parar. A proximidade entre jogadores acautela também a transição defensiva para além das opções que dá ao portador da bola.
Em organização defensiva joga sempre com as superiorides e os médios centro articulam bem em cobertura garantindo protecção ao espaço central à frente dos dois centrais.
Na transição ofensiva é das mais atraentes da Europa. Banega define a grande velocidade e na frente há quem finalize com mestria.
O Sevilha já é um clássico da Liga Europa e em casa deverá voltar a vencer o Bilbao.



Equipa extremamente bem definida a do Bilbao. Em organização ofensiva Raul Garcia move-se para as costas da linha média adversária aproximando do fantástico Anduriz, que alterna movimentos a pedir no pé e nas costas. Susaeta e Muniain nos corredores laterais, mas também sempre nas costas da linha média adversária. Iturraspe e Benat formam o duplo pivot a meio que tem a responsabilidade de fazer a bola chegar jogável à criação entregues sobretudo aos quatro da frente. Laterais abertos e também profundos em organização. Grande dinâmica ofensiva onde apenas centrais poderiam desequilibrar mais logo desde o primeiro instante.
Defensivamente em organização a equipa junta e não concede espaços, sendo as dificuldades maiores sentidas em transição porque afasta muito os jogadores. Seja em largura ou em profundidade. Chega a Sevilha em desvantagem e o factor casa deverá ser determinante para que acabe por voltar a ceder perante a também muito bem organizada equipa adversária.



LIVERPOOL X DORTMUND

Grandes noites europeias de volta a Liverpool, de Jurgen Klopp que se apresentará em 4231. Em organização defensiva pouco trabalhada a equipa do alemão. Posicionamentos definidos pelo sistema e não pela dinâmica. Ausência de coberturas e de trabalho posicional da última linha em função da situação de jogo. Também na transição defensiva há dificuldades. A qualidade da sua ultima linha não está à altura da história do clube.
É com bola que surgem as melhores ideias do Liverpool, ainda que faltem jogadores diferentes para que a orquestra de Klopp seja mais atraente.
Mobilidade com no último terço, com Coutinho mais dentro partindo do corredor esquerdo, envolvendo-se em trocas posicionais com Emre, enquanto que Hendersson mais fixo. Firmino a mover-se sobretudo na profundidade dão uma variabilidade de jogo importante à equipa inglesa. Factor casa e ideias ofensivas a equilibrar o jogo contra uma grande potência Europeia. Um previsível empate!




Com um modelo incrivelmente ofensivo, Tuchel tem derretido quase toda a oposição. Uma das principais equipas da Europa em organização ofensiva pelas características dos seus atletas, muito criativos, com enorme qualidade técnica e de decisão, e pelos posicionamentos que potenciam ao máximo a fase da criação. Deixa pouca gente atrás da linha da bola, porém, a transição defensiva é agressiva o suficiente para que o portador adversário não tenha sucesso e não consiga sequer lançar o contra ataque. Vai ter de fazer golos em Inglaterra, mas tal não alterará a sua matriz sempre ofensiva. Perante um ambiente extremamente adverso, a sua superioridade poderá desvanecer-se. Um possível empate no mítico Anfield.



ATLÉTICO X BARCELONA

Será no seu habitual 442 que a equipa de Simeone receberá o Barcelona. Um condicionar do jogo adversário logo na sua construção como poucas na Europa elevam o Atletico à condição de grande europeu. Não é para menos. Simeone transformou o Atletico num grande Europeu. Há processos de muita qualidade, mesmo que por base um jogo muito físico e agressivo na recuperação e saídas muito objectivas na transição.
O próprio plantel está hoje completamente virado para as ideias do treinador, e jogadores como Griezmann nas rupturas e velocidade com que transporta na transição encontram no modelo do argentino um espaço perfeito para ainda se mostrarem mais. O adversário é de peso e em Madrid é expectável um empate.


 433 de Luis Enrique rumo às meias finais da Liga dos Campeões.
Equipa soberba a do espanhol. Uma das melhores a nível mundial em todos os momentos. Pela enorme qualidade individual e pela forma como o seu treinador usa com critério todas as armas que tem. Transição super veloz e bem definida no critério de Messi, Iniesta e Neymar, sempre com Suarez a mover-se na profundidade onde é letal.

Em construção ou transição, o Barcelona sabe sempre o que fazer a cada posse. Há paciência para jogar, circular e desgastar adversário. Sem bola bola a equipa encurta o espaço e equilibra-se rápido. Não deverá perder em Madrid apesar das dificuldades. Um previsível empate e carimbo para a semi final da prova milionária.


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