domingo, 10 de abril de 2016

Múltipla da semana



TOTTENHAM X MAN UTD

Parte de um 442 em organização defensiva, com avançados em linhas diferentes (Kane posiciona-se entre centrais e define lado da saída em construção do adversário, e nas suas costas Dele Alli liga os sectores). Defensivamente impressiona a forma como encurta espaços e não deixa jogar, sem nunca baixar as linhas, ligando assim com enorme qualidade a transição sempre bem definida por Lamela e Erikson que surgem dentro e com Dele Alli desequilibram permitindo a Kane aparecer a explorar a finalização.

Em organização ofensiva os centrais abrem e a primazia é sair apoiado, seja pelos centrais ou por um médio que baixa. É nesta fase onde Dier a fazer uma época inacreditável assume preponderância na construção, seja jogando como médio ou como central. Muita criatividade entre linhas e um ponta de lança num momento extraordinário quando aparece nas zonas de finalização, dão grande favoritismo a um Tottenham que chega a esta fase com o sonho real de vencer a Premier League e mesmo perante tamanha oposição é expectável que triunfe.



Surgirá em 4231 em Londres a equipa de Van Gaal. A procurar ainda um lugar na próxima edição da Liga dos Campeões, não baixará a guarda.
Organização ofensiva e defensiva com algumas debilidades. Com bola, apesar de Mata se mostrar sempre dentro do bloco, há pouca criatividade. Jogo ofensivo do United a privilegiar mais a chegada aos corredores laterais por Lingard e Martial. Em organização defensiva a coordenação entre sectores é deficiente e surgem espaços em função disso. Também individualmente a última linha do United demonstra lacunas.

Mais forte na transição, onde deverá passar grande parte do jogo, pelas saídas rápidas de Martial, sempre um perigo à solta pela forma que desequilibra quanto tem espaço. Rashford, o novo menino de Old Trafford deverá surgir mais adiantado para aproveitar a boa transição do United. Sentirá dificuldades pela capacidade do Tottenham em encurtar o campo e pela criatividade que a equipa londrina coloca no seu jogo ofensivo. Dificilmente sairá vivo de Londres.




PAÇOS DE FERREIRA X FC PORTO

Em 433 a equipa de Jorge Simão.
Sempre à procura de protagonismo, querendo a bola, jogando apoiado em organização ofensiva. Pelé o médio mais recuado procura ligar com os movimentos interiores de Diogo Jota ou de Andrezinho nas costas da linha média adversária. Linhas de passe, circulação. Uma marca em organização ofensiva do Paços.
Mais forte na transição ofensiva onde procura fazer a bola chegar rapidamente a Jota. O português define com qualidade, acelera e serve ou finaliza com mestria. Após cada recuperação o Paços chega com perigo.

Em organização defensiva a equipa junta as linhas e sabe ligar a recuperação com uma saída rápida. 
Já distante da Liga Europa mas ainda vivo, a recepção ao FC Porto é determinante. O mau controlo dos espaços por parte do adversário com o repentismo de Jota poderá trazer surpresas. Um empate é o expectável na Mata Real



FC Porto de José Peseiro, praticamente condenado ao terceiro lugar na tabela classificativa.
O 4231 herdado não se alterou. Médios sem criatividade, incapazes de criar desequilibrios nos passes verticais ou de se mostrarem entre linhas constantemente para enquadrar perante menos oposição. Os extremos a desequilibrarem mas apenas com bola no pé. Sem movimentos de ruptura de fora para dentro, mais complicado desequilibrar uma estrutura compacta como a do Paços de Ferreira. O pressing é inexistente e tudo o que em organização defensiva o FC Porto faz é baixar linhas, deixando distâncias grandes. Complicado passar na Mata Real numa fase em que a confiança desapareceu. Um possível empate é o resultado prevísivel.



VALÊNCIA X SEVILHA

Valência novamente a trocar de treinador.
Muita incógnita ainda no que poderá Paco Ayestarán trazer. Prevísivel a aposta no actual 433. Sem possibilidades de estar na Europa na época vindoira, procurará sem pressão um futebol de posse, com construção apoiada e procura pelos espaços interiores, aproveitando as rotinadas trocas entre alas e médios interiores.
Defensivamente sem tempo para mudar o que quer que seja, é expetável que continue com distâncias largas entre jogadores e entre sectores, o que lhe retira controlo da maior parte dos jogos. Individualidades fortes e a quererem mostrar-se ao novo treinador. Um possível empate na recepão ao Sevilha.



Forte o Sevilha de Unai Emery. Equipa trabalhada em todos os momentos.
Muita mobilidade e primazia por um futebol apoiado em organização ofensiva, sempre com circulação rápida a explorar movimentos interiores dos extremos e profundidade de laterais. Banega entre linhas sempre fantástico a assumir preponderância na criação no jogar de Emery.
Sai muito rápido e com qualidade na transição, com Banega a baixar para lançar a velocidade dos homens da frente.
Nos momentos defensivos parte de um 442 com proximidade intra-sectorial, ainda que com alguma distância entre sector defensivo e médio. Coberturas entre médios centros vão tentando fazer com que os centrais desocupem o menos possível a última linha, por não terem de sair ao portador.
Na transição defensiva, demonstram mais dificuldades no reajustar de posicionamentos com poucos atrás da linha da bola. Um prevísivel empate em Valência.


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