sexta-feira, 15 de abril de 2016

Múltipla da semana.



BELENENSES X ACADÉMICA

Ideias muito ofensivas e individualidades cheias de qualidade para a realidade portuguesa dão grande favoritismo ao Belenenses.
Saídas para o ataque logo sem saltar etapas com bola no chão na construção até entrar na zona de criação onde Bakic e Carlos Martins desequilibram no corredor central, ligando com ponta de lança ou com as entradas de fora para dentro de Miguel Rosa à esquerda, é muito interessante o futebol ofensivo do Belenenses. Sabe sair rápido após as recuperações altas e Miguel Rosa é um perigo com espaço. Promete sempre golos a equipa de Velazquez.
Defensivamente muitas lacunas que acabam por ser pouco visíveis perante equipas que simplesmente não jogam como é o caso do adversário da partida.



Académica de Filipe Gouveia em dificuldades para garantir a permanência.
Passa demasiado tempo sem bola. E sem bola não demonstra comportamentos de excelência. Preocupa-se com as superiorides na zona da bola, baixando toda a gente para trás da linha desta, aumentando pelo número de pernas a dificuldade aos adversários para penetrarem.
Todavia, as demasiadas marcações individuais trazem os extremos para terrenos demasiado baixos e coarctam possibilidades de sair em transição.

Ofensivamente é praticamente inexistente e passar o jogo todo sem bola deixa a briosa sempre próxima de perder.



EVERTON X SOUTHAMPTON

Everton de Roberto Martinez, uma das equipas mais aprazíveis da Premier League.
Ofensivamente muita mobilidade em todas as fases. Jogo muito pensado na cabeça do treinador espanhol. Primazia por um futebol apoiado desde trás, com constantes trocas posicionais para desorganizar a estrutura adversária logo desde a construção.
Em transição ofensiva uma equipa poderosa pela velocidade de Koné, Deulofeu e Lukaku. Cada recuperação dá transição rápida e objectiva que aproxima o Everton do golo. Defensivamente baixa poucos elementos, o que torna o jogo mais partido mas também garante uma transição ofensiva mais eficaz. Sempre jogos com golos. Em casa não deverá ceder.



Agradável a proposta de jogo de Ronald Koeman. Jogo de coberturas ofensivas e defensivas. Primazia por construção com bola no pé e chegada à criação e à finalização em futebol apoiado, tão ao gosto da escola holandesa. Oriol sempre com qualidade a iniciar o processo ofensivo seja na transição ou em organização, enquanto que na frente Pellé é poderoso nas zonas de finalização. Maiores dificuldades nos duelos individuais. Porque há limitações nesse aspecto e porque do outro lado há maior qualidade. Complicado sair de Liverpool feliz.




INTER X NAPOLI

Cresceu ao longo da época ofensivamente a equipa de Mancini. Mobilidade é agora um dos traços do Inter. Perisic à esquerda, Ljalic à direita e Palácio nas costas de Icardi são apenas posicionamentos no momento inicial da construção. Para dar soluções, há sempre mobilidade entre os quatro da frente que desmarcam em apoio ou no sentido de oferecer largura. Palácio baixa e conduz com qualidade. Ljalic também desequilibra e Icardi mesmo sendo quem mais aparece na finalização também se movimenta a toda a largura e profundidade no último terço.
Kondogbia menos fixo e Medel o trinco que tem sempre soluções após recuperar. Na recepção ao candidato Napoli prevê-se um empate pelo factor casa que sempre pesa.




Sonho cada vez mais difícil o do Scudetto para equipa napolitana. Uma proposta de jogo ofensiva muito ousada, com um jogo assente numa transição ofensiva ultra veloz. Insingne ou Mertens partem o corredor esquerdo todo em velocidade e profundidade, enquanto que Calléjon faz igual no corredor oposto. Também Higuaín é um avançado de rupturas e a sua ausência fará imensa falta. Tem mil um movimentos para aparecer nas zonas de finalização onde é mestre. O meio campo com Hamsik à esquerda de Allan, com Jorginho nas costas tem a qualidade técnica necessária para pausar e esperar pelo momento certo para lançar as setas.
Defensivamente percebem-se todos os comportamentos posicionais no seu 433. As coberturas dos médios centro, os defesas que se relacionam entre si na última linha, cumprindo alinhamentos e reajustes. A proximidade entre sectores e intra sectores.
Qualidade colectiva e individual mas num ambiente adverso como o do San Ciro, o mais expectável é o empate.


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