terça-feira, 14 de junho de 2016

A primeira parte de Cristiano.

O seu melhor período no jogo. Não conseguiu regra geral enquadrar na recepção, nem conduzir fixando. Demasiadas vezes a perder tempo com as suas pedaladas e outro tipo de show off inócuo, mas ainda assim, não foi na primeira parte que condenou as aspirações portuguesas. Apareceu com qualidade na finalização onde poderia ter sido mais feliz. Decidiu neste período bastante melhor que na segunda parte e ainda respeitou algumas movimentações dos colegas. É praticamente incapaz de desequilibrar em condução. Todavia, mesmo estando a léguas dos melhores do mundo em tudo o que não seja finalizar, não fez uma primeira parte horrível. Apenas não acrescenta. E se a bitola são de facto os melhores... a distância é muito grande. E não, não foi um jogo. São praticamente todos.

Quando não marca, já se sabe e já se debateu inumeras vezes a qualidade das suas prestações...

video


14 comentários:

miguelborges6 disse...

Concordo com as palavras. O video foi retirado, não dá para ver

LMGM disse...

https://www.facebook.com/luisfrancobastos/?fref=nf

José disse...

http://desporto.sapo.pt/futebol/euro_2016/artigo/2016/06/15/ninguem-rematou-tanto-como-portugal-na-1a-jornada-so-ronaldo-fez-10

Blog de Portugal disse...

Estava a tentar impressionar a Irina, para ver se ela o aceitava de volta.


Mais a sério, o Ronaldo é dos melhores do mundo, mas não pelo que a grande maioria dos outros é - receção, passe, tomada de decisão, timing da decisão, de fixar, soltar...

Por isso mesmo, penso que o melhor rendimento dele virá quando jogarmos mais atrás, sem bola, para depois sair em ataque rápido, como aconteceu noutras vezes (Euro 2012, jogo na Suécia...)

Vitor Gomes disse...

De acordo, para um jogador do calibre do "melhor do mundo" a capacidade de desequilíbrio em condução é baixíssima. Não acrescentou nada em construção, teve mais bola e cometeu menos erros mas sempre fora do bloco. No entanto parece-me que fomos mais equipa de 11 do que o habitual de Ronaldo + equipa de 10, apesar de a nível defensivo a participação dele ter sido zero.

Ele naturalmente consegue chamar 2/3 jogadores quando tem a bola, os espaços que abre não estão a ser mal aproveitados pelo resto da equipa? Claro que tudo depende sempre do que ele decidir fazer com ela! E não estou a dizer que a culpa é do resto dos elementos da equipa. O problema parece estar fora das 4 linhas...

RSP disse...

Esse aspecto da incapacidade de de desequilíbrio em condução é curioso. Quem não se lembra daquele célebre jogo em Alvalade contra o Manchester na pré-epoca? É uma transformação para pior nesse aspecto que não consigo perceber.

R.B. NorTør disse...

RSP, quem não se lembra dele em Manchester para agora!

joao santos disse...

Quando se fala assim de Cristiano Ronaldo, todos têm de ter noção da sua transformação ao longo do tempo.
Nunca esqueçam a grande capacidade de Ronaldo desequilibrar em condução até 2008. Aliás, já antes dos golos, Ronaldo era visto como um jogador de top do futebol mundial...se não eram os golos, o que era? Por volta dessa altura, essa qualidade foi-se deteriorando aos poucos (as mudanças de direçao, a fluidez de movimentos sofreram provavelmente com as alterações corporais?)

Ainda assim, até aquela lesão de 2014, Ronaldo conseguia desequilibrar em condução. O poder de aceleraçao continuava a ser determinante.
Depois dessa lesão, foi o fim do Cristiano, top 2 Mundial. Hoje, é um jogador que vive do estatuto anteriormente conquistado e do facto de continuar a ser um finalizador fora de serie e um jogador que sabe atacar as zonas de finalizaçao como ninguem.

Mas nao gosto quando ouço alguem falar, como se todos tivessem esquecido o que C.Ronaldo foi. Como se fosse hoje e sempre, um produto de marketing ou alguem que só alcançou notoriedade pelos golos que marca. Ronaldo era muito mais do que golos.

Barbosa disse...

Acho, e já não é só deste jogo, que ele na selecção neste momento da carreira é mais parte do problema do que parte da solução. Porque estando em campo, tirando os jogos onde a equipa lhe crie muitas e boas situações, a sua intervenção mais vezes afasta a equipa do sucesso do que a aproxima. Mas sendo ele quem é, se não estiver em campo os problemas daí derivados serão tão ou mais graves. É um beco sem saída. Num certo sentido vejo nesta situação um pouco o que se dizia do Liedson no Sporting. Enquanto lá estiver vai ser difícil...

Percebo perfeitamente o porquê do remate quando tem colegas em melhor posição, e acho que não é explicado só por falta de leitura de jogo. Acho que ele muitas vezes sabe que eles estão lá, mas a visibilidade de que ele se alimenta não se coaduna com abdicar de um golaço a 30m para fazer a assistência da assistência.

A carreira dele baseou-se muito nos enormes índices de motivação e determinação que sempre teve. E essa motivação gira à volta de ele se sentir sempre o melhor dos 22 que estão em campo, e para ele - como para a maioria - ser o melhor é ser o que marca mais golos. É esse que toda a gente vai elogiar no dia seguinte. Se lhe pedirmos para sacrificar o protagonismo e deixar que toda a equipa brilhe, ele acaba, porque deixa de ter com que se alimentar. É o mesmo com ibrahimovic, e talvez isso seja parte da razão para não ter ficado em Barcelona.

Há um video do Henry onde ele conta que o Guardiola lhe pedia para encostar à linha e só vir para dentro quando a equipa entrasse no último terço, mas ele queria era tocar na xixa por isso resolveu ir para o meio e acabou até por marcar. Ao intervalo ficou no banco. Se calhar faltou um pouco isto a Ronaldo a partir de certa fase da carreira. Talvez também esteja aí parte da explicação para a sua melhor fase ser em Manchester.

Diogo Vasconcelos disse...

Quando um jogador que reiteradamente não ajuda ao sucesso da equipa (ora porque é nele que boa parte das jogadas acabam por se perder (invariavelmente por más decisões), ora porque literalmente se exclui do processo defensivo) e os comentários à volta da equipa continuam a ser sobre a melhor forma de (ainda assim) integrar esse jogador, e não, como aconteceria com outro jogador qualquer, arranjar quem o substitua, mostra-nos apenas como o marketing nos molda as cabeças de forma poderosíssima e torna "natural" comportamentos irracionais. Muito provavelmente Portugal não jogará pior nem melhor sem Ronaldo. A diferença está naquilo que é fundamental para melhorar: saber onde e como somos piores. E quando o Ronaldo joga pouco mais se fica a saber (de bom e de mau) do que aquilo que o Ronaldo sabe ou deixa de saber fazer.

Bráulio Pereira disse...

O que têm a dizer do CR figurar no no XI ideal da Fifa e Iniesta não?

R.B. NorTør disse...

Diogo, vamos assumir que o Ronaldo é convocado para desempenhar as funções de ponta de lança. Qual o jogador que preferes discutir como enquadrar: o Ronaldo que decide mal, ou o Éder que não decide porque não consegue receber uma bola?

Diogo Vasconcelos disse...

Se convocar o Ronaldo ponta de lança implicar que a equipa não possa entrar na área com um passe atrasado que não vá para o Ronaldo, se implicar que a equipa não possa jogar com apoio frontal porque esse jogador em vez de tabelar se vira sempre para a área, se ainda por cima implicar ter um jogador que quando as coisas correm mal se exclui da responsabilidade e responsabilize a equipa (criando um ambiente lindo como se pode imaginar), sim prefiro o Éder, por uma conta simples: prefiro jogar com 10 do que com 1.

Marco Gomes disse...

Confesso que fico confundido. Confundido com os fundamentos e as conclusões. Confuso com a assertividade que reina na maioria dos comentários. Digam-me, sff, trata-se de um blog anti ou de miopia sectária? (Não) Desequilibrar em condução? O Ronaldo? Ok, desculpem, não percebo nada disto.