sábado, 11 de junho de 2016

Grupo B - Inglaterra x Russia. A primeira grande desilusão do Euro 2016.

Os nomes eram apetíveis. O futebol foi medonho.

Rússia em duas frases. Defensivamente, incrível o espaço que consente porque a sua última linha simplesmente não se posiciona em função do espaço onde está a bola. Permanece sempre baixa e possibilita sempre muito espaço ao portador. Ofensivamente, estica no ponta de lança ou estica no ponta de lança. Nada mais.

Inglaterra uma enorme desilusão. Hoje que em por quase toda a Europa se adopta o 442, mudou a equipa que tradicionalmente o usava. Mais conservadora sem bola. 451, com um trinco e uma linha de quatro, com Kane mais adiantado. Na timida pressão sobre a construção adversária, Lallana saia do corredor direito e ia pelo lado cego apertar o central do seu lado. Mantendo os três médios no corredor central (Rooney, Alli e Dier) e Sterling no corredor esquerdo.

Foi todavia com bola que a selecção inglesa ficou completamente abaixo do mínimo exigível. Só Rooney e quinze minutos à Willshere mostraram ideias. Praticamente todos os outros a decidirem porque sim. Sem ideias, sem saberem sequer o que poderia dar cada uma das suas decisões. Cruzar porque sim, correr porque sim, chutar porque sim. Sterling um verdadeiro desastre. Atletismo puro.  Tal como os laterais. Só correr sem uma única ideia. Incrível como se deixa Rooney tão longe das zonas de criação, unicamente centrado em ligar fases, sem possibilidades de aparecer com frequência no último terço. Mas, não tão incrível como se abdica de Willshere que nos quinze minutos que pisou o relvado mostrou o quão diferente é dos seus colegas que se valem unicamente das capacidades condicionais.

7 comentários:

Miguel Cruz disse...

Não concordo com o que dizem dos laterais, para mim deram muita profundidade e deram-se ao jogo ( de resto concordo com tudo ).
Silva

7tacuara7 disse...

O Sterling não tem um pingo de criatividade, são muitas as vezes que ganha metros com bola, mas depois é só isso.
É quase criminoso o que fazem a Rooney, tão distante da baliza, tem de jogar onde pode definir, seja no último passe ou na finalização.

Blessing disse...

Bem mais interessante Gales Slovakia

Miguel Pinto disse...

Vi o rooney a vir buscar jogo aos centrais e perdi o interesse de ver o resto

Blog de Portugal disse...

Para toda a gente que visita este blog:

- Alguém sabe de algum link para ver os jogos do Europeu numa câmara alta, que permita ver o jogo de cima?
(normalmente diz-se que é a câmara tática ou a câmara aérea).

Penso que a BBC e a ESPN têm, mas não consigo descobrir como ver isso grátis nalgum stream...

Se alguém souber ajudar, agradeço.

Eduardo Canavez disse...

Enfim, não conseguem ver para além de ideias que já têm pré-concebidas. Com um treinador obsoleto, cansado, pré-histórico como Roy Hodgson, que é um autêntico conservador tático, a Inglaterra não privilegia o futebol de posse objetiva e abdica jogar pelo meio. Assim sendo, resta a jogadores como Sterling ou Walker (em grande destaque, na minha opinião, uma vez que o jogo da Inglaterra passou bastante pelas laterais) aproveitarem as suas potencialidades. Se nestas se integra a velocidade, muito bem, vão usá-la para desequilibrar e criar perigo. Lances de perigo da Inglaterra? Sterling a desequilibrar. Lallana. Que mais podemos pedir aos jogadores se o próprio treinador lhes incute uma ideia de jogo pobre e de individualidades? Não me surpreende, vindo de um senhor que põe o Harry Kane a bater os cantos.

Luis Barroso disse...

Concordo muito com esta análise (post).

Fiquei muito surpreendido com o posicionamento do Rooney, que jogou mesmo atrás do Alli! Não conheço bem este Alli, mas diria que ou pode jogar atrás do Rooney e dar cobertura nas costas para a Inglaterra passar para um 442 ou mais vale um médio tipo Henderson que jogue mais perto do Dier.

Acho q o Hogdson está a procurar o Pirlo/Kroos dele no Rooney, agora q ja nao ha Lampard nem Gerrard, mas nao funciona e perde se um grande avançado.