quinta-feira, 9 de junho de 2016

Portugal contra a Estónia

Ontem na Luz a selecção deu um passo importante ao nível da subida dos índices de confiança para enfrentar a competição em França. Um adversário super acessível permitiu que quase todos os jogadores individualmente tivessem tempo e espaço para criar e para se recriarem durante o tempo que estiveram em campo. A maior exuberância que se percebeu de algumas das nossas individualidades deve-se sobretudo ao facto de o adversário não causar dificuldades, sem colocar em causa o valor dos nossos jogadores. Quase todos mereciam destaque individual, e é essa a verdade contra a Estónia mas não é a realidade do Euro. A confiança sai reforçada, mas é importante que se perceba que a competição vai ser completamente diferente. Ao nível da pressão, ao nível da exposição ao erro, ao nível do valor do adversário colectiva e individualmente. O que jogamos ontem está longe de chegar para se chegar longe na competição, ofensiva e defensivamente. Continuamos a circular a bola de forma demasiado lenta, porque as linhas de passe não são óbvias nem há ideia de onde vão aparecer. Continuamos a conceder demasiado espaço à frente da nossa linha demasiadas vezes com referências individuais.

4 comentários:

Barbosa disse...

Até pelo menos ao 2-0 Portugal não fez nada digno de nota. Quaresma tira 2 golos do bolso, e a partir daí a Estónia deixou Portugal treinar à vontade.

Há muito pouca gente dentro do bloco. Indo às imagens do jogo é possível encontrar vários momentos onde toda a gente está a rodear o bloco da Estónia, e ninguém por dentro. Já tinha sido assim em particulares recentes. Para a fase de grupos chega (se os criativos estiverem ao nível de ontem), a partir daí não me parece que qualquer equipa tenha dificuldades a defender mudanças de flanco a 3 e 4 toques.

Neste sentido até percebo a chamada do renato. Mas também isso só vai resultar contra os pequenos. Com Moutinho, JM, Rafa, Nani... Podíamos e devíamos ter muito jogo interior. Até em situações de maior pressão, com Ronaldo para ganhar no jogo aéreo e depois procurar ganhar a segunda bola - e nesse caso o trio William, JM e Adrien, rotinados nesses trabalhos, podiam ser uma mais valia.

Gonçalo Matos disse...

Ontem se bem me lembro, 6 dos golos foram de jogadores completamente livres de marcação... Só isso diz muito da dificuldade que foi a estónia..

Ricardo disse...

Na minha opinião, a selecção portuguesa precisa do Renato Sanches. Se querem ir longe, tem de ser Ronaldo, Renato e mais 9. Abraço

cipri disse...

concordo com a análise.
goste-se mais ou menos do estilo, o renato é obviamente importante. tenho dúvidas sobre se deveria ser lançado a titular - complementando a sua loucura com a assertividade do joão mário, william ou moutinho - ou se resultaria melhor como arma (não tão) secreta.
dependerá do trabalho da equipa, do plano para o jogo, das características do adversário.
o que acham?