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segunda-feira, 22 de março de 2010

Mais e Menos da Semana


MAIS

Jorge Jesus

O seu trabalho é notável. Os treinadores não são bons porque ganham. Antes, ganham porque são bons. Mesmo aqueles que precisam de quantificar em troféus o valor de um treinador, parecem rendidos à qualidade táctica do mestre Jorge Jesus. Não foi em vão que David Luiz o parabenizou pela forma como preparou a equipa para Marselha. Toda a sua qualidade não é surpresa. Quem desconfiava deveria ter percebido os sinais (Não foi um acaso ver o Sp Braga ou o Belenenses, a jogar de igual para igual com Milan, Real Madrid e Bayern. Tão pouco é por cortesia que quase todos os seus ex jogadores o catalogam como o melhor treinador em termos tácticos das suas vidas. E claro, quantos e quantos jogadores não assinaram os contratos das suas vidas, depois de passar pelas mãos de Jesus?)

A semana foi de sonho para o SL Benfica. E muito o devem ao seu treinador.

MENOS

Bruno Alves

É um assassino. A cada minuto que pisa um campo de futebol, há vidas em risco. Todos os que são complacentes com tão vil figura são, obviamente, cúmplices. É o rosto do desnorte do FC Porto.

MAIS OU MENOS

Jesualdo Ferreira

Foi novamente incapaz de traçar um plano de jogo que pudesse permitir ao FC Porto superiorizar-se à equipa de Jorge Jesus. Em todos os momentos do jogo, o SL Benfica pareceu sempre melhor preparado. É importante perceber, no entanto, que e embora o SL Benfica tenha abdicado de quatro titularissimos (E como jogam Saviola, Ramires, Javi e Cardozo), a qualidade individual dos azuis e brancos continuava bastante aquém do onze que subiu ao relvado do adversário. Contam-se pelos dedos de uma mão os jogadores do FC Porto que teriam lugar nos 18 do SL Benfica. Quando falta qualidade, está-se mais próximo do insucesso.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Hugo Viana

Um excelente golo e uma exibição soberba catapultam o Sp. Braga para a luta pelo titulo. No Minho recuperou a confiança e o prazer de jogar futebol. Lidera uma equipa surpreendente. Ignorado pelos grandes, Viana demonstra que a sua criatividade seria útil, até no meio campo do FC Porto.

MENOS

Bruno Alves

Enough is enough. A sua postura no relvado é inversamente proporcional à sua qualidade enquanto futebolista. As (evitáveis) agressões com que vai brindando os adversários directos, jogo após jogo, incomodam até os menos impressionáveis. Perante a habitual impunidade (Bruno Alves não é um elefante numa loja de cristais. Os lances são, obviamente, propositados. Ao contrário da ideia que pretende transmitir), a saga só parece terminar quando alguém cair inanimado numa qualquer cama de Hospital.

MAIS OU MENOS

Matías Fernández

O chileno é um jogador de classe. Propício a um jogo de toque curto, de constantes apoios, de rápida circulação de bola. É demasiado bom para o estilo de jogo que a sua equipa vem apresentando. Tivesse numa equipa com os princípios do actual SL Benfica, ou Sp Braga, e seria, indubitavelmente, uma das figuras maiores da prova. Apesar do fantástico golo, fica sempre a sensação de que poderia ter dado mais. O problema não está nele, cremos.

domingo, 19 de outubro de 2008

Bruno Alves, o futebolista para lá do Karateca


Alguns dados referentes à época 07 / 08:

FCP sofre apenas 13 golos, um registo bastante interessante, tendo em conta os anos anteriores. Dos 13 golos sofridos, somente 4 foram em casa (tendo 3 deles sido sofridos no último jogo do campeonato, no Estádio do Dragão, facto que impossibilitou o FCP de bater um recorde absoluto de equipa com menos golos sofridos no seu estádio, no campeonato).

Que responsabilidade poderá ter por tal facto, o odiado (pelos adversários) Bruno Alves?

Esqueçamos todos os defeitos inerentes ao seu comportamento para com colegas de profissão... de equipas adversárias.
Bruno Alves é, ou não, um jogador de grande valia?

Na minha opinião, SIM! É um defesa central muito interessante para completar uma dupla de centrais, que tenha um central mais rápido.

Cada vez mais, as grandes equipas procuram começar o processo defensivo ainda no meio campo ofensivo. Para tal ser possível, é necessário ter os sectores bem próximos, por forma a retirar espaço ao adversário (esta é, uma das principais caracteristicas das equipas de José Mourinho) e consequentemente colocar a linha defensiva bem subida no campo de jogo (para garantir a tal proximidade entre sectores).

No caso concreto do FCP, essa defesa alta coloca imensa pressão e reduz os espaços aos seus adversários. Na liga portuguesa, poucas ou nenhuma equipa demonstra ter qualidade para realizar a transição defesa-ataque circulando a bola de pé para pé, quando há pouco espaço, optando invariavelmente, essas equipas, por um futebol directo (mais seguro, pelo facto de evitar perdas de bola logo no meio campo defensivo), solicitando o avançado, para que este consiga "segurar" a bola o tempo suficiente para que a equipa ganhe alguns metros no campo.

É fruto desta forma preferencial de sair para o ataque das equipas que defrontam o FCP, que a importância de Bruno Alves ganha relevo. Bruno Alves é neste FCP, o jogador encarregue de procurar disputar a "1a bola" e impedir que o adversário consiga ganhar e segurar a bola, enquanto a equipa se espande no relvado (é no fundo o Costinha, ou o John Terry de José Mourinho). O que se verifica é que, fruto de todo aquele tamanho e principalmente de toda aquela impulsão, é praticamente impossível encontrarmos lances não ganhos pelo Bruno Alves, condenando logo à nascença os ataques adversários (que também não encontram soluções para realizar as suas transições em circulação de bola).

Sem ter dados objectivos, creio que o FCP, fruto desta forma de se posicionar no relvado (defesa subida, que motivou a troca de Pedro Emanuel por Rolando) e das caracteristicas de Bruno Alves, que tem a capacidade incrível de anular o futebol directo dos adversários, deve ser a equipa que consente menos ataques na liga. O resto vem por consequência (menos golos sofridos, mais pontos...). Além de que, numa liga onde a maior parte das equipas tem poucas soluções para além dos cantos e livres indirectos para fazer golos, Bruno Alves pode mesmo ser ouro!

P.S.- A clareza como ele ganha os lances é tal, que por norma a bola acaba sempre nos pés dum colega de equipa, ou na pior das hipoteses de volta ao meio campo ofensivo do FCP.

P.S.II - Estou convencido que acabará por ser o próximo português no Inter de Mourinho (Apesar do propalado interesse do Barcelona, não lhe consigo augurar muito sucesso numa liga como a espanhola).