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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Sporting vence russos pela primeira vez e os milhões estão a chegar ao outro lado da segunda circular.



A época vai demasiado curta, mas já hoje é impossível não imaginar onde vão chegar João Mário, Carrillo e Paulo Oliveira.

Nenhum treinador do mundo consegue fabricar um talento que não tenha potencial para lá chegar. Todavia, como sempre fomos afirmando ao longo dos últimos muitos
anos, os jogadores que beneficiavam de estar integrados no modelo de Jesus saíam extremamente valorizados enquanto individualidades. Aquele jogo apaixonante, de várias linhas de passe próximas, em apoio, em profundidade, à esquerda, à direita, no apoio frontal ou na cobertura potencia uma tomada de decisão mais fácil e consequentemente mais acertada. Naquele modelo de jogo todos se arriscam a crescer como nunca se previu. O segredo esteve sempre no modelo que Jesus trabalha. Por isso o vimos, sempre com razão, afirmar que era indiferente jogar X ou Y. O modelo faz crescer. O seu modelo é o segredo.

Nos últimos seis anos, ao contrário do seu rival Sporting, o Benfica somou transferências inacreditáveis. Hoje é fácil prever que também o Sporting num futuro não muito longínquo poderá entrar numa espiral muito positiva também nas verbas que somará com transferências.

João Mário. Enormíssima qualidade. Sempre a uma rotação elevadíssima, como se exige a quem ocupa o espaço central no 442 de Jesus. Qualidade técnica assinalável, sempre a decidir rápido. A mudar o centro de jogo, a progredir quando há espaço. Agressividade na ocupação e a sair para a contenção. Não há muitos médios na Liga com mais qualidades que o português.  Está no local certo há hora certa para crescer como nunca.

Carrillo. Finalmente todas aquelas capacidades individuais encontram um colectivo que potencie toda a sua criatividade. Recebendo no corredor central, entre linhas, conforme impõe o modelo de Jesus aos seus extremos, é um verdadeiro quebra cabeças. Define com qualidade. Sempre mostrou capacidades também na decisão. Faltava-lhe apenas um modelo ofensivo bem definido como o que encontra agora. Drible, remate, decisão. Candidato a uma das figuras do ano.
Paulo Oliveira. Cresceu muito com o contexto competitivo que encontrou no Sporting. Hoje prepara-se para crescer individualmente naquilo que é mais complicado para um defesa perceber. Distâncias para a bola em função do contexto em que o portador tem a posse. (de costas? Com pressão? Corredor lateral? Corredor central?) Grande qualidade a interpretar o que o rodeia, bem demonstrada na capacidade para se antecipar. Muito potencial tem o jovem português.

Ruiz. Qualidades que encaixam bastante bem no modelo ofensivo do Sporting. Qualidade técnica assinalável que lhe permite jogar por dentro, como é pedido aos extremos leoninos. Decisão rápida e fácil. Capaz de desequilibrar mas também de equilibrar pela forma como percebe o espaço a ocupar e os momentos em que o fazer. Sabe quando acelerar ou temporizar. Jogador de classe, Ruiz é um dos bons reforços da Liga portuguesa.

Aquilani. Alguns minutos em campo a fazerem perceber toda a sua qualidade. De frente para o jogo mexe com toda a equipa. Capaz de colocar a bola onde mete os olhos, o italiano vê tudo e tem qualidade técnica para impor no relvado o que a mente vislumbra. Será decisivo no início das transições, mas também em organização pela forma como o seu passe quebra linhas.

domingo, 2 de agosto de 2015

Esqueça a cor da camisola, feche os olhos, abra novamente. Quem é o treinador daquela equipa que parece uma apresentação de Ginástica Rítmica tal é a forma coordenada como se tenta organizar em todos o momentos?

Jorge Jesus, é claro.

"Não quer dizer que seja este o onze que vai entrar já para a Super-taça"

Muito dificilmente não será este o onze de Jesus para o jogo contra o Benfica. Percebe-se que o treinador gosta dos movimentos verticais de Slimani, e do facto de se impor no jogo aéreo. Outro factor que não ignora no avançado argelino é o facto de não se poupar quando a equipa não tem a bola. Slimani surge como homem de área para Jesus, como Cardozo (embora de características diferentes) surgiu um dia. Teo é a fotocópia de Lima. Qualidades físicas, pouco acerto na tomada de decisão, muito agressivo nos movimentos sem bola, qualidade técnica que não impressiona. Mas será difícil imaginar este Sporting, na última versão do modelo de jogo de Jesus sem Teo, tendo em conta as novas exigências para as posições da frente - Lima. Carrillo, um dos que Jesus tem dado mais atenção, será grande protagonista nos desequilíbrios individuais - Sálvio. Positiva a adaptação de Adrien, pois quanto mais longe da baliza jogar melhor jogador será. E toda aquela disponibilidade que ele demonstra, canalizada para funções dentro de um modelo de qualidade, poderá finalmente dar o salto qualitativo para se afirmar ao nível nacional - Samaris. João Mário, um dos responsáveis pela pausa, e por gerir os ritmos da equipa. Mais fora do que dentro, percebe-se que procura de forma constante o passe vertical - Pizzi. Quanto à linha defensiva, não restam dúvidas que a aposta de Jesus será nos quatro que entraram neste jogo. Paulo Oliveira, ao final desta época estará pronto para assumir um lugar no eixo defensivo da selecção, porque receberá mais estímulos qualitativos numa época do que em todas as anteriores em que jogou. A importância que Jesus lhe tem dado ao nível do trabalho da última linha, colocando-o na posição 3, demonstra também a confiança do treinador nas suas qualidades como líder - Luisão. Jefferson a variar entre movimentos interiores e jogo exterior, e muito forte do ponto de vista físico e técnico. Porém, nem sempre com o cérebro ligado. Tem evoluído de forma muito positiva, e Jesus não ignora a qualidade que ele tem nas bolas paradas - Siqueira. João Pereira, a estabilizar do ponto de vista defensivo, mas ainda com demasiados vícios dos anos que se seguiram ao Braga de Jesus. Com bola, muito desligado daquilo que Jesus pretende, muitos cruzamentos sem nexo, procura constante da linha de fundo, cabeça no chão. Porém, muito agressivo nos duelos - Maxi Pereira. Naldo está confortável com bola, seguro no um contra um. É agressivo o suficiente para não deixar enquadrar e forte na primeira bola. Não é particularmente rápido, mas dificilmente os adversários vão aproveitar esse factor por estar protegido por um modelo de acção e não de reacção - Jardel.

Bryan Ruiz, o grande destaque do treinador nesta conferência de imprensa. "É um jogador com uma cultura táctica...  Neste momento é aquilo que mais me impressiona. Ele é um jogador que sabe tudo. Sabe tudo quando não tem a bola e quando tem bola. Ele pode fazer três posições na equipa do Sporting e de certeza que as vai fazer bem. É um atleta, um jogador com 1.88m, forte na bola parada também". Será o outro grande responsável pela pausa neste novo Sporting. Tem qualidade técnica, adora jogar por dentro, é forte individualmente mas não faz disso o seu jogo. Toca quando acha que deve, segura, roda, entrega com qualidade. Criatividade - Gaitan.

"É o treino que define quem joga"

A grande exigência de Jesus é esta. Quem cumprir melhor no treino com o que ele pede estará mais próximo de jogar. Mas exige também que os seus jogadores sejam muito agressivos a ocupar as posições, em todos os momentos. Nos movimentos com e sem bola a agressividade é uma exigência constante. 
A dança colectiva já começou, e por isso, e por ter qualidade individual acima da esmagadora maioria dos seus competidores internos, o campeonato promete mais um candidato até Maio.

"O Semedo não tem muitas características técnicas para desempenhar a posição 6. Pode ter físicas, mas técnicas não. É central"

E mesmo para central, será que tem?!

"Com quatro semanas não esperava tanto hoje"

Nem nós mister. Nem nós!