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sábado, 21 de abril de 2012

Não nunca me esqueci de ti...

Jesus, eu estava certo. Tu estavas errado.

O Saviola, o Nolito e o Capdevilla.

Em quarenta e cinco minutos o Estádio da Luz viu mais futebol que na segunda volta inteira. Desde que deixaste cair o Saviola, curiosamente.

domingo, 1 de abril de 2012

Impressionadissimo, Jardim!



Talvez seja por ter visto tão poucos jogos dos bracarenses que a impressão foi tão positiva

Foi verdadeiramente impressionante o colectivo do Sporting de Braga no Estádio da Luz. Se retirarmos os vinte minutos iniciais de categoria do SL Benfica todo o restante jogo só deu Braga. E deu Braga mesmo quando a bola estava nos encarnados. Deu Braga quando era preciso defender e deu Braga de cada vez que um bracarense recuperava a bola.

Se tiver de retirar ilações por apenas um jogo, a diferença em qualidade colectiva é abissal de uma para outra equipa. Sim, O Benfica tacticamente controla os pormenores. Sabe posicionalmente defender com poucos. Porém, por maior excelência que se tenha a defender com 3,4 ou 5 atrás da linha da bola, e a equipa de Jesus tem essa excelência, é sempre insuficiente perante adversários que individualmente sejam capazes de definir com assertividade os lances. Relembre o golo que virou o campeonato (James Rodriguez na Luz).

E foi “individualmente” que o Benfica venceu o Braga.

Foi quase pornográfico o número de ataques potencialmente perigosos (espaço para correr e somente três, quatro jogadores encarnados atrás da linha da bola) que os bracarenses dispuseram ao longo da partida.
Com James em campo, o Benfica teria sido goleado. Ou se preferir, para não o ferir, tivesse o Braga em Mossoró a capacidade para definir com espaço e pouca oposição de Gaitán, Bruno César, Nolito, Aimar ou Saviola, e o Benfica teria sido humilhado.

O Benfica golearia o Benfica. Relembre.

A amostra é curta, mas impressionante. O Braga sabe jogar todos os momentos e creio que todos percebemos o porquê de ter chegado líder à Luz. A qualidade individual de uns, mesmo não sendo absolutamente nada desprezável é muito inferior à de outros, e talvez tenhamos mesmo que ver Jardim com outros recursos. Com individualidades trocadas, golearia. Reafirmo.

Curioso. Jesus ao longo dos imensos jogos em Belém e em Braga, foi sempre sendo superior aos adversários. De todas as vezes que não vencia, ia ficando a sensação de que com outros jogadores seria imbatível. Quem diria que mais qualidade o levariam a mudar as suas ideias (pouca  presença no corredor central. Dois extremos em simultâneo com dois avançados. E mesmo quando joga Aimar com Cardozo, o sistema táctico permanece imutável. Apenas muda o posicionamento do argentino). Na actualidade vai acontecendo o contrário. Ganha porque tem melhores jogadores.

Soltas:

- Emerson a central não é pior ideia que a lateral. O brasileiro é péssimo na abordagem defensiva às situações de 1x1 e péssimo também no trato da bola. O seu ponto mais forte acaba por ser a forma como se relaciona com os colegas de sector. Jogando como central os pontos fracos não estarão tão expostos. Não significa porém que possa dar um bom central. Mas, seguramente que tem mais potencial para jogar a central que a lateral;

- Capdevilla não dá a dinâmica que Jesus pretende (número de vezes que faz o corredor todo), mas é um jogador e tanto. Mais cerebral e acima de tudo sabe jogar. O espanhol sabe jogar e o Benfica deixa de ter em campo um jogador onde cada ataque morre. Começa a parecer que se tem feito toda a época, Jesus estaria hoje na liderança. Curiosidade, o Benfica ganhou todos os jogos em que Cap participou;

- Em Londres, se a ideia for colocar tantos jogadores à frente da linha da bola como na noite passada, o Benfica será trucidado;

- Saviola. Devia ter entrado Saviola, e logo ao intervalo. E sim, por Cardozo. Bruno Alves não estragou Rodrigo, como parece ser crença geral benfiquista. Rodrigo é o mesmo de sempre. Um jogador extraordinário nos movimentos de ruptura e na forma como explora a profundidade, mas banalíssimo no jogo entre linhas. O brasileiro terá uma fantástica carreira, mas como primeiro ponta de lança.  Era Saviola quem poderia acrescentar qualidade onde o Benfica estava com dificuldades, e Rodrigo poderia aparecer mais próximo da baliza adversária. Onde faz toda a diferença. 

- Gaitán. Verdadeiro talento à solta. Num modelo que contemplasse mais apoios, mais jogadores atrás da linha da bola, tamanha qualidade teria mesmo de ser aproveitada. No actual modelo demasiadas vezes tem acções prejudiciais à equipa. Ontem não foi o caso.

- Repito. A amostra é curta. Todavia, não posso deixar de pensar que este poderá ser o melhor Braga de sempre. Mesmo que não obtenha as marcas do passado recente, sabe jogar todos os momentos.  Colectivamente não mais é apenas uma equipa que defende bem e com muitos, esperando o golo da vitória numa bola parada que caia do céu. É uma equipa com processos de categoria indiscutível. Com jogadores de grande categoria para uma equipa que nunca se sagrou campeã nacional, mas que se percebe, salvo uma ou outra excepção, de nível ainda inferior ao da concorrência. E quando assim é, emerge uma figura. A do treinador?! Há que o seguir.

sábado, 3 de setembro de 2011

Gestão de recursos humanos. Onde se fala de Aimar e da exclusão de Capdevilla.

"Estou impressionado com ele. É um número 10 com uma classe enorme. Entre mim e ele tudo é perfeito dentro do campo" Witsel sobre Aimar;

"No Corinthians tinha duas referências, que eram o Ronaldo e o Roberto Carlos. Aqui tenho o Aimar, que está ao mesmo nível" Bruno César;

"Até impressiona. É um jogador de um nível diferente. O toque na bola, a inteligência e a maneira como se movimenta impressionam". Ramires sobre Aimar;

"É um jogador de muita técnica, agilidade e inteligência. Não é à toa que foi considerado um dos melhores 10 da Argentina depois de Maradona. Por causa das lesões tem um tratamento diferente no Benfica, mas sempre que ficava no banco mantinha a postura profissional, sem qualquer estrelismo. Tornou-se numa referência para mim enquanto estive em Portugal". Felipe Menezes sobre Aimar;

"Benfica considera a hipótese de renovar contrato a Aimar, que termina na próxima época." in Jornal A Bola.

“Estou absolutamente surpreendido, não esperávamos uma coisa assim. Se não foi inscrito, o treinador já sabia que não o ia fazer, então porque não nos disse nada? Se nos tivesse dito alguma coisa antes de dia 31, então tínhamos procurado sair para outro lado. Não lhe faltavam equipas. Fazer uma coisa destas a um rapaz como este é terrível, ele está completamente desmotivado. Decidimos escolher o Benfica porque jogavam para a Champions e isso interessava-nos.” Empresário de Capdevilla.

Qualquer indivíduo com um mínimo de bom senso e um pouco de massa crítica percebe que é risível a forma como se gerem os recursos humanos no SL Benfica. O Benfica 2011/2012 tem, muito possivelmente o melhor plantel do futebol português. Porventura, será até bem superior ao que conquistou Portugal e deslumbrou a Europa (recorde as transferências para Chelsea e Real Madrid) e tem também, possivelmente capacidade para formar o melhor onze da Liga Sagres. Todavia, a forma amadora como se gere tudo o que se passa no futebol do Benfica, é assustadora. Se porventura os jogadores do Benfica voltarem a tornar o clube campeão nacional, serão merecedores de uma estátua. Mesmo tendo a qualidade que têm, será preciso serem verdadeiros heróis para resistirem como grupo às atrocidades a que vão sendo submetidos dia-a-dia.

P.S.- Não está em causa a qualidade, ou falta dela de Capdevilla. Numa lista extensa, deixar de fora um jogador de currículo importante, é procurar, sem necessidade, uma situação de conflito. O caso do espanhol, é apenas mais um que revela a fraca capacidade de Jesus enquanto treinador, para além das quatro linhas dos campos de treinos ou de jogos onde as suas equipas se apresentam.

sábado, 6 de agosto de 2011

Uma dinâmica admirável

Nem com um, nem com dois. É com três médios no corredor central que este SL Benfica se pode tornar, para além de uma verdadeira máquina de bom futebol, uma equipa segura.

A qualidade técnica e de tomada de decisão dos jogadores que entraram na segunda parte é algo de sublime. Na caixa de comentários do blog Entre Dez havia referido que um meio campo com Witsel e Aimar à frente de Javi, seria bem capaz de ser o melhor meio campo de uma equipa da Liga Portuguesa, a que a minha memória me permite chegar. É possível que tal pensamento não seja totalmente correcto, ou até que a memória me atraiçoe. Todavia, se não o for, garantidamente que estará bem próximo de o ser.

A entrada de Nolito, Gaitán, Saviola, Aimar, Witsel e Capdvilla. Sim, Capdvilla, trouxeram uma dinâmica absolutamente louvável. Criatividade e imprevisibilidade a rodos, bem notória na velocidade a que bola ia rolando de uns para os outros, dinamitaram por completo a defensiva de um Arsenal já sem Arshavin e Persie.

Destaques individuais.

Gaitán e Nolito. Um é genial, o outro vive da sua inteligência e capacidade de trabalho, e também de uma capacidade técnica notável, claro. O espanhol ainda que não tenha uma passada veloz, tem sempre algo para oferecer. É fantástico com a bola e sem ela. O argentino, é irregular, mas quando as coisas lhe saem, é um prazer incrível ver tanta classe a pisar um relvado de futebol.

Witsel. "...Teve muito bem, acompanha quase sempre o ataque em cobertura e liga bem com os corredores, quando a utilizam, sabe tirar da pressão, progredir ou gerir o ritmo de jogo. Inteligente a ocupar espaço. Depois em transição come espaço de uma maneira brutal, mesmo que fique mal colocado tem sempre capacidade de recuperar metros.". A afirmação é do Jorge D. do centro de jogo. Por ser incapaz de sugerir algo diferente para melhor, aqui fica.

Capdvilla. Não se sabe se terá disponibilidade para noventa minutos de alta voltagem. Se não for atraiçoado pela capacidade física, é uma opção incrivelmente superior a Emerson, para o corredor esquerdo. Muita categoria, cabeça levantada, técnica assinalável que lhe permite combinar com enorme assertividade com os colegas em posições interiores e mais vantajosas para o jogo. Nos jogos no Estádio da Luz, não pode sequer haver dúvidas sobre de quem é o lugar.

Pablo Aimar. Chego a crer que nem aqui, onde é tratado como um Deus do futebol, se faz justiça a tanta genialidade. Porque se esgotam os adjectivos, fica aqui um desejo. Adoraria vê-lo ao lado de Xavi no meio campo do Barcelona, com Iniesta a ocupar o lugar de Pedrito. A dormir sabe mais de futebol que todos nós acordados. Logo ele, que tem capacidade técnica para colocar em prática os seus pensamentos...