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sábado, 16 de agosto de 2014

No meio campo é que se joga. E que médios tens tu Marco!

Este exercício é meramente especulativo. Mas o que seria do Sporting se aproveitasse todo o potencial que tem no seu meio campo? Será assim tão descabido alterar o sistema, colocando mais um médio, tendo em conta que os melhores jogadores do Sporting são de facto os médios? E sabendo-se da falta de qualidade dos extremos.

Sobre o Sporting de Marco Silva há que realçar alguns aspectos:
1) O regresso dos ataques pelo corredor central. Que curiosamente ressuscita Montero (que faz de quarto médio) e André Martins!

2) Montero ganha cada vez mais preponderância no modelo. É a primeira referência para a transição ofensiva do Sporting, bem como para retirada de pressão. Não poderia de facto cair em melhores pés, os inícios dos ataques leoninos.

3) A liberdade criativa (ao nível da tomada de decisão) que dá aos jogadores, permite-nos perceber cada vez melhor a qualidade excepcional de Montero e William, com André Martins a prometer voltar a tudo o que esperámos dele.

4) Na pressão no meio campo adversário, quando a bola entra no corredor lateral, pressiona o homem da bola e os restantes fecham os adversários. Percebe-se que o objectivo é que o adversário, sem soluções, jogue na frente sem qualidade. Mas, se alguém bate aquela contenção está imediatamente criada superioridade numérica, e os jogadores ficam demasiado longe para tapar a progressão.

5) Estranho a missão defensiva de André Martins. Quando a bola entra no meio campo do Sporting fica HxH com o médio defensivo adversário.

6) O Sporting dividiu o jogo com a Académica. Pelos erros em posse, que possibilitaram várias saídas em transição, e a expulsão de William. Derivado da falta de qualidade de alguns dos executantes. Mas, também porque a Académica dava tanto espaço que era muito complicado não cair na tentação de ir rápido para frente. Com um passe estava no meio campo adversário, com dois alguém tinha espaço para progredir contra a defesa contrária. Tivessem os executantes da maior parte desses lances sido outros (que não Adrien, Carrillo, Heldon, ou Capel) e dava facilmente para ter goleado. Assim, mais vezes a equipa se encontrou desorganizada por jogar "sempre" na vertigem, sem grandes pausas, sem tempo para se posicionar de forma adequada.

7) A equipa não estava preparada para jogar com 10 jogadores.

8) Os problemas com os centrais somados à lesão de Cédric e à expulsão de William são demasiados imponderáveis que o treinador não controla. E o que dizer do golo sofrido?

Seria interessante, dado a falta de qualidade dos centrais do Sporting, ver Rossel como central. É impossível pedir alguma coisa a Capel que não seja baixar a cabeça, correr em frente, e cruzar ou chutar. Carrillo continua inconstante, alterna entre lances de grande qualidade e lances onde decide de forma horrorosa. Montero, William e André Martins simplesmente fabulosos. Sarr, com algumas dificuldades posicionais, e em jogar com qualidade sob pressão. Preciso ainda assim de ver com mais atenção, em mais jogos.  

quinta-feira, 24 de abril de 2014

"Evolução brutal a nível colectivo"

A frase é de Cédric e justifica, bastante mais do que as melhores individualidades, uma diferença abismal de uma época para outra do Sporting.

Houve esta época duas individualidades que constituíram um reforço tremendo de qualidade face à época transacta (Montero e William), uma outra (que havia sido recomendada aqui em Janeiro de 2013, em detrimento do medíocre Joãozinho. Curioso que agora que Jefferson é do Sporting quem tanto criticou a opinião é capaz de concordar...) que acrescentou bastante (o lateral brasileiro, claro) e um outro reforço que foi (é?) bastante eficaz mas que pelas suas características (defeitos e qualidades) não deveria ser tido em conta para mais do que um plano B (Slimani). Na segunda volta emergiu também aquele que é o melhor extremo do Sporting. Carlos Mané. Porque Carrillo não sai do limbo onde se encontra desde que aterrou em Portugal.

Mas foi sobretudo no aumento da qualidade colectiva (que potenciou individualmente alguns jogadores que haviam tido uma época terrível no passado) que o Sporting cresceu. Já tinha crescido na temporada passada com Jesualdo (seis vitórias nos últimos oito jogos (as duas derrotas foram no campo do 2º e 3º classificado), quando antes tinha somado mais derrotas que vitórias), depois das fases Sá Pinto e Vercauteren.

A Jardim cabe perceber que o seu Sporting não é um produto acabado. Colectivamente há que melhorar o controlo dos espaços no meio campo. Apesar da impressionante pontuação, não impressiona o controlo que o Sporting tem sobre os jogos. Depois de ultrapassada a primeira pressão, há sempre imenso espaço para jogar entre sectores e William não recuperará todos os jogos centenas de bolas. 

Curioso que o treinador leonino em todas as épocas da sua carreira fez sempre mais pontos do que a qualidade do seu modelo faria pressupor. Iniciar uma segunda época no mesmo clube onde foi bem sucedido (face à expectativa inicial) será uma novidade numa carreira brilhante em termos de resultados. Veremos uma evolução no seu modelo, ou esbater-se-à o impacto inicial que sempre teve em todo o lado?

A questão de uma época mais carregada com jogos, poderá eventualmente ser prejudicial, mas não em termos físicos. É no retirar do foco e no tempo de preparação para cada jogo que tal se poderá reflectir. Por exemplo, na presente época as unidades de treino da quinta e da sexta feira do Sporting são planeadas e executadas unicamente direccionadas para a especificidade do adversário que encontrará ao fim de semana. O foco e o planeamento serão perturbados. Será diferente estares desde 3a feira a pensar no adversário que enfrentarás e dedicares algumas sessões de treino pensando num momento específico de competição, a jogares,  recuperares e com pouquíssimo tempo de antecedência virares o foco para novo adversário. Fisicamente até será benéfico os jogadores serem obrigados a um estímulo maior. E quão maior será nos jogos do meio da semana, comparativamente aos domésticos.