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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Inteligência na tomada de decisão e cultura táctica na ocupação do espaço. A única forma do Sporting voltar a ter favoritismo nos seus jogos.

Já lá vai algum tempo desde que Vercauteren assumiu o comando do Sporting. Se o belga tivesse ideias próximas das que por aqui defendemos, é certo que o nível de jogo do Sporting (pelo menos o defensivo, porque esse não depende do talento, mas sim da organização) já deveria ser totalmente diferente. 

Se as duvidas de que colectivamente o Sporting poderá evoluir são mais que muitas, só há uma forma de minimizar os estragos. Há que escolher os mais inteligentes e os que mais percebem do jogo para defenderem as cores leoninas. Basta espreitar os percursos nas carreiras de alguns jogadores leoninos para se perceber que dificilmente aprenderam o que deviam aprender em tempo oportuno. 

Sem melhorar o trabalho de campo, o Sporting só "sobreviverá" na escolha correcta das suas peças.

Por exemplo. Dier é muito mais inteligente na ocupação do espaço que Cédric. É uma diferença individual que não foi potenciada pelo trabalho de Vercauteren. Deve-se unicamente à percepção que um e outro têm do jogo. E a escolha sobre se joga um ou outro deve ter em conta diversos factores. Mesmo fraco tecnicamente para uma posição exigente, Dier justifica a chamada pela competência defensiva. A troca de um por outro melhorou o comportamento defensivo do Sporting.


Não é um lance casual, tão pouco as imagens que foram aqui trazidas dos posicionamentos de Cédric o foram. A troca de um por outro corrigiu muita coisa defensivamente.

E é nesse sentido que parece que a única forma de melhorar, é substituir "as peças nocivas". As que não percebem absolutamente nada do que estão a fazer no campo. 

O que é seguro é que há muitos jogadores de fora que mesmo sem trabalho colectivo semanal, porque têm uma percepção mais evoluída do jogo, poderão rapidamente dar melhores respostas ao Sporting. As entradas no 11 de André Martins, Adrien, Pereirinha, Daniel Carriço, Nuno Reis (emprestado em Olhão) e Izmailov colocariam rapidamente o Sporting em lugares europeus. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Daniel Carriço

Minuto 54 da partida com o Nacional. Finalmente, a notoriedade para Daniel Carriço. Curioso, como foi necessário, presenciar-se um lance, que não define, de todo, a categoria de um jogador, para que o grande público, finalmente, o louve. Um lance, algo atípico em Daniel. Um corte em esforço. Carriço é classe e leveza. Estranho público, o que só aprecia um defesa, quando os seus calções tocam a relva.

MENOS

Hulk, Cardozo e Polga

Hulk, já se sabe. Tudo o que tem para oferecer são iniciativas individuais. E, tudo isso, é pouco. Para Jesualdo, urge, melhorar o processo ofensivo dos dragões. Tabelinhas, triangulações, aclaramentos de espaços. Só num campeonato muito estranho se poderá obter sucesso, sem soluções colectivas.

Cardozo é um exímio finalizador e a maior esperança encarnada, para um titulo, de melhor marcador, que foge à mais de uma dezena de anos. Na jornada inaugural, o paraguaio pareceu demasiado nervoso. Muito perdulário, foi um dos principais responsáveis pelo empate.

Polga há muito que não é um jogador de nível indiscutível. Vai somando erros atrás de erros. Sejam técnicos, sejam tácticos, ou simplesmente de desconcentrações psicológicas. Com ele em campo, o quarteto defensivo do Sporting, nunca parece ter sossego.

MAIS OU MENOS

Carlos Carvalhal

O resultado foi óptimo. O Maritimo, um dos grandes candidatos ao 4º lugar, mostrou ter assimilado os conceitos defensivos de Carvalhal. Defesa zonal, muito compacta e concentrada sobre a bola. Notou-se que o jogo foi bastante bem preparado. A opção por jogo directo, por forma a nunca desiquilibrar a equipa, garantindo que o SL Benfica nunca teria oportunidade de explorar os ataques rápidos (e que qualidade têm, quando conduzidos por Aimar ou Saviola), foi uma boa estratégia. Porém, a incapacidade para sair, por uma única vez que fosse, para o contra-ataque, bem como o horrível anti-jogo, são manchas no jogo da equipa madeirense. Não, no resultado. Claro.

sábado, 15 de agosto de 2009

Depois de Carvalho, Daniel Carriço


Texto recuperado de Novembro de 2008

Bem sei, que ao afirmá-lo depois de 4a feira, muitos esboçarão um desaprovador sorriso. Estaremos por aqui, daqui a uns anos, para o confirmar.

Antes de visualizar o video, esqueça o erro de Polga (que deveria ter feito a cobertura defensiva (colocando-se entre Daniel e a sua própria baliza), em vez de ficar a cortar uma qualquer linha de passe) e troque mentalmente Tonel por Daniel Carriço.



Exacto. É canto para o Barcelona, e todos os adeptos do Sporting estão um pouco mais felizes (todos, excepto o infeliz espectador que, por azar, estava no lugar da bancada, em que o balázio de Tonel foi parar).

Que importa isso? Exclamam. Com Tonel, estaria 0 a 0. Quase que se pode afirmar, tratar-se de um facto. Daniel Carriço é jovem. Com a idade ele corrige, pensam. Nada mais errado. Não é da idade, é da personalidade.

Carriço é jovem, sim. Mas, não está destinado a ser apenas mais um defesa central de uma qualquer Liga Sagres. Tem talento às carradas, boas características físicas e uma personalidade forte. É um jovem fino no trato, bem educado e extremamente inteligente. Em suma, o sonho de qualquer treinador.

Sim, aquela bola fugiu. Mas, não vai fugir muitas vezes. Daqui por uns bons anos, de Daniel guardaremos a imagem daquele central, que desarma, e inicia ele próprio o processo ofensivo da sua equipa. Aquele jogador que nos orgulhamos de dizer que tem classe até a andar. Quem com ele trabalhou ao longo de dias / meses / anos a fio, não tem dúvidas. Futuro central da selecção, o sucessor de Ricardo Carvalho. Porque tem lá tudo e porque merece!

P.S. - Confesse, é preciso ser-se mesmo diferente, para tentar sair com a bola controlada, dum lance disputado com Messi, não é? Das duas, uma. Daniel é louco, ou então, sabe que consegue fazê-lo, apesar de ter tido um deslize. Eu, sei que é a segunda, e sei também que não o veremos muitas vezes a cometê-los.

P.S. II - Voltando à época actual. Não merecerá, Daniel, colegas de sector ao seu nível? Polga cada vez está pior, e começa a duvidar-se, seriamente, de que alguma vez volte a ter nível para ser uma opção credível. Dos defesas laterais, estamos conversados...

P.S. III - Entende-se as declarações de Pedro Barbosa, alusivas a César Peixoto. Contudo, a serem verdade, espelham uma política de contratações bastante deficiente. Por tão irrisória (??) verba, resolvia-se, problema tão latente.

P.S. IV - A foto de Daniel Carriço, envergando a braçadeira de Capitão, não foi escolha aleatória. Ainda que, dificilmente, tal venha a suceder. A Europa espera por ele.

sábado, 29 de novembro de 2008

Depois de Carvalho, Daniel Carriço


Bem sei, que ao afirmá-lo depois de 4a feira, muitos esboçarão um desaprovador sorriso. Estaremos por aqui, daqui a uns anos, para o confirmar.



Antes de visualizar o video, esqueça o erro de Polga (que deveria ter feito a cobertura defensiva (colocando-se entre Daniel e a sua própria baliza), em vez de ficar a cortar uma qualquer linha de passe) e troque mentalmente Tonel por Daniel Carriço.

Exacto. É canto para o Barcelona, e todos os adeptos do Sporting estão um pouco mais felizes (todos, excepto o infeliz espectador que, por azar, estava no lugar da bancada, em que o balázio de Tonel foi parar).

Que importa isso? Exclamam. Com Tonel, estaria 0 a 0. Quase que se pode afirmar, tratar-se de um facto. Daniel Carriço é jovem. Com a idade ele corrige, pensam. Nada mais errado. Não é da idade, é da personalidade.

Carriço é jovem, sim. Mas, não está destinado a ser apenas mais um defesa central de uma qualquer Liga Sagres. Tem talento às carradas, boas características físicas e uma personalidade forte. É um jovem fino no trato, bem educado e extremamente inteligente. Em suma, o sonho de qualquer treinador.

Sim, aquela bola fugiu. Mas, não vai fugir muitas vezes. Daqui por uns bons anos, de Daniel guardaremos a imagem daquele central, que desarma, e inicia ele próprio o processo ofensivo da sua equipa. Aquele jogador que nos orgulhamos de dizer que tem classe até a andar. Quem com ele trabalhou ao longo de dias / meses / anos a fio, não tem dúvidas. Futuro central da selecção, o sucessor de Ricardo Carvalho. Porque tem lá tudo e porque merece!

P.S. - Confesse, é preciso ser-se mesmo diferente, para tentar sair com a bola controlada, dum lance disputado com Messi, não é? Das duas, uma. Daniel é louco, ou então, sabe que consegue fazê-lo, apesar de ter tido um deslize. Eu, sei que é a segunda, e sei também que não o veremos muitas vezes a cometê-los.