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segunda-feira, 18 de julho de 2011

SL Benfica. Prémios Torneio Guadiana

Prémio Melhor Jogador. Javier Saviola. Mais participativo, foi o jogador a que nos habituou. Não tem velocidade suficiente para explorar as costas das defesas adversárias com a mesma acutilância de Franco Jara. Todavia, e ao contrário do compatriota, é exímio a jogar em espaços curtos, e determinante na forma como permite à equipa progredir de forma apoiada para o ataque. Promete estar de volta, num momento em que Jorge Jesus se preparava para experimentar outras soluções.

Prémio Revelação. Matic. Dificilmente será muito utilizado, e porventura até bem sucedido no modelo de jogo de Jorge Jesus. Apesar da morfologia falta-lhe a imponência tão característica de Javi Garcia, e tão determinante na posição 6 das equipas de Jorge Jesus. Não tendo a mesma disponibilidade física e capacidade de se impor nas primeiras bolas como Javi, será sempre uma segunda opção para uma posição que, tão pouco é a sua de origem. Revelou, contudo, ser um jogador com uma capacidade técnica bem invulgar para atletas com tal morfologia. Fantástica a forma como recebe e passa, sempre de cabeça levantada. Seria uma mais valia em qualquer modelo de jogo que incluísse alguém a ocupar espaços mais próximos do trinco. A capacidade para sair a jogar é notável.

Prémio Adaptação. David Simão. O miúdo tem classe. No actual modelo de jogo não terá condições para atingir o sucesso como defesa esquerdo. A equipa expõe-se em demasia no ataque, fica dividida ao meio e demasiado dependente das características físicas dos jogadores que ficam atrás. David Simão, também por ser lento, é demasiado débil nas abordagens defensivas às situações de 1x1, e tal havia ficado patente, até na partida com o grupo de amadores suiços. Estivesse numa equipa mais capaz de se proteger essencialmente nas transições defensivas, e contando com uma cobertura defensiva próxima, tal não seria um problema. Ofensivamente é francamente bom, e faz lembrar alguém, que mesmo não sendo reconhecido, é um jogador tremendo. Maxwell, do Barcelona. Demasiado cerebral para o que é comum na posição, ficou na retina a tabelinha com Nolito e posterior cruzamento para o golo que definiria o vencedor do torneio.

Prémio Não Serve. André Almeida. É jovem e poderá, eventualmente, mudar o seu destino. Na actualidade não demonstra capacidade para jogar no SL Benfica. Pela forma incessante com que foi batido, fosse por mau posicionamento, ou por más abordagens às situações de 1x1, e pela forma como não tem capacidade técnica para contribuir em termos ofensivos, foi novamente o elo mais fraco da equipa. Será sempre um sobressalto se tiver de jogar.

Prémio Pior Jogador. Javi Garcia. Não tem capacidade para ocupar a posição de defesa central. Rotinado e experimentado, até poderá dar bem mais que o que demonstrou. Todavia, a lentidão com que demora a perceber o que se vai passando à sua volta, quando joga mais recuado é exasperante. A passada lenta, impede-o de dominar na profundidade defensiva.

Prémio Estou maluco para te ver jogar de novo. Nolito. Não sabendo com quem treinava (se com a equipa A se com a B), não deixou de ser impressionante o estilo de jogo do espanhol. Interessantíssima a forma como trabalha para receber a bola, sempre em movimento ao redor do portador da bola, garantindo com a sua movimentação os triângulos (portador da bola no vértice mais recuado, Nolito num dos vértices, direito ou esquerdo) tão característicos do modelo de jogo catalão. Invulgar a sua extraordinária recepção de bola, enquadrando sempre com a baliza adversária ao primeiro toque na bola, foram inúmeras as vezes em que saiu imenso perigo das suas botas. Participou em três dos cinco golos encarnados no torneio (nos outros dois, não estava em campo) e em vários lances que terminaram com os colegas na cara do guarda redes adversário. Um verdadeiro achado.

domingo, 24 de abril de 2011

O vencedor da final da Taça da Liga (Curtíssima)


Foi ele. Melhor em campo, terá ganho um lugar no plantel da equipa vencedora. Este é um talento que não se pode desperdiçar.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Next big thing

"Quem com ele trabalhou garante que transborda qualidade. Diz-se que transpira talento por todos os poros. Ao segundo ano como sénior parece pegar na batuta do meio campo de uma equipa da primeira divisão. Não é um feito extraordinário. Não será também, contudo, algo que deva ser desvalorizado.

Não vi mais de 180 minutos de David Simão. Muito pouco para poder formular opinião. Destaque-se no entanto a extraordinária capacidade de passe, a potência do remate e a boa leitura de jogo.

David impressionou. Tanto, que procurarei, se possível, ver mais jogos do seu Paços de Ferreira, somente para tirar dúvidas."

O texto é de setembro, e continua actual.

Hoje, talvez se deva acrescentar a mesma interrogação para Nélson Oliveira e... Rui Vitória?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Next big thing?

Quem com ele trabalhou garante que transborda qualidade. Diz-se que transpira talento por todos os poros. Ao segundo ano como sénior parece pegar na batuta do meio campo de uma equipa da primeira divisão. Não é um feito extraordinário. Não será também, contudo, algo que deva ser desvalorizado.

Não vi mais de 180 minutos de David Simão. Muito pouco para poder formular opinião. Destaque-se no entanto a extraordinária capacidade de passe, a potência do remate e a boa leitura de jogo.

David impressionou. Tanto, que procurarei, se possível, ver mais jogos do seu Paços de Ferreira, somente para tirar dúvidas.