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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Di Maria

Depois de setenta e cinco milhões, e de um arranque em grande estilo, Van Gaal parece começar a perceber as limitações da antigo extremo do Benfica. É um jogador fortíssimo a conduzir a transição ofensiva, pela facilidade com que se livra da contenção, e velocidade de condução da bola. Tem atributos técnicos interessantíssimos, mas é mais um que vê a qualidade do seu jogo limitada às acelerações de que vive. É um extremo como Jesus gosta. Desequilibra com espaço, explode sem temporizar, joga na vertigem.

"Ele teve muito pouco espaço e é um jogador de fintas, mas às vezes não se pode fintar e é necessário fazer passes. E o Di María não é um futebolista que queira passar a bola quando ela lhe chega aos pés"

"Nesta partida, a equipa precisava de fazer um jogo de passes e não de dribles. Por isso é que ele perdeu a bola tantas vezes. Isso não foi nada bom para o equilíbrio da equipa"

O que Van Gaal critica em Di Maria e o que lhe valeu tantos pontos no início estonteante do argentino, quando tudo saia bem, chama-se tomada de decisão. Chama-se jogar de acordo com o contexto. Chama-se perceber quando, e como, é que se deve colocar os fantásticos traços individuais ao serviço do colectivo. Di Maria, não percebe que com pouco espaço deve utilizar os colegas para progredir, para aproveitar outras zonas do campo menos povoadas. Não percebe que, com pouco espaço a margem de sucesso do seu jogo (drible) diminui de forma drástica. E com isso parece ter prejudicado a equipa de tal forma, que leva o seu treinador a fazer tais críticas.

Os especialistas dirão que o treinador deve preparar a equipa para as perdas de bola do argentino, porque as suas acções individuais mais tarde ou mais cedo acabam por beneficiar o colectivo (aquilo que se diz sobre Jesus, com Sálvio e Gaitan). Eu digo que nenhum colega é capaz de correr tão rápido quanto eles, para que quando ficam atrás tenham possibilidade de acompanhar quem acelera constantemente desta forma. A equipa recupera a bola, solta neles, eles vão para cima sem dó nem piedade, e os restantes colegas ainda a tentar adoptar o melhor posicionamento face ao novo contexto e esse mesmo contexto se volta a alterar, por mais uma perda de bola. E mesmo que conseguissem, valerá pedir aos outros sete o quadruplo do desgaste a que estão habituados, para proteger tais acções? Ou será que os jogadores em questão deveriam ter obrigação de perceber o contexto, temporizar, esperar que a equipa chegue e crie uma rede de apoios (coberturas) que permitam uma recuperação mais eficiente das acções de risco? E existindo essa possibilidade, como é que se ensina um jogador com 15 anos de sucesso em cima de uma forma de jogar, que há mais para lá do que sempre fez com o seu futebol?

segunda-feira, 24 de março de 2014

No clássico

Antes da análise ao jogo, as individualidades. 
Noite fantástica para Benzema, Iniesta, e Busquets. Mas foram dois argentinos que roubaram todo o protagonismo. Messi e Di Maria estiveram simplesmente notáveis.
A primeira impressão que fica é a que já tinha antes do jogo, falada no post anterior. Barcelona com os jogadores fortíssimos na tomada de decisão, e com um colectivo com muitas debilidades. Real Madrid que se faz valer sobretudo pelas individualidades, só que estas com menos qualidade de decisão.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Talento, talento e mais talento

Não o trocaria por perfeita tomada de decisão. Mas é tão bonito de se ver. Letal se associado à tomada de decisão. Importantíssimo se integrado num modelo que o potencie.

O que acaba de fazer Di Maria em Camp Nou!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mudar de opinião é sinónimo de humildade


Afinal, Hulk é capaz de ser menos jogador que Di Maria.

P.S. - Ter Urretaviscaya em detrimento de Di Maria foi uma benção para Jesus.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

André Villas Boas

O impacto causado, sintetiza de forma perfeita, a importância que um treinador tem no rendimento de uma equipa. Chegou a uma equipa limitadissima em qualidade individual, e que ocupava o último lugar na classificação. Em duas semanas, conseguiu implementar muitas das suas ideias. No Dragão, a equipa já tinha demonstrado um salto qualitativo muito grande. Defesa à zona, e simplicidade de processos, no momento ofensivo. Em pouco tempo, a Académica subiu vários lugares na classificação, e de um dos maiores candidatos à descida, passa a uma das prováveis surpresas da Liga. Mesmo sem um pingo de qualidade individual. Fantástico.

MENOS

Di Maria, Carlos Carvalhal e Vitória de Setúbal

O argentino é antítese da equipa de Jorge Jesus. Incapaz de jogar a poucos toques, e de tomar, a cada momento, a melhor opção, que é, na larga maioria das vezes, a mais simples, Di Maria é o Hulk de vermelho. Sem qualquer qualidade de passe, todas as bolas em que toca, estão condenadas ao insucesso. De positivo, só as faltas que sofre. Em Olhão, fez uma exibição horripilante, coroada com uma patética expulsão.

Não duvide da qualidade e capacidade que Carvalhal poderá ter para implementar as suas ideias. As modificações são óbvias. Porém, das alterações efectuadas duvida-se que o Sporting beneficie por jogar com um duplo pivot defensivo. Como por certo sabe, somos acérrimos defensores das tácticas que utilizam somente um médio no espaço imediatamente à frente dos defesas centrais. Mude e trabalhe lá outra táctica, Mister!

O plantel do Vitória de Setúbal, parece ter menos qualidade do que qualquer equipa da segunda Liga. Quando à latente falta de jeito de uma larga maioria de jogadores, se junta a infelicidade de não poder contar com os três jogadores cedidos pelo FC Porto, o máximo a que os comandados de Manuel Fernandes podem aspirar, é não ser goleados. Quem construiu tal plantel, deve ter sido sujeito a uma lobotomia.

MAIS OU MENOS

Jorge Jesus

As qualidades são imensas. Já aqui foram expostas por diversas vezes. Todas na vertente mais importante do jogo. A táctica. Porém, em Olhão, Jorge Jesus foi o primeiro a errar. A escolha do onze não foi a mais correcta. Ainda que já tenha vencido alguns jogos com Coentrão e Di Maria em simultâneo dentro do relvado, tal opção não deveria ser considerada. Se a equipa poderia ganhar algo em velocidade, seria óbvio que perderia em cérebro. De equipa dominadora e capaz de circular a bola, com enorme mestria, pouco sobrou. Nem sempre o melhor caminho é o mais rápido, e isso é algo que Fábio e, principalmente, Di Maria ainda têm de aprender. Com a aposta num jogo demasiado vertical e individualizado, o SL Benfica perde o brilho.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Há, na Liga Sagres, um jogador pior que Hulk


Curiosidade. O comentador da Sportv garantia-nos que Di Maria faria tão bem, quanto Pablo Aimar, a posição de número dez, porque tem uma excelente capacidade de passe. Di Maria e passe na mesma frase?!?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Vitória de Guimarães

O Vitória tem um plantel riquíssimo em qualidade individual. Depois dos três grandes, é o melhor da Liga. Apesar de tantas mais valias, o colectivo tem tardado a impor-se. Aos poucos o nível vai subindo, e a vitória na Luz, ainda que sem grande mérito, indicia o que poderá seguir-se no que há para jogar. Contem com eles!

MENOS

Di Maria

Os jogadores que se valem somente do talento (e que talento tem Angel Di Maria!), e não das capacidades intelectuais, são assim. Nos dias de menor inspiração, para além de não contribuírem com nada de positivo, ainda prejudicam. A quantidade infindável de más decisões tomadas, sempre que a bola lhe chegava às botas, para além de condicionar negativamente demasiados ataques do SL Benfica, ainda permitiu ao Vitória recuperar inúmeras bolas. Venham de lá esses 40 Milhões.

MAIS OU MENOS

Carlos Queiroz

Garantiu um apuramento sofrido e sofrível. O primeiro objectivo minimo foi conseguido. Não por Queiroz. Antes, apesar de Queiroz. As opções continuam a ser más e o futebol da selecção lamentável. Na Africa do Sul, que a sorte nos mantenha longe de Brasil, Espanha e Holanda. Para meia dúzia bastou o jogo da Nike.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Saviola. Porque os avançados não se medem ao golo.


Post recuperado, como tributo a (mais) uma exibição "assombrosa" de El Conejo.


"Weldon pressiona Saviola".

A frase, sugerindo a saída do 11 do argentino, é retirada do Correio Sport. O nome do seu autor (Luís Sobral), não é relevante. Uma dúvida porém. Tal frase, revelará, uma mesquinhez tão própria do português (quão interessante é desvalorizar o que é bom, somente porque é caro) ou apenas ignorância?

Apesar de fácil, catalogar o rendimento dos jogadores por golos e assistências, é errado.

O jogo passa por várias fases, e a finalização, ainda que seja a mais visível, é apenas mais uma. Só possível se todas as outras tiverem sido bem sucedidas. Da mesma forma que o último passe, é somente um passe. Tão importante e decisivo quanto todos os anteriores.

Exemplo simples. Nuno Gomes beneficiou de um excelente cruzamento de Fábio Coentrão para marcar. Porém, se o passe de César Peixoto, para Fábio, não tivesse sido, exactamente como foi (para o espaço vazio, aproveitando o corredor lateral livre), dificilmente, teria havido cruzamento. E quem solicitou Peixoto, se tivesse errado o passe?

Javier Saviola não será, seguramente, o melhor marcador da Liga Sagres. Como tal, poucos perceberão a sua extrema importância no SL Benfica. Poucos perceberão que é o melhor avançado em Portugal. Muito rápido, muito dotado técnicamente e bastante astuto, El Conejo joga e faz jogar. Sem ele em campo, as combinações ofensivas, a rápida circulação de bola e a constante mobilidade, não parece ser possível.

Imagine o seguinte cenário. Ontem, no lugar de Saviola, teria jogado qualquer outro avançado da Liga Sagres (Hulk. porque não?). Mesmo que o avançado que imaginou, tivesse alcançado um hat-trick, acredita mesmo que a equipa marcaria oito golos?

Os golos são da responsabilidade de todos. E com Saviola em campo, podem surgir a qualquer momento. Mesmo que o último toque nunca seja do argentino. Mesmo que, Saviola lhe pareça ausente.

P.S. I - Alguns jogadores, ainda que com evidentes limitações, acabam por justificar a presença no jogo, pelo interessante ratio de golos que obteem (Liedson e Cardozo, são exemplos claros). Porém, pelo que não são capazes de criar, não são os melhores jogadores das suas equipas.

P.S. II - Cardozo, Falcao e Liedson poderão terminar com 30 golos cada. Ainda assim, Saviola será sempre melhor e mais decisivo.

P.S. III - Sabia que Lisandro Lopez, o melhor avançado da Liga Sagres das últimas épocas, marcou, na liga transacta, metade dos golos do melhor marcador (Nené)?

P.S. IV - Com o Everton, Angel Di Maria, mostrou, quem sabe se pela primeira vez, boa capacidade de definição das jogadas. Continuando a evoluir neste aspecto, e com todo o talento que tem, grandes feitos o esperam.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Simon, Hulk e Di Maria.


"Corro, pressiono, tento fechar espaços." Di Maria.

Se crê que o acréscimo exibicional de Di Maria se deve a factores físicos, ou à maior predisposição para correr e pressionar, está enganado.

Em termos defensivos, a chave está na ultima afirmação. Fechar espaços. Com os 11 jogadores preocupados em fechar o seu espaço, os momentos para pressionar surgem, quando o portador da bola está no seu espaço. O tempo para correr, é essencialmente sem bola. Em sprints nas transições (momentos que se seguem à perda ou recuperação da posse de bola), procurando, chegar rápidamente ao seu espaço. Em passada larga e/ou curta, garantindo opções (linhas de passe) ao portador da bola e conferindo mobilidade à equipa, nos momentos ofensivos. Basculando, com os colegas, em função da bola, nos momentos defensivos.

Jorge Jesus afirmou, convincentemente, de que os jogadores se valorizariam consigo. Para Di Maria, não se consegue imaginar nada melhor, para o progresso da sua carreira, do que ter a oportunidade de ser treinado por alguém com tantos conhecimentos tácticos. Aguarda-se confirmação, da sua evolução.

"Nem Paulo Bento, nem ninguém me pode mudar." Simon Vukcevic.

É pena.

Simon tem traços individuais fantásticos. Tem talento, é muito forte, executa rápido e é explosivo. O seu potencial, vai muito para além da Liga Portuguesa. Porém, persiste em viver à margem do colectivo.

Simon afirma não gostar de futebol. Essa será, porventura, uma possível explicação para que não se entregue, verdadeiramente, à equipa. Do jogo, Vuk, parece querer, apenas, divertir-se. Finta e remata. Finta e cruza. A imprevisibilidade é positiva. Quando são os adversários, a serem incapazes de discernir as suas opções. Quando os próprios colegas não compreendem os timings das acções que realiza, algo tem de ser mudado.

Quem sabe, um dia, quando abrir a sua mente, Vuk entenderá, que não há diversão igual, à que se retira, quando se faz parte de uma equipa que não vive de impulsos individuais.

"Hulk impressiona mais os adeptos que os treinadores". Jesualdo Ferreira.

As características individuais são soberbas. Velocidade de passada e de execução, explosão, força e capacidade técnica.

Hulk é o heroi da pequenada. Mas, não do seu treinador (pudera. Quem teve Lucho e Lisandro...). Apesar da enorme evolução obtida, continua a ser bastante limitado na tomada de decisões. Hulk entende que os jogos se resolvem por iniciativas individuais. Tivesse jogado na década de 70 ou 80 e, quem sabe, não perduraria na história do futebol.

Só Jesualdo saberá, se Hulk continua com vontade de se tornar melhor jogador. O facto de ser, tal como Quaresma, bem sucedido (fruto da sua extrordinária capacidade individual), por diversas vezes, mesmo tomando opções erradas, poderá retirar-lhe predisposição para aprender (ainda para mais, depois de elevado a super estrela, face à partida dos enormes argentinos).

Se mesmo por caminhos errados, Hulk, por vezes, encontra o sucesso. Que jogador seria se desenvolvesse o lado intelectual? É nessa perspectiva de evolução, que Jesualdo encara Hulk. Um produto limitado numa vertente decisiva no jogo moderno. Mas, não acabado.

P.S. - Os três jovens talentos, poderão ser, quem mais entusiasma os adeptos. Porém, estão bastante longe de serem os melhores jogadores das suas equipas. Paulo Bento, Jesus e Jesualdo, sabem-no!

Texto recuperado de Agosto

P.S. - Em Braga, Leiria e Alvalade (ainda que com um golo soberbo) foi possível confirmar que o post não poderia estar mais actual.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Admirável Benfica novo.


Di Maria, Aimar, Fábio Coentrão, Saviola e Cardozo, em campo. Simultaneamente.

É possível que, para quem possui conceitos futebolístisticos que pararam na década de 80, o onze inicial, que Jorge Jesus fez subir ao relvado, faça uma enorme confusão.

Se Luis Sobral já tinha o texto preparado, "Como se pode vencer um jogo, sem músculo? Sem carregadores de piano?", Jaime Pacheco deve ter chegado, mesmo, a brandir aos céus, "São bons com bola, sem ela não correm".

É crença, relativamente comum, numa grande maioria de treinadores, que, com jogadores com traços defensivos mais acentuados em campo, a equipa defende melhor. São célebres, os treinadores portugueses, que defrontando adversários de grande valia, compõem o seu meio campo, com três ou quatro jogadores, cuja principal apetência é correr muito e serem agressivos.

Nada mais errado.

A chave, está, na ocupação dos espaços. Um treinador capaz de organizar um colectivo forte, uma equipa que defende e ataca com os 11, uma equipa, onde, os 11 jogadores estão encarregues de controlar o seu espaço defensivo, não precisa de recorrer a caceteiros para garantir um bom método defensivo. Se a equipa for capaz de defender como tal, não sobra muito para correr a cada um.

Se a chave, está na ocupação dos espaços, a inteligência, sobrepõe-se, claramente, ao músculo. Já espreitou o meio campo do Barcelona? Talento, velocidade e inteligência.

Quando consultar as estatísticas finais, repare quem mais correu. A probabilidade de tais jogadores, estarem na equipa mais desorganizada, é enorme. As loucas correrias são precisas, para compensar o mau trabalho colectivo.

Se Fábio Coentrão e Di Maria, continuarem a evoluír, e mostrarem-se capazes de perceber a movimentação defensiva global. Se forem capazes de ocupar, correctamente, o espaço, porque não poderão coabitar? A velocidade de passada, de ambos, até poderá revelar-se decisiva, na transição ataque-defesa. Na forma como a equipa reagirá à perda da bola.

P.S. - Em organização ofensiva, o SL Benfica, ainda encontra algumas dificuldades. Facto, contrastado, com a fantástica transição defesa-ataque. Os ataque rápidos do SL Benfica (que sucedem, após a recuperação da bola), são de uma qualidade impressionante. Aimar e Saviola são perfeitos, quer na condução dos mesmos, quer nos timings com que executam as suas acções (quando soltar, ou prender a bola? para onde a soltar?). Também, o talento de Di Maria e de Fábio Coentrão, jogadores, por ora, bastante confiantes, muito tem contribuído, para o sucesso do contra-ataque encarnado.

P.S. II - Colocando-se em situação de vantagem, o SL Benfica de Jorge Jesus, poderá tornar-se demolidor. Se lhe garantir que, mais goleadas, irão surgir, acredita?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Simon, Hulk e Di Maria.



"Corro, pressiono, tento fechar espaços." Di Maria.

Se crê que o acréscimo exibicional de Di Maria se deve a factores físicos, ou à maior predisposição para correr e pressionar, está enganado.

Em termos defensivos, a chave está na ultima afirmação. Fechar espaços. Com os 11 jogadores preocupados em fechar o seu espaço, os momentos para pressionar surgem, quando o portador da bola está no seu espaço. O tempo para correr, é essencialmente sem bola. Em sprints nas transições (momentos que se seguem à perda ou recuperação da posse de bola), procurando, chegar rápidamente ao seu espaço. Em passada larga e/ou curta, garantindo opções (linhas de passe) ao portador da bola e conferindo mobilidade à equipa, nos momentos ofensivos. Basculando, com os colegas, em função da bola, nos momentos defensivos.

Jorge Jesus afirmou, convincentemente, de que os jogadores se valorizariam consigo. Para Di Maria, não se consegue imaginar nada melhor, para o progresso da sua carreira, do que ter a oportunidade de ser treinado por alguém com tantos conhecimentos tácticos. Aguarda-se confirmação, da sua evolução.

"Nem Paulo Bento, nem ninguém me pode mudar." Simon Vukcevic.

É pena.

Simon tem traços individuais fantásticos. Tem talento, é muito forte, executa rápido e é explosivo. O seu potencial, vai muito para além da Liga Portuguesa. Porém, persiste em viver à margem do colectivo.

Simon afirma não gostar de futebol. Essa será, porventura, uma possível explicação para que não se entregue, verdadeiramente, à equipa. Do jogo, Vuk, parece querer, apenas, divertir-se. Finta e remata. Finta e cruza. A imprevisibilidade é positiva. Quando são os adversários, a serem incapazes de discernir as suas opções. Quando os próprios colegas não compreendem os timings das acções que realiza, algo tem de ser mudado.

Quem sabe, um dia, quando abrir a sua mente, Vuk entenderá, que não há diversão igual, à que se retira, quando se faz parte de uma equipa que não vive de impulsos individuais.

"Hulk impressiona mais os adeptos que os treinadores". Jesualdo Ferreira.

As características individuais são soberbas. Velocidade de passada e de execução, explosão, força e capacidade técnica.

Hulk é o heroi da pequenada. Mas, não do seu treinador (pudera. Quem teve Lucho e Lisandro...). Apesar da enorme evolução obtida, continua a ser bastante limitado na tomada de decisões. Hulk entende que os jogos se resolvem por iniciativas individuais. Tivesse jogado na década de 70 ou 80 e, quem sabe, não perduraria na história do futebol.

Só Jesualdo saberá, se Hulk continua com vontade de se tornar melhor jogador. O facto de ser, tal como Quaresma, bem sucedido (fruto da sua extrordinária capacidade individual), por diversas vezes, mesmo tomando opções erradas, poderá retirar-lhe predisposição para aprender (ainda para mais, depois de elevado a super estrela, face à partida dos enormes argentinos).

Se mesmo por caminhos errados, Hulk, por vezes, encontra o sucesso. Que jogador seria se desenvolvesse o lado intelectual? É nessa perspectiva de evolução, que Jesualdo encara Hulk. Um produto limitado numa vertente decisiva no jogo moderno. Mas, não acabado.

P.S. - Os três jovens talentos, poderão ser, quem mais entusiasma os adeptos. Porém, estão bastante longe de serem os melhores jogadores das suas equipas. Paulo Bento, Jesus e Jesualdo, sabem-no!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Jesualdo Ferreira

A vitória folgada no campo da equipa revelação da liga, mesmo gerindo a condição física de alguns atletas, reforça a candidatura como principal candidato ao titulo. As melhorias evidentes, no funcionamento colectivo do FC Porto, não podem ser dissociadas do trabalho semanal de Jesualdo.

MENOS

Viciação de resultados na Liga Sagres

A possibilidade de a Liga Sagres estar viciada parece ser bem real. Os Penaltys assinalados e cometidos ao longo das ultimas jornadas, bem como o conhecimento sobre o que foi o passado recente faz temer o pior. Quem gosta realmente de futebol, tem razões para estar apreensivo e duvidar da veracidade do que se vai passando pelos campos de futebol de Portugal. Independentemente da validação ou não, dos métodos de investigação. Duvidar da indústria futebol e de tudo o que a rodeia, poderá ser, de vez, o fim do futebol no país. Ainda para mais, num momento em que cada vez menos equipas levam público aos jogos.

MAIS OU MENOS

Di Maria

Finalmente a causar desiquilibrios em termos ofensivos. Tanto talento e velocidade bem podem fazer a diferença em qualquer momento de cada jogo em que participa. Na partida na Figueira da Foz, Di Maria, ofereceu a profundidade que o ataque do SL Benfica havia perdido por não ter Suazo. Contudo, a incapacidade que continua a denotar para compreender o posicionamento defensivo, prejudicou, não raras vezes o funcionamento defensivo da equipa.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Benfica, quantos jogadores que não compreendem o jogo são possíveis no mesmo sector?



Um jogador que não consegue compreender que tarefas, que funções executar em campo, por mais talentoso que seja, por mais velocidade e / ou força que possua, nunca conseguirá ter sucesso num clube de topo mundial.

Outros há, que de tão talentosos e de tão bons argumentos físicos que apresentam, conseguem, apesar de tudo, ser úteis em determinado contexto. Penso em Reyes, em Di Maria e em Carlos Martins.

Todos eles já foram, podem ser e serão úteis à sua equipa. Mas quantos jogadores medíocres em termos tácticos, quantos jogadores incapazes de compreender o jogo, ao mesmo tempo em campo, suporta uma equipa? Quantos jogadores indisciplinados tácticamente aguenta um meio campo?





Pare a imagem logo no 1º segundo. Que está a fazer Carlos Martins? Porque não está colocado entre a bola, na posse do adversário e a baliza? Porque não fez Carlos Martins a contenção? Porque nem sequer conseguiu pressionar de forma activa o portador da bola, deixando-o ter tempo e espaço para pensar e executar tranquilamente?

e Di Maria? Reveja o video. Concentre-se no argentino. Que terá acontecido? Parou o cérebro?

Ao longo de todo o jogo, metade do sector do meio campo do Benfica foi composto por jogadores incapazes de cumprir os princípios defensivos do jogo. Se na liga portuguesa isso poderá ser suficiente para não vencer, nas competições europeias, é garante de derrota...!

P.S. - Carlos Martins, no actual modelo de jogo só poderá jogar numa das alas. Não compreende os princípios defensivos do jogo, e mesmo em posse de bola, decide quase sempre mal. Parece ser incapaz de passar a bola para o pé dos colegas, procura sempre a profundidade, sempre o espaço vazio, mesmo quando se impõe (e neste modelo, como médio centro, é quase sempre) que jogue simples. Se no momento ofensivo, perde a bola de quase todas as vezes que a toca e no defensivo não cumpre, como pode jogar a médio centro, neste modelo ?

P.S. II - A chave para este Benfica, pelo menos enquanto Quique não conseguir que alguns dos seus jogadores compreendam o jogo, chama-se Rúben Amorim!