Aplauda-se a ousadia. Reprove-se a estratégia.
Ponto prévio. Domingos não luta com as mesmas armas e não se deve, nem se pode pedir-lhe os mesmos resultados que aos treinadores dos três grandes. Tudo o que o Sp. Braga obtivesse na Luz seria lucro. A obrigação de ganhar estava apenas num lado.
Porém, talvez o treinador bracarense não tenha percebido que não pode jogar com a defesa com tantos metros nas costas contra uma equipa com jogadores criativos e capazes de em espaços curtos desbloquear as situações, acabando invarivalmente por explorar a profundidade nas costas da defensiva adversária. A ansiedade natural dos jogadores do SL Benfica ia passando a cada oportunidade de golo que surgia. No fundo, pareceu sempre que a má estratégia bracarense, que possibilitou inúmeras oportunidades de golo ao adversário (muitas delas com bolas nas costas da defesa bracarense), foi o tranquilizante que os jogadores do SL Benfica precisavam.
Em tudo o mais, as diferenças foram espelhadas mais pela qualidade técnica de uns que de outros. Enquanto de um lado se perdiam passes em catadupa (e aí Domingos nada pode fazer), do outro as jogadas iam sendo definidas com mais assertividade.
P.S. - Salvio entrou bastante bem. Tem um potencial muito grande. Relembre que tem vinte anos. Porém, deve ser bastante difícil para um treinador decidir um onze, quando não pode confiar inteiramente no que pode fazer um e outro jogador. A cada bom jogo, parece sempre seguir-se um mau do argentino. Com Gaitán sucede precisamente o mesmo. O tempo encarregar-se-à de os tornar jogadores de nível muito elevado. Até lá, Jesus tem de sofrer e sonhar com um dia bom dos jovens.


















