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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

No Sporting não jogam os jogadores. Jogam os nomes.

Não terá sido por acaso que há mais de dois meses atrás, quando o Sporting procurava treinador foi escrito aqui:

"E se há algo que o Sporting precisa, para além da competência no processo de treino, é de um treinador que coloque os melhores a jogar. Alguém que não conheça sequer o nome dos jogadores, nem idades, nem que saiba os "onzes" que recentemente vêm subindo ao relvado. Alguém que tome as suas decisões única e exclusivamente de acordo com o que os seus olhos presenciam no campo de treinos, esquecendo ordenados, preços pagos em transferências e importância no balneário. " Aqui.

No Sporting não jogam os jogadores. Jogam os nomes. E tudo é especialmente lamentável quando de fora ficam atletas cuja qualidade e vontade é inúmeras vezes superior aos que Vercauteren faz subir ao relvado.


A falta de cultura táctica do meio campo leonino já observada também aqui.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

"Agora o treino é jogo e o jogo é jogo" Elias

É bem possível que todas as especulações que foram sido feitas ao processo de treino do Sporting, estejam bem próximas do que foi realmente acontecendo. Não é só a ausência de equipa em Alvalade. São os sinais que chegam das declarações de imensos jogadores.

Já foram inúmeros os posts publicados a sugerir a importância desmesurada que o jogo deve ter no processo de treino (não entenda por jogo, apenas o formal 11x11). Sem jogo no processo de treino, não é possível desenvolver para níveis elevados a performance de uma equipa. É no e pelo jogo que testamos, corrigimos e evoluímos. Para além de todas as considerações que sempre fizemos à sua importância metodológica no processo de treino, as afirmações de Elias deixam também escapar outra (para bom entendedor).

Você, juntaria os amigos para fazerem filas para rematar à baliza?

Quem conseguirá estar de corpo e alma num projecto quando treinar é um suplicio. Um sacrifício decorrente da profissão e não uma actividade que se faz por prazer? Por mais que se seja profissional...

Vai aumentando a expectativa sobre as capacidades de Vercauteren. Veremos que ideias terá o treinador leonino para nos apresentar. E, por favor, que não volte o 442 clássico rígido em poucas linhas do jogo um.

terça-feira, 29 de maio de 2012

The way I see it, and the way they play it. Sporting no Jamor. Take II

"Xavi é o que gosto mais de ver jogar. A facilidade com que encontra linhas de passe e com que depois os executa... Pensa muito rápido, joga a poucos toques e isso dá grande velocidade ao jogo." André Martins.

A questão miúdo, é que só encontra linhas de passe, quem tem de facto linhas de passe para explorar. E ao Xavi nunca faltam opções.

  







terça-feira, 10 de abril de 2012

Justo, ainda que curto

Até ontem não tinha sido bom o Sporting de Sá Pinto. Tem ganho quando precisa realmente de ganhar, mas não havia sido bom. Defende com todos, mas sempre incapaz de sair para o contra ataque. Incapaz de ter a bola.

Ontem foi diferente. Talvez não se deva arriscar creditar todo o mérito ao Sporting e ao seu treinador. O Benfica foi o que é. O que havia sido contra o Sporting de Braga. E foi o mesmo Benfica da última derrota com o Sporting, na altura com Quique Flores ao comando. Quatro Quatro Dois clássico, e uma incrível incapacidade para garantir uma boa transição defensiva. São demasiados os jogadores que jogam à frente da linha da bola e a cada perda sobram por norma apenas quatro para defender (os centrais, Javi e um dos laterais). O Braga não goleou na Luz porque não teve Matias ou Izmailov a conduzir os ataques rápidos. O Sporting não goleou em Alvalade porque não tem Lima para finalizar as suas jogadas. E é assim que o Benfica vai sobrevivendo. Muito pela latente falta de qualidade aqui e ali de um ou outro jogador adversário. É bom não ter de ir ao Dragão nesta fase da época.

Curioso que Jesus tenha criticado de forma bastante acérrima os treinadores britânicos e de forma indirecta Quique Flores, mas que uns anos depois se tenha convertido ao sistema táctico de quem tanto criticava, mesmo que consiga na sua dinâmica ter uma boa relação entre linhas. Pelas suas ideias (Javi) e pelas ideias dos seus melhores jogadores (Aimar e Saviola).

E é muito pela péssima resposta táctica do Benfica que se condiciona um pouco a análise às virtudes leoninas. Defendeu junto o Sporting, com alma, coração e cabeça. Soube aceitar e perceber que o domínio do Benfica o favorecia. E soube sempre que mais tarde ou mais cedo o adversário se haveria de descompensar. Soube esperar e teve na classe de Matias quem conduzisse os mortíferos contra-ataques. 

Era um jogo de paciência para o Sporting. Sá Pinto foi capaz de incutir essa mesma necessidade de saber esperar, e o jogo tornou-se muito mais fácil para o Sporting que para o Benfica. Mais fácil porque quando atacava encontrava situações de 3 ou 4x 4 ou 5 com meio campo para correr. Mais fácil porque quando defendia as situações eram de 6,7 x 9,10, em apenas meio campo. 

Jogo bastante semelhante ao Benfica x Braga onde o Benfica também havia sido subjugado ao longo de quase toda a partida. Por incapacidade individual não ganharam uns e não golearam outros.

Notas Individuais.

Matias. Melhor jogo do chileno em Portugal. Classe, classe e mais classe. Cada ataque por si conduzido parecia ser bola de golo. As suas simulações, o seu toque de bola, as suas decisões. Matias foi o homem do jogo, numa exibição verdadeiramente soberba.

Izmailov. Sabe quando progredir e quando soltar. Defende com tudo, sempre concentrado no jogo. Umas vezes mais sacrifício que inspiração, mas o russo é fantástico. É um jogador inteiro. Técnica, táctica (a ocupar e a decidir) e fisicamente, quando apto.

Elias. É certo que o adversário quando usa em simultâneo Cardozo e Rodrigo perde qualidade entre sectores. Todavia, Elias fez um jogo muito interessante. Sempre rapidíssimo a pegar em quem recebia a bola na sua zona, não permitiu nem por um instante que o Benfica trocasse a bola à frente dos dois centrais, que salvo as coberturas que foram obrigados a dar aos laterais puderam ter um jogo descansado.



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Solta do clássico

Capel. Tão próximo da bancada, mas tão longe da equipa.

O lance documentado na imagem até terminou com uma finalização de Ricky. Podia, porém ter sido bem mais perigoso, se Capel se ligasse mais com a equipa.

Quem comentou a partida na Sportv lamentou o mau passe de Elias que saiu demasiado largo. Não foi, porém, por Elias que a jogada não se tornou mais perigosa. O passe saiu perfeito, a rasgar. Bem próximo do lateral do FC Porto, mas o suficientemente longe para não ser interceptado. O problema esteve sempre em Capel, que não se mostrou capaz de realizar um movimento interior, que lhe permitiria receber a bola nas costas do lateral portista, e já enquadrado com a baliza. 

Podia ter sido assim:


Mas, a inexistência de um movimento interior a pedir a bola por parte do extremo leonino levou a que fosse assim:

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pressão para Domingos

Nunca nos anos mais recentes, teve o Sporting a possibilidade de formar um onze com a qualidade individual que promete vingar em Alvalade na presente época.

A pressão e a responsabilização sobre o treinador será, e terá mesmo de ser, maior que nunca. Há, porém, que garantir uma forma correcta de avaliar o seu trabalho, para além dos troféus que almejar. Se Domingos mostrar competência estará mais próximo de ser feliz, mas não há garantia de que bastará a sua competência para levar o Sporting aos títulos.

Se numa Liga juntarmos os melhores dezasseis treinadores do mundo, os que ficarem nos últimos lugares são incompetentes? E se juntarmos os piores. O campeão passará a ser competente?

A Domingos deve ser exigido futebol. Uma equipa segura a defender, próxima e solidária. E ao mesmo tempo, ser ofensivamente capaz de chegar com assertividade, qualidade e frequência às zonas de finalização.

Se pudesse entrar naquela mente, esqueceria imediatamente a linha de quatro médios ofensivos nas costas de um avançado, e prepararia o quanto antes o tradicional 4x3x3. Crê-se que jogadores como Schaars ou Elias beneficiariam imenso a jogar uns metros mais recuados, e a levar o jogo de trás para a frente. E o brasileiro até parece ter uma chegada à área adversária bem interessante.

E seria com Rinaudo a trinco, uns metros à sua direita e esquerda, com Elias e Schaars (ou Izmailov), Jeffrén a extremo esquerdo, tal como na maioria dos minutos que somou em Barcelona, e Izmailov (ou Capel) a extremo direito, com Bojinov a avançado, que iniciaria o que falta da presente época. Sabendo que fora do onze, há ainda várias opções interessantes, com capacidade para poder mudar a ideia inicial.

A Domingos não deve ser exigido o título. É indesmentível que disputa o troféu com adversários mais apetrechados. Deve, todavia, ser exigido um jogar totalmente diferente do que nos foi apresentado no início de época. Daqui por um mês, qualquer resultado menos bom terá de ser uma fatalidade, e não fruto da incapacidade da equipa em produzir jogo.

P.S. - Sobre as ocasiões de golo. Diz-nos o site da Liga que o Sporting é a equipa que mais ocasiões cria. Vinte e três, contra dezoito de Benfica e dezassete do FC Porto. Talvez o problema seja englobar todo e qualquer lance que termine com remate perigoso à baliza, em ocasião de golo. É que exceptuando o golo de Izmailov no primeiro jogo, o mal anulado de Postiga, e a incrível perdida de Capel em Aveiro, é difícil recordar onde esteve o Sporting mais próximo do golo, do que Hulk quando cobrou dois penaltys, do que Nolito quando isolado só com o guarda redes do Gil Vicente fez golo, e quando sem ninguém ao seu redor, já próximo da pequena área rematou para a baliza deserta do Feirense, do que Cardozo quando praticamente na linha de golo encostou para o segundo golo no jogo com o Feirense, do que Saviola que recebe um passe atrasado rasteiro a menos de um metro da linha da pequena área, quando chega ao golo em Barcelos, ou do que Bruno César que percorre toda uma avenida e termina a finalizar em zona central só com o guarda redes à sua frente na Madeira. Considerar que estes lances têm a mesma dificuldade de finalização que um qualquer remate que apesar de desenquadrado, e ou feito de fora da grande área, saiu bem e obrigou o guarda redes a defeder, não faz sentido. Contra o Maritimo, mesmo os golos do Sporting se ficaram a dever mais à excelência de Izmailov e à fortuna momentânea de Jeffrén, do que propriamente à capacidade do Sporting para gerar lances de perigo iminente.

P.S. II - Ainda sobre as oportunidades de golo. Procure ver os dois golos leoninos frente ao Wolfsburg no Next Generation Series U19. Quando os seniores perderem pontos depois de desperdiçar oportunidades como as criadas nos tais golos, saberemos que mais do que da construção das situações de finalização, o problema do Sporting estará na própria finalização.