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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Perfeição Alemã, e Qualidade individual.

Talvez não exista, no mundo, uma equipa nacional tão perfeita nos posicionamentos ofensivos e nos princípios de jogo que utiliza para tentar quebrar o adversário. É incrível como em cada situação de jogo, e tendo em conta a forma como o adversário se coloca em campo, aqueles jogadores conseguem sempre encontrar uma forma dominante de se colocar em largura e em profundidade ligados por uma rede infinita de apoios entre os sectores do adversário. São a melhor equipa do mundo na forma como se colocam sem bola, e na forma de utilizar o seu jogo de posições para encontrar ou criar espaço, tempo, e vantagem numérica.



A excelência no posicionamento contrasta, contudo, com a incapacidade para ameaçar o adversário pelos corredores laterais. Claro que por principio o melhor caminho será o de aproveitar o corredor central para chegar em melhores condições à baliza. Mas repare no número de pernas que a selecção francesa (ou a esmagadora maioria das equipas que defendem com o bloco muito junto e baixo) tem a defender esse corredor. O jogo alemão seria ainda melhor se nos corredores tivesse jogadores com qualidade individual para aproveitar o espaço, o tempo, e por vezes a vantagem numérica que se criava por lá. Kimmich é um jogador fantástico, não se deixe enganar. Porém, não é do tipo de jogador que vá para cima, que ameace no um contra um, que acelere com espaço, que procure a baliza assim que recebe naquela zona. Hector movimenta-se muito bem, mas também não consegue desequilibrar com bola no pé. Muller, Khedira, Bastian, e Can, que foram os jogadores que mais se movimentaram para receber no corredor também não têm esse tipo de qualidade. Por isso, por aquilo que os jogadores conseguiam ou não fazer individualmente os corredores laterais eram utilizados basicamente como apoio, para retirar de pressão ou para mover o adversário. Com Draxler e Ozil, que têm individualmente essas competências, responsáveis pela ligação entre linhas ficou muito mais previsível o jogo alemão, e com muito menos capacidade para aproveitar as situações que melhor que ninguém eles criam.

Draxler a aproveitar a vantagem numérica criada.

Draxler a aproveitar a situação de 1x1 sem cobertura.

Os dois golos têm um denominador comum: Draxler. No primeiro lance na acção que precede a assistência, a utilizar o movimento do lateral para desequilibrar. Poderia até ter sido outra a decisão, mas jogou com o movimento do lateral para colocar o adversário em dúvida. Fixou, soltou, e golo. No segundo golo a aproveitar individualmente a situação criada. Ficaram a faltar mais jogadores com este tipo de qualidade para aproveitar a excelência no posicionamento, porque não basta por princípio criar ou encontrar condições para desequilibrar. É preciso igualmente ter jogadores com capacidade para aproveitar essas situações. E foi essa capacidade de ameaçar pelos três corredores que, na minha opinião, lhes faltou durante todo o Europeu de 2016.

Imagine que na seguinte imagem os nomes à branco eram substituídos pelos nomes à vermelho, no jogo de posições.
Parece-lhe familiar? Laterais por dentro e extremos por fora, onde é que já viu isso?

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Portugal na meia final. Curtas.

- Defender e esperar um rasgo individual. Difícil de aceitar quando o adversário não tem melhores armas. Tem resultado, facto!

- Ronaldo a entregar-se. Sem vedetismos. Sem procura excessiva de protagonismo. Merecia pela mudança radical de atitude ter tido a notoriedade que tanto adora. Perceberia mais facilmente que este é o caminho.

- Se a estratégia está identificada (defender e esperar o rasgo individual), como se pode deixar Renato desde a segunda parte esquecido num corredor lateral? Depois de uma primeira parte extraordinária, sempre a dar seguimento, com vários passes verticais a colocar a bola entre linhas adversárias, e a desequilibrar em posse quando a assumia em condução para posterior passe, como quando deixou João Mário e mais tarde já na segunda parte Quaresma em grande posição, ou quando almejou o golo, desapareceu completamente quando encostado à ala. Perceberam-se as duvidas de Fernando Santos. Muito mau no posicionamento defensivo na ala. Sempre sem se ligar com os colegas do meio campo, demasiado aberto a permitir o passe entre central - extremo adversário. Acabou a jogar do lado do banco, seguramente para ser ajudado pelo treinador. Todavia, perdido na ala perde tudo o que dá ofensivamente. 

- Moutinho e Adrien incapazes de com bola criar o que quer que seja. Adrien com diversos erros técnicos e Moutinho que mesmo quando teve espaço para progredir, travava e voltava para trás. Tudo demasiado enfadonho e sem risco. Mas talvez seja estratégia. Retardar ao máximo o empate e esperar por algo inventado por Renato, Nani ou Ronaldo.

- Rafa, o melhor de todos os portugueses para a posição de ala, continua a ver colegas muito menos aptos do ponto de vista táctico, técnico e de decisão a ocupar o seu espaço. Não se percebe bem qual é a ideia de numa equipa com pouca ligação ter alas incapazes de criar o que quer que seja. Rafa poderia criar. E não seria por ele que a ligação continuaria inexistente.

- Eliseu. Bastantes dificuldades em todos os momentos da partida. Com bola ou sem, sempre sem soluções. Individualmente foi o português que mais lacunas revelou.

- Pepe e José Fonte com notoriedade num jogo de duelos. Alguns lances com notória descoordenação... com ambos sobre a bola. Muita impetuosidade num estilo de jogo que sofrerá maiores dificuldades contra equipas com um estilo bem diferente que não o provocar duelos individuais.


terça-feira, 28 de junho de 2016

Itália, sem surpresa, pois claro.

"Achar que esta Itália não joga nada à bola é não perceber nada de bola" A frase de um Jornalista do Maisfutebol é concisa, venenosa e de uma incrível assertividade.

Nos textos que tocavam a selecção italiana já por aqui pelo Maldini (destacando o ataque rápido) e sobretudo pelo Blessing (referindo todo o processo) se tinha abordado a competência dos comandados de Conte. É certo que individualmente apesar de vários jogadores interessantes, com um destaque claro para Bonucci, os italianos estão muito distantes de selecções como a Espanha e a Alemanha. Todavia, colectivamente são uma equipa com processos extraordinários.

Conte é um dos treinadores do futebol mundial com maior capacidade para retirar o caos e reduzir ao máximo a aleatoriedade do jogo. Num estilo talvez até demasiado determinista, o italiano prepara sempre as suas equipas para serem competentes em todo e qualquer momento que encontrem nas suas partidas. Dá-lhes armas para que em competição haja sempre um guião, um porto seguro. Um saber o que fazer, um saber onde estão os colegas. Nunca se perdem no campo! Dá armas aos jogadores que os tornam sempre um colectivo. Já havia sido assim na Juventus. 

Se depois consegue passar mais ou menos tempo em ataque posicional tal já depende sempre da qualidade dos intérpretes. Na Juventus na Liga italiana com melhores jogadores que os adversários passava o tempo quase todo em organização ofensiva. Quando o adversário tem melhores jogadores muito mais difícil fica conseguir "dominar" o jogo. Todavia, é garantido que as suas equipas estarão preparadas para todos os momentos e não será por falta de trabalho táctico e conhecimento do jogo que cairão. Com Conte é garantido que se percebe o que está a acontecer e que se sabe responder em função disso.

É sempre um espanto quando alguém consegue subjugar a selecção espanhola com tamanha facilidade. Mas não é um espanto perceber que a Itália de Conte seria sempre uma das poucas a nível mundial capaz de o fazer. Porquê? Porque colectivamente é uma equipa que sabe interpretar e responder. Sabe quando e como sair em ataque rápido após cada recuperação. Sabe em organização defensiva definir espaços e timings de pressing. E tem movimentos e trabalho muito acentuado também em organização ofensiva. Partindo do conhecimento táctico que faz do jogo é sempre possível vencer os adversários que têm mais qualidade. Mesmo que o favoritismo esteja completamente do outro lado. 

Dificilmente o campeão europeu não sairá do lado direito da tabela. E a Itália que já derrotou na presente prova dois adversários bastante mais fortes individualmente que si própria, será das pouquíssimas equipas mundiais que tem capacidade para contrariar a melhor equipa do torneio. A Alemanha. A melhor porque em cima de um processo colectivo fantástico em todos os momentos, tem também os melhores jogadores.

domingo, 19 de junho de 2016

O resultado e o jogo. Da base para o topo por ordem da Federação

Por aqui sempre fomos tendo em conta que o jogo era muito mais do que o seu resultado final. E quem olha para os dois primeiros resultados que a nossa selecção apresentou no Euro poderá ficar espantado e insatisfeito por dois motivos: 1) Pelo resultado. 2) Pelo que o jogo nos indiciou na forma de comportamentos colectivos e individuais dos jogadores.

O que a mim aflige realmente na selecção portuguesa não é a falta de qualidade dos jogadores à disposição do seleccionador nacional. Porque tirando uma ou outra opção é difícil (considerando as lesões) dizer-se que não são estes os melhores 23 para jogar o europeu em França. Temos qualidade para formar uma linha defensiva competente, um meio campo bom ao nível do rigor defensivo e criativo, e um ataque versátil e dinâmico nas suas acções. O que me aflige também não é o resultado, ou aquilo em que o resultado se poderia ter traduzido. É por demais evidente que Portugal foi a única equipa que poderia, tendo em conta as ocasiões criadas e concedidas, ter saído vitoriosa de qualquer um dos empates que somou até ao momento. Não é por aí. Tão pouco são as opções de Fernando Santos em termos de sistema de jogo, ou a composição para o onze inicial. Claro que, tenho a ideia de que com uma ou duas opções diferentes a coisa poderia melhorar. Mas, o maior problema, aquele de que ninguém fala, continuará. E esse problema vem de bases, e por isso nunca é demais relembrar Breitner em discurso directo (carregue no link). O que aflige realmente no jogo de Portugal é a pouca capacidade que temos para fazer isto:


Ou seja, resolver os problemas que o jogo nos dá de forma colectiva. Usar o colega para dividir, e resolver o lance. Pensar, como é que vou usar o posicionamento  do meu colega para tirar este/s gajo/s da frente? Passo-lhe e fujo, passo e fico? Não passo e vou eu, porque ele simulou que ia e levou dois com ele? Como é que me posiciono para dar mais hipóteses ao meu colega de resolver o lance com sucesso? Estas são questões que deveriam fazer parte de cada escolha que os nossos jogadores fazem com e sem bola, no ataque ou na defesa, que dificilmente passa por um número suficiente deles para que se possa traduzir num jogo verdadeiramente colectivo. O sucesso de Portugal tem vindo sobretudo do mérito e da qualidade individual de alguns atletas. O que fazemos em conjunto é residual. E o problema maior está no topo da cadeia, na federação. E em tudo aquilo que a mesma entende fazer parte das suas responsabilidades ou não. A federação tem como principal objectivo melhorar a modalidade no país, e para tal, o caminho a seguir é o da escolha de uma determinada matriz de jogo. Não interessa qual, interessa que se escolha uma. Interessa que todos na federação entendam esse jogo que se quer jogar, e com isso façam as escolhas para todas as selecções do tipo de jogador para jogar o jogo que se quer. Tudo começa aí, uma ideia comum. Jogadores que procurem pela mesma matriz, pelos mesmos estímulos. No fundo, como se deve fazer nos clubes só que num prazo muito mais longo, pelo tempo que não é permitido de treino nas selecções. A partir daqui tudo se desenvolve. E nunca mais a decisão de convocar X e não Y passará apenas pela figura do seleccionador, porque toda uma instituição estará por dentro do processo e por isso em condições de participar nele. E mesmo a forma como a Federação educa, e forma, os novos treinadores que no fundo são os que vão começar a trabalhar com a base e com os jogadores será diferente. Diferente na medida em que será direccionada para que os treinadores trabalhem e desenvolvam um determinado tipo de skills, viradas para o tipo de jogador que se quer para jogar da forma que se escolheu jogar. Sem esse passo fundamental, sozinho ninguém conseguirá mudar nada. Por mais qualidade que tenham alguns clubes na formação, nas bases. Por mais qualidade que um ou outro treinador venha a evidenciar no nosso campeonato. Por mais talentos soltos que vão surgindo ao longo do tempo, esses onze talentos continuarão sem se conseguir entender em campo. Sem a tal linguagem comum que permitirá fazer com que todos estejam sempre perfeitamente identificados com o que o colega de equipa pretende fazer. Tuchel dizia numa entrevista que nunca iria deixar de copiar os melhores treinadores do mundo, porque o objectivo dele era ser como eles. Se Portugal quer ser verdadeiramente relevante no futebol não deve ter vergonha de pegar na evolução que outros conseguiram e ajustar ao que por cá se pode fazer. Criar um denominador comum, para que a selecção seja muito mais do que onze individualidades soltas em campo. 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

O momento e o menor fulgor de alguns dos melhores da Europa

A evolução do futebol trouxe-nos coisas muito positivas ao nível do jogo, e permitiu que cada vez mais o jogo fosse jogado como é: de forma colectiva. Com esse aumento da qualidade dos jogos, da organização táctica das equipas, aumentou a exigência. A exigência ao nível das capacidades intelectuais, sobretudo. Os espaços reduzidos obrigam a um desgaste muito maior, sobretudo do ponto de vista mental, pela velocidade a que os jogadores são hoje obrigados a jogar. E com essa evolução, e com o aumento do volume de negócio, não há jogadores relevantes em grandes equipas com menos de 50 jogos por ano. Quando no passado as melhores individualidades chegavam quase sempre em boa "forma" às competições internacionais hoje não é bem assim. É bom para o público porque passa o ano entretido com o jogo, mas não tão bom para os jogadores que jogam as fases finais das provas internacionais, não só pelo aumento da exigência de cada jogo em si, mas pelo desgaste acumulado ao longo de uma época muito mais longa.

E não se entenda "forma" como tradicionalmente se pensava nesse conceito. Forma, no sentido do jogador estar em perfeitas condições para render, sobretudo no aspecto mental que é este que mais pesa. É na tomada de decisão, e na capacidade de reacção que mais se nota. Se demora mais um segundo para perceber para onde o lance deve seguir o adversário já fechou, já antecipou, já desarmou. Se perde mais de um segundo a apertar quando perde, o adversário já tirou de lá a bola e a transição ofensiva já saiu. E este desgaste, hoje, é brutalmente superior ao que era no passado. Este aspecto, a condição em que os grandes jogadores chegam a competição, é tão fundamental para o seu desfecho quanto a qualidade de jogo que a equipa apresenta.

Ao olhar para a equipa alemã, percebe-se o desgaste em alguns dos seus jogadores mais importantes e isso pode ser um dado importante para as contas finais. Não só na selecção alemã se nota isto, e também não em todos os jogadores se percebe esse desgaste. Afinal, os jogadores não são todos iguais, e o que se exige deles ao nível de complexidade também é diferente. Logo, esse mesmo desgaste, ainda que exista em dois jogadores, pode perfeitamente passar mais despercebido num do que noutro, numa selecção do que noutra, pelas tarefas não serem tão exigentes. Ter os jogadores em melhor ou pior momento, a sentir mais ou menos o desgaste destas tão longas temporadas, vai ser umas das chaves para o sucesso ou insucesso neste Europeu.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Rumba ao quadrado. A Rússia mostra como não fazer.

Num passado não tão distante, neste blogue (AQUI), falava-se da forma como um defesa se deve comportar em situações onde o adversário se encontra enquadrado com a linha de fundo. Não por padrão, porque obviamente o jogo não é sempre igual e é o contexto que deve ditar cada comportamento. Mas, por percepção daquilo que dará menos possibilidades ao adversário de ferir a nossa baliza. Se é certo que cada situação é uma situação diferente, é igualmente certo que por principio devemos ter como objectivo afastar ao máximo o adversário do êxito. Ou seja, se ele conduz para a linha de fundo que continue a conduzir por aí. Não só porque fecha o ângulo e o Guarda-Redes tem muito mais hipóteses de defender a baliza porque a baliza fica "menor", mas também porque retira opções ao portador da bola para prosseguir com o lance. Nos dois golos sofridos pela Rússia, o mesmo princípio aplicado e a probabilidade de golo cairia certamente. Tal não significa que o lance não fosse acabar dentro baliza, apenas que quem tem a bola fica com piores condições para decidir o lance. Não há que retirar mérito a quem aproveita tal comportamento defensivo, e faz por aumentar as suas próprias probabilidades de fazer golo, como fizeram Hamsik e Weiss. Apenas reforçar que por mais brilhante que fosse o mesmo tipo de execução, com outro tipo de comportamento defensivo a execução teria que ser de outro mundo.



terça-feira, 14 de junho de 2016

Primeiros 45 minutos portugueses no Euro 2016

Notas.

- Também Portugal rendido ao 442. Incrível como nos últimos 4, 5 anos a tendência para se jogar em 433 decresceu abruptamente e hoje uma percentagem muito significativa de clubes e selecções a nível mundial apresentam um 442 muito claro no momento defensivo;

- Apesar das dúvidas que se colocavam sobre si, Moutinho sempre a aparecer em bom nível nas provas grandes. Sempre com qualidade quando em passe liga a construção com a criação;

- André Gomes, com grande classe mesmo no corredor lateral. Futebol pausado e pensado. Qualidade técnica e inteligência nos espaços onde pede a bola. Sempre opção para receber já no bloco adversário;

- Danilo a ocupar uma vaga que poderia facilmente ser de outrém. Em campo unicamente para momentos defensivos. Sempre a lateralizar sem arriscar jogar dentro. Presença a justificar-se somente pelos momentos defensivos;

- Adversário tão baixo, as dificuldades para criar desequilibrios aumentam. Tipo de jogo perfeito para baixar Moutinho e juntar-lhe Renato. Alguém na posição seis que ofensivamente acrescentaria e o jovem do Bayern com grande capacidade para em posse desequilibrar a linha média adversária. Um risco que perante o desnível visto na primeira parte se justificava completamente. Uma ideia muito mais ofensiva, muito mais capaz de provocar desequilibrios na rigida estrutura adversária apenas com uma pequena troca;

- Ricardo. Ainda a classe de sempre. A velocidade com que antecipa tudo e sai com bola.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Não há colectivo sem bons jogadores e não há sucesso sem colectivo

Incrível a ausência de qualidade colectiva nos momentos defensivos numa das mais talentosas equipas da Europa.

Os hábitos de referências individuais sem bola a tornarem-se mais nefastos ainda por baterem num sistema táctico adversário pouco habitual. Jogadores belgas sem perceber posicionamentos. Laterais sem ninguém para marcar, fora do jogo nos momentos defensivos e centrais arrastados para fora da posição seja em profundidade seja em largura, e corredor central com imenso espaço para explorar.



E quando há espaço e a situação numérica é vantajosa? Demonstra a selecção italiana. Reforçando um post anterior. É sempre mais fácil chegar ao golo perante menor oposição e mais espaço que o contrário. "Quem não aproveita o contra ataque é estúpido. É uma ferramenta fantástica no futebol. Uma arma que tens. Quando apanhas o teu adversário descompensado tens uma oportunidade estupenda para fazer golo" José Mourinho.

O "problema" da selecção italiana é que comparada com as suas congéneres espanhola e alemã, é gritante a incapacidade para mostrar nível semelhante aos seus em ataque posicional. E mesmo que em provas a eliminar tal possa não ser impeditivo de se lá chegar, é certo que ser-se débil em qualquer que seja o momento reduz as possibilidades...


A Itália de Conte e a profundidade.

Olha-se para a selecção italiana e percebe-se o dedo do treinador. Os mesmos movimentos que realizava na sua Juventus, mas sem a qualidade de passe e de decisão das grandes individualidades que dispunha. Ainda assim, é impossível dissociar a forma como esta selecção joga, em termos de sistema e de dinâmica daquilo que Conte nos habituou no passado. Para o bem e para o mal é este o modelo de jogo em que acredita, e vai com ele para tudo.

Beneficia do facto de ter trabalhado com os três de trás mais Buffon durante muito tempo. E da forma como obstinadamente repete os movimentos ofensivos e defensivos para que se traduzam no comportamento da equipa em campo. A pressão, a forma como tenta sair, mostram que tudo tem o seu dedo. Muito por melhorar, mas o trabalho está lá.

Muito forte a dinâmica dos dois avançados, e de um médio que se movimenta por diversas vezes para receber na profundidade. E esse é um dos movimentos que trabalha mais difícil de parar. Difícil porque um dos avançados se movimenta para receber entre sectores, enquanto outros tentam explorar o espaço nas costas. Os avançados a servirem ambos como apoio frontal, por forma a atrair elementos da última linha e depois libertar nos alas. Bonucci a solicitar movimentos de ruptura com demasiada qualidade para ser verdade. A forma notável como esperam pelos laterais que aparecem de uma linha mais recuada, e variam o jogo interior com o jogo exterior. Os laterais a aparecerem muito bem a dar largura, mas sempre a fechar a desmarcação aproximando-se da baliza quando assim se impõe. Notou-se alguma desorganização defensiva onde muitos jogadores não sabiam para onde ajustar, por não ser o sistema mais equilibrado e fácil de trabalhar.

Temos Espanha!

A roja apresentou-se em grande nível, sendo que foi a equipa que teve que fazer mais em organização ofensiva tendo em conta o número de pernas e o pouco espaço que foi sempre obrigada a enfrentar. Ainda assim superou, mesmo que tecnicamente as coisas nos espaços reduzidos não tenham saído perfeitas. É notável a forma como conseguiram criar várias situações de golo, algumas delas nem deram finalização, sabendo-se da dificuldade que lhes estava a ser colocada.  É preciso admirar muito estes jogadores por isso. Sem espaço e com muitos pela frente conseguem criar como ninguém. Como se disse no início, com este grupo de jogadores, com esta criatividade, tudo é possível. Em organização ofensiva, para já os melhores.

Iniesta acaba de rubricar a melhor exibição individual do torneio até ao momento, e a bitola ficou tão alta que não sei se será possível ao longo do mesmo alguém superar. Simplesmente sublime a forma como demonstra a cada toque na bola que continua a ser, desde o século passado, o melhor médio do mundo. Nem de telescópio os outros lá chegam.

domingo, 12 de junho de 2016

A estreia dos melhores!

Incrível a selecção de Low!

A mostrar à Europa o que é perfeição ofensiva. Sempre a jogar o que o jogo lhe pede! Uma equipa de ataque posicional fantástico, que não apressa a construção, que joga sempre com superioridades e com o espaço entrelinhas adversário, mas ao mesmo tempo a que melhor identifica os timings para sair em ataque rápido e em contra ataque.

Ninguém neste campeonato da Europa mostrou tamanhas credenciais ofensivas. Porque, sempre centrada nas melhores decisões! Não há espaço, ataque posicional fortissimo, paciente e a procurar opções dentro do bloco adversário. Há espaço e tempo sai o temível contra ataque que tanta mossa cria. 

O mais impressionante é sem duvida a clarividência de toda uma equipa que percebe exactamente o que o jogo pede e ou sai rápido ou segura em função da situação de jogo.

Se há equipa que em dez contra ataques como aquele que sentenciou a partida faria oito ou nove golos, essa é unicamente a selecção alemã! 

Categoria a interpretar e depois a definir ao nível mais elevado que há pelo Euro 2016.

Estreia da Alemanha no Euro 2016

Festival de qualidade. Qualidade de decisão, qualidade técnica e táctica.

Há possibilidade de chegar à oportunidade? Então se há selecção que lá chegará essa é a germânica. O contra ataque final como que a traduzir toda uma capacidade para definir. Descobrem-se caminhos e executa-se a nível mundial. Não há superioridade numérica que não acabe traduzida em lance importante. 

A equipa de Low é provavelmente na actualidade a selecção mais forte na interpretação do jogo. A forma como procura as superioridades, como coloca e descobre gente de frente para a última linha adversária, a forma como liga as fases ofensivas. E tudo na mente, mas também nos incríveis pés de cada um dos seus elementos. À decisão, alia sempre capacidade técnica para no campo traduzir o que imaginam.

"...jogar futebol é muito simples, mas jogar simples é a coisa mais difícil que há" Johan Cruyff.

Grupo D - Turquia x Croácia. Superioridade colectiva enorme.

A Croácia é até ao momento a equipa mais interessante do torneio, pela forma como procura construir, e pela forma como se posiciona para defender. Na criação é menos interessante por procurar constantemente potenciar Mandzukic na finalização em cruzamento. Jogando como jogam arriscam-se a ser a grande surpresa da competição, também pela qualidade individual de que dispõem. Alternando um pouco a procura das referências na área, tentando entrar na finalização de formas diferentes para baralhar um pouco um adversário poderão chegar mais facilmente aos golos. Ainda assim, uma performance muito agradável, e a melhor colectivamente até ao momento.



Reacção à perda, construção, ataque às zonas de finalização, preparação para a segunda bola.

Pressão

sábado, 11 de junho de 2016

Grupo B - Inglaterra x Russia. A primeira grande desilusão do Euro 2016.

Os nomes eram apetíveis. O futebol foi medonho.

Rússia em duas frases. Defensivamente, incrível o espaço que consente porque a sua última linha simplesmente não se posiciona em função do espaço onde está a bola. Permanece sempre baixa e possibilita sempre muito espaço ao portador. Ofensivamente, estica no ponta de lança ou estica no ponta de lança. Nada mais.

Inglaterra uma enorme desilusão. Hoje que em por quase toda a Europa se adopta o 442, mudou a equipa que tradicionalmente o usava. Mais conservadora sem bola. 451, com um trinco e uma linha de quatro, com Kane mais adiantado. Na timida pressão sobre a construção adversária, Lallana saia do corredor direito e ia pelo lado cego apertar o central do seu lado. Mantendo os três médios no corredor central (Rooney, Alli e Dier) e Sterling no corredor esquerdo.

Foi todavia com bola que a selecção inglesa ficou completamente abaixo do mínimo exigível. Só Rooney e quinze minutos à Willshere mostraram ideias. Praticamente todos os outros a decidirem porque sim. Sem ideias, sem saberem sequer o que poderia dar cada uma das suas decisões. Cruzar porque sim, correr porque sim, chutar porque sim. Sterling um verdadeiro desastre. Atletismo puro.  Tal como os laterais. Só correr sem uma única ideia. Incrível como se deixa Rooney tão longe das zonas de criação, unicamente centrado em ligar fases, sem possibilidades de aparecer com frequência no último terço. Mas, não tão incrível como se abdica de Willshere que nos quinze minutos que pisou o relvado mostrou o quão diferente é dos seus colegas que se valem unicamente das capacidades condicionais.

Grupo A - França x Roménia

Roménia. A primeira imagem colectiva que fica deste Euro é a forma como a Roménia tenta condicionar o espaço ao seu adversário. A forma como a última linha sobe, dando "de borla" o espaço nas costas causou muitas dificuldades ao jogo francês. Causou pela forma como a linha defensiva romena ousou colocar-se, mas também pela equipa francesa não estar habituada a explorar os caminhos que o os romenos deixavam livre (espaço à frente da linha defensiva). É ainda assim de louvar o facto de uma selecção com poucos argumentos individuais ter o atrevimento de jogar tacticamente, do ponto de vista defensivo, como se de um grande se tratasse. Fecharam muito bem os corredores laterais, e as possibilidades dos franceses jogarem em combinação quando a bola lá entrava. Tentaram ter sempre os sectores muito juntos, ainda que se notasse depois alguma falta de agressividade sobre a bola. Em organização ofensiva, e mesmo em transição ofensiva, o jogo romeno foi muito mais pobre e não mostrou capacidade para ferir de forma constante os seus adversários. Tendo em conta o contexto da competição, e se conseguir passar a fase de grupos, pode ser que a sua postura defensiva seja o suficiente para os levar longe. 


França. Demonstrou ser fisicamente insuperável. Todas as primeiras bolas, todos os duelos individuais foram deles. Nos últimos dez minutos da primeira parte notou-se o desgaste dos romenos por estarem a jogar constantemente no limite para tentar competir com os franceses. Em organização defensiva demonstrou ser permeável, ainda que baixe linhas e defenda apenas dentro do seu meio campo. O posicionamento da linha defensiva compromete a equipa quando está a pressionar por recuarem em demasia, e dá a possibilidade de passando essa pressão dar seguimento ao lance com relativa facilidade. Do ponto de vista ofensivo tudo o que fez de interessante teve Payet como figura de proa. Foi o único jogador com capacidade para aproveitar o corredor central, e o espaço que se ganhava cada vez que enquadrava com a linha defensiva pelo comportamento táctico da linha romena (baixavam todos, ninguém saia na bola). Percebeu-se que a França está habituada a jogar de pé para pé, por forma a criar espaço nos corredores laterais para criar. Como a Roménia retirou essa possibilidade pelo seu posicionamento a dificuldade em criar e aproveitar o espaço na profundidade foi imensa, talvez pelo perfil dos jogadores em campo. Também porque a selecção francesa não ataca habitualmente por dentro. Num post anterior defendia-se um onze diferente daquele que Dechamps apresentou, por forma a que a equipa ganhasse em criatividade o que tem em agressividade. E, percebo que na linha defensiva o seleccionador francês não queira mexer pela vantagem que isso lhe confere nos duelos individuais. Mas por que não trocar Matuidi por Coman e deixar Payet solto no corredor central para provocar entre linhas?

Por fim, Payet roubou o protagonismo a qualquer outro que se quisesse mostrar hoje. Mas também Kanté foi muito importante em todo o processo francês. Joga simples, recupera e entrega em boas condições. Insuperável na primeira bola, e muito agressivo no 1x1.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Payet. A primeira grande figura do Europeu.

À beira da ternura dos trinta mostra-se Payet. E é por ele e outros tais que as grandes provas internacionais de selecções têm um cariz verdadeiramente apaixonante.

Sem ter passado por clubes de nomeada a nível Europeu, Payet a aparecer como a primeira grande figura do Europeu, com uma exibição absurda de talento, classe, decisão e qualidade técnica. 

O golo, o merecido golo, como o colocar da cereja na sua exibição. Imortalizada com as triunfantes lágrimas enquanto abandonava o relvado.

Duas reflexões. Como e porque andou sempre fora do radar dos maiores da Europa? Percebe-se o porquê da incerteza que é cada jogo da Premier League, quando alguém capaz de uma performance deste nível numa prova deste cariz anda por uma equipa de nível médio em Inglaterra.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Portugal contra a Estónia

Ontem na Luz a selecção deu um passo importante ao nível da subida dos índices de confiança para enfrentar a competição em França. Um adversário super acessível permitiu que quase todos os jogadores individualmente tivessem tempo e espaço para criar e para se recriarem durante o tempo que estiveram em campo. A maior exuberância que se percebeu de algumas das nossas individualidades deve-se sobretudo ao facto de o adversário não causar dificuldades, sem colocar em causa o valor dos nossos jogadores. Quase todos mereciam destaque individual, e é essa a verdade contra a Estónia mas não é a realidade do Euro. A confiança sai reforçada, mas é importante que se perceba que a competição vai ser completamente diferente. Ao nível da pressão, ao nível da exposição ao erro, ao nível do valor do adversário colectiva e individualmente. O que jogamos ontem está longe de chegar para se chegar longe na competição, ofensiva e defensivamente. Continuamos a circular a bola de forma demasiado lenta, porque as linhas de passe não são óbvias nem há ideia de onde vão aparecer. Continuamos a conceder demasiado espaço à frente da nossa linha demasiadas vezes com referências individuais.

domingo, 5 de junho de 2016

Euro 2016. Curtas.

  1. Alemanha. Para mim, continuam a ser os grandes favoritos para vencer todas as competições em que participem nos próximos anos, e isso é reflexo do trabalho federativo. A proposta ofensiva continua a ser do melhor que há: variabilidade. Jogam em passe curto, e sem risco, como procuram jogar mais longo para surpreender na profundidade. Procuram entrar na área com a bola controlada, mas também situações de cruzamento onde os seus avançados se encontrem em vantagem (numérica, ou espacial) nas zonas de finalização. Os movimentos ofensivos dos jogadores fazem todos sentido. Quando alguém enquadra, todos na profundidade. Quando alguém é pressionado, as linhas de passe aproximam. Há sempre, sempre, jogadores a pedir entre sectores ainda que a bola não entre sempre nesse espaço. Jogam bem nos espaços reduzidos, com a largura, e com a profundidade. O maior problema são os princípios defensivos. Continuam muito macios no momento de organização defensiva, e deixam muito espaço entre a linha média e a linha defensiva. Ainda assim, são muito agressivos a recuperar posições e como em determinado momento a bola entre no último terço as linhas acabam por juntar. Onze inicial em 1433: Neuer(Gr), Hummels(Dc), Rudiger(Dc), Hector(De), Kimmich(Dd), Weigl(Mdf), Kroos(Mo), Ozil(Mo), Draxler(Ext), Sane(Ext), Muller(Av).

  2. França. Surpreendente a forma como se apresentou contra a Escócia. Mostrou uma velocidade de circulação muito alta, com constantes variações de corredor (curtas ou longas) na procura de ganhar tempo e espaço para os extremos ou laterais darem seguimento ao lance na criação. A fazer lembrar o Bayern de Guardiola. A agressividade com que atacam, e a confiança que demonstraram, mais o facto de jogarem em casa, os transforma num grande candidato à vitória final. Têm qualidade individual para isso, e parecem no bom caminho para a afinar os processos. Ainda que não aproveitem tanto o corredor central, que não para a meia distância, prometem ser uma equipa ofensiva e com capacidade para fazer golos sobretudo pelos corredores laterais, a solicitar Giroud. Defensivamente, baixam linhas e defendem no meio campo, tirando espaço e defendendo com muitos. Só Giroud à frente da linha de bola, e por vezes Pogba quando sai para pressionar os centrais. E mesmo que Pogba saia, Giroud tenta de imediato compensar para manter o meio campo com 5 elementos. Interessante a liberdade de movimentos de que Pogba goza ofensivamente, e a forma como escolhe quem pressionar defensivamente atrás ou a frente da linha da bola. Onze inicial em 1451: Lloris(Gr), Koscielny(Dc), Rami(Dc), Digne(De), Jallet(Dd), Cabaye(Mdf), Pogba(Mc), Payet(Mo), Giezmann(Me), Koman(Md), Giroud(Av).

  3. Espanha. Com o futebol de toque que nos habitou, ainda que menos fulgurante por ter perdido o grande detalhe que os fazia asfixiar: a pressão nos momentos que se seguem à perda. Sem isso, continuam a ter o melhor conjunto de individualidades europeu e, talvez, mundial, mas ficam muito mais expostos à transição ofensiva do adversário por serem menos intensos na recuperação da bola. Serão sempre candidatos enquanto mantiverem um núcleo de jogadores incrivelmente criativos no mesmo onze, porque com isso tornam-se donos da bola. E tendo a bola, mais tempo, estarão sempre mais próximos de marcar e de não sofrer. Nota para a pouca mobilidade fora do centro do jogo. Falo do extremo do lado contrário, e por vezes do lateral, que não chegam em profundidade. Onze em 1433: De Gea(Gr), Piqué(Dc), San Jose(Dc), Bellerin(Dd), Alba(De), Busquets(Mdf), Iniesta(Mo), Fabregas(Mo), Silva(Ext), Pedro(Ext), Morata(Av).

  4. Inglaterra. Conseguiu juntar um grupo de jogadores muito bons, não só nas capacidades condicionais como também tecnicamente e até na criatividade. Infelizmente continuam muito pouco maturados do ponto de vista táctico. Colocam-se mal de forma constante, e falham o momento de sair na bola. A forma pouco agressiva como pressionam também não ajuda a isso. Ainda assim, baixando as linhas e com os melhores onze em campo, são sempre uma selecção a ter em conta. Onze inicial em 1442: Forster(Gr), Smalling(Dc), Dier(Dc), Bertrand(De), Clyne(Dd), Milner(Mdf), Wilshire(Mc), Lallana(Md), Sterling(Me), Rooney(Av), Kane(Av).

  5. Portugal. Preocupante a primeira parte contra a selecção inglesa, onde não fomos capazes de ligar um lance em organização ofensiva. Sendo que havia tempo e espaço para tal. O mau posicionamento das linhas torna a circulação mais lenta, e diminui as possibilidades de progressão com a bola controlada. Se a ideia é jogar com uma frente de ataque mais móvel, então os jogadores da frente terão de receber a bola nas melhores condições possíveis, e já com pouca oposição pela frente. É imperativo melhor o posicionamento ofensivo de toda a equipa, também por forma a defender melhor. Onze inicial em 1442: Rui Patricio(Gr), Ricardo Carvalho(Dc), Pepe(Dc), Vieirinha(Dd), Raphael Guerreiro(De), Adrien(Mdf), João Mário(Mc), Renato(Md), Rafa(Me), Nani(Av), Ronaldo(Av).


    Duas curiosidades finais:
    - Rever a proposta de jogo ofensiva da Hungria ainda antes do Euro começar. Deram indicadores muito, muito, interessantes contra a selecção alemã.
    - Curiosa a opção da esmagadora maioria das selecções por defender no seu meio campo. Com muitas pernas, e quase sem espaço na profundidade.