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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Segunda parte portuguesa no Euro 2012


Igualmente bastante fraca até bem próximo do minuto 75. Todos os que creêm que Portugal controlou considerarão um infortúnio o lance que terminaria com a bola dentro da baliza nacional. Todavia, a tremenda facilidade com que os alemães chegaram sempre com a bola dominada ao último terço de Portugal fazia antever o desfecho.

Talvez tenha sido a opção alemã por tirar dezenas e dezenas de cruzamentos que não lhes permitiu criar mais lances catalogados como oportunidades de perigo. Havia de ser dessa forma, obviamente, porque o fizeram inúmeras vezes, que se adiantariam. Mas, seria essa a melhor forma de atacar as zonas de finalização? Lembrando até aquilo que Bruno Alves e Pepe oferecem na resposta a tais situações.
Nunca se saberá. Cada qual com as suas convicções. O que é certo é que ao longo os noventa minutos foram mais de vinte os cruzamentos bastante perigosos que sobrevoaram a área portuguesa. As probabilidades de todos eles terminarem sem finalização não seriam muitas. Portugal permitindo tamanha facilidade aos alemães teria de esperar o golo germânico a cada momento. E foi assim até aos setenta minutos. 

Porém, poderia ter sido pior. Se chegar às zonas adiantadas onde chegava a cada dois minutos aproximava a Alemanha do golo, foi uma enorme felicidade perceber que os alemães terminavam os seus ataques, invariavelmente com cruzamentos para a área. No fundo, chegavam com toda a facilidade do mundo próximo do objectivo, mas depois de o fazerem, escolhiam o caminho que mais beneficiava Portugal. E foi assim que Portugal foi resistindo. Mesmo que pelo volume (não tanto qualidade) ofensivo alemão se adivinhasse o que viria a suceder.

Diferentes os últimos quinze minutos. Mérito de uns ou demérito de outros, Portugal finalmente em ataque organizado. Os portugueses a demonstrarem qualidade técnica para jogar em curtos espaços. Duas transições bastante perigosas, ambas iniciadas no pé esquerdo do melhor português do jogo, deram a sensação de que tudo poderia ter sido diferente. 

Na primeira Coentrão aproveita espaço aberto e progride na direcção do corredor central. Fixa o defesa solta em Ronaldo, posteriormente recebe mas o seu remate é interceptado. A segunda transição bem perigosa surge de um lançamento do esquerdino a procurar Nélson Oliveira em profundidade. O avançado recebe e trabalha bem. Faltou um pouco de classe ou criatividade na abordagem de Varela à finalização.

Não foi nada injusto o resultado, ao contrário do que pareceu ser crença geral. Porém, é bastante bom que Portugal saia com a moral intacta. E porque não na segunda jornada entrar com a disposição com que se terminou o primeiro jogo? Nani no meio, a pedir a bola no espaço que a Dinamarca revela maior dificuldade em controlar.






A figura. Hummels. A estratégia portuguesa potenciava a saída com bola de um dos centrais alemães. Porém, não tivesse a categoria que aparentou e teria mudado as suas decisões. Jogo tranquilo defensivamente, foi o primeiro desequilibrador ofensivo da Alemanha.

A figura portuguesa. Fábio Coentrão. Foi sempre dos seus pés que nasceram os ataques mais assertivos de Portugal. Progride quando tem espaço, procura os colegas quando fixa os adversários. Sem ele Portugal teria sido inexistente. Francamente bem defensivamente, tendo em especial relevo o facto de a estratégia portuguesa condenar os seus laterais a enfrentarem a oposição sem coberturas próximas. Ainda assim, não se recorda uma única vez em que tenha sido ultrapassado.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Hate to say "told you so"

"E aqui, a "culpa" terá de ser toda atribuída a Cristiano Ronaldo. Tantas e tantas vezes, optou por não dar seguimento às tabelinhas e às desmarcações do "caxineiro". Sem jogo de equipa, aquele corredor fica entregue apenas à inspiração momentânea de um e outro. Ronaldo garante desejar Fábio no Real. Não se percebe bem porquê. Na selecção raras são as vezes em que lhe dá a bola, e com tantas e tão boas oportunidades que tem para o fazer. Também Coentrão, quando refere que apenas trocaria o Benfica pelo Real, deveria ser bem mais inteligente do que isso. Fábio seria o jogador perfeito num modelo de jogo como o Barcelona. A forma como privilegia a troca de bola e as tabelinhas no corredor lateral, numa equipa como a dos catalães, onde o colectivo está sempre acima dos egos pessoais, fariam de si, pelo talento e persistência que tem, um dos melhores laterais esquerdos da história do jogo." in Lateral Esquerdo, 5 de Junho de 2011.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Curta da selecção


Para que não reconheça na afirmação seguinte qualquer relação com clube A ou B, será usado um exemplo de cada um dos três maiores clubes do futebol nacional.

Com um meio campo habitualmente composto por elementos como Rúben Micael, Carlos Martins ou André Santos, já é mais que tempo de se ver Coentrão jogar, também na selecção, mais à frente que o habitual. Tanta falta de talento e criatividade no meio campo nacional, é um problema quase atípico, para quem se habituou a ver Paulo Sousa, Rui Costa, Pedro Barbosa, Capucho ou Deco distribuírem classe.

O desejo de ver Sílvio afirmar-se no Atlético é muito grande. Mais não seja porque o seu sucesso, pode devolver a uma posição mais adiantada um jogador tão extraordinário quanto Fábio Coentrão.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fábio Coentrão e José Mourinho. Uma história de sucesso que se adivinha.

"...tamanho talento será um desperdício construir carreira como lateral. É o jogador português mais talentoso pós Nani. Agora, que ao talento alia capacidade de decisão, tem condições para jogar onde quiser, por quem quiser. As necessidades dos seus treinadores ditarão o seu percurso;". In Lateral Esquerdo. Retirado daqui.

"Coentrão a médio dá outra dinâmica à equipa. Não ia sujeitar a Direcção do Real Madrid a comprar um jogador por 25 milhões de euros ou um valor próximo para ser suplente do Marcelo. O Fábio é um polivalente, pode jogar em várias posições no campo, mas nunca tinha jogado nesta posição. E é um jogador diferente de todos aqueles que temos no meio-campo. Ele está habituado a jogar em posições mais laterais e jogando no centro dá uma dinâmica diferente à equipa." José Mourinho Aqui.

Fábio é bem capaz de ser o melhor lateral esquerdo mundial na actualidade. Todavia, pelas suas características únicas, que vão desde o talento às suas capacidades físicas, é demasiado bom jogador para passar uma carreira inteira a jogar tão longe da baliza adversária. Felizmente que aqui não somos os únicos que percebemos isso. Imagine o que teria sido a carreira de Futre, Chalana ou Figo se tivessem jogado como defesas laterais. E não duvide que teriam tido carreiras igualmente bem sucedidas.

domingo, 5 de junho de 2011

Paulo Bento é primeiro, com muita categoria, mas pouco espectáculo.

Muita categoria, pela forma brilhante como manteve quase sempre o adversário bem longe da sua baliza. Menos espectáculo que aquele que se poderia supor, porque não foram muitas as situações de finalização, ainda que Portugal tenha chegado com relativa facilidade às imediações da grande área adversária.

Sempre se percebeu que a entrada de João Moutinho na equipa incrementaria o rendimento global da equipa. A sua ausência no Mundial foi uma das decisões mais atrozes de que há memória, só passível de ser tomada por alguém ou demente, ou ao serviço de outrem. O enorme jogador do FC Porto, impõe uma dinâmica elevadíssima em todas as acções.

Muito acertada também, ainda que não surpreendente, a utilização de Raul Meireles como jogador mais recuado do meio campo. Meireles, ainda que não faça o seu futebol primar pela criatividade, é um jogador notável em aspectos tão simples, como a recepção, o passe, e a assertividade com que faz a bola correr. Não admira o pouco tempo que prende a bola consigo, para tanto jogo que lhe passa nas botas. Com a Noruega, para além da simplicidade e categoria com que joga com bola, impressionou igualmente a inteligência e disponibilidade revelada na forma como compensou diversas vezes o posicionamento dos colegas. Ainda que num breve momento não tenha sido feliz, Meireles foi provavelmente o jogador mais importante no jogo que levou Portugal ao primeiro lugar.

Muito bom o trabalho da dupla de centrais ao longo de quase todo o jogo. Ainda que o lance da segunda oportunidade de golo dos noruegueses, tenha revelado um pouco de inépcia, não acção de Bruno Alves, na forma como não só não garantiu uma correcta cobertura defensiva (posicionamento imediatamente atrás do jogador que está com o portador da bola), como não atacou devidamente o jogador que recebeu a bola nas costas de Fábio Coentrão. É nesta posição que Portugal se encontra melhor servido.

Sinal menos para Nani. Quem segue os noventa minutos das partidas, consegue perceber porque é que mesmo sendo português, é suplente de um coreano, e de um equatoriano. O seu talento é inversamente proporcional ao tamanho do cérebro. Repare, Nani nem sequer prima por decidir invariavelmente mal. O problema parece ser outro. A percepção que tem de que é bastante melhor, do que realmente é. Tal percepção prejudica-o de sobremaneira, tal como prejudica a sua equipa. São mais que muitos os lances em que não solta a bola, preferindo fazê-la chegar ao destino, depois de três dribles, quando a mesma, se fosse por um passe, teria chegado cinco segundos mais cedo. As perdas de bola, mesmo quando tem apoio livre para receber e dar seguimento à jogada, sucedem-se a um ritmo maior que o que seria desejável. Nani parece crer que tem de ser o próprio e de forma individual a resolver os jogos. Está a perder-se um talento extraordinário. É de lamentar.

No corredor oposto, é também de lamentar que apesar de individualmente termos o melhor corredor lateral esquerdo do mundo, não se aproveite o mesmo para criar desequilíbrios. E aqui, a "culpa" terá de ser toda atribuída a Cristiano Ronaldo. Tantas e tantas vezes, optou por não dar seguimento às tabelinhas e às desmarcações do "caxineiro". Sem jogo de equipa, aquele corredor fica entregue apenas à inspiração momentânea de um e outro. Ronaldo garante desejar Fábio no Real. Não se percebe bem porquê. Na selecção raras são as vezes em que lhe dá a bola, e com tantas e tão boas oportunidades que tem para o fazer. Também Coentrão, quando refere que apenas trocaria o Benfica pelo Real, deveria ser bem mais inteligente do que isso. Fábio seria o jogador perfeito num modelo de jogo como o Barcelona. A forma como privilegia a troca de bola e as tabelinhas no corredor lateral, numa equipa como a dos catalães, onde o colectivo está sempre acima dos egos pessoais, fariam de si, pelo talento e persistência que tem, um dos melhores laterais esquerdos da história do jogo.

Referência final para Hélder Postiga. Muito boa a movimentação. Muito boa mesmo. Quer nos apoios frontais, ajudando a selecção a chegar mais à frente, quer na forma como caía nos corredores laterais, para oferecer mais opções de passe ao portador da bola, essencialmente em situações de contra-ataque. Menos bem nos gestos técnicos. Por mais de uma vez, foi a sua incapacidade para receber bem a bola, que o impediu de chegar ao golo. Também algo que deva ser considerado e alterado no seu jogo, é a forma como recentemente passou a optar por rematar sem critério. Somar remates somente para a estatística é apenas parvoíce! Não sendo uma enorme mais valia, Postiga é de longe o melhor avançado português.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O SL Benfica na final da Taça da Liga

Positivo:

- Boa dinâmica ofensiva na primeira meia hora;

- Exibição de Pablo Aimar. Disponível para participar em todos os momentos do jogo, impressiona a forma como orienta os seus colegas. Apesar do seu elevado estatuto denota ser quem mais quer vencer. Um exemplo como poucos no mundo do futebol;

- Maxi Pereira. Joga sempre nos limites. Por isso, concede demasiados livres e vê muitos cartões. Todavia, a intensidade que coloca a cada jogada contagia a equipa e o público. É um exemplo de entrega de quem não sendo talentoso, conquistou um espaço muito importante no SL Benfica;

- Fábio Coentrão. Nem foi dos seus melhores jogos. Ainda assim, tem energia que nunca se esgota. O seu talento e persistência tem permitido ao SL Benfica chegar ao golo por diversas ocasiões. O golo de Jara foi mais um;

- Demonstração de que em caso de necessidade, Javi e Airton serão capazes de "fechar" um jogo. O brasileiro entrou e ofensivamente o SL Benfica como que desistiu do jogo. Todavia, a equipa reorganizou-se com mais gente próxima da linha defensiva. A partir desse momento, não mais o Paços de Ferreira foi capaz de chegar às imediações da grande área de Moreira. Quando por entreajuda Javi juntava à linha defensiva, por Airton, o Benfica continuava a ser dominador no espaço imediatamente à frente dos centrais.

Negativo:

- Ansiedade demonstrada pelos jogadores. A partir do momento em que se sentiu que o jogo poderia mudar de sentido, sucederam-se as más decisões com bola. Facto que impediu o Benfica de continuar a ser dominador. E quando não se tem a bola, por melhor que se defenda, há sempre a possibilidade de consentir golo;

- Franco Jara. Tem golos. Mas, há que desconfiar. Todas as suas perdas de bola e todos os lances em que expôe em demasia a equipa pelos seus erros, serão compensadas pelos golos que vai marcando? Honestamente, não parece.

- Cardozo. Não entrou no jogo. Demonstra ansiedade, mas foi sempre capaz de sair destes momentos com golos. Há que confiar nele.

- Poucas soluções face às lesões de Amorim, Salvio e Gaitán. Situação à qual não foi alheia a subida de Fábio Coentrão no campo de jogo.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Já vos disse hoje que aquele corredor lateral esquerdo é um sonho?

"Os extremos que o Benfica não tem.

Um problema, diz-se. Aqui não partilhamos dessa opinião.

O importante é que o portador da bola tenha sempre várias soluções de passe. À direita, atrás, à esquerda e à frente (sempre que possível). Não é importante ter um jogador fixo a dar profundidade num corredor lateral. Importante é que essa profundidade, é que essa opção de passe seja viável. Independentemente de quem a confere.

A tendência de Nico Gaitán em conduzir a bola na direcção do corredor central, não é uma questão de hábito, por antes ocupar esse espaço. É uma questão de inteligência. É assim que se deve comportar qualquer jogador, aquando da posse da bola. É no corredor central que as opções se multiplicam e onde tudo se resolve.

Seria um problema se de cada vez que o argentino o faz, o SL Benfica perder opção de passe no corredor lateral, ou perder profundidade. Porém, isso não sucede. A mobilidade que o modelo de Jesus confere ao ataque é admirável. Quando Nico trás a bola para o meio, surgirá sempre Fábio ou Saviola como opção de passe exterior. Ou seja, o decisivo não é ter sempre o mesmo jogador a ocupar aquele espaço. O decisivo é, sempre que necessário ser possível ter mais uma linha de passe.

O que antes Di Maria procurava resolver em situações de 1x1 (que resultavam somente quando o jogador estava confiante), agora faz-se por vários. Em movimentação colectiva. E essa, meus caros, tem sempre mais possíbilidades de êxito. Afinal, passes curtos, recepções dirigidas e desmarcações são o que de menos exigente, em termos técnicos se pedem a um futebolista profissional. Se não acontece mais, é porque falta capacidade de tomada de decisão. Não a técnica.

Com Fábio Coentrão e Gaitán, do corredor lateral esquerdo do SL Benfica só se pode esperar uma dinâmica ofensiva estupenda. E golos. Muitos golos a passarem por ali.

Não cremos que o Benfica precise de alguém para resolver no plano individual, quando tudo o que de bom esta equipa faz, se centra no colectivo."

O Texto é de Julho. Não podemos negar que a entrada de um extremo (Salvio) no onze beneficiou imenso a qualidade de jogo do SL Benfica. Todavia, é no lado esquerdo que nos queremos centrar. O entendimento entre Fábio e Nico melhora de jogo para jogo, e já não há memória do último jogo em que as suas acções não tenham feito a diferença no jogo.

Contra o Maritimo, entre várias outras combinações de rara beleza, e ainda para além da acção decisiva de Coentrão nos dois golos do Benfica, ficou na retina a jogada que terminou com um remate ao poste de Nico, depois de um passe de calcanhar de Coentrão, que retirou o lateral e o extremo adversário do lance.

P.S.- O corredor lateral esquerdo do SL Benfica, é hoje bastante mais forte que o que havia sido na época transacta com Di Maria.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Este tipo tem classe até a andar.


Em termos ofensivos, o corredor lateral esquerdo do SL Benfica é uma delicia. Não duvide que mais tarde, Fábio e Nico chegarão a uma equipa com aspirações a vencer a Liga dos Campeões.  

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Se não dá para ir e vir (como o Ramires), então não vás (como o Peixoto). Ou como Jesus venceu Villas Boas.

Quando saiu este post, a ideia era clara. O Benfica não poderia jogar no Estádio do Dragão, colocando tanta gente à frente da linha da bola, não precavendo as saídas para o contra-ataque do FC Porto.

O espaço sobre o lado esquerdo de Javi Garcia teria de ser preenchido, particularmente no momento em que há posse de bola, precavendo a sua perca. Era importante que sempre que possível, nos contra-ataques do FC Porto, o primeiro jogador a sair a Hulk (sempre que este recebesse a bola no corredor lateral) não fosse Fábio Coentrão (que deveria ficar atrás do tal jogador, numa posição de cobertura, garantindo situação de vantagem numérica no corredor lateral).

Não tendo Rúben Amorim, talvez Airton fosse a escolha mais lógica. Jesus arriscou César Peixoto e venceu. Mais do que por César, venceu porque soube precaver os ataques rápidos do adversário e ocupou um espaço fulcral. Venceu porque aprendendo com o erro dos jogos anteriores decidiu não envolver tantos jogadores na dinâmica ofensiva, e garantiu a presença de mais jogadores atrás da linha da bola.

Não se percebendo exactamente porque Walter não foi opção, é impossível não dissociar a incapacidade do FC Porto em ser mais perigoso com o desvio de Hulk para o corredor central. Sem tempo e espaço para enquadrar com a baliza adversária e para correr, o brasileiro é dez vezes menos perigoso.

Notas individuais.

- Saiba Sidnei ser um profissional responsável e seguramente que também tem potencial para mais tarde seguir para uma liga mais competitiva. É também pelo muito valor de Sidnei que David Luiz foi uma boa venda;

- Luisão fez um jogo extraordinário. "É um dos melhores do mundo a jogar em bloco baixo" afirmou Luis Freitas Lobo. Não se enganou. É pela sua liderança e cultura posicional extraordinária, que o quarteto defensivo SL Benfica é bastante fiável;

- Fábio Coentrão. A sua dinâmica ofensiva é algo de sublime. É muito rápido, tem muita técnica e é bastante inteligente. Será a próxima transferência do SL Benfica, para um grande europeu;

- Cardozo. Incrível capacidade de sofrimento. Demasiadas vezes só, perdeu-se a conta ao número de vezes que conseguiu "ganhar" e "segurar" a bola. Uma exibição pouco notória, mas bastante importante;

- César Peixoto. A sua exibição não foi tão notável como se pretende fazer crer. A decisão de Jorge Jesus colocar um jogador naquele espaço, sim. Apesar das muitas dificuldades físicas, César continua um jogador muito inteligente e com um sentido posicional muito elevado. Mas, tal não é novidade;

- Sapunaru, Maicon, Rolando e Sereno. Em qualidade individual, este é provavelmente o pior quarteto defensivo do FC Porto em muitos anos. Muito forte tem de ser a equipa colectivamente, para disfarçar as dificuldades individuais de todos eles. Fucile, Alvaro Pereira e Otamendi, fizeram muita falta. Tal como Walter.

domingo, 26 de setembro de 2010

SL Benfica na Madeira

- Saviola está de novo a jogar enormidades. A sua inteligente movimentação para receber a bola sempre entre sectores (entre os defesas e os médios) e entre posições (entre o lateral e o central adversário), aliada à sua invulgar de tão boa, capacidade técnica, que lhe permite enquadrar com a baliza adversária logo que recebe a bola é o principal foco desequilibrador ofensivo do Benfica. Esteve bastante perdulário. Contudo, fez uma exibição fantástica;

- É fácil perceber a qualidade Nico Gaitán. Tem muita técnica e é bastante assertivo em tudo o que faz. Em termos individuais, beneficia quando joga sobre o lado direito. Não se percebe porque apenas aparece a espaços no jogo;

- É comum afirmar-se que Jara é o substituto natural de Saviola. Impossível! Técnicamente Franco é um susto!;

- Peixoto tem subido a sua condição física e o seu jogo torna-se diferente. Já o dissemos, em termos técnicos e táctivos é francamente bom. Jesus sabe disso. Quando não é traído pela sua aptidão e condição física, é uma opção credível. Apenas quem com ele trabalha durante a semana pode perceber se está ou não capaz de ir a jogo;

- Fábio Coentrão é um craque. Nas etiquetas pode encontrar reclamações para que Rui Costa lhe desse uma oportunidade de integrar a equipa do Benfica, por forma a que pudesse melhorar tácticamente. Pode confirmar que nos parece que oferece mais soluções ao SL Benfica quando joga como lateral. Mas, pode também encontrar por lá, a opinião de que tamanho talento será um desperdício construir carreira como lateral. É o jogador português mais talentoso pós Nani. Agora, que ao talento alia capacidade de decisão, tem condições para jogar onde quiser, por quem quiser. As necessidades dos seus treinadores ditarão o seu percurso;

- A justificação mais viável para tamanho desperdício na Madeira, poderá ser o nervosismo natural de que tem um atraso demasiado considerável na liga. Não é comum Cardozo e Saviola desperdiçarem lances tão fáceis. Controlar a ansiedade dos nove pontos de atraso poderá ser quase tão determinante, quanto é um atraso tão grande.

- Tantas e tão claras oportunidades de golo, não podem justificar-se apenas com a qualidade de uma das equipas. A falta de competência do Maritimo foi gritante. Custa a perceber como tem apenas seis golos sofridos na Liga. Não custa, contudo, a perceber porque está em décimo quinto.

domingo, 8 de agosto de 2010

Partidos ao meio. Mérito ou demérito?

É muito ténue a fronteira que separa o mérito do demérito de uns e outros. Na partida da Supertaça, houve obrigatóriamente muito de ambos.

Mérito:

- Excelentes saídas do FC Porto para contra-ataque. Hulk e Varela servem como boas referências para receber o primeiro passe após a recuperação da bola.

- Varela. Não simpatizamos com o jogador, aquando do momento de organização ofensiva. Porque tem dificuldades técnicas e visíveis deficiências na recepção de bola. Em espaços curtos tal é determinante. Porém, com meio campo quase totalmente livre e espaço para correr de sobra, é e foi um verdadeiro perigo. Foi o MVP do jogo de Aveiro.

- João Moutinho. Só alguém muito mal intencionado pode considerar que alguém que cumpre épocas a fio sem falhar um único jogo, jogando sempre a um ritmo elevado é mau profissional. Só um jogador que treina sempre nos limites consegue esta performance desportiva. Não só não é mau profissional, como é um caso único em jogadores portugueses. Uma espécie de Lampard do ponto de vista da entrega à profissão. É o melhor médio do FC Porto, e fez um jogo enorme. Ahhh e Queirós é um asno!

- Falcao. Raçudo e verdadeiro homem de área. Pode fazer golos a qualquer momento.

- Belushi. É bastante criativo e não se coíbe de cumprir as tarefas defensivas. Quando sair para entrar Micael, o FC Porto ficará a perder.

Demérito:

- Jorge Jesus. Fábio Coentrão tem de jogar a lateral esquerdo. É nessa posição que faz a diferença, mesmo em termos ofensivos.

- Carlos Martins. Perdeu demasiadas vezes a posse da bola. Em termos defensivos, não tem como competir com Ramires. Já aqui o haviamos referido, sem o queniano, o Benfica parte-se em dois. Ficam somente 5 jogadores para defender e o sexto (Ramires) já não vai aparecer... A principal razão para tantos e tantos contra-ataques adversários prende-se com esse facto. Com Martins a equipa está sempre próxima de sofrer golos. Não jogando com um jogador capaz de assegurar uma boa transição defensiva, os jogos do SL Benfica fora de casa serão bastante mais interessantes.

- Jara. Terrível no período que esteve em campo. Perdeu a bola de todas as vezes que a tentou receber.

- César Peixoto e Hulk. Duelo de horrores. Peixoto move-se à velocidade de um caracol. Toda aquela capacidade técnica e inteligência já não são suficientes para assegurar um lugar no onze de uma equipa que pretenda sagrar-se campeã. Porém, que dizer de Hulk? Não ganhou um único lance de 1x1 contra o defesa mais lento da história. E se ele persistiu e forçou essas situações...

Notas finais:


- O FC Porto demonstrou uma superior capacidade nas transições ofensivas. Tal não significará necessáriamente que a equipa está no ponto para atacar a Liga. Relembre que será em organização ofensiva que o FC Porto terá de desbloquear 90% dos jogos...

- O SL Benfica, independentemente de uma exibição péssima, continua a ser a melhor equipa em organização ofensiva, e continua muito provavelmente, a ser o principal candidato ao titulo. Porém, há que corrigir a transição defensiva. Agora que Ramires partiu, muito dificilmente Jesus terá uma época com tantos jogos tranquilo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Este Benfica não é para velhos.


Amesterdão, Guimarães (x2), Toronto, Albufeira, Guadiana (x2), Eusébio Cup, Taça da Liga e Campeonato Nacional. Em pouco mais de um ano, o futebol do SL Benfica de Jorge Jesus arrecadou dez troféus. Ok, os troféus de pré-época têm o valor que têm. Mas, indiciam algo. Não dúvide!

A equipa de Jesus pretende derrubar todas as premissas que se tinham por verdadeiras. Os defesas são para defender. Os avançados para marcar golos. Só se obtém profundidade com extremos, que servem para driblar e cruzar. O número dez, deve procurar incessantemente passes de ruptura. O avançado deve permanecer na área, e todas as equipas precisam de alguém que corra inúmeros kms (os carregadores de piano de Jaime Pacheco), para que os artistas possam render.

Esqueça tudo.

Não há tarefas fixas. São dez jogadores de campo, e todos podem aparecer em qualquer lado. Desde que se efectuem as necessárias compensações. É por isso que cada vez mais, é frequente vermos David Luiz sair com a bola para o ataque (Airton ou Javi ocupam o lugar ao lado de Luisão quando assim é). Quando David transporta a bola, ele não mais é um defesa central. Os centrais nesse momento são Luisão e Javi Garcia. Não há extremos? Há tantos! Saviola, Fábio, Jara, Gáitan, Amorim, Martins, Aimar. Dê-se ao trabalho de contabilizar quantos jogadores diferentes, em momentos distintos surgem a conferir profundidade e linha de passe sobre o corredor lateral. Esta mobilidade constante de toda a gente, é a mais forte arma que se pode ter, perante equipas que defendem ao homem e que não povoam o espaço defensivo à frente dos centrais.

Se pensava que a partida de Di Maria enfraqueceria o Benfica no momento ofensivo. Enganou-se. O argentino é um talento fantástico e que conseguia, por várias vezes, desiquilibrar individualmente. Porém no futebol, 11 é sempre melhor que 10+1. O que poderá ser este Benfica em termos ofensivos, agora que não tem um jogador a perder a bola dezenas de vezes por jogo?

Curtas do Guadiana

- Jara tem feito, e muito, por modificar a nossa opinião inicial. Não é forte na decisão, facto que o leva a perder inúmeras vezes os timings correctos para soltar a bola. Porém, a base está lá. É rápido, tem técnica e uma agressividade extraordinária. Nas mãos de Jesus, poderá, porque tem potencial para isso, tornar-se um caso muito sério.

- David Luiz está num momento estupendo. Cada vez mais a equipa está preparada para compensar as suas subidas, e cada vez mais, o brasileiro o faz de forma assertiva. É o primeiro avançado da equipa.

- Martins está bastante bem no momento ofensivo. Menos complicativo, também ele já entra no jogo de posse e tabelinhas da equipa. Não tem a mesma velocidade, inteligência e disponibilidade de Ramires para os momentos defensivos (seja em organização ou em transição).

- Fábio Coentrão é um desiquilibrador. Outro que sem dar muitos toques na bola, joga e faz jogar.

- Aimar e Saviola são o centro da equipa. Se dúvida, reveja os últimos 30 minutos da partida de ontem. Aqueles em que os argentinos não jogaram. É a capacidade técnica e inteligência táctica extraordinária de ambos que permite as saídas para o ataque pelo corredor central.

- O pé esquerdo de Cardozo é uma maravilha. Não só pela forma como finaliza, mas como também participa nas tabelinhas e no jogo ofensivo. Mesmo com limitações evidentes, é um jogador extraordinário e decisivo.

- Por lesão, ou não, Nico Gáitan mostrou-se pouco. Esteve bem na forma como serviu, algumas vezes, a velocidade de Fábio Coentrão.

- Airton está bem, mas Javi confere algo que o brasileiro não. A capacidade de passe do espanhol é francamente boa. É outro dos responsáveis pelos bons passes verticais a explorar, desde logo, os avançados.

Pode este SL Benfica não ser bem sucedido? Pode. Se Ramires partir, o Benfica ficará mais vulnerável em termos defensivos. Mas, que leva um grande avanço dos demais...

domingo, 25 de julho de 2010

Os extremos que o SL Benfica não tem


Um problema, diz-se. Aqui não partilhamos dessa opinião.

O importante é que o portador da bola tenha sempre várias soluções de passe. À direita, atrás, à esquerda e à frente (sempre que possível). Não é importante ter um jogador fixo a dar profundidade num corredor lateral. Importante é que essa profundidade, é que essa opção de passe seja viável. Independentemente de quem a confere.

A tendência de Nico Gaitán em conduzir a bola na direcção do corredor central, não é uma questão de hábito, por antes ocupar esse espaço. É uma questão de inteligência. É assim que se deve comportar qualquer jogador, aquando da posse da bola. É no corredor central que as opções se multiplicam e onde tudo se resolve.

Seria um problema se de cada vez que o argentino o faz, o SL Benfica perder opção de passe no corredor lateral, ou perder profundidade. Porém, isso não sucede. A mobilidade que o modelo de Jesus confere ao ataque é admirável. Quando Nico trás a bola para o meio, surgirá sempre Fábio ou Saviola como opção de passe exterior. Ou seja, o decisivo não é ter sempre o mesmo jogador a ocupar aquele espaço. O decisivo é, sempre que necessário ser possível ter mais uma linha de passe.

O que antes Di Maria procurava resolver em situações de 1x1 (que resultavam somente quando o jogador estava confiante), agora faz-se por vários. Em movimentação colectiva. E essa, meus caros, tem sempre mais possíbilidades de êxito. Afinal, passes curtos, recepções dirigidas e desmarcações são o que de menos exigente, em termos técnicos se pedem a um futebolista profissional. Se não acontece mais, é porque falta capacidade de tomada de decisão. Não a técnica.

Com Fábio Coentrão e Gaitán, do corredor lateral esquerdo do SL Benfica só se pode esperar uma dinâmica ofensiva estupenda. E golos. Muitos golos a passarem por ali.

Não cremos que o Benfica precise de alguém para resolver no plano individual, quando tudo o que de bom esta equipa faz, se centra no colectivo.

Fique com o terceiro golo do jogo de ontem. Repare como tudo começa.




P.S.- Com quinze golos nos últimos quatro jogos, não parece que a dinâmica ofensiva tenha sido beliscada.


domingo, 18 de julho de 2010

Torneio Cidade de Guimarães


Soltas:

- A dinâmica ofensiva do SL Benfica é extraordinária. Os recursos colectivos (combinações, triangulações, tabelinhas) parecem não ter fim. Oito golos e dezenas de oportunidades desperdiçadas em apenas dois jogos;

- Alan Kardec está um jogador! Melhorou bastante nos apoios frontais e na forma como tabela com os colegas. Para além do incremento da qualidade na fase de construção de oportunidades, está a fazer golos. É a grande revelação da pré época benfiquista;

- Luis Filipe nem na segunda divisão jogaria;

- Entregar o prémio de melhor jogador do torneio a Carlos Martins é abusivo. Ainda que os seus golos tenham sido qualquer coisa...;

- Airton é um óptimo jogador. No final da próxima época, o Benfica estará pronto a perder Javi Garcia;

- Nico Gaitan não engana. É fantástico e vai fazer a diferença. Ser ou não extremo é uma falsa questão. Com Fábio Coentrão, dinamitará o corredor esquerdo. Não espere, contudo, demasiados dribles. O argentino é mais inteligente do que isso. Jara esteve bastante melhor que nos primeiros jogos;

- Dificilmente Roberto deixará de ser um flop. Pode eventualmente acontecer, com a chegada de Luisão, Maxi e Fábio, que o Benfica consiga não consentir remates por alguns jogos, por forma a incrementar a confiança do seu guarda redes. Não acontecendo, está condenado ao insucesso;

- Ramires faz imensa falta. Várias foram as vezes em que a equipa partiu, ficando com apenas 5 jogadores para defender. Com Ramires, tal nunca sucede. É absolutamente decisivo na transição defensiva. Perdê-lo prejudicará, de sobremaneira, em termos defensivos a equipa;

- O Vitória de Guimarães decidiu mal ao contratar Manuel Machado. É lamentável a forma como as suas equipas defendem. Correr à toa, em perseguição das referências adversárias, abre buracos e avenidas na linha defensiva. Perante equipas com muita mobilidade, a goleada será sempre previsível;

terça-feira, 18 de maio de 2010

E Rui Costa ajudou-o. Fábio Coentrão e o Real Madrid


O post é bem antigo. Do tempo em que o possível sucesso da carreira de Fábio Coentrão era uma incerteza. Já não é. Fábio chegará onde quiser.

Pouco mais de um ano volvido, O Real Madrid surge associado a Fábio Coentrão. Faz sentido. Um lamento porém. Saindo agora, a carreira de Fábio será como lateral. Sim, tem todas as condições para ser um dos melhores laterais europeus da próxima década. A lamentar, contudo, que tamanho talento se cinja a uma posição tão recuada no campo de jogo. O Figo das Caxinas tem talento, inteligência e capacidade física para honrar a excelente tradição de extremos portugueses.

P.S. - Fábio Coentrão é mais jogador que Di Maria. Nunca ninguém partilhou de tal opinião. Quem sabe, agora que o Real Madrid surge associado ao jovem português, se valoriza da forma que merece, o maior talento emergente de nacionalidade portuguesa.

P.S. II - O Fábio Coentrão pós Jesus é duzentas vezes mais jogador que o anterior. A vontade de aprender foi decisiva. Todavia, não tanto quanto a capacidade de Jorge Jesus para transformar jogadores.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Soltas do clássico


- Aimar é um jogador genial. Bem fisicamente, só Saviola se pode comparar ao astro;

- Do ponto de vista táctico, Carvalhal tem valor para um clube grande;

- Rúben Amorim e Fábio Coentrão deveriam ser a dupla de laterais na África do Sul. São tão superiores a todos os outros que seria ridiculo não estarem presentes. E a jogar;

- Liedson longe da área está longe de poder assustar;

- Bastante boa do ponto de vista táctico, a primeira parte do Sporting. Excelente controlo às saídas para o ataque do seu adversário;

- Segunda parte irresistível do SL Benfica. Muito dominador, com excelente posse de bola e muita capacidade para chegar à grande área adversária;

- Cardozo é absolutamente decisivo. Quanda a equipa se vê bloqueada, tem sempre o paraguaio como uma excelente referência atacante. Impressiona o crescimento de Cardozo, enquanto jogador de futebol na presente época.

- Tão bem montada tácticamente, o Sporting merecia que Carvalhal tivesse tido outras opções técnicas;

- Quem é Eder Luiz?!;

- David Luiz não pára de crescer e a sua tranferência para um grande europeu será merecida.


Acrescente as suas, sff.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Carlos Carvalhal

É verdade que não fez por merecer tamanha honra. A decisão está tomada e é tempo de Carvalhal demonstrar competência. A oportunidade de uma vida caiu do céu. O caminho poderá ser tortuoso, mas único. Que aproveite e disfrute.

MENOS

Fábio Coentrão

Já aqui o dissemos. Fábio tem carradas de talento. Uma carreira brilhante espera pelo Figo de Caxinas. Todavia, nos minutos que marcaram a sua prematura estreia, com a camisola da Selecção A, Coentrão não demonstrou maturidade suficiente para poder figurar nos eleitos de Queiroz. Como extremo, claro. A rever, contudo.

MAIS OU MENOS

Carlos Queiroz

Numa eliminatória a dois jogos, vencer sem sofrer golos é óptimo. Se você é daqueles que usa o resultado para justificar o jogo, provavelmente crê que as coisas estão bem. Se pertence ao restrito lote dos que sabem que os resultados, por vezes, tendem a esconder a realidade, percebe facilmente que a Selecção de Queiroz não tem ponta por onde se lhe pegar. Povoar o meio campo com jogadores pouco dotados técnicamente, empurra a equipa para trás. Os valores da posse de bola são sintomáticos. Longe, muito longe, vão os tempos que só Portugal tinha bola, pelo que, poucos minutos por jogo era remetido ao seu meio campo defensivo. É possível que pense que Pepe e até Raul Meireles tenham sido dos melhores portugueses. Correram imenso, e roubaram inúmeras bolas. É um facto. Por aqui, temos a pretensão de pensar que com jogadores talentosos no meio campo, não haveria bolas para roubar. Afinal, a circulação de bola sempre foi o traço mais encantador do futebol nacional. Até chegar Queiroz, claro.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Admirável Benfica novo.


Di Maria, Aimar, Fábio Coentrão, Saviola e Cardozo, em campo. Simultaneamente.

É possível que, para quem possui conceitos futebolístisticos que pararam na década de 80, o onze inicial, que Jorge Jesus fez subir ao relvado, faça uma enorme confusão.

Se Luis Sobral já tinha o texto preparado, "Como se pode vencer um jogo, sem músculo? Sem carregadores de piano?", Jaime Pacheco deve ter chegado, mesmo, a brandir aos céus, "São bons com bola, sem ela não correm".

É crença, relativamente comum, numa grande maioria de treinadores, que, com jogadores com traços defensivos mais acentuados em campo, a equipa defende melhor. São célebres, os treinadores portugueses, que defrontando adversários de grande valia, compõem o seu meio campo, com três ou quatro jogadores, cuja principal apetência é correr muito e serem agressivos.

Nada mais errado.

A chave, está, na ocupação dos espaços. Um treinador capaz de organizar um colectivo forte, uma equipa que defende e ataca com os 11, uma equipa, onde, os 11 jogadores estão encarregues de controlar o seu espaço defensivo, não precisa de recorrer a caceteiros para garantir um bom método defensivo. Se a equipa for capaz de defender como tal, não sobra muito para correr a cada um.

Se a chave, está na ocupação dos espaços, a inteligência, sobrepõe-se, claramente, ao músculo. Já espreitou o meio campo do Barcelona? Talento, velocidade e inteligência.

Quando consultar as estatísticas finais, repare quem mais correu. A probabilidade de tais jogadores, estarem na equipa mais desorganizada, é enorme. As loucas correrias são precisas, para compensar o mau trabalho colectivo.

Se Fábio Coentrão e Di Maria, continuarem a evoluír, e mostrarem-se capazes de perceber a movimentação defensiva global. Se forem capazes de ocupar, correctamente, o espaço, porque não poderão coabitar? A velocidade de passada, de ambos, até poderá revelar-se decisiva, na transição ataque-defesa. Na forma como a equipa reagirá à perda da bola.

P.S. - Em organização ofensiva, o SL Benfica, ainda encontra algumas dificuldades. Facto, contrastado, com a fantástica transição defesa-ataque. Os ataque rápidos do SL Benfica (que sucedem, após a recuperação da bola), são de uma qualidade impressionante. Aimar e Saviola são perfeitos, quer na condução dos mesmos, quer nos timings com que executam as suas acções (quando soltar, ou prender a bola? para onde a soltar?). Também, o talento de Di Maria e de Fábio Coentrão, jogadores, por ora, bastante confiantes, muito tem contribuído, para o sucesso do contra-ataque encarnado.

P.S. II - Colocando-se em situação de vantagem, o SL Benfica de Jorge Jesus, poderá tornar-se demolidor. Se lhe garantir que, mais goleadas, irão surgir, acredita?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Fábio Coentrão

Está bastante longe de ser um jogador feito. Tão pouco, parece ter, na actualidade, qualidade para jogar muitos minutos no SL Benfica. Mas, tem denotado muita vontade de evoluir. Merece, indubitavelmente, a possibilidade de ser trabalhado por Jorge Jesus na época vindoira. Um hat-trick, é sempre algo memorável. Fica ligado ao pouco que a selecção nacional produziu em Toulon.

MENOS

Carlos Queiróz

As opções tomadas na partida contra a Malta, são de tal forma estapafúrdias, que quase se pode dúvidar da lucidez do professor. Apostar na força, em detrimento do talento é um absurdo. Tiago, Simão, Moutinho, Nani, Nuno Gomes ou Postiga, seriam bem mais proveitosos num jogo desta natureza que Pepe, Meireles, Boa Morte e Hugo Almeida.

Ainda que o apuramento possa estar mais próximo, fica a sensação, de que com Queiroz como timoneiro principal, estar ou não estar na África do Sul...

MAIS OU MENOS

Rui Costa

A decisão de não continuar com Quique Flores é boa. O espanhol fez notar que o seu (mau) caminho jamais se alteraria. Contudo, fica a sensação de que Quique parte demasiado tarde. Com um plantel único, para aquela que foi a realidade das duas últimas décadas, só alguém tão narcisista quanto Flores, realizaria uma época tão fraca quanto esta. Terá faltado, porventura, coragem para agir enquanto era tempo.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Fábio Coentrão

Os golos contribuem para o incremento da confiança. Para um atleta jovem e talentoso, o factor emocional é decisivo. Continue a denotar vontade de mudar e evoluír, e Fábio terá argumentos para se fixar no plantel do SL Benfica na próxima época. Tanto talento, não pode ser desperdiçado.

MENOS

Carlos Queiroz

A convocatória para uma partida absolutamente decisiva, já conduzia o comum adepto a um estado de pessimismo. A equipa escalada, e as substituições efectuadas apenas confirmaram o pior cenário. Queiroz parece não ser solução, e cada vez mais, torna-se um problema. Pelo meio, o castigo a Pereirinha e Rui Pedro. Uma terrível decisão, que parece comprovar que o passar dos anos não tem sido um processo benéfico para o seleccionador nacional.

MAIS OU MENOS

Cristiano Ronaldo

Em versão menos egoísta, torna-se melhor jogador e mais útil à selecção nacional. Ainda assim, insuficiente para conduzir Portugal até aos 3 pontos. As suas declarações, antes do jogo, foram indignas de um capitão de equipa.