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quarta-feira, 26 de março de 2014

FC Porto - Os dois melhores Pontas de lança do campeonato.

Grande jogo de Jackson, a desequilibrar completamente o jogo no Dragão. Fantástico e muito inteligente na forma como procura pressionar o adversário, ou cortar as linhas de passe. Incrível a forma como procura constantemente os colegas para jogar. Joga sempre, sempre, para a equipa. Tanto na forma como escolhe as linhas de passe a abrir, ou quando tem nos seus pés a definição dos lances. É uma pena não vermos mais vezes juntos, os dois melhores Pontas de Lança do campeonato.

Sem tempo para treinar e aprimorar o modelo de jogo, Luís Castro, hoje, apresentou-se muito bem do ponto de vista estratégico. Fez o que ninguém fazia ao Benfica há muito tempo, escolhendo sufocar e pressionar no campo todo. Ficaram evidentes as dificuldades de construção quando Gaitan, Markovic,  e Enzo, estão de fora. Foram muitas as recuperações de bola no meio campo ofensivo, por parte do FCP. Ficou também evidente, aquilo que defensivamente o Benfica não é tão forte com Cardozo em campo. A forma que Jesus, este ano, trabalhou para defender não tem espaço para o avançado Paraguaio.

Destaque também para Fernando, que está de volta à regularidade que nos habituou.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Duplo pivot defensivo de Paulo Fonseca no golo de Rodrigo Moreno.


Por pouco habitual, realce para o mau posicionamento de Fernando. Demasiado lento a reagir, não dá cobertura a Lucho (impunha-se que ocupasse rápido o espaço marcado com um circulo. Entre colega do meio campo que saiu à bola e baliza). Quanto do erro resulta dos novos hábitos do FC Porto? Fernando nunca havia jogado com um colega ao lado, e talvez por isso a leitura da situação tenha sido mais lenta. Sem cobertura a Lucho, Markovic furou pela avenida.




sábado, 20 de abril de 2013

Fala Fernando. Um dos médios mais influentes tacticamente da Liga Portuguesa

"O Jesualdo Ferreira tinha uma filosofia de ensinamento, parava o treino, ensinava, mostrava receção... O André Villas-Boas taticamente era muito forte, tinha uma filosofia de que se perdesse a bola, tinha que recuperar logo. O Vítor Pereira é parecido, quer que cadencie às vezes. Mas quem me ensinou muito foi o Jesualdo. Pois é totalmente diferente o futebol europeu do brasileiro, e era ele o treinador quando cheguei"

Muito abordada aqui a questão da imensidão de diferenças das Ligas Europeias para a Brasileira. Naturalmente que não é extensível a todas as equipas da Liga nacional. Recorde que Fernando passou um ano emprestado ao Estrela da Amadora de Daúto Faquirá, e ainda assim refere que foi com Jesualdo que mais aprendeu. O "click" europeu do FC Porto surgiu com a competência dos seus treinadores. O do SL Benfica surgiu com a competência de um em específico. Relembre que há a possibilidade de termos duas equipas nacionais no primeiro pote de candidatos na Liga dos Campeões, onde só cabem oito equipas. Quando há não muito era pelo terceiro pote que definhava o Benfica, por exemplo.

Foi com uma melhor selecção, ou apenas sorte na mesma, das suas equipas técnicas que FC Porto mantém a sua hegemonia em Portugal, e que o SL Benfica disparou e é hoje uma ameaça muito credível ao habitual domínio azul e branco. 

Têm melhores onzes e plantéis, mas sobretudo porque a subida de nível colectivo permitiu aos dois clubes aproveitarem e potenciarem melhor as individualidades, e manterem-se até mais tarde nas provas Europeias. São hoje clubes apetecíveis. Antes de Jorge Jesus o Sporting ia ficando à frente do SL Benfica. Em apenas quatro anos o Benfica parece agora inalcançável. E Quique Flores já havia tido um plantel parecido aos actuais...

Felicidade por trabalhar com as pessoas certas. Felicidade a de Fernando. Integrado em equipas que são mais que a soma de onze jogadores, integrado em equipas que se regem por princípios comuns, que se movem em conjunto, vêm as suas potencialidades disparar. O mesmo jogador que hoje é determinante e importante na Liga portuguesa, poderia ser apenas mais um na árdua luta pela permanência que tantos enfrentam. 

Por vezes o sucesso / insucesso de uma carreira é determinado pela felicidade de encontrar algures no caminho quem perceba o jogo e quem saiba na operacionalização, e isto é o mais difícil, fazer crescer a equipa.

Os jovens jogadores do Sporting precisam de uma boa escolha. Pelo clube, mas também por eles. Ninguém imagina a diferença e o peso que pode ter uma decisão desta natureza em todo o futuro de um clube e dos atletas.

O Fernando explicou bem nas suas declarações que o futebol não são apenas onze a correr contra outros onze.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Um FC Porto mundial

Se no rescaldo da vitória do SL Benfica apelidamos de Europeu o SL Benfica, que dizer deste FC Porto?

No final da época, porque só um poderá vencer é seguro que Vitor Pereira, ou Jorge Jesus serão tidos por incompetentes. É a equipa que não aguenta fisicamente, serão os erros nas substituições ou estratégias erradas. Não que possíveis explicações não possam passar um pouco por tais crenças. Mas um pouco bem bem bem reduzido. 

Em Portugal joga uma equipa de nível Europeu e outra que se mostra de nível Mundial, assim mantenha o seu núcleo de 11,12 jogadores sem lesões. Um verdadeiro candidato a campeão europeu assim a sorte o proteja nos sorteios (evitar o Barcelona e Messi, sobretudo). O insucesso de uns será sobretudo e maioritariamente pelo sucesso de outros.

Verdadeiramente impressionante o curtíssimo espaço que o FC Porto permite aos adversários para jogar. E se o espaço já é curto, que dizer da agressividade do FC Porto dentro do bloco? Nível assombroso dos cinco mais recuados com João Moutinho. Impossível enquadrar dentro do bloco azul e branco. O Málaga tem vários bons jogadores. Porém para se ser bem sucedido contra este FC Porto é necessário nível mundial. Relembre que na Luz, num dos jogos mais complicados que enfrentou Vitor Pereira, só Matic foi capaz de ter bola contra um Porto sensacional na velocidade a que responde a cada situação nova na partida. A forma como Danilo, Mangala, Alex Sandro, Otamendi, Fernando e Moutinho se antecipam aos seus adversários não se traduz em benefícios unicamente defensivos. As dezenas de antecipações que protagonizam por partida tem o condão de desde logo deixar atrás da linha da bola o adversário que esperava para receber a bola. A agressividade defensiva acaba por garantir tantas vezes vantagem numérica na transição ofensiva azul e branca.

Ofensivamente, em jogos de Liga dos Campeões, será sempre determinante que James esteja a um nível elevado. É o toque de criatividade, decisão e qualidade técnica que ajuda a resolver jogos. Jackson beneficiará da presença do compatriota, podendo explorar ainda mais vezes a profundidade. Ele que tem mil e uma movimentações de ruptura. 


Destaques individuais:

Alex Sandro. Fantástico. Melhor lateral esquerdo, e com larga vantagem, em Portugal. Agressivo, muito veloz e com grande qualidade técnica. Muitas das suas recuperações desenvolvem-se para ataques de enorme potencial perigoso do FC Porto. Talento brasileiro integrado na cultura táctica do FC Porto. Verdadeiramente soberbo.

Mangala e Otamendi. Grande poderio físico e muita classe. Sobretudo de Otamendi, que se antecipa e começa desde logo a provocar desequilíbrios ofensivos. Os centrais do FC Porto parecem inultrapassáveis. Controlam o espaço com enorme qualidade e revelam velocidade e assertividade nas respostas posicionais de cada vez que a situação de jogo se altera.

João Moutinho. Curioso que um dos "defeitos" que lhe é apontado e sugerido como razão para não jogar numa liga diferente, seja o físico. Nada mais falacioso. O jogo de Moutinho é todo ele físico e mental. É e sempre foi, um dos jogadores mais rápidos nas suas decisões sem bola. Muito pressionante sem bola, é um verdadeiro exemplo de abnegação. Com bola, não prima propriamente pela criatividade. Todavia é rápido a  fazê-la circular, retirando-a do centro do jogo, garantindo condições de sucesso a quem a recebe. Inteligência e perseverança são os dois traços mais admiráveis do melhor médio português.

Fernando. Sempre posicionalmente bem, e sempre rápido na forma como sai para recuperar. Não é só a qualidade técnica e decisão dos jogadores do FC Porto que faz parecer que apenas uma equipa tem bola ao longo de todo o jogo. É a agressividade e cultura posicional do meio campo e defesa azul e branca que garante que ninguém consegue jogar contra o FC Porto.

Jackson Martinez. A Europa ainda não percebeu a sua enorme qualidade. Em Malaga, com James mais disponível, poderá afirmar-se. Como o finalizador de excelência que é, mas também na forma como a sua movimentação em apoio para os corredores laterais oferecerá possibilidades à transição do FC Porto.


domingo, 11 de novembro de 2012

442 Losango do FC Porto.













Notas curtas.

Não há avançado direito. Porém nunca faltam linhas de passe sobre o lado direito ao portador. É possível que a troca de Lucho por Moutinho ao intervalo, se deva à tal necessidade do interior direito fazer mais km para oferecer linhas de passe diferentes.

James oferece-se sempre para receber no espaço entre sectores do adversário, no corredor central. A sua qualidade técnica assombrosa permite-lhe receber com qualidade mesmo em espaços curtos. É um inteligente e sabe sempre quando procurar o pé ou o espaço à frente dos colegas. Desequilibra totalmente o jogo. Pelo espaço que pisa e pela qualidade que oferta quando recebe.


Mecanizadíssimos os médios portistas no momento defensivo. Sempre contenção / cobertura e o terceiro elemento (Lucho ou Moutinho) a oferecer equilíbrio e pronto a sair à bola se esta rodar para outro espaço. 

Jackson não terá tocado mais de 5, 6 vezes na bola em todo o jogo. É a James que cabe receber a bola à frente da defesa. O avançado não entra na primeira ou segunda fase do jogo. Não participa a construir ou a criar, mas logo que a bola entra no bloco adversário mostra-se exímio na movimentação.

João Moutinho, Lucho e Defour (Fernando). Excelente capacidade de passe e primazia pela circulação da bola. Com James são todo o centro da equipa. São as linhas de passe que oferecem (sempre em redor e próximas do portador) que fazem a equipa progredir de forma apoiada. Defour é menos agressivo que Fernando, mas mostra-se também totalmente integrado do ponto de vista táctico. Inteligência é a palavra que define o meio campo do FC Porto.

P.S.- Há um erro na imagem 6. Um avançado no corredor esquerdo, outro no central. Assim é que está correcto.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Curtas da Supertaça e o espaço de Hulk

Genialidade de Moutinho, ele que é um extraordinário jogador, mas que nem prima por encontrar soluções inesperadas à velocidade a que o fez, beleza no gesto técnico de Hulk e eficácia na finalização de Rolando. Aos três minutos de jogo, ninguém pôde deixar de pensar que Machado voltaria, como é costume nos jogos recentes com FC Porto e SL Benfica, fora de sua casa ser goleado.

Não foi assim, todavia. E não fora a exibição fortissima, plena de domínio e segurança (traída por ineficácia e erros individuais) contra o Lyon, e estariamos aqui, provavelmente a tirar conclusões, quem sabe precipitadas, de que este não é o FC Porto de Villas Boas.

O Vitória tem vários bons jogadores. Mas, não é comum vermos o FC Porto a consentir tanto espaço entre sectores, quanto o que permitiu aos de Guimarães criar mais ataques, que aqueles que provavelmente um Lyon recheado de craques criou. Não fôra também Fernando ter estado ausente durante quase todo o último jogo de preparação, e seria fácil afirmar que Sousa tendo mais qualidade na forma como progride com a bola, não tem (e não tem mesmo) a influência do polvo. Não liga tão bem a equipa, não ocupa o espaço com a assertividade de Fernando e não parece tão agressivo na saída ao portador da bola. O seis no FC Porto tem um papel decisivo e há que continuar a observar Sousa para perceber se pode ser tão determinante quanto sempre foi Fernando.

Varela evoluiu como seguramente poucos esperavam. Sabe usar a sua velocidade e potência, mas não será nunca um jogador de boa técnica. Confiante, disfarça-o bastante bem. Como tem golos nas botas, tornou-se um jogador interessante. Confiante, repita-se. É que ontem foi muito pelo seu desacerto que o FC Porto foi menos perigoso que o habitual.

Hulk evoluiu na época passada. Villas Boas conseguiu filtrar comportamentos e torná-lo mais capaz de se relacionar com a equipa e com o jogo. Mas, não tanto assim. Mais do que uma alteração notória nas suas decisões, Hulk tornou-se substancialmente mais forte onde já era fortissímo. Na potência, na velocidade, nos duelos individuais. Com meio campo para correr e somente com um, dois adversários à sua frente, é imparável. Tão imparável quanto Ronaldo, por exemplo. É todavia, um produto inacabado. E assim permanecerá para sempre, desconfio. Está no contexto e no enquadramento ideal para se poder tornar um mito. Campeonato português e corredor lateral esquerdo de uma equipa capaz de lhe fazer chegar a bola em dois, três segundos após a sua recuperação, não dando tempo ao adversário de se reposicionar no campo de jogo.

E corredor lateral porquê? Essencialmente porque é o espaço no campo onde se torna mais fácil enquadrar com a baliza adversária, logo na recepção. A recepção no corredor central exige sempre um gesto técnico mais cuidado, desde logo porque não só a proximidade como a quantidade de adversários é maior. Jogar no corredor central, exige desde logo uma excelência na tomada de decisão substancialmente diferente, da que é exigida a quem ocupa os espaços laterais do campo. Se retirarmos Givanildo do corredor lateral com o actual enquadramento, não só se perderá alguém capaz de por si só resolver jogos atrás de jogos, como não se ganhará um mínimo de qualidade no corredor central, comparativamente ao que Micael ou Beluschi podem ofertar.

Mas, não é assim que pensa o mui estimado Rui Santos, da Sic Noticias, que nos garante que Hulk deveria jogar a líbero, nas costas de Falcao e Kléber. Líbero?! Até concordo, mas só se Vitor Pereira também colocasse Hélton como trinco, na baliza do FC Porto...

P.S. - Muito provável que tenha sido somente displicência e não menor capacidade. Mas, que ninguém negue que não foi o FC Porto de Villas Boas que ontem entrou em Aveiro.

sábado, 6 de março de 2010

Falemos de Fernando. Outra vez.


O jogador dos apoios.

Ainda que com reduzida notoriedade, Fernando é o jogador mais interessante do FC Porto. Porventura, o único do meio campo azul e branco com categoria europeia.

A simplicidade de processos, o excelente posicionamento, essencialmente na forma como serve de apoio ao portador da bola (coberturas ofensivas), e a forma eficaz e assertiva como contribui para a circulação de bola, são traços visíveis aquando do processo ofensivo.

É, contudo, nas tarefas defensivas que Fernando se aproxima da genialidade. Fantástico do ponto de vista da ocupação dos espaços, é no cumprimento dos princípios defensivos, que se destaca. Mesmo quando as recuperações de bola não passam pelas suas botas, é inegável que os seus apoios (coberturas defensivas) aos colegas que saíram à bola (contenção) são decisivos no garante do equilíbrio defensivo colectivo.

A habitual leveza com que resolve inúmeras situações é, também, para os que crêem que a agressividade desmesurada deve ser apanágio de quem ocupa a posição de médio defensivo, uma lição.

Bastante jovem, e aparentemente com enorme sede de triunfo, o futuro de Fernando deverá, inevitavelmente, passar por uma liga de maior gabarito.

Texto recuperado de Dezembro.

P.S. - Ainda dúvida?

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Falemos de Fernando


O jogador dos apoios.

Ainda que com reduzida notoriedade, Fernando é o jogador mais interessante do FC Porto. Porventura, o único do meio campo azul e branco com categoria europeia.

A simplicidade de processos, o excelente posicionamento, essencialmente na forma como serve de apoio ao portador da bola (coberturas ofensivas), e a forma eficaz e assertiva como contribui para a circulação de bola, são traços visíveis aquando do processo ofensivo.

É, contudo, nas tarefas defensivas que Fernando se aproxima da genialidade. Fantástico do ponto de vista da ocupação dos espaços, é no cumprimento dos princípios defensivos, que se destaca. Mesmo quando as recuperações de bola não passam pelas suas botas, é inegável que os seus apoios (coberturas defensivas) aos colegas que saíram à bola (contenção) são decisivos no garante do equilíbrio defensivo colectivo.

A habitual leveza com que resolve inúmeras situações é, também, para os que crêem que a agressividade desmesurada deve ser apanágio de quem ocupa a posição de médio defensivo, uma lição.

Bastante jovem, e aparentemente com enorme sede de triunfo, o futuro de Fernando deverá, inevitavelmente, passar por uma liga de maior gabarito.