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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Identifica e resolve. Com Hazard, o fácil é sempre fácil.

No passado jogo do Chelsea, Adam fez um golo que correrá o mundo as voltas suficientes para que se volte a falar de si aquando do prémio Puskas. É porém o segundo golo do Chelsea que serve de propósito a este texto.

Demasiadas vezes se perdem lances de potencial tremendo porque o portador da bola é incapaz de identificar a melhor resposta a dar no lance em si. Isto é, define mal. Ou solta antes, ou solta depois, ou não solta. Tantas vezes o grande público não chega sequer a perceber o potencial da jogada, porque um passe para o lado errado, ou um timing perdido, faz com que não se chegue sequer as possibilidades que aquela situação de jogo trazia. 

Hazard não é Messi. Com o argentino tudo o que pode acontecer, acontece. Ainda assim, o belga está hoje no topo do futebol mundial. Porque tecnicamente é soberbo, mas sobretudo porque sabe sempre que caminho seguir. Identifica o contexto ainda antes de ter a bola no pé, e a partir daí tudo segue conforme deve seguir. Parece fácil. E é. Todavia, só é fácil para quem percebe o jogo. Hazard identifica a superioridade numérica, progride na direcção da baliza atraindo oposição e solta no colega livre. Muito fácil. Mas quantos decidiriam tudo da mesma forma que o belga o fez?

Adam não vai voltar a fazer um golo de trás do meio campo. Já Hazard continuará a oferecer golos ao Chelsea a cada situação de superioridade que encontrar na partida. Com a eficácia dos predestinados.


  • segunda-feira, 18 de agosto de 2014

    O que foste tu fazer Mourinho?

    Quarenta e cinco minutos super entusiasmantes do ponto de vista ofensivo. Juntar Matic, Óscar e Hazard a Fabregas é uma benção para o futebol. Será que Mourinho percebeu, finalmente, que a sua grande lacuna estava na escolha da forma e dos executantes do ataque? Ou será apenas por ser o primeiro jogo do campeonato?
    A chave está no meio campo, e Mourinho mostra um como há muito não se via. Todos os jogadores são criativos/inteligentes e têm bom toque de bola (Matic, Fabregas, Óscar).
    Fica por perceber se a dinâmica criada é pelos jogadores que estão em campo, ou se trabalhada por Mourinho. De futuro, com o decorrer dos jogos veremos isso no pormenor.

    Fabregas joga um futebol que nesta equipa poucos, muito poucos, percebem. Ainda assim, para que se continue a tirar o que de melhor ele tem é preciso que continue a ter opções de passe diversas (apoio, profundidade, cobertura) e ele conseguirá sempre encontrar um caminho. É também necessário que a equipa jogue compacta no meio campo adversário, sem pressa de chegar a frente, para que Fabregas tenha tempo de chegar as zonas de criação, nas melhores condições para dar seguimento ao lance.

    O Burnley é fraquinho, fraquinho. Mas não me lembro de um jogo do Chelsea no ano anterior com esta dinâmica.
    Veremos os próximos capítulos...

    segunda-feira, 5 de agosto de 2013

    Hazard. Criatividade.

    Nos anos mais recentes foi instalando-se a ideia de que a bola é que deve circular e foram surgindo cada vez mais jogadores que jogam apenas a um dois toques. Cada vez mais jogadores incapazes de se soltar duma base mecânica que lhes foi incutida em demasiados casos por outrem. Cada situação é uma situação, e se é certo que numa percentagem elevada das vezes se impõe mesmo fazer a bola circular, sobretudo quando em situações contra defesas em organização, a verdade é que não há uma forma mágica. Cada lance é um lance e mesmo que na mesma fase do jogo, pode requerer respostas diferentes. 

    Os melhores jogadores na actualidade são os menos "formatados". Os mais criativos, que para além de terem uma variedade grande de respostas para oferecer sabem perfeitamente quando as devem oferecer. São apenas vinte e dois anos de idade, mas um potencial tremendo o de Hazard. Tanta qualidade vai agora encontrar um treinador que sempre privilegiou a criatividade entre linhas, mesmo que em determinado momento tenha mudado um pouco. A expectativa é elevada. Em video o que fez Hazard frente ao AC Milan. A velocidade a soltar quando não enquadrado e com oposição a chegar às costas, a velocidade a disponibilizar-se para receber e por fim a condução na direcção da baliza adversária, o atrair da oposição e a assistência. Um grande talento o belga. O "novo" futebol da Bélgica, outrora apresentado aqui e aqui.