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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O golo da vitória do Lateral Esquerdo. Conduz, fixa e solta.

Impressiona o chapéu realizado por Shatov, mas fundamental para o desfecho do lance, e a quem atribuo 90% do golo, é Hulk. Notável por não ser um jogador com este tipo de decisão na maior parte do tempo, e que em outros lances análogos preferiu rematar a baliza. Neste lance, porém, Hulk fez várias coisas que já costumava fazer e surpreende ao perceber uma coisa que não costumava perceber. Progrediu com espaço como sempre o fez. Atacou assim que possível o corredor central, como de costume. Depois, esperou, e soltou o passe no tempo certo para que o seu colega tivesse possibilidade de finalizar em 1x0. Este é o golo do Lateral Esquerdo por ser o golo do primeiro princípio específico do ataque.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Carrega Hulk

Não me foi possível ver o FC Porto. O jogo está gravado, mas não é certo de que o possa ver mais tarde. Vi o resumo, todavia.

Tudo o que no presente texto for afirmado é portanto, facilmente alvo de desmentido, e a caixa de comentários está ai para isso mesmo.

No resumo alargado que me foi possível visualizar, deu a sensação de que uma percentagem avassaladora dos ataques / oportunidades do FC Porto, foram fruto de jogadas individuais de Hulk, que trazendo a bola da direita para o meio, acabou a rematar de meio do meio campo.

Depois do resumo visto, a primeira preocupação foi espreitar o onze inicial do FC Porto. Belluschi de fora, como suspeitei.

Não sei qual será a ideia de Vitor Pereira, e não sei se não estarei a ser injusto, contudo, se no FC Porto se pensa que se pode voltar à formula antes Villas Boas, em que Hulk jogava sozinho (na altura por livre vontade, agora, provavelmente porque Vitor Pereira não consegue condicionar o jogo a seguir por outro lado), talvez seja boa ideia parar para pensar bem no que se pretende.

P.S.- A caixa de comentários está ai. Seguramente que quem pôde ver o jogo, pode confirmar ou desmentir esta tendência.

domingo, 28 de agosto de 2011

A inexistência ofensiva do FC Porto no Monaco

A "previsão" avançada pelo Centro de Jogo.

"Para nós, desde a última temporada, existiu uma regressão comportamental em Hulk. Era um jogador que já se preocupava em valorizar situações onde a cooperação era a “ordem máxima”, mas nestes primeiros jogos da época, tem-se visto um Hulk com más decisões, umas atrás das outras, imprevisível no espaço que ganha, mas previsível por optar demasiadas vezes pelo espaço errado. Perde a bola em demasia, mas quando não a perde, pouco tem acrescentado, passemos a explicar.

Hulk, tem demonstrado neste inicio de época falta de Capacidade de Decisão, principalmente quando não há espaço nas costas da defesa para poder acelerar. O mesmo acontece em momentos que recebe entre linhas mas existe um rápido ajuste defensivo, com as coberturas interiores a chegar perto da saída do drible (quase sempre para dentro), acção que nesta fase, está a privilegiar em excesso. Isto faz com que perca consequentemente a bola, embora o resultado não seja sempre esse. Quando não a perde, ficando então em posse da mesma, escolhe afastar-se das suas coberturas, ou seja, fica longe de quem se movimentou para o auxiliar, centrando com isso o jogo nas suas acções, o que facilita a (re) organização defensiva e a consecutiva a recuperação de bola. Mais que perceber como pode ter sucesso, deve entender como poderá a equipa ter sucesso se alterar a sua leitura de situação, se deixar de ser somente imprevisível para “um defesa”, e o passar a ser para “onze defesas e suas dinâmicas”, a denominada Organização Defensiva".

A estatística final da partida

Hulk

Passes certos - 42%
Fintas conseguidas - 4
Fintas falhadas - 7
Perdas de bola - 11

Se ao melhor pressing do futebol mundial, o do Barcelona, pois claro, juntarmos jogadores cujo habitat natural é o jogo com imenso espaço, e cuja capacidade para jogar em espaços curtos é diminuta, percebe-se que seria tremendamente difícil ao FC Porto construír com assertividade jogadas de envolvência ofensiva. E se defensivamente, Vitor Pereira revelou ser um dos mais duros ossos que Guardiola teve que enfrentar, a proposta de jogo do FC Porto acabou por condicionar a sua própria transião ofensiva. E sobre as capacidades de Hulk em organização, estamos conversados...

P.S. - Há uns posts atrás lamentávamos a saída de Fábio Coentrão para o Real Madrid. O português é Barcelona da cabeça aos pés, e a Catalunha deveria ser o seu destino de sonho. Já Hulk, representa o protótipo de jogador que prejudicaria de sobremaneira o jogo culé. Porém, pelas suas características, tem obviamente capacidade para ser decisivo em outro tipo de modelo de jogo que o potencie, mesmo que numa Liga bem superior à portuguesa.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O 3x4 do FC Porto. Haverá forma de parar a saída para contra ataque mais letal dos campeonatos europeus?

Por diversas vezes, já aqui mencionamos o perigo que é o FC Porto aquando da recuperação da posse de bola, se a esse momento lhe seguir um passe rápido que chegue aos pés de Hulk, no corredor lateral contrário ao seu pé dominante.

O movimento ofensivo é simples. Hulk recebe, conduz a bola desde o corredor lateral direito até ao corredor central, enquanto Kléber (ou Falcao) inicia uma desmarcação de ruptura, através de um movimento iniciado de forma horizontal, ao longo da linha defensiva adversária, atravessando o defesa central direito adversário, até ao esquerdo. Se os adversários acompanharem o movimento do avançado portista, são arrastados na direcção do corredor lateral, e Hulk prossegue a jogada pelo meio, finalizando ele próprio a jogada que iniciou. Se os centrais permanecerem estáticos, a bola entrará nas suas costas, possibilitando uma situação de 1x0 contra o guarda redes adversário.

Num único jogo quatro foram as oportunidades flagrantes do FC Porto com o mesmo movimento. Pode confirmá-las aqui, no 9'', 43'', 2'28'' e 2'47''do video (não só em momentos de transição. Mas, mostram as duas soluções que Hulk invariavelmente e bem toma. Ir até ao fim, quando avançado arrasta as marcações, ou o passe, em profundidade quando este consegue libertar-se)


Que Hulk é praticamente imbatível com metros e tempo para correr, já todos o sabemos. Haverá, no entanto forma de condicionar a sua acção, levando o FC Porto a ser menos vezes bem sucedido?

Claro que sim. O primeiro comportamento defensivo que deve ser alterado, é o do defesa esquerdo adversário. Ser inteligente, é perceber que Hulk passará. Não há que tentar evitar o inevitável. Há que, dentro do inevitável, optar pelo que pode ser melhor para a sua equipa. Ao defesa que sai a Hulk, caberá nunca libertar o corredor central. Mais que tentar interceptar a bola, ou recupera-la, importa dar o lado de fora ao brasileiro. Posicionar-se de forma a convidar Hulk a prosseguir a aventura pelo lado de fora. Mesmo que isso implique uma maior facilidade na forma como este ultrapassará o defensor. Como já vimos, passando pelo centro, Hulk ficará com mais opções para definir a jogada. Opção de passe à sua direita, beneficiando da desmarcação do avançado, opção de passe à sua esquerda, geralmente com Varela, para além de ficar também enquadrado com a baliza e apto a finalizar ele próprio o lance que iniciou.

Obrigando Hulk a sair do drible pelo corredor lateral, a probabilidade de êxito reduz-se drasticamente. Depois de sair da finta, estará bem mais próximo da grande área adversária, numa posição lateral, que impedirá o tradicional movimento do avançado, cortando para a sua direita, mantendo a imprevisibilidade na decisão de Givanildo. Sobrarão duas hipóteses. Ou volta para dentro, mas aí, o espaço para jogar já será substancialmente menor, pelos metros que já foram percorridos, logo enfrentará uma situação de resolução muito mais complicada, ou termina o lance num cruzamento para a área, que terá necessariamente menor probabilidade de ser concluído com êxito, que as opções anteriores.

E se, logo no início da jogada, o defesa distraído, for incapaz de dar o lado de fora a Hulk, e o brasileiro conseguir mesmo seguir com a bola pelo corredor central, torna-se impossível impedir o FC Porto de chegar à finalização?

Não. Para além do erro que sempre é, conceder o lado de dentro ao brasileiro, nota-se também uma incapacidade quase geral das equipas da liga, para depois responder com assertividade à nova situação de jogo. Essencialmente porque os três defesas que continuam a trás da linha da bola, não adequam a sua movimentação ao que o lance exige.

Depois de ultrapassado o lateral esquerdo adversário, impõe-se que um central saia rapidamente ao caminho de Hulk, colocando-se entre este e a bola, enquanto que o central que ficou, e o lateral direito, garantem uma linha de cobertura. Impõe-se que quem defende, ou seja os três que ficaram, consigam formar um triângulo. No vértice mais avançado o central que saiu a Hulk, e nos mais recuados, o central e o lateral que continuam a formar a linha defensiva. O posicionamento dos dois mais recuados terá de ser o suficientemente próximo entre eles para que nunca seja possível que a bola passe entre os dois, e o suficientemente afastado do vértice mais ofensivo, que possa permitir controlar a profundidade defensiva. Se assim for, Hulk poderá até servir com perigo Kléber ou Varela. Mas, sempre de uma forma em que o portador da bola termine numa posição lateralizada face à baliza.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Curtas da Supertaça e o espaço de Hulk

Genialidade de Moutinho, ele que é um extraordinário jogador, mas que nem prima por encontrar soluções inesperadas à velocidade a que o fez, beleza no gesto técnico de Hulk e eficácia na finalização de Rolando. Aos três minutos de jogo, ninguém pôde deixar de pensar que Machado voltaria, como é costume nos jogos recentes com FC Porto e SL Benfica, fora de sua casa ser goleado.

Não foi assim, todavia. E não fora a exibição fortissima, plena de domínio e segurança (traída por ineficácia e erros individuais) contra o Lyon, e estariamos aqui, provavelmente a tirar conclusões, quem sabe precipitadas, de que este não é o FC Porto de Villas Boas.

O Vitória tem vários bons jogadores. Mas, não é comum vermos o FC Porto a consentir tanto espaço entre sectores, quanto o que permitiu aos de Guimarães criar mais ataques, que aqueles que provavelmente um Lyon recheado de craques criou. Não fôra também Fernando ter estado ausente durante quase todo o último jogo de preparação, e seria fácil afirmar que Sousa tendo mais qualidade na forma como progride com a bola, não tem (e não tem mesmo) a influência do polvo. Não liga tão bem a equipa, não ocupa o espaço com a assertividade de Fernando e não parece tão agressivo na saída ao portador da bola. O seis no FC Porto tem um papel decisivo e há que continuar a observar Sousa para perceber se pode ser tão determinante quanto sempre foi Fernando.

Varela evoluiu como seguramente poucos esperavam. Sabe usar a sua velocidade e potência, mas não será nunca um jogador de boa técnica. Confiante, disfarça-o bastante bem. Como tem golos nas botas, tornou-se um jogador interessante. Confiante, repita-se. É que ontem foi muito pelo seu desacerto que o FC Porto foi menos perigoso que o habitual.

Hulk evoluiu na época passada. Villas Boas conseguiu filtrar comportamentos e torná-lo mais capaz de se relacionar com a equipa e com o jogo. Mas, não tanto assim. Mais do que uma alteração notória nas suas decisões, Hulk tornou-se substancialmente mais forte onde já era fortissímo. Na potência, na velocidade, nos duelos individuais. Com meio campo para correr e somente com um, dois adversários à sua frente, é imparável. Tão imparável quanto Ronaldo, por exemplo. É todavia, um produto inacabado. E assim permanecerá para sempre, desconfio. Está no contexto e no enquadramento ideal para se poder tornar um mito. Campeonato português e corredor lateral esquerdo de uma equipa capaz de lhe fazer chegar a bola em dois, três segundos após a sua recuperação, não dando tempo ao adversário de se reposicionar no campo de jogo.

E corredor lateral porquê? Essencialmente porque é o espaço no campo onde se torna mais fácil enquadrar com a baliza adversária, logo na recepção. A recepção no corredor central exige sempre um gesto técnico mais cuidado, desde logo porque não só a proximidade como a quantidade de adversários é maior. Jogar no corredor central, exige desde logo uma excelência na tomada de decisão substancialmente diferente, da que é exigida a quem ocupa os espaços laterais do campo. Se retirarmos Givanildo do corredor lateral com o actual enquadramento, não só se perderá alguém capaz de por si só resolver jogos atrás de jogos, como não se ganhará um mínimo de qualidade no corredor central, comparativamente ao que Micael ou Beluschi podem ofertar.

Mas, não é assim que pensa o mui estimado Rui Santos, da Sic Noticias, que nos garante que Hulk deveria jogar a líbero, nas costas de Falcao e Kléber. Líbero?! Até concordo, mas só se Vitor Pereira também colocasse Hélton como trinco, na baliza do FC Porto...

P.S. - Muito provável que tenha sido somente displicência e não menor capacidade. Mas, que ninguém negue que não foi o FC Porto de Villas Boas que ontem entrou em Aveiro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um Porto muito forte

Ao contrário da derrota averbada pelo Sporting, que serviu para demonstrar que há, ainda, um caminho longuíssimo a percorrer, o FC Porto tem ilações bem positivas a retirar da partida com o Lyon.

A capacidade de pressionar o adversário é sublime. E mesmo uma equipa recheada de grandes jogadores como os franceses, não se mostrou capaz de sair para o ataque por mais de uma mão cheia de vezes. O pressing portista é interessantíssimo, porque à semelhança do que se faz, por exemplo na catalunha, não deixa nunca a equipa desposicionada em campo.

Muito bom, em organização ofensiva o trabalho dos médios interiores, ora a baixarem, ora a subirem colocando-se entre sectores do adversário, sempre com o intuito de receber a bola. E claro, como de costume extraordinário o FC Porto na transição ofensiva. Sempre que é capaz de em três, quatro segundos, após a recuperação da bola, fazê-la chegar a Hulk, há lance de perigo iminente. Os próprios cantos contra o FC Porto, revelam-se momentos óptimos para colocar em sentido o adversário. Bater um canto para o raio de acção de Helton, é uma péssima decisão.

Foi bastante impressionante a exibição dos azuis e brancos. Parte, claramente, bem à frente da concorrência.

Destaques individuais.

Hulk. Villas Boas, e agora Vitor Pereira, tornaram Hulk, uma espécie de Cristiano Ronaldo dos tempos do United. Corredor lateral contrário ao pé dominante. Mais que preocupar-se em cumprir um papel específico do ponto de vista defensivo, ao brasileiro cabe ser a referência para a recuperação da posse da bola. É dos melhores jogadores do futebol mundial a jogar em 3x4 em meio campo, que é precisamente a maior parte das situações que o FC Porto encontra quando sai com assertividade para o contra-ataque. Na segunda parte revelou, porém, alguns vícios antigos. Não tem, obviamente a mesma preponderância nos momentos de organização, e precisa de continuar a evoluír para que em determinados momentos não assuma o jogo sozinho.

Kléber. Excelente no lance do golo, a demonstrar versatilidade. A opção por jogar simples e rápido em quem está de frente para o jogo, não demonstra incapacidade para outros comportamentos, como provou. Mas, sim, inteligência. Se Falcao partir, será uma das grandes figuras da Liga.

Rúben Micael, João Moutinho e Beluschi. Excelente tecnicamente os baixinhos. Correm kms, recebem e passam bem. Estão sempre disponíveis. São o motor do FC Porto.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Se não dá para ir e vir (como o Ramires), então não vás (como o Peixoto). Ou como Jesus venceu Villas Boas.

Quando saiu este post, a ideia era clara. O Benfica não poderia jogar no Estádio do Dragão, colocando tanta gente à frente da linha da bola, não precavendo as saídas para o contra-ataque do FC Porto.

O espaço sobre o lado esquerdo de Javi Garcia teria de ser preenchido, particularmente no momento em que há posse de bola, precavendo a sua perca. Era importante que sempre que possível, nos contra-ataques do FC Porto, o primeiro jogador a sair a Hulk (sempre que este recebesse a bola no corredor lateral) não fosse Fábio Coentrão (que deveria ficar atrás do tal jogador, numa posição de cobertura, garantindo situação de vantagem numérica no corredor lateral).

Não tendo Rúben Amorim, talvez Airton fosse a escolha mais lógica. Jesus arriscou César Peixoto e venceu. Mais do que por César, venceu porque soube precaver os ataques rápidos do adversário e ocupou um espaço fulcral. Venceu porque aprendendo com o erro dos jogos anteriores decidiu não envolver tantos jogadores na dinâmica ofensiva, e garantiu a presença de mais jogadores atrás da linha da bola.

Não se percebendo exactamente porque Walter não foi opção, é impossível não dissociar a incapacidade do FC Porto em ser mais perigoso com o desvio de Hulk para o corredor central. Sem tempo e espaço para enquadrar com a baliza adversária e para correr, o brasileiro é dez vezes menos perigoso.

Notas individuais.

- Saiba Sidnei ser um profissional responsável e seguramente que também tem potencial para mais tarde seguir para uma liga mais competitiva. É também pelo muito valor de Sidnei que David Luiz foi uma boa venda;

- Luisão fez um jogo extraordinário. "É um dos melhores do mundo a jogar em bloco baixo" afirmou Luis Freitas Lobo. Não se enganou. É pela sua liderança e cultura posicional extraordinária, que o quarteto defensivo SL Benfica é bastante fiável;

- Fábio Coentrão. A sua dinâmica ofensiva é algo de sublime. É muito rápido, tem muita técnica e é bastante inteligente. Será a próxima transferência do SL Benfica, para um grande europeu;

- Cardozo. Incrível capacidade de sofrimento. Demasiadas vezes só, perdeu-se a conta ao número de vezes que conseguiu "ganhar" e "segurar" a bola. Uma exibição pouco notória, mas bastante importante;

- César Peixoto. A sua exibição não foi tão notável como se pretende fazer crer. A decisão de Jorge Jesus colocar um jogador naquele espaço, sim. Apesar das muitas dificuldades físicas, César continua um jogador muito inteligente e com um sentido posicional muito elevado. Mas, tal não é novidade;

- Sapunaru, Maicon, Rolando e Sereno. Em qualidade individual, este é provavelmente o pior quarteto defensivo do FC Porto em muitos anos. Muito forte tem de ser a equipa colectivamente, para disfarçar as dificuldades individuais de todos eles. Fucile, Alvaro Pereira e Otamendi, fizeram muita falta. Tal como Walter.

sábado, 23 de outubro de 2010

Imparáveis

Com meio campo para correr. Situação de 3 (Hulk, Falcao, Varela) x 4 (defesas adversários). Ou seja, contra-ataque. O FC Porto é absolutamente imparável.

Há duas épocas atrás, Quique Flores em pleno Estádio do Dragão, abdicou do ataque organizado, por forma a não conceder situações de transição ofensiva ao FC Porto e a Hulk (que é tão fantástico com espaço quanto catastrófico sem ele). Não correu mal.

Este SL Benfica, com esta transição defensiva, a assumir o jogo no dragão e a entregar a posse de forma tão leviana, facilitando as tais situações de 3x4 (bem próximo daquilo que foi a segunda parte na Supertaça), será trucidado.

domingo, 12 de setembro de 2010

Curtas


- Hulk e Varela continuam a resolver de forma individual os jogos. Há que lhes dar crédito por tal. Se sabemos que a melhor equipa não é a que resolve jogos por impulsos individuais, por nem sempre estes serem bem sucedidos, e por sere mais fácil de neutralizar tais estratégias, é indesmentível que nesta altura já há um conforto bastante grande, que permitirá encarar com naturalidade um dia menos feliz de um ou outro.

- O SL Benfica, que era o principal canditato à vitória final na Liga, está à quarta jornada, fora da luta. Inacreditável. Se a dinâmica ofensiva nos parece bastante próxima do ano transacto, a transição ataque-defesa está uma lástima. Podemos crer que o segundo golo do Vitória não aconteceria com Ramires em campo?

- O Sporting jamais será campeão sem avançados de classe. Terminará em segundo, terceiro ou quarto. Dependerá do que Braga e Benfica poderão dar. É que de alvalade, não parece que se possa esperar mais que uma época medíocre. Tal poderá ser desmentido já no domingo. Parece totalmente improvável, porém.

- Domingos não será campeão no Braga, mas poderá voltar a chegar ao segundo lugar. O sucesso passará pelo incremento da capacidade ofensiva nos jogos fora de casa (dois golos, ainda que extraordinários, mas altamente improváveis de voltarem a acontecer, não devem ser tidos como prova de tal capacidade). E claro, dependerá também do patamar a que os que estão mais bem apetrechados possam chegar.

- Continuo a comer o meu chapéu se o Barcelona não se sagrar campeão em Espanha.

- O sucesso de Quique Flores não deve ser encarado como situação anormal. O seu modelo de jogo foi sempre pensado para em termos ofensivos, viver das transições. Sabendo que não muda nunca as suas ideias, ter sucesso ou não dependerá sempre das características do campeonato e dos objectivos do clube onde estiver. Em suma, não serve para quem tenha que assumir o jogo.

- Paulo Bento pode ser uma excelente aposta da Federação. Para uma equipa que não treina mais que uma semana por mês, ou de dois em dois meses, bem mais importante que o aspecto táctico, são as capacidades de liderança, de selecção e aproveitamento de dinâmicas dos melhores jogadores. Confirmando a sua personalidade e natural independência, pode ser o homem para o lugar.

domingo, 29 de agosto de 2010

Curtas


- Hulk está a dar-se bastante bem com a Jabulani. Vai continuar a resolver de forma individual vários jogos. Veremos de que forma Villas Boas extrairá as qualidades individuais do brasileiro para o colectivo;

- Segundo um dos mais conceituados jogadores com quem Paulo Sérgio já havia trabalhado, o técnico leonino é apenas razoável na parte táctica do jogo, mas um verdadeiro ás na vertente motivacional e na de liderança. Poderemos ter um Sporting mais forte nas competições a eliminar do que numa prova de regularidade?

- Aimar voltou;

- Meireles foi uma óptima transferência. Não faria sentido ter no mesmo plantel quatro jogadores conceituados para dois lugares;

- Roberto deu pontos ao Benfica. Com tamanha injecção de confiança, surgirá finalmente o "sim ou sopas". Se era apenas questão mental, o Benfica ganhou um guarda redes. Se voltar a falhar, é uma questão de (falta de) qualidade. Aquela parada ofereceu 3 pontos ao Benfica, porém suscitou uma série de dúvidas na mente de quem lidera. E o mercado encerra 3a feira;

- Domingos segue imbatível na pedreira. Não perdendo no Dragão na próxima jornada, teremos de incluir o Sporting de Braga no lote de candidatos ao titulo maior;

- Makukula por Stoijkovic seria um negócio bastante produtivo para Benfica e Sporting. Mas, somente se não fossem competidores directos. Ambos resolveriam os problemas mais prementes de um e outro;

- Yebda segue para o Napoli. Continuamos a crer que tem qualidade para jogar no Benfica;

- Finalmente um pouco de Nico Gáitan. Tem qualidade que nunca mais acaba. Aquele corredor esquerdo do SL Benfica será bastante melhor esta época, agora que são dois a participarem em todos os processos;

- Pongolle foi sempre um caso bastante estranho (o seu "não" rendimento). É que ainda é difícil aceitar que alguém com o seu percurso tenha tão pouca qualidade quanto a que denotou em Portugal. Ficará por desvendar;

- Com o confuso início do SL Benfica (depois de uma pré-época novamente perto de brilhante), o FC Porto surge como mais candidato. Não que não se reconheça mais qualidade no SL Benfica, e que não se espere mais goleadas atrás de goleadas. Porém, a margem para errar é nula. É determinante não deixar aumentar a distância. E segue-se Guimarães, Sporting, Maritimo e Braga no caminho de Jorge Jesus...;

- Ridículo o clube que Quaresma escolheu para prosseguir a carreira. Ou então, ridículos os clubes que não deram oportunidade a tamanho talento. Assim como ridícula foi a sua ausência no Mundial;

- Como o meu chapéu se Guardiola perder a Liga Espanhola para Mourinho...;

- Simão pode ter saído por discordar da balbúrdia que se transformou a selecção nacional. Mas, é certo que também já não caberia nas primeiras escolhas.

domingo, 8 de agosto de 2010

Partidos ao meio. Mérito ou demérito?

É muito ténue a fronteira que separa o mérito do demérito de uns e outros. Na partida da Supertaça, houve obrigatóriamente muito de ambos.

Mérito:

- Excelentes saídas do FC Porto para contra-ataque. Hulk e Varela servem como boas referências para receber o primeiro passe após a recuperação da bola.

- Varela. Não simpatizamos com o jogador, aquando do momento de organização ofensiva. Porque tem dificuldades técnicas e visíveis deficiências na recepção de bola. Em espaços curtos tal é determinante. Porém, com meio campo quase totalmente livre e espaço para correr de sobra, é e foi um verdadeiro perigo. Foi o MVP do jogo de Aveiro.

- João Moutinho. Só alguém muito mal intencionado pode considerar que alguém que cumpre épocas a fio sem falhar um único jogo, jogando sempre a um ritmo elevado é mau profissional. Só um jogador que treina sempre nos limites consegue esta performance desportiva. Não só não é mau profissional, como é um caso único em jogadores portugueses. Uma espécie de Lampard do ponto de vista da entrega à profissão. É o melhor médio do FC Porto, e fez um jogo enorme. Ahhh e Queirós é um asno!

- Falcao. Raçudo e verdadeiro homem de área. Pode fazer golos a qualquer momento.

- Belushi. É bastante criativo e não se coíbe de cumprir as tarefas defensivas. Quando sair para entrar Micael, o FC Porto ficará a perder.

Demérito:

- Jorge Jesus. Fábio Coentrão tem de jogar a lateral esquerdo. É nessa posição que faz a diferença, mesmo em termos ofensivos.

- Carlos Martins. Perdeu demasiadas vezes a posse da bola. Em termos defensivos, não tem como competir com Ramires. Já aqui o haviamos referido, sem o queniano, o Benfica parte-se em dois. Ficam somente 5 jogadores para defender e o sexto (Ramires) já não vai aparecer... A principal razão para tantos e tantos contra-ataques adversários prende-se com esse facto. Com Martins a equipa está sempre próxima de sofrer golos. Não jogando com um jogador capaz de assegurar uma boa transição defensiva, os jogos do SL Benfica fora de casa serão bastante mais interessantes.

- Jara. Terrível no período que esteve em campo. Perdeu a bola de todas as vezes que a tentou receber.

- César Peixoto e Hulk. Duelo de horrores. Peixoto move-se à velocidade de um caracol. Toda aquela capacidade técnica e inteligência já não são suficientes para assegurar um lugar no onze de uma equipa que pretenda sagrar-se campeã. Porém, que dizer de Hulk? Não ganhou um único lance de 1x1 contra o defesa mais lento da história. E se ele persistiu e forçou essas situações...

Notas finais:


- O FC Porto demonstrou uma superior capacidade nas transições ofensivas. Tal não significará necessáriamente que a equipa está no ponto para atacar a Liga. Relembre que será em organização ofensiva que o FC Porto terá de desbloquear 90% dos jogos...

- O SL Benfica, independentemente de uma exibição péssima, continua a ser a melhor equipa em organização ofensiva, e continua muito provavelmente, a ser o principal candidato ao titulo. Porém, há que corrigir a transição defensiva. Agora que Ramires partiu, muito dificilmente Jesus terá uma época com tantos jogos tranquilo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Verdadeiramente surpreendente


Dados estatísticos retirados do Correio Sport:

Sem Hulk, o FC Porto ataca, remata, marca e ganha mais.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tinhamos saudades tuas


Muitas.

P.S. - Em Londres, o jogo será terrível. O Arsenal até pode ser uma equipa com imensos defeitos. Porém, em termos ofensivos é das mais encantadoras da Europa.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mudar de opinião é sinónimo de humildade


Afinal, Hulk é capaz de ser menos jogador que Di Maria.

P.S. - Ter Urretaviscaya em detrimento de Di Maria foi uma benção para Jesus.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Um melhor FC Porto


Naval - FC Porto, FC Porto - Nacional e Vitória Guimarães - FC Porto. O que têm em comum os jogos da 2nda, 3a e 12a jornada? Para além de terem sido os jogos onde o FC Porto produziu maior caudal ofensivo, há a coincidência de Hulk não ter participado, pelo menos durante muito tempo, em qualquer dos tais jogos.

Jogo após jogo, percebe-se que de super heroi, Givanildo pouco ou nada tem. A questão não passa pelo estar ou não estar em forma. Hulk é aquilo. Correrias, dribles e remates fortissímos. Quem com tanta potência, opta por resolver problemas colectivos sozinho, acabará sempre por marcar três, quatro golos fantásticos por época. Nos dias em que a bola entra, Hulk fará as capas do jornal 'O Jogo'. Valerá 100 Milhões de euros. A quantidade infindável de ataques que condiciona, será ignorada.

"No derby contra o Inter, fiz asneira. Perdi a bola". Rui Costa.

"Fico doido com a quantidade de vezes que perdemos a bola". Jesualdo Ferreira.

Para o adepto comum, a perda de bola é algo com pouca importância. Apenas os jogadores mais inteligentes percebem a relevância que tem não ceder a posse de bola a qualquer preço. Uma equipa que se pretende dominadora, não pode arriscar a sua posse a cada momento. Há que ter paciência, fazer a bola circular de sector a sector, de corredor a corredor, esperar pelo momento em que o adversário se desiquilibra no relvado, para investir. A melhor forma de o fazer é, naturalmente, a rápida circulação de bola. Jogadores que a prendem em demasia, são uma dádiva para os defesas. É bastante fácil organizar uma situação defensiva, quando a bola está sempre na posse do mesmo adversário. Mesmo que tal jogador tenha, pelo seu drible, capacidade para desiquilibrar.



P.S. - Quando Hulk não está, ou estando não toca na bola, é inegável que o potencial ofensivo (criatividade, imprivisibilidade, velocidade de circulação de bola e simplicidade de processos) do FC Porto atinge níveis bem mais elevados.

P.S. II - Não são só as bolas que perde. Mesmo quando não entrega a sua posse, perde timings e linhas de passe, por demorar imenso a decidir, a "ler" o jogo.

P.S.III - Varela não é melhor que Givanildo. Só o facto de não ter um estatuto e um capital de confiança tão elevado, tem levado o português, em alguns lances, a decidir melhor do que é costume.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Javi Garcia

Duas exibições decisivas na mesma semana. Javi é, a par de Fernando, o melhor trinco da Liga Sagres. Bastante forte fisícamente, quer ao nível da morfologia, como das capacidades condicionais, o espanhol tem na capacidade táctica a sua mais admirável característica. Se no momento defensivo, confere sempre, o equilíbrio que o SL Benfica tanto precisa, em situação ofensiva, demonstra inteligência na forma como percebe as suas limitações, optando por jogar a um, dois toques, fazendo a bola circular de corredor a corredor. Decisivo nas bolas paradas. Ofensivas e Defensivas. O seu 3º golo na Liga, garantiu os tão desejados três pontos.

MENOS

Hulk

Não é embirração. Também você, um dia, o perceberá. Aos vinte minutos de jogo já tinha mais perdas de bola que as que Matías e Aimar darão na Liga inteira. Não há equipa que resista à presença de um jogador cujo principal traço é servir o contra-ataque adversário. A sua capacidade de definição dos lances é desastrosa. Fica na retina a situação de 3x1, ainda na primeira parte, em que optando pelo drible permitiu à defesa madeirense recuperar metros no campo de jogo. Com ele, a bola dificilmente circula.

MAIS OU MENOS

João Moutinho

O capitão leonino tem ínumeras qualidades. Ágil, boa técnica, simplicidade de processos, excelente capacidade táctica, quer ao nível da ocupação do espaço, quer pelo cumprimento dos princípios do jogo, e predisposição para contribuir, seja de que forma for, para o sucesso colectivo. Todavia, a cada ano que passa parece menos alegre. É um dos prejudicados pelo mau momento e pelo atípico futebol produzido. São jogadores como Moutinho e Matías que nos fazem crer que é possível bastante mais.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Farías e Saviola

O argentino do FC Porto é um goleador de excelência. Perfeito para os jogos que se complicam. Não precisa de muitos minutos, tão pouco de muitos toques na bola, para chegar ao golo. Fica a dúvida sobre quantos obteria se jogasse mais tempo. Com a Académica foi verdadeiro Ás de trunfo.

De Saviola não sobra muito para dizer. Se Lisandro era/é um avançado encantador, El Conejo ainda mais. Ter um jogador com tamanha qualidade na Liga Sagres é um cenário quase surreal. Há que disfrutar.

MENOS

Manuel Machado

Em surdina sugere-se, quem sabe se pelo sucesso de Jorge Jesus no SL Benfica, a hipótese Sporting para o prosseguir da carreira de Machado. Para o Sporting, seria uma tragédia. As equipas de Manuel Machado são muito interessantes nas saídas para o contra-ataque. Nota-se que é um treinador com alguma sapiência nos processos ofensivos. Contudo, do ponto de vista defensivo, é uma lástima. Os seus jogadores perseguem, quais baratas tontas, os adversários para toda a parte. Não há o formar de linhas defensivas. Cada um, joga por si. O método defensivo é um autêntico buraco. Equipas com mobilidade e qualidade técnica facilmente desmontam as equipas de Machado. Tenta compensar as lacunas defensivas, utilizando um sistema táctico mais defensivo (5-3-2), que acaba por prejudicar, também, a equipa, quando em situação de ataque organizado. A goleada na luz era esperada. Equipas perdidas no campo, consentem a todo o momento, que seja explorada a profundidade nas costas do seu último elemento.

MAIS OU MENOS

Hulk

Os dois golos na champions dão-lhe a notoriedade que tanto ama. Permitem-lhe ser, cada vez mais, o heroi da pequenada. Porém, continua a faltar-lhe cultura colectiva. No jogo da Liga, realizou uma exibição risível. Das poucas vezes que decidiu fazer a bola circular, fê-lo de forma desajeitada, e quase sempre para o adversário. Perante equipas capazes de delimitar os espaços, Hulk é menos um. Compreendem-se os assobios no Dragão.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Hulk resolve o jogo


Para a crítica é sempre bastante fácil catalogar as exibições individuais. Marcou dois golos, resolveu o jogo. É uma visão que se pode aceitar. Ainda que não seja, de todo, a mais correcta.

Poder-se-à, com razoável indíce de maldicência, afirmar-se que o atraso de bola desconexado do jogador do Apoel, teve ainda maior relevância, para o destino da jogada, que o último toque aplicado por Hulk.

Porém, por cá, não somos assim tão mal intencionados. Se é importante reconhecer mérito a quem o tem, é inegável que o timing para o passe, e o exacto local para onde Falcao endossa a bola, é mais de metade do golo. Aquela é a forma de resolver situações de vantagem numérica.

Relembrando. A notoriedade é sempre de quem faz o golo, mas os melhores jogadores serão sempre os que com a sua forma mais eficiente de resolver todas as situações, permitem à sua equipa estar em todos os momentos, mais próxima de chegar ao golo e ao triunfo. Mesmo quando não fazem as capas dos jornais.

Falcao, para além de temível goleador, é também, um jogador inteligentíssimo.

P.S. - Permite-me a pretensão de afirmar, que se a bola tem sobrado para Hulk, e não para Falcao, as probabilidades de o lance terminar em golo ter-se-iam reduzido substancialmente?

P.S. II - Excelente finalização de Hulk.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Falcao

Três golos decisivos, numa só semana. Quem finaliza com tanta mestria, especialmente no jogo aéreo está sempre bastante próximo de ter sucesso na Liga Portuguesa. O colombiano movimenta-se com critério (não só na grande área), e é uma das revelações da Liga (para quem não o conhecia. claro).

MENOS

Paulo Bento

À sétima jornada, o Sporting já não parece capaz de lutar pelo objectivo de se sagrar campeão nacional. Será injusto atribuir, todo o demérito ao treinador leonino. Porém, dada a situação (a acomodação e apatia dos jogadores em campo, é assustadora), parece que só a sua saída poderá mudar algo no Sporting. Em causa, já não está a competência de Paulo Bento. Mas, o facto de no contexto actual, já não ser o homem certo para o lugar (num passado tão recente, O SL Benfica, não agiu a tempo, com Quique Flores. Com os resultados que se conhecem).

MAIS OU MENOS

David Luiz e Hulk

No intervalo das asneiradas, trazem coisas positivas às suas equipas. Jogadores com tanto potencial, é um desperdício não desenvolverem, pelo menos de forma mais rápida, o lado cognitivo, que também é exigido no jogo de futebol. Hulk esteve em vários lances de ataque, que se revelaram perigosos e David Luiz, foi um autêntico pronto socorro na lateral esquerda da defensiva benfiquista. Porém, ambos são incapazes de se apresentarem em grande nível, em todo o tempo. Sempre com consequências. As de David Luiz são mais visíveis, somente pela posição que ocupa no campo. Mas, não mais decisivas que os ataques que Hulk condiciona.