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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Moutinho, Izmailov, transição defensiva do FC Porto e saber escolher

"Esperava um Porto forte, mas não tão forte" Iturra.

"O meio campo esteve bem? Foram todos os sectores. Nos começamos a defender com os avançados logo na área do nosso adversário. A nossa reacção à perda foi imediata. Sempre excelente." João Moutinho

Há não muito em conversa com um jovem futebolista colega de equipa do meu filho, que me explicava uma decisão tomada em determinado lance ("não sabia se era eu que devia ir"), respondi-lhe "És sempre tu. Se não eras, quem era vai compensar. Portanto, na dúvida és sempre tu.".

É um pouco assim a transição defensiva do FC Porto. A reacção rápida e assertiva à perda da posse só é possível porque no momento de organização ofensiva, há um privilegiar por um futebol mais apoiado, de toque curto, mantendo quatro médios no corredor central, com apoios laterais dos defesas laterais. A equipa está próxima, e perde a bola geralmente após um passe rasteiro que não chegou ao destino. 

Após cada perda segue-se um sprint rápido do jogador mais próximo da bola para a contenção (colocar-se entre o adversário com bola e a sua própria baliza) e o aproximar repentino de todos quanto os que estão próximos, cortando linhas de passe ao portador. Invariavelmente os adversários do FC Porto acabam por ter de jogar longo. Futebol sempre condenado ao insucesso pelos "monstros físicos" que a equipa azul e branca tem na sua rectaguarda. E o jogo vai sucedendo-se maioritariamente a este ritmo. FC Porto em organização, em organização, em organização. Perde, dois segundos depois já recuperou. Ou mais à frente se adversário tenta sair a jogar, ou mais atrás, se no aperto o seu adversário joga directo.

"...subitamente ganhou espaço de relevo no plantel, assumindo a titularidade. Oferece o que outros jogadores da sua posição não têm. Qualidade técnica acima da média, capacidade de remate, desequilíbrios no último passe e enorme versatilidade" Jornal A Bola, sobre Izmailov.

Incrível transferência fez o FC Porto. Sem custos, e à custa dum excedente e de outro que estaria a prazo, faz chegar ao clube um dos melhores jogadores da Liga. Sempre foi referenciado aqui como tal. Se é estupenda a qualidade de Izmailov, é ainda mais certeira a escolha azul e branca. Seria um dos poucos jogadores da Liga que poderia desde logo ter entrada no seu onze, porque é inúmeras vezes superior a Varela e porque ainda se constituiu como alternativa credível a James. Não deixa de ser curioso que ontem tenha sido o português o primeiro a ser substituído. Percebe-se que o russo ainda está um nível abaixo dos colegas na velocidade a que pressiona e se movimenta. É um tipo de jogo a que não está habituado. Porém pela sua enorme qualidade de decisão e técnica, é seguro que será um jogador determinante no desenrolar da época portista. Ainda a tempo de figurar no melhor onze da Liga.

Ainda sobre escolhas e a importância de ter quem percebe verdadeiramente de futebol, e não quem pensa que percebe ou finge fazê-lo, curioso olhar para o crescimento do SL Benfica nas últimas épocas desde a chegada de Jorge Jesus. Pensar nos jogadores que escolheu, e pensar que entre outros terão sido referenciados: Alex Sandro, Danilo, James, Mangala e Defour. Não se sabe se é Jorge Jesus quem recomendou / observou, mas é seguro que não serão somente os empresários a bater à porta com as "maravilhosas" possibilidades de negócio depois dos dirigentes solicitarem um cardápio por posições. Há e haverá sempre más escolhas, porque será impossível controlar todos os factores de rendimento, sem ter a possibilidade de conviver no terreno com o jogador num período experimental. Todavia ser rigoroso e saber escolher é cada vez mais determinante no sucesso de um clube de futebol. E se terá sido péssimo perder jogadores que valerão milhões e títulos para um rival, não deixa de ser positivo saber que relativamente a um passado recente, houve um incremento muito grande de qualidade nas opções que se tomam. Também por isso o aproximar ao sucesso.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Inteligência na tomada de decisão e cultura táctica na ocupação do espaço. A única forma do Sporting voltar a ter favoritismo nos seus jogos.

Já lá vai algum tempo desde que Vercauteren assumiu o comando do Sporting. Se o belga tivesse ideias próximas das que por aqui defendemos, é certo que o nível de jogo do Sporting (pelo menos o defensivo, porque esse não depende do talento, mas sim da organização) já deveria ser totalmente diferente. 

Se as duvidas de que colectivamente o Sporting poderá evoluir são mais que muitas, só há uma forma de minimizar os estragos. Há que escolher os mais inteligentes e os que mais percebem do jogo para defenderem as cores leoninas. Basta espreitar os percursos nas carreiras de alguns jogadores leoninos para se perceber que dificilmente aprenderam o que deviam aprender em tempo oportuno. 

Sem melhorar o trabalho de campo, o Sporting só "sobreviverá" na escolha correcta das suas peças.

Por exemplo. Dier é muito mais inteligente na ocupação do espaço que Cédric. É uma diferença individual que não foi potenciada pelo trabalho de Vercauteren. Deve-se unicamente à percepção que um e outro têm do jogo. E a escolha sobre se joga um ou outro deve ter em conta diversos factores. Mesmo fraco tecnicamente para uma posição exigente, Dier justifica a chamada pela competência defensiva. A troca de um por outro melhorou o comportamento defensivo do Sporting.


Não é um lance casual, tão pouco as imagens que foram aqui trazidas dos posicionamentos de Cédric o foram. A troca de um por outro corrigiu muita coisa defensivamente.

E é nesse sentido que parece que a única forma de melhorar, é substituir "as peças nocivas". As que não percebem absolutamente nada do que estão a fazer no campo. 

O que é seguro é que há muitos jogadores de fora que mesmo sem trabalho colectivo semanal, porque têm uma percepção mais evoluída do jogo, poderão rapidamente dar melhores respostas ao Sporting. As entradas no 11 de André Martins, Adrien, Pereirinha, Daniel Carriço, Nuno Reis (emprestado em Olhão) e Izmailov colocariam rapidamente o Sporting em lugares europeus. 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Justo, ainda que curto

Até ontem não tinha sido bom o Sporting de Sá Pinto. Tem ganho quando precisa realmente de ganhar, mas não havia sido bom. Defende com todos, mas sempre incapaz de sair para o contra ataque. Incapaz de ter a bola.

Ontem foi diferente. Talvez não se deva arriscar creditar todo o mérito ao Sporting e ao seu treinador. O Benfica foi o que é. O que havia sido contra o Sporting de Braga. E foi o mesmo Benfica da última derrota com o Sporting, na altura com Quique Flores ao comando. Quatro Quatro Dois clássico, e uma incrível incapacidade para garantir uma boa transição defensiva. São demasiados os jogadores que jogam à frente da linha da bola e a cada perda sobram por norma apenas quatro para defender (os centrais, Javi e um dos laterais). O Braga não goleou na Luz porque não teve Matias ou Izmailov a conduzir os ataques rápidos. O Sporting não goleou em Alvalade porque não tem Lima para finalizar as suas jogadas. E é assim que o Benfica vai sobrevivendo. Muito pela latente falta de qualidade aqui e ali de um ou outro jogador adversário. É bom não ter de ir ao Dragão nesta fase da época.

Curioso que Jesus tenha criticado de forma bastante acérrima os treinadores britânicos e de forma indirecta Quique Flores, mas que uns anos depois se tenha convertido ao sistema táctico de quem tanto criticava, mesmo que consiga na sua dinâmica ter uma boa relação entre linhas. Pelas suas ideias (Javi) e pelas ideias dos seus melhores jogadores (Aimar e Saviola).

E é muito pela péssima resposta táctica do Benfica que se condiciona um pouco a análise às virtudes leoninas. Defendeu junto o Sporting, com alma, coração e cabeça. Soube aceitar e perceber que o domínio do Benfica o favorecia. E soube sempre que mais tarde ou mais cedo o adversário se haveria de descompensar. Soube esperar e teve na classe de Matias quem conduzisse os mortíferos contra-ataques. 

Era um jogo de paciência para o Sporting. Sá Pinto foi capaz de incutir essa mesma necessidade de saber esperar, e o jogo tornou-se muito mais fácil para o Sporting que para o Benfica. Mais fácil porque quando atacava encontrava situações de 3 ou 4x 4 ou 5 com meio campo para correr. Mais fácil porque quando defendia as situações eram de 6,7 x 9,10, em apenas meio campo. 

Jogo bastante semelhante ao Benfica x Braga onde o Benfica também havia sido subjugado ao longo de quase toda a partida. Por incapacidade individual não ganharam uns e não golearam outros.

Notas Individuais.

Matias. Melhor jogo do chileno em Portugal. Classe, classe e mais classe. Cada ataque por si conduzido parecia ser bola de golo. As suas simulações, o seu toque de bola, as suas decisões. Matias foi o homem do jogo, numa exibição verdadeiramente soberba.

Izmailov. Sabe quando progredir e quando soltar. Defende com tudo, sempre concentrado no jogo. Umas vezes mais sacrifício que inspiração, mas o russo é fantástico. É um jogador inteiro. Técnica, táctica (a ocupar e a decidir) e fisicamente, quando apto.

Elias. É certo que o adversário quando usa em simultâneo Cardozo e Rodrigo perde qualidade entre sectores. Todavia, Elias fez um jogo muito interessante. Sempre rapidíssimo a pegar em quem recebia a bola na sua zona, não permitiu nem por um instante que o Benfica trocasse a bola à frente dos dois centrais, que salvo as coberturas que foram obrigados a dar aos laterais puderam ter um jogo descansado.



sábado, 17 de março de 2012

Matias, Pereirinha e Izmailov em Manchester


Capacidade técnica, inteligência táctica, na ocupação e na decisão, e personalidade. Enfim, categoria. Foi com categoria que o Sporting entrou no estádio do City em Manchester. Mesmo que o final tenha sido deveras complicado.

Só com cabeça o Sporting poderia sair vivo perante um adversário com tamanha qualidade individual. Mesmo defendendo com enorme proximidade entre todos, com superioridade numérica fruto de constantes coberturas defensivas que impediram ao longo de todo o jogo os jogadores do City de beneficiarem de situações de 1x1, havia que fazer golos. É que planteis cujos valores atingem tais exorbitâncias inventam soluções. Se não pelo chão, pelo ar.

É possível garantir com elevado grau de assertividade que sem Pereirinha, Matias e Izmailov em simultâneo o Sporting não teria resistido. Se houve capacidade para sair a jogar, forçando o City a ter na primeira parte um pouco menos de bola do que o que seria expectável, muito se deveu à qualidade e personalidade de tão importante trio. São jogadores que não se precipitam, não se escondem, que sabem definir com exactidão o timing das suas acções, e que percebem os momentos em que devem segurar e esperar, ou progredir e investir.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Curtas

- Nunca se saberá o que poderia ter sido, mas que ninguém negue a falta que Izmailov, Matias e Rinaudo fizeram e fazem ao Sporting de Domingos;

- O plantel do Benfica é dos mais fortes de que há memória em Portugal. E o Benfica faz questão de o provar a cada ausência. E mesmo sem contar com Enzo;

- Treze golos nos últimos três jogos sem Gaitán, mas com Nolito;

- Clássico intenso, com inúmeros lances para golo. Justifica-se o empate. Porém, deu para perceber que o FC Porto é uma equipa mais adulta. Mais preparada tacticamente para enfrentar cada situação de jogo. Mais apta a lidar e a controlar os pormenores, a aleatoriedade do jogo;

- Terá mesmo o Sporting menos qualidade individual que o FC Porto? Seria o onze leonino mais fraco em individualidades que o onze que Vitor Pereira fez subir ao relvado? Com Maicon, Djalma e Rodriguez nos corredores laterais? A diferença (seis pontos), está bem mais nos processos colectivos que na qualidade individual.

- Melhora a coordenação entre Javi e Witsel a cada jogo. Cada vez mais parecem uma parede intransponível quando juntos no corredor central;

- Matias poderá ser o toque de imprevisibilidade que o jogo ofensivo do Sporting carece. Há que saber enquadrá-lo, todavia.

P.S. - Voltaremos mais pormenorizadamente ao clássico.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Pressão para Domingos

Nunca nos anos mais recentes, teve o Sporting a possibilidade de formar um onze com a qualidade individual que promete vingar em Alvalade na presente época.

A pressão e a responsabilização sobre o treinador será, e terá mesmo de ser, maior que nunca. Há, porém, que garantir uma forma correcta de avaliar o seu trabalho, para além dos troféus que almejar. Se Domingos mostrar competência estará mais próximo de ser feliz, mas não há garantia de que bastará a sua competência para levar o Sporting aos títulos.

Se numa Liga juntarmos os melhores dezasseis treinadores do mundo, os que ficarem nos últimos lugares são incompetentes? E se juntarmos os piores. O campeão passará a ser competente?

A Domingos deve ser exigido futebol. Uma equipa segura a defender, próxima e solidária. E ao mesmo tempo, ser ofensivamente capaz de chegar com assertividade, qualidade e frequência às zonas de finalização.

Se pudesse entrar naquela mente, esqueceria imediatamente a linha de quatro médios ofensivos nas costas de um avançado, e prepararia o quanto antes o tradicional 4x3x3. Crê-se que jogadores como Schaars ou Elias beneficiariam imenso a jogar uns metros mais recuados, e a levar o jogo de trás para a frente. E o brasileiro até parece ter uma chegada à área adversária bem interessante.

E seria com Rinaudo a trinco, uns metros à sua direita e esquerda, com Elias e Schaars (ou Izmailov), Jeffrén a extremo esquerdo, tal como na maioria dos minutos que somou em Barcelona, e Izmailov (ou Capel) a extremo direito, com Bojinov a avançado, que iniciaria o que falta da presente época. Sabendo que fora do onze, há ainda várias opções interessantes, com capacidade para poder mudar a ideia inicial.

A Domingos não deve ser exigido o título. É indesmentível que disputa o troféu com adversários mais apetrechados. Deve, todavia, ser exigido um jogar totalmente diferente do que nos foi apresentado no início de época. Daqui por um mês, qualquer resultado menos bom terá de ser uma fatalidade, e não fruto da incapacidade da equipa em produzir jogo.

P.S. - Sobre as ocasiões de golo. Diz-nos o site da Liga que o Sporting é a equipa que mais ocasiões cria. Vinte e três, contra dezoito de Benfica e dezassete do FC Porto. Talvez o problema seja englobar todo e qualquer lance que termine com remate perigoso à baliza, em ocasião de golo. É que exceptuando o golo de Izmailov no primeiro jogo, o mal anulado de Postiga, e a incrível perdida de Capel em Aveiro, é difícil recordar onde esteve o Sporting mais próximo do golo, do que Hulk quando cobrou dois penaltys, do que Nolito quando isolado só com o guarda redes do Gil Vicente fez golo, e quando sem ninguém ao seu redor, já próximo da pequena área rematou para a baliza deserta do Feirense, do que Cardozo quando praticamente na linha de golo encostou para o segundo golo no jogo com o Feirense, do que Saviola que recebe um passe atrasado rasteiro a menos de um metro da linha da pequena área, quando chega ao golo em Barcelos, ou do que Bruno César que percorre toda uma avenida e termina a finalizar em zona central só com o guarda redes à sua frente na Madeira. Considerar que estes lances têm a mesma dificuldade de finalização que um qualquer remate que apesar de desenquadrado, e ou feito de fora da grande área, saiu bem e obrigou o guarda redes a defeder, não faz sentido. Contra o Maritimo, mesmo os golos do Sporting se ficaram a dever mais à excelência de Izmailov e à fortuna momentânea de Jeffrén, do que propriamente à capacidade do Sporting para gerar lances de perigo iminente.

P.S. II - Ainda sobre as oportunidades de golo. Procure ver os dois golos leoninos frente ao Wolfsburg no Next Generation Series U19. Quando os seniores perderem pontos depois de desperdiçar oportunidades como as criadas nos tais golos, saberemos que mais do que da construção das situações de finalização, o problema do Sporting estará na própria finalização.

domingo, 14 de agosto de 2011

Adorei rever-te

O melhor jogador do Sporting e seguramente um dos melhores da Liga voltou, e aparentemente sem limitações. E todos devemos estar felizes por isso. O russo tem soluções para tudo, e ainda oferece a criatividade e espontaneidade que tem escassado. Não foi só o golo que somou. Foi o golo e as combinações que promoveu que deram mais qualidade ao jogo do Sporting. No meio campo, no ataque, no corredor central ou no lateral, Izmailov tem o toque de classe, que o leão não pode abdicar.

O número de ataques, remates, oportunidades e até cantos, demonstra um domínio avassalador. Uma capacidade para asfixiar o adversário no seu meio campo defensivo, que nunca fôra vista na época transacta, e só passível de ser concretizada pela forma próxima como os onze jogadores leoninos jogaram no momento defensivo, e pela atitude reactiva na forma de pressionar, bem diferente de jogos anteriores. Verdade, que a opção (obrigação!?) em sair sempre em pontapé longo por parte do Olhanense, facilitou o jogo a quem o pretendia dominar. Nunca conseguimos colocar bolas nas costas, à distância a que se bate o pontapé de baliza. Teve, porém, a vantagem/desvantagem, dependendo da perspectiva, de nunca os algarvios terem corrido o risco de perder a bola na proximidade da sua grande área.

Quem pretende almejar a glória, garantidamente que não pode ceder mais de um, dois, três resultados desta natureza na sua casa. Há, ainda assim, imensos pontos positivos a reter. Todavia, nem só o resultado deixa de ser apreensivo.

- Pela ocupação do espaço, o Sporting voltou a ser dominador, e quem joga todo o jogo no meio campo adversário está sempre próximo do golo. E o Sporting, indubitavelmente esteve mais próximo do que nunca;

- Rodriguez começa a assumir-se como um reforço determinante. Domina como poucos o seu espaço. É forte, concentrado, e sabe tudo sobre o posicionamento defensivo. Não tem a classe de outros, mas defensivamente é o mais fiável dos quatro centrais;

- Muito bom o jogo de coberturas (apoio atrás do portador da bola, no caso da ofensiva, ou apoio ao colega que está com o adversário portador da bola) de Rinaudo, e determinante a sua reactividade a cada perda. É também muito pela forma como "cai" imediatamente sobre a bola, ou recuperando, ou travando desde logo o ataque adversário, que o Sporting se mantém subido;

- Autêntico caso de "Dr Jekyll and mr Hyde" a prestação de Yannick. Enquanto confiante estava a ter um desempenho muito positivo. Mesmo nas suas acções técnicas, que tantas vezes o traem. Subitamente, após a desvantagem no resultado, pareceu de volta ao registo habitual. Incapacidade gritante para definir todo e qualquer lance que lhe passasse pelos pés;

- Schaars e André Santos. Boa técnica e interessante simplicidade de processos. Posicionalmente pode-se contar com ambos para tudo. São abnegados, e é também muito pelas suas acções que a bola circula melhor. André Santos tem, e Schaars aparenta também, um déficit de criatividade. São óptimos quando se impõe jogar a dois toques. Parecem, contudo, incapazes de progredir com excelência, quando o espaço à sua frente assim o recomenda. Talvez se exija, num meio campo a três, jogadores com outro tipo de características. Matias e Izmailov, ou até André Martins, assim continue a demonstrar qualidade, serão previsivelmente jogadores importantes se Domingos pretender um pouco mais de rasgo criativo num sector tão determinante;

- Apesar de alguma falta de capacidade pare definir bem as jogadas no ultimo terço do campo de jogo, foram imensas as oportunidades de golo criadas. Essencialmente fruto do bom posicionamento leonino, que por si só, obriga o adversário a ver a meta de longe o jogo todo. Não deixa, porém, de ser preocupante perceber que demasiadas vezes, pareceu incapaz o Sporting de se aproximar do golo no momento de organização. E essencialmente pensar que a ineficácia no jogo de hoje, poderá não ter sido fruto de uma má noite, mas sim uma tendência mais do que confirmada, pelo histórico de golos de quem foi desperdiçando sucessivamente a hipótese de ser feliz. Bojinov ainda não se estreou, mas começa a perceber-se que poderá ser o reforço mais importante de todos. Assim os seus traços sejam o que continua em falta no sector ofensivo. Capacidade de definição, criatividade e eficácia na finalização.

P.S.- Quando há pouco menos de um ano atrás vi Wilson Eduardo, também num jogo contra o Sporting, pensei que jamais fosse capaz de fazer um golo daquela natureza. Então em Aveiro, em dez minutos rematou por três, quatro vezes. Em todos os remates, o gesto técnico e a potência do remate se assemelhou ao de um iniciado. Um golo, seja de que natureza for, não define minimamente a qualidade do jogador, e não se pretende aqui tecer qualquer juízo ao valor de Wilson, apenas deixar uma referência ao inesperado feito. Talvez, quando voltar a acontecer, já não seja inesperado.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Que campo tão curto, Domingos!

E foi esse o principal mérito e a principal diferença do novo Sporting. Repetindo o exercício iniciado durante a visualização das gravações dos jogos da época transacta, premindo o botão de pausa, e conferindo a distância entre sectores do Sporting, o resultado foi completamente diferente.

Do jogador mais avançado no campo de jogo, aos mais recuados (esqueça o guarda redes), não sobrou muito espaço para jogar. Mais que pela fraca capacidade do adversário, foi pela proximidade entre todos os seus jogadores que o Sporting foi capaz de consentir pouquíssimos ataques e remates. Não esquecendo também uma percentagem de bola já assinalável. Com todos mais próximos, torna-se bastante mais fácil recuperar a bola. E se essa mesma recuperação for realizada ainda no meio campo adversário, e tal sucedeu por diversas vezes, mais próximo continuará a estar a equipa leonina de chegar ao golo.

Para qualquer equipa que se pretenda dominadora, jogar com os defesas tão próximos da linha do meio campo, é um risco claramente compensatório, se os restantes jogadores se mantiverem concentrados e capazes de impedir que o adversário tenha demasiado tempo para decidir e executar. Jogar tão alto, retira imensa capacidade para poder ser clarividente ao adversário. Ninguém, particularmente quando a qualidade não abunda, arrisca em zonas demasiado recuadas. Não raras vezes, após a perda de bola, se torna a recuperar rapidamente a sua posse, somente porque o adversário se vê obrigado a jogar longo e sem nexo, por forma a não arriscar perdas em zonas tão recuadas do campo. E esta é indubitavelmente a fórmula correcta para subjugar os adversários. Mesmo em dias menos inspirados, estar sempre tão próximo da meta, poderá revelar-se determinante.

Destaques individuais:

Rinaudo. Se ao campo curto juntarmos a agressividade sobre a bola do argentino, teremos rápidas recuperações de posse da bola. Na senda dos grandes médios defensivos argentinos, Rinaudo promete não deixar tempo nem espaço para os adversários decidirem e executarem na sua zona de acção. Interessante o jogo de coberturas ofensivas (linha de passe atrás do portador da bola) a dar seguimento aos ataques. O segundo golo nasce de uma bola que volta atrás, para dos seus pés sair na direcção de Postiga, antes de Schaars solicitar Ricky.

Schaars. Recebe, passa, procura linha de passe. Jogador de processos simples. Aparentemente culto tacticamente, pela facilidade que parece demonstrar nos gestos técnicos, e disponibilidade para oferecer opções de passe aos colegas, promete tornar-se num jogador importante no novo Sporting. Uma espécie de relógio suiço. Jogador fiável e com extraordinária capacidade de colocar a bola. A rever.

Hélder Postiga. O melhor. Os golos fazem-lhe tão bem. Não precisa deles para ser útil, mas são os golos que lhe dão confiança para tudo o resto. O golo cedo libertou-o. Bastante forte a oferecer linhas de passe e a dar seguimento à bola de cada vez que a recebia, está também na origem do segundo golo. É ele que baixa para receber a bola de Rinaudo. De patinho feio a titular importante é apenas um saltinho, que dependerá apenas da confiança com que abordar cada lance.

Izmailov. Joga muito. Esteve pouco participativo, mas percebe-se que a qualidade continua toda lá. Será determinante, assim continue com as capacidades intactas.

Ricky. Pouco participativo. Demonstrou potência num remate interceptado e mais técnica que a que poderia ser expectável face à sua fisionomia. A rever.

Evaldo. Que consiga ser útil a defender, porque a atacar é um desastre. Tal como todos os laterais de terceira divisão, tem a irritante mania de passar o jogo todo a passar a bola somente para o extremo esquerdo, mesmo que o deixe em apuros, apertado entre a linha lateral e o adversário directo. Já foi feliz com Domingos, e se não comprometer defensivamente, mesmo prometendo ser o elo mais fraco, poderá não ser um entrave à ambição leonina.

André Martins. Pouco tempo em jogo, mas o suficiente para se perceber que o miúdo mexe na bola! Possível candidato a surpresa, assim fique no plantel.

Yannick Djaló. Nunca será um extremo de qualidade. Se algum dia render o suficiente para justificar fazer parte de uma equipa do nível do Sporting, será a avançado, explorando a profundidade nas costas da defesa adversária.

P.S. - Não irrita um bocado chamarem "cicatrizes" ao holandês!? Respondam-me os entendidos. Será mesmo assim que se pronúncia!?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A ausência de Marat Izmailov


Um futebolista é tudo aquilo.

Capacidade técnica, fantástico na vertente táctica, quer na ocupação dos espaços, quer na tomada de decisões, fisicamente muito interessante, abegnado e sempre disponível para contribuir para o sucesso colectivo. Ainda que tal, lhe possa dar menor notoriedade aos olhos do comum adepto.

A sua grave lesão, parece passar despercebida. É que Izmailov vale dez vezes, o valor que lhe é atribuído. Paulo Bento sabe-o.

Boas opções não faltam no plantel do Sporting. Pereirinha transpira qualidade, e Vukcevic, poderá ser, também, uma excelente opção. Assim o deseje. Porém, e apesar das imensas opções, para a posição de médio interior (e todas com qualidade individual), nenhuma iguala Izmailov.

Na Liga Sagres, vários são os jogadores com bons traços individuais. Outros tantos, não tendo tanta qualidade técnica ou física, possuem uma estrutura mental, suficientemente interessante, para que, em prol da equipa, abdiquem da fama. Izmailov, enquadra-se, no restrito lote dos que têm lá tudo.

P.S. - Com Pereirinha, Moutinho, Matías Fernández e Vukcevic, e apesar do enorme contratempo, não parece que o Sporting precise mais de um médio, que de um bom defesa lateral...

Texto recuperado de Julho

E agora, já percebeu o quão valioso e importante, é o jogador Russo?

sábado, 22 de agosto de 2009

Redondo. Quem fala assim... foi o melhor médio defensivo da história do jogo!


"Gosto muito de Bolatti, é um futebolista que entende bem o jogo, o que é muito importante";

"É um jogador que recupera bolas sem ter de fazer falta, fá-lo naturalmente, porque coloca-se muito bem no campo";

"... seria-o também no Barcelona, com Xavi e Iniesta, que são o motor da equipa. Eles mostram que não é preciso ser-se fisicamente sobredotado, mas que é uma questão de inteligência e mentalidade.";

"Surpreende-me a capacidade de definição, com tranquilidade, e isso é muito difícil", sobre Messi;

"Gosto muito, se bem que é um jogador diferente de Messi. Mas também é desequilibrante. Não é um Zidane, um criador de jogo, mas vai desequilibrá-lo. Essa é a sua grande virtude. Depôs, é lindo vê-lo jogar porque o faz de modo simples. Faz coisas difíceis de maneira fácil." sobre Kaká.

"Às vezes, desgasta-se em certos sectores do campo nos quais não é necessário" sobre Cristiano Ronaldo.

A percepção que, uma boa percentagem, de futebolistas argentinos têm do jogo, é algo de fantástico. No futebol, importa contribuir com algo para a equipa. As boas equipas, não vivem de impulsos individuais. A capacidade para tomar (boas) decisões, em todos os momentos, a forma como definem as jogadas, e os excelentes timings, com que se executam as acções, são apanágio dos melhores jogadores do mundo. Ainda que, se continue a valorizar, somente, quem dá nas vistas.

Jogadores, verdadeiramente, complicados de substituir nas suas equipas? Fernando, Raúl Meireles, Matías, Izmailov, Aimar e Saviola.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Saviola

Com dois golos apurou o SL Benfica para a final do Torneio Guadiana. Eleito o melhor jogador da prova, El Conejo mostra credenciais. Técnicamente dotado, rápido a executar e a pensar, será, com Aimar, absolutamente decisivo na fase de construção de jogo ofensivo.

MENOS

Lesão de Izmailov

O Russo é um dos mais importantes jogadores da nossa Liga. A sua longa paragem retira argumentos ao Sporting, e qualidade ao nosso campeonato. Muito provavelmente, só Paulo Bento saberá o quão lamentável, é a ausência de Izmailov.

MAIS OU MENOS

Domingos Paciência

O início de carreira tem sido bastante interessante. Particularmente, as épocas na Académica. A época 09/10 marca a sua chegada a um clube com objectivos mais interessantes. A viver um bom momento pessoal, as suas recentes declarações são lastimáveis. Quase não há memória de um treinador se referir de forma tão negativa, sem razão aparente, a um colega de profissão. Domingos garante que Jorge Jesus deveria ter feito bem melhor. Aguarda-se, com enorme expectativa, o novo Braga.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Marat Izmailov


Um futebolista é tudo aquilo.

Capacidade técnica, fantástico na vertente táctica, quer na ocupação dos espaços, quer na tomada de decisões, fisicamente muito interessante, abegnado e sempre disponível para contribuir para o sucesso colectivo. Ainda que tal, lhe possa dar menor notoriedade aos olhos do comum adepto.

A sua grave lesão, parece passar despercebida. É que Izmailov vale dez vezes, o valor que lhe é atribuído. Paulo Bento sabe-o.

Boas opções não faltam no plantel do Sporting. Pereirinha transpira qualidade, e Vukcevic, poderá ser, também, uma excelente opção. Assim o deseje. Porém, e apesar das imensas opções, para a posição de médio interior (e todas com qualidade individual), nenhuma iguala Izmailov.

Na Liga Sagres, vários são os jogadores com bons traços individuais. Outros tantos, não tendo tanta qualidade técnica ou física, possuem uma estrutura mental, suficientemente interessante, para que, em prol da equipa, abdiquem da fama. Izmailov, enquadra-se, no restrito lote dos que têm lá tudo.

P.S. - Com Pereirinha, Moutinho, Matías Fernández e Vukcevic, e apesar do enorme contratempo, não parece que o Sporting precise mais de um médio, que de um bom defesa lateral...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Paulo Bento, Izmailov e Moutinho, deram-lhes asas


Há ainda Romagnoli, portador de uma excelente capacidade técnica, jogador capaz de decidir quase sempre bem e com um sentido táctico muito acima da média, mas cujas caracteristicas físicas o impedem de ser mais decisivo e melhor jogador.

Mas, é sobretudo à custa da excelência táctica, das fantásticas tomadas de decisão, da boa capacidade técnica e física, e da forma como Izmailov e João Moutinho se dão ao jogo, que o Sporting de Paulo Bento entrou pela primeira vez na sua história nos primeiros 16 da Europa.

Paulo Bento, não será, por certo, um poço de virtudes enquanto treinador, mas tem, até ver, a equipa mais bem organizada da liga portuguesa. Só não se sabe se isso será suficiente para se sagrar campeão, perante tamanha ausência de talento na maioria dos seus atletas.

Para finalizar, há também Liedson, que é um jogador da bola, tão forte, tão forte, que para além de ter conseguido atingir o profissionalismo, ainda consegue ser titular numa equipa de topo, e mais do que isso, ser decisivo em vários jogos!