Mostrar mensagens com a etiqueta Jefferson. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jefferson. Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de agosto de 2015

Esqueça a cor da camisola, feche os olhos, abra novamente. Quem é o treinador daquela equipa que parece uma apresentação de Ginástica Rítmica tal é a forma coordenada como se tenta organizar em todos o momentos?

Jorge Jesus, é claro.

"Não quer dizer que seja este o onze que vai entrar já para a Super-taça"

Muito dificilmente não será este o onze de Jesus para o jogo contra o Benfica. Percebe-se que o treinador gosta dos movimentos verticais de Slimani, e do facto de se impor no jogo aéreo. Outro factor que não ignora no avançado argelino é o facto de não se poupar quando a equipa não tem a bola. Slimani surge como homem de área para Jesus, como Cardozo (embora de características diferentes) surgiu um dia. Teo é a fotocópia de Lima. Qualidades físicas, pouco acerto na tomada de decisão, muito agressivo nos movimentos sem bola, qualidade técnica que não impressiona. Mas será difícil imaginar este Sporting, na última versão do modelo de jogo de Jesus sem Teo, tendo em conta as novas exigências para as posições da frente - Lima. Carrillo, um dos que Jesus tem dado mais atenção, será grande protagonista nos desequilíbrios individuais - Sálvio. Positiva a adaptação de Adrien, pois quanto mais longe da baliza jogar melhor jogador será. E toda aquela disponibilidade que ele demonstra, canalizada para funções dentro de um modelo de qualidade, poderá finalmente dar o salto qualitativo para se afirmar ao nível nacional - Samaris. João Mário, um dos responsáveis pela pausa, e por gerir os ritmos da equipa. Mais fora do que dentro, percebe-se que procura de forma constante o passe vertical - Pizzi. Quanto à linha defensiva, não restam dúvidas que a aposta de Jesus será nos quatro que entraram neste jogo. Paulo Oliveira, ao final desta época estará pronto para assumir um lugar no eixo defensivo da selecção, porque receberá mais estímulos qualitativos numa época do que em todas as anteriores em que jogou. A importância que Jesus lhe tem dado ao nível do trabalho da última linha, colocando-o na posição 3, demonstra também a confiança do treinador nas suas qualidades como líder - Luisão. Jefferson a variar entre movimentos interiores e jogo exterior, e muito forte do ponto de vista físico e técnico. Porém, nem sempre com o cérebro ligado. Tem evoluído de forma muito positiva, e Jesus não ignora a qualidade que ele tem nas bolas paradas - Siqueira. João Pereira, a estabilizar do ponto de vista defensivo, mas ainda com demasiados vícios dos anos que se seguiram ao Braga de Jesus. Com bola, muito desligado daquilo que Jesus pretende, muitos cruzamentos sem nexo, procura constante da linha de fundo, cabeça no chão. Porém, muito agressivo nos duelos - Maxi Pereira. Naldo está confortável com bola, seguro no um contra um. É agressivo o suficiente para não deixar enquadrar e forte na primeira bola. Não é particularmente rápido, mas dificilmente os adversários vão aproveitar esse factor por estar protegido por um modelo de acção e não de reacção - Jardel.

Bryan Ruiz, o grande destaque do treinador nesta conferência de imprensa. "É um jogador com uma cultura táctica...  Neste momento é aquilo que mais me impressiona. Ele é um jogador que sabe tudo. Sabe tudo quando não tem a bola e quando tem bola. Ele pode fazer três posições na equipa do Sporting e de certeza que as vai fazer bem. É um atleta, um jogador com 1.88m, forte na bola parada também". Será o outro grande responsável pela pausa neste novo Sporting. Tem qualidade técnica, adora jogar por dentro, é forte individualmente mas não faz disso o seu jogo. Toca quando acha que deve, segura, roda, entrega com qualidade. Criatividade - Gaitan.

"É o treino que define quem joga"

A grande exigência de Jesus é esta. Quem cumprir melhor no treino com o que ele pede estará mais próximo de jogar. Mas exige também que os seus jogadores sejam muito agressivos a ocupar as posições, em todos os momentos. Nos movimentos com e sem bola a agressividade é uma exigência constante. 
A dança colectiva já começou, e por isso, e por ter qualidade individual acima da esmagadora maioria dos seus competidores internos, o campeonato promete mais um candidato até Maio.

"O Semedo não tem muitas características técnicas para desempenhar a posição 6. Pode ter físicas, mas técnicas não. É central"

E mesmo para central, será que tem?!

"Com quatro semanas não esperava tanto hoje"

Nem nós mister. Nem nós!

sábado, 23 de agosto de 2014

Na estreia de Nani...

É Esgaio quem mais ordena. Primeira parte de grande qualidade do miúdo da academia. A mostrar aos graúdos qual é o caminho a seguir. Se eu não tinha dúvidas de que no ano passado ele já não estava na segunda divisão a fazer nada, estes primeiros quarenta e cinco minutos demonstram exactamente o porquê. É um miúdo que tem muito futebol nos pés, e o único caminho para continuar a evoluir é o aumento do estímulo competitivo nos treinos, e nos jogos.
E percebendo-se que nesta primeira parte o Sporting só quer jogar por fora, não seria melhor ter , no lugar de quem estraga 95% dos ataques da equipa (Nani, Carillo, Jefferson), 4 Esgaios nos corredores laterais?!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sporting x Utrecht

Há algumas épocas todos os exercícios que se faziam por aqui eram de enorme crítica à organização do Sporting. Analisar leões e águias em quase simultâneo fez crescer o blog, porque era muito fácil mostrar a grande qualidade colectiva de uns e a muito fraca de outros, porque num dos lados não havia sequer colectivo. Todos os posicionamentos eram aleatórios. Não havia modelo de jogo, não havia ideias. Eram apenas 11 jogadores soltos em campo.

Com a chegada de melhores treinadores o Sporting reorganizou-se, e na época transacta voltou a juntar-se ao lote da frente. 

Marco Silva traz ideias. Com pouco tempo de trabalho já se percebe a sua identidade (curiosidade tantas semelhanças com as ideias do actual treinador campeão em Portugal). 







Individualidades da partida:

Montero. Muita qualidade nos movimentos de apoio e inteligência a dar seguimento às jogadas. Esteve na origem dos dois primeiros golos. No primeiro a tirar a bola da zona de pressão com simplicidade tocando em quem estava de frente. Tem uma gama de recursos técnicos assinaláveis e liga o jogo de toda a equipa.

André Martins. Como segundo avançado vai somando golos. Não é espalhafatoso e isso prejudica a sua imagem. Joga simples, decide bem e tem qualidade técnica. Tivesse capacidade para em progressão criar desequilibrios e seria indiscutível até na selecção.

Adrien. Impetuosidade importante num meio campo a dois. Trava inúmeros ataques com faltas úteis. É o médio que pressiona mais à frente, mas é batido se o adversário mostra atrevimento e capacidade. Com bola procura demasiadas vezes a notoriedade e como tal acaba por ser o jogador leonino que mais vezes oferece a posse. Algumas em decisões terríveis. 

Cédric e Jefferson. Integrados com qualidade no ataque, aproveitaram o inexistente acompanhamento adversário para se mostrarem. Boas definições de ambos nos lances em que chegarem à linha de fundo, com passes assertivos para os colegas em melhor posição. Têm dificuldades em espaços curtos, mas mostraram grande dinâmica o jogo todo.

sábado, 1 de junho de 2013

"Com Jesualdo aprendi..."

"...movimentos defensivos que nem sabia existirem" Joãozinho.

Se pensa que é charme, está enganado. Há uns meses havia sido Jesus a afirmar que a maior parte dos jogadores não conhece sequer os princípios do jogo. 

Para milhares de treinadores defender bem continua a ser apenas cumprir um princípio geral do jogo. Baixar para trás da linha da bola, para ter superioridade numérica a defender. Isso não é defender bem. É defender com muitos. Defender bem é saber adaptar os posicionamentos ao número de jogadores atrás da linha da bola. Sejam eles quantos forem. 

Recentemente nas observações ao Olympiacos de Leonardo Jardim identificaram-se várias debilidades (naquelas que são as nossas ideias para o jogo) não corrigidas no posicionamento dos laterais de um lado e do outro. Questionados numa caixa de comentários sobre um possível retrocesso leonino com a troca de treinador foi esta a resposta: 

"Outra coisa... Antes de Jesualdo os laterais do SCP também defendiam de forma anárquica. Com Jesualdo isso mudou. Passaram a alinhar com a defesa. São coisas que ficam. Os jogadores mudam, aprendem e podem vir a fazê-lo a titulo individual.



São coisas desse tipo que nos levaram a afirmar muitas vezes que Domingos beneficiou do excelente trabalho de Jesus em Braga para colher os louros mais tarde."


Alguém acredita que Joãozinho não é hoje mais jogador que o que era quando chegou de Aveiro? Devia ter sido Jefferson a chegar em Janeiro. É bem mais jogador e hoje já tinha passado por um bom processo de aprendizagem. Já estaria a um nível diferente.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Curiosidades na dança das transferências

Há mais de dois meses, num texto bem polémico por desvalorizar individualmente muitos dos jogadores do Sporting, foi-nos solicitado um onze de jogadores da Primeira Liga sem ligação ao FC Porto, SL Benfica e Sporting de Braga que entrasse directamente no onze inicial do Sporting.

Hoje com a noticia de um eventual interesse do SL Benfica em Steven Vitória houve a curiosidade de voltar atrás no blog e recuperar o onze escolhido há mais de dois meses "eu excluí o GR. certo? DD - Anderson DE - Jefferson DC - Roberge e Vitória MC - Vitor, Leão, F.Augusto  Ext - Ricardo e Licá Av - Ghilas", como contendo jogadores que entrariam directamente para a equipa titular do Sporting. 

A curiosidade maior foi reparar que no período temporal que dista do comentário até ao dia de hoje, vários foram os jogadores escolhidos que foram associados aos três grandes do futebol português. Roberge e Jefferson ao Sporting, Steven Vitória ao SL Benfica, Filipe Augusto ao SL Benfica e FC Porto, Ricardo ao FC Porto. Outros como Vitor, Ghilas e André Leão já haviam sido associados a clubes de maior dimensão bem antes de publicado o comentário.

E se há a crença que os dez jogadores nomeados (como poderiam ser outros dez ou mais) entrariam directo no onze do Sporting (não ao mesmo tempo, naturalmente. Apenas se fossem contratados individualmente), significa tal que se deva avançar para a contratação das referidas mais valias no imediato? 

Não. Nem pensar. E nem é pelo projecto (aposta na formação) que se começa a definir por Alvalade. Há dois meses a comparação era entre Anderson e Miguel Lopes, entre Vitória / Roberge, e Rojo / Boulahrouz, entre Joãozinho e Jefferson, Vitor, Leão e Augusto, qualquer um deles entraria no lugar de Adrien, Ricardo e Licá entrariam fácil no lugar de Capel, e Ghilas no de ponta de lança. Ainda assim, não se sugeria as contratações. Serem na nossa opinião superiores a vários dos que estavam a jogar de início em Alvalade não significa por si só que seriam mais valias o suficientemente capazes de devolver a ilusão ao Sporting. 

Pelo perfil (idade / qualidade) apenas dois dos dez mencionados nos levariam sem qualquer hesitação a assinar por baixo como reforços para a nova época. Filipe Augusto e Ghilas.