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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Curtíssima do Sporting x Braga

Nível individual anormalmente baixo para um clube da dimensão do Sporting, e bastante baixo para a realidade recente do Sporting de Braga. Leonardo Jardim e Jesualdo Ferreira terão de ser heróis.

sábado, 1 de junho de 2013

"Com Jesualdo aprendi..."

"...movimentos defensivos que nem sabia existirem" Joãozinho.

Se pensa que é charme, está enganado. Há uns meses havia sido Jesus a afirmar que a maior parte dos jogadores não conhece sequer os princípios do jogo. 

Para milhares de treinadores defender bem continua a ser apenas cumprir um princípio geral do jogo. Baixar para trás da linha da bola, para ter superioridade numérica a defender. Isso não é defender bem. É defender com muitos. Defender bem é saber adaptar os posicionamentos ao número de jogadores atrás da linha da bola. Sejam eles quantos forem. 

Recentemente nas observações ao Olympiacos de Leonardo Jardim identificaram-se várias debilidades (naquelas que são as nossas ideias para o jogo) não corrigidas no posicionamento dos laterais de um lado e do outro. Questionados numa caixa de comentários sobre um possível retrocesso leonino com a troca de treinador foi esta a resposta: 

"Outra coisa... Antes de Jesualdo os laterais do SCP também defendiam de forma anárquica. Com Jesualdo isso mudou. Passaram a alinhar com a defesa. São coisas que ficam. Os jogadores mudam, aprendem e podem vir a fazê-lo a titulo individual.



São coisas desse tipo que nos levaram a afirmar muitas vezes que Domingos beneficiou do excelente trabalho de Jesus em Braga para colher os louros mais tarde."


Alguém acredita que Joãozinho não é hoje mais jogador que o que era quando chegou de Aveiro? Devia ter sido Jefferson a chegar em Janeiro. É bem mais jogador e hoje já tinha passado por um bom processo de aprendizagem. Já estaria a um nível diferente.

sábado, 20 de abril de 2013

Fala Fernando. Um dos médios mais influentes tacticamente da Liga Portuguesa

"O Jesualdo Ferreira tinha uma filosofia de ensinamento, parava o treino, ensinava, mostrava receção... O André Villas-Boas taticamente era muito forte, tinha uma filosofia de que se perdesse a bola, tinha que recuperar logo. O Vítor Pereira é parecido, quer que cadencie às vezes. Mas quem me ensinou muito foi o Jesualdo. Pois é totalmente diferente o futebol europeu do brasileiro, e era ele o treinador quando cheguei"

Muito abordada aqui a questão da imensidão de diferenças das Ligas Europeias para a Brasileira. Naturalmente que não é extensível a todas as equipas da Liga nacional. Recorde que Fernando passou um ano emprestado ao Estrela da Amadora de Daúto Faquirá, e ainda assim refere que foi com Jesualdo que mais aprendeu. O "click" europeu do FC Porto surgiu com a competência dos seus treinadores. O do SL Benfica surgiu com a competência de um em específico. Relembre que há a possibilidade de termos duas equipas nacionais no primeiro pote de candidatos na Liga dos Campeões, onde só cabem oito equipas. Quando há não muito era pelo terceiro pote que definhava o Benfica, por exemplo.

Foi com uma melhor selecção, ou apenas sorte na mesma, das suas equipas técnicas que FC Porto mantém a sua hegemonia em Portugal, e que o SL Benfica disparou e é hoje uma ameaça muito credível ao habitual domínio azul e branco. 

Têm melhores onzes e plantéis, mas sobretudo porque a subida de nível colectivo permitiu aos dois clubes aproveitarem e potenciarem melhor as individualidades, e manterem-se até mais tarde nas provas Europeias. São hoje clubes apetecíveis. Antes de Jorge Jesus o Sporting ia ficando à frente do SL Benfica. Em apenas quatro anos o Benfica parece agora inalcançável. E Quique Flores já havia tido um plantel parecido aos actuais...

Felicidade por trabalhar com as pessoas certas. Felicidade a de Fernando. Integrado em equipas que são mais que a soma de onze jogadores, integrado em equipas que se regem por princípios comuns, que se movem em conjunto, vêm as suas potencialidades disparar. O mesmo jogador que hoje é determinante e importante na Liga portuguesa, poderia ser apenas mais um na árdua luta pela permanência que tantos enfrentam. 

Por vezes o sucesso / insucesso de uma carreira é determinado pela felicidade de encontrar algures no caminho quem perceba o jogo e quem saiba na operacionalização, e isto é o mais difícil, fazer crescer a equipa.

Os jovens jogadores do Sporting precisam de uma boa escolha. Pelo clube, mas também por eles. Ninguém imagina a diferença e o peso que pode ter uma decisão desta natureza em todo o futuro de um clube e dos atletas.

O Fernando explicou bem nas suas declarações que o futebol não são apenas onze a correr contra outros onze.

sábado, 6 de abril de 2013

Rinaudo, Jesualdo e uma óbvia sugestão para 2013/2014


"O Fito será sempre muito melhor jogador na equipa do Sporting ou noutra qualquer enquanto for capaz, e está a ser, devagarinho, de saber coordenar os seus movimentos e comportamentos tácticos de acordo com os próprios movimentos da equipa. A ideia de ter de fazer o trabalho dele e dos outros, de ir ali resolver um problema, ir ao outro lado apagar um fogo, depois ir a correr com a bola sem ter em quem a meter... nenhum jogador faz isto com qualidade e ele está devagarinho a perceber que o jogo é outra coisa além daquilo que ele sabia e pensava. Com o colectivo forte ele é grande, também" Jesualdo Ferreira. 

Há muitas muitas épocas que o Sporting não tinha um treinador competente. Que perceba do jogo e que perceba do treino. Tem as suas qualidades e os seus defeitos, como todos. Tem, porém, muito mais conhecimento do que é formar um colectivo do que qualquer outro num passado recente. Recorde o que Sá Pinto fez do Sporting. Uma equipa que de equipa só tinha a mesma cor do equipamento em cada um dos onze jogadores soltos que eram lançados ao relvado.

Percebe-se pelo discurso e pela forma como agora a equipa leonina se move no relvado que há princípios comuns. Hoje os laterais do Sporting são posicionalmente melhores jogadores. Há algumas sociedades que se formam dentro do próprio sector, de jogadores que se movem em função uns dos outros. O professor não terá as individualidades dos rivais. Todavia, sabendo escolher bem quatro, cinco, seis contratações importantes (pela qualidade e não pela verba despendida) o regresso ao terceiro lugar e à Liga dos Campeões poderá estar próximo com o professor ao leme. 

Interessantes as palavras sobre Rinaudo. Interessantes porque reflectem o que é o jogo na actualidade e porque fazem perceber que Jesualdo percebe não só isso, como percebe o potencial de Rinaudo. Há não muito, algures numa caixa de comentários deste blog defendíamos a qualidade do argentino. Afirmávamos que eram injustas as criticas aos seus posicionamentos, precisamente porque ele quando saía era porque se impunha que saísse, e o problema maior era o facto de ninguém equilibrar os seus movimentos. Rinaudo tem jogado "sozinho". E isto é errado quando colectivamente a equipa tem armas e movimentações próprias. Não era, porém, o caso. Rinaudo jogava sozinho porque estava de facto sozinho. Como estavam todos os outros. As palavras de Jesualdo Ferreira têm de ser encaradas com um enorme optimismo. O Sporting está a procurar ser mais do que onze jogadores em campo, e Rinaudo será, como sempre o afirmámos, um dos maiores beneficiados pela nova ordem. Tem um potencial enorme e crescerá se houver um colectivo, como tão bem referiu o seu treinador. 

Hugo Viana será um jogador livre no final da temporada. Ao lado de André Martins à frente de Rinaudo, com um bom treinador no banco. Primeiro passo para aproximar o Sporting da sua real importância é tão simples.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"Jesualdo é o melhor em 4x3x3. Isto pode parecer, mas não são números. Sabe dar dinâmica às suas equipas em 4x3x3" Jorge Jesus.

O inexistente defensivamente meio campo leonino aqui

E a tradicional dinâmica defensiva do meio campo de Jesualdo aqui

O Sporting tem hoje um treinador que percebe de futebol, e que sabe no treino potenciar as suas ideias. Só isso já é um upgrade muito grande em relação ao passado mais recente. 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A hipótese Jesualdo Ferreira em poucas linhas

É seguro que percebe do jogo, que sabe operacionalizar. É seguro que no terreno é superior a qualquer outro da história mais recente do Sporting. Contra si a demasiada importância que tende a dar a estatutos e hierarquias. 

E se há algo que o Sporting precisa, para além da competência no processo de treino, é de um treinador que coloque os melhores a jogar. Alguém que não conheça sequer o nome dos jogadores, nem idades, nem que saiba os "onzes" que recentemente vêm subindo ao relvado. Alguém que tome as suas decisões única e exclusivamente de acordo com o que os seus olhos presenciam no campo de treinos, esquecendo ordenados, preços pagos em transferências e importância no balneário. 

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mais e Menos da Semana


MAIS

Jorge Jesus

O seu trabalho é notável. Os treinadores não são bons porque ganham. Antes, ganham porque são bons. Mesmo aqueles que precisam de quantificar em troféus o valor de um treinador, parecem rendidos à qualidade táctica do mestre Jorge Jesus. Não foi em vão que David Luiz o parabenizou pela forma como preparou a equipa para Marselha. Toda a sua qualidade não é surpresa. Quem desconfiava deveria ter percebido os sinais (Não foi um acaso ver o Sp Braga ou o Belenenses, a jogar de igual para igual com Milan, Real Madrid e Bayern. Tão pouco é por cortesia que quase todos os seus ex jogadores o catalogam como o melhor treinador em termos tácticos das suas vidas. E claro, quantos e quantos jogadores não assinaram os contratos das suas vidas, depois de passar pelas mãos de Jesus?)

A semana foi de sonho para o SL Benfica. E muito o devem ao seu treinador.

MENOS

Bruno Alves

É um assassino. A cada minuto que pisa um campo de futebol, há vidas em risco. Todos os que são complacentes com tão vil figura são, obviamente, cúmplices. É o rosto do desnorte do FC Porto.

MAIS OU MENOS

Jesualdo Ferreira

Foi novamente incapaz de traçar um plano de jogo que pudesse permitir ao FC Porto superiorizar-se à equipa de Jorge Jesus. Em todos os momentos do jogo, o SL Benfica pareceu sempre melhor preparado. É importante perceber, no entanto, que e embora o SL Benfica tenha abdicado de quatro titularissimos (E como jogam Saviola, Ramires, Javi e Cardozo), a qualidade individual dos azuis e brancos continuava bastante aquém do onze que subiu ao relvado do adversário. Contam-se pelos dedos de uma mão os jogadores do FC Porto que teriam lugar nos 18 do SL Benfica. Quando falta qualidade, está-se mais próximo do insucesso.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mais e Menos da Semana


MAIS

Domingos Paciência

Mais uma vitória num jogo de dificuldade acrescida. Com o 3º classificado a oito pontos de distância, só um pensamento é permitido. Vencer. A performance defensiva é sublime, o Sp. Braga continua a conceder poucos ataques e poucos lances de finalização aos adversários. Não perdendo na próxima jornada, o acesso à Champions será uma realidade (pré-eliminatória, no mínimo).

MENOS

Carlos Carvalhal e João Pereira

Sobre o treinador, a expectativa mantém-se. Continuamos crentes de que tem qualidade. Não concordamos todavia com o sistema táctico, tão pouco com os onzes iniciais que tem apresentado. Será Matias assim tão diferente daquilo que temos em mente? Depois de gorada, e da forma como foi, a possibilidade de almejar troféus, começa a parecer impossível a sua permanência em Alvalade. Desperdiçada a oportunidade de uma vida, que rumo para Carvalhal?

Nunca um jogador havia resolvido um derby tão precocemente. João Pereira fê-lo pela negativa. Não tem sido o jogador que se esperava. Continua dinâmico no processo ofensivo. Porém, pelas suas más abordagens aos lances, está ligado a demasiados golos sofridos. É no entanto, uma mais valia no Sporting. Há, contudo, que corrigir a forma como encara as situações defensivas de 1x1.

MAIS OU MENOS

Jesualdo Ferreira

É difícil culpabilizar um treinador tricampeão. Facilmente se percebe que as armas (leia-se jogadores) não são as mesmas de épocas passadas. Este é um FC Porto, bastante deficitário em qualidade individual, comparativamente aos anteriores.

Quando a época terminar e sair definitivamente do FC Porto, Jesualdo irá de consciência limpa. Ele que até fica doido com tanta perda de bola. O sentimento de impotência perante a pouca inteligência de vários jogadores, quando no passado se teve a felicidade de conviver com jogadores verdadeiramente bons, é das coisas mais dolorosas que um bom treinador tem de passar. Não é por ele...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mais e Menos da Semana


MAIS

Miguel Veloso, Cardozo e Domingos

É oficial. Veloso está um jogador diferente. Para além de toda a qualidade técnica que lhe é reconhecida, está mais confiante, mais dado à equipa. Pareceu mais rigoroso na forma como ocupou o espaço. Incrementou também, de sobremaneira, a agressividade (na forma rápida como sai para a contenção ou cobertura. Não, pelo número de vezes que suja os calções), sempre importante para quem ocupa tão fulcral espaço. O novo (velho?) Miguel Veloso poderá estar de volta.

As suas capacidades de finalização são sobejamente conhecidas. Estranhamente, não é esse o traço do seu futebol a ser aqui reconhecido. Esta é a melhor época do paraguaio. Não só pelos imensos golos, mas pela forma activa como participa nos ataques do SL Benfica. Tem sido um excelente apoio frontal, capaz de segurar e entregar, de forma jogável a bola. Não mais as combinações ofensivas terminam nos seus pés. Está um jogador diferente. Para melhor. O lance do segundo golo na madeira, é um bom exemplo.

Poder-se-ia pensar que o Sp. Braga não passaria em Coimbra. Porém, mais uma vitória, num jogo de dificuldade acrescida. O Sp. Braga é no momento, o principal candidato a tirar a previsível glória ao seu ex treinador. Fantástico! Ainda que continuemos desconfiados do real valor do seu treinador (Quem saberá, quanto da boa época, é fruto da excelente aprendizagem a que os jogadores do Sp. Braga foram sujeitos na temporada passada?), é impossível não lhe conceder crédito (até porque, aquando da eliminação da Liga Europa, teve a ombridade de mudar o sistema táctico, e adoptar princípios comuns aos da temporada passada).

MENOS

Jesualdo Ferreira

Este poderá ser o "Menos" mais injusto de sempre. De facto, apetece-nos criticar negativamente quem construiu o plantel, e não é certo que Jesualdo tenha uma palavra muito activa no processo. De Jesualdo, já o dissemos. Tem bastante competência táctica. Se está a ser difícil manter o ritmo de outros, isso deve-se, muito provavelmente, à camioneta de sul americanos sem valor que compõem o plantel. Ainda que se goste de afirmar que o Sporting tem uma equipa demasiado fraca (uma falsidade), não se percebe onde é que, do meio campo para a frente, o FC Porto está melhor servido...

MAIS OU MENOS

Jorge Costa

A vitória permitiu ao Olhanense sair dos lugares de despromoção. Esperava-se, no entanto, bastante mais de Jorge Costa. Quem teve a oportunidade de trabalhar de forma tão intensa com José Mourinho, deveria tentar implementar alguns dos conceitos tácticos, apreendidos com o mestre. Porque defende o Olhanense de forma tão primitiva? Para quando uma zona defensiva? Para quando um trabalho efectivo de concentração defensiva sobre a bola, e para quando coberturas defensivas em função da situação de jogo, não deixando esse tipo de função sempre para o defesa central livre?

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Jorge Jesus

Se a competência do SL Benfica é táctica, o maior responsável é, obviamente, o seu treinador. Na conferência de imprensa pós jogo, explicou de forma bastante assertiva, como divide o campo e as fases do jogo, e de que modo, tão bem preparou o bloqueio às saídas para o ataque, do FC Porto. Se a forma do seu discurso chega a ser patética, o conteúdo é sublime. Finalmente, o mestre da táctica tem nas mãos, o brinquedo que merece (leia-se qualidade individual).
Independentemente do adversário, o SL Benfica é, na actualidade, uma equipa dominadora. A linha defensiva consegue jogar muitos metros à frente, fruto da competente pressão que a equipa é capaz de fazer, desde o primeiro momento. Com Saviola, Cardozo, Urreta e Ramires, sempre predispostos para bloquear as saídas para o ataque do adversário, o FC Porto foi obrigado a recorrer incessantemente a um tipo de futebol mais directo. Sem bola para jogar, a equipa nortenha viu-se asfixiada. A justa vitória e a categórica demonstração de superioridade, poderá ser um tónico muito importante para o resto da temporada.

MENOS

Jesualdo Ferreira

As suas competências tácticas são, por aqui, bastante apreciadas. Depois das equipas de Jesus, as do professor, são sempre as mais organizadas da liga. Excelentes do ponto de vista defensivo, essencialmente. Porém, não se consegue perceber a tentação por, sempre que enfrenta adversários potencialmente mais fortes, recorrer a jogadores com traços físicos mais acentuados. A melhor forma de defender, é ter a bola. Abdicando do talento e da criatividade, em detrimento da força, está a dar-se a um jogo sem bola, que só o poderá prejudicar. Guarin não deveria ter subido ao relvado.

MAIS OU MENOS

Carlos Saleiro

Marcou o golo da vitória, e ouviu um rol de elogios do seu treinador. Todavia, é um jogador com bastantes limitações. Demasiado lento, na execução e na passada e longe de impressionar em termos técnicos, Saleiro até poderá ter qualidade suficiente para o actual Sporting. Porém, num Sporting que se pretende de grande poderio, a sua presença no plantel não fará sentido. Não é suficientemente bom. No Sporting, tanto quanto as laterais defensivas, urge a contratação de um avançado de grande categoria. Ou Simon… ?

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Simon, Hulk e Di Maria.



"Corro, pressiono, tento fechar espaços." Di Maria.

Se crê que o acréscimo exibicional de Di Maria se deve a factores físicos, ou à maior predisposição para correr e pressionar, está enganado.

Em termos defensivos, a chave está na ultima afirmação. Fechar espaços. Com os 11 jogadores preocupados em fechar o seu espaço, os momentos para pressionar surgem, quando o portador da bola está no seu espaço. O tempo para correr, é essencialmente sem bola. Em sprints nas transições (momentos que se seguem à perda ou recuperação da posse de bola), procurando, chegar rápidamente ao seu espaço. Em passada larga e/ou curta, garantindo opções (linhas de passe) ao portador da bola e conferindo mobilidade à equipa, nos momentos ofensivos. Basculando, com os colegas, em função da bola, nos momentos defensivos.

Jorge Jesus afirmou, convincentemente, de que os jogadores se valorizariam consigo. Para Di Maria, não se consegue imaginar nada melhor, para o progresso da sua carreira, do que ter a oportunidade de ser treinado por alguém com tantos conhecimentos tácticos. Aguarda-se confirmação, da sua evolução.

"Nem Paulo Bento, nem ninguém me pode mudar." Simon Vukcevic.

É pena.

Simon tem traços individuais fantásticos. Tem talento, é muito forte, executa rápido e é explosivo. O seu potencial, vai muito para além da Liga Portuguesa. Porém, persiste em viver à margem do colectivo.

Simon afirma não gostar de futebol. Essa será, porventura, uma possível explicação para que não se entregue, verdadeiramente, à equipa. Do jogo, Vuk, parece querer, apenas, divertir-se. Finta e remata. Finta e cruza. A imprevisibilidade é positiva. Quando são os adversários, a serem incapazes de discernir as suas opções. Quando os próprios colegas não compreendem os timings das acções que realiza, algo tem de ser mudado.

Quem sabe, um dia, quando abrir a sua mente, Vuk entenderá, que não há diversão igual, à que se retira, quando se faz parte de uma equipa que não vive de impulsos individuais.

"Hulk impressiona mais os adeptos que os treinadores". Jesualdo Ferreira.

As características individuais são soberbas. Velocidade de passada e de execução, explosão, força e capacidade técnica.

Hulk é o heroi da pequenada. Mas, não do seu treinador (pudera. Quem teve Lucho e Lisandro...). Apesar da enorme evolução obtida, continua a ser bastante limitado na tomada de decisões. Hulk entende que os jogos se resolvem por iniciativas individuais. Tivesse jogado na década de 70 ou 80 e, quem sabe, não perduraria na história do futebol.

Só Jesualdo saberá, se Hulk continua com vontade de se tornar melhor jogador. O facto de ser, tal como Quaresma, bem sucedido (fruto da sua extrordinária capacidade individual), por diversas vezes, mesmo tomando opções erradas, poderá retirar-lhe predisposição para aprender (ainda para mais, depois de elevado a super estrela, face à partida dos enormes argentinos).

Se mesmo por caminhos errados, Hulk, por vezes, encontra o sucesso. Que jogador seria se desenvolvesse o lado intelectual? É nessa perspectiva de evolução, que Jesualdo encara Hulk. Um produto limitado numa vertente decisiva no jogo moderno. Mas, não acabado.

P.S. - Os três jovens talentos, poderão ser, quem mais entusiasma os adeptos. Porém, estão bastante longe de serem os melhores jogadores das suas equipas. Paulo Bento, Jesus e Jesualdo, sabem-no!