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quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Valência de Portugal

Nuno Espírito Santo. Organização defensiva forte e rei no contra ataque. Sabendo-se do estilo que mais se pratica em Espanha, não me parece uma má opção. Contudo, parece-me que no futuro irá evoluir para uma forma de ataque mais organizado. Para já, apresenta um bloco médio baixo organizado. Com algumas dificuldades na linha defensiva, e algum espaço entre sectores quando a linha defensiva não acompanha a zona intermédia na pressão. Defende em 4-5-1, onde o avançado é responsável por pressionar o lado cego, quando um dos médios sai na pressão pelo corredor central. Algumas dificuldades também no comportamento defensivo dos extremos, que baixam rapidamente mas estão mais preocupados com a largura do que com o fechar de espaços centrais.
Quando recupera a bola procura sair em contra ataque, aproveitando de imediato os espaços e o número reduzido de jogadores adversários no momento defensivo. Parecem muito bem trabalhados nesse momento, com várias incursões centrais e aproveitamento de jogadores que aparecem numa segunda linha enquadrados para a defesa adversária.
Se perdem a bola o objectivo principal passa por recuperar posições, baixar o bloco e organizar. Não obstante de alguma pressão ao portador da bola para o impedir de colocar rápido no ataque.
Em organização ofensiva demonstraram pouca qualidade. Poucas linhas de passe, e as que havia não tão bem orientadas. Joga pelos corredores laterais, preferencialmente, mas depois se possível procura o corredor central para criar. Parece, nesta fase, mais preocupado com o equilíbrio, quando perde a bola, do que com criação de superioridade na zona da bola.
Tem muito por onde evoluir este Valência, como é natural pela fase da época em que se encontra.

Otamendi. Pouco participativo no jogo ofensivo da equipa, que não procurou construir com grande qualidade. Do ponto de vista defensivo evidenciou erros normais de quem teve uma passagem, ainda que curta, pelo Brasil.

Cancelo. Defensivamente muito frágil. Creio que a melhor solução para ele teria sido beber de tudo o que Jesus tem para ensinar aos defesas. Se assim o fosse, estaria muito melhor preparado para jogar em qualquer equipa que tente organizar de forma zonal.

André Gomes. Bem enquadrado do ponto de vista defensivo, apesar de alguma "preguiça" com que recupera se é ultrapassado. Do ponto de vista ofensivo dinâmico como sempre. Chega à grande área adversária com enorme facilidade, aparecendo para finalizar tanto em ruptura, como mais atrasado. Com a confiança que ganhou soma muito menos erros técnicos, ao nível do passe sobretudo.

Mas o maior problema de A.Gomes e Cancelo continua a ser a tomada de decisão. No último terço, onde melhor se percebe o perfil dos jogadores, parece que há um monstro que os obriga a procurar demasiadas vezes a notoriedade em detrimento do sucesso colectivo. Foram inúmeros os ataques em que A.Gomes e Cancelo decidiram bem por incursões interiores, não aproveitando depois o bom posicionamento dos colegas (enquadrados para a defesa contrária) para tabelar, ou para que eles rematassem em melhores condições que a que os dois jovens portugueses tinham. Se existir possibilidade de brilhar, com um passe mais comprido (e por isso vistoso), com uma série de dribles ou com um remate, a opção dos meninos é clara: aparecer no resumo do jogo. E é precisamente esse o capítulo onde os jogadores portugueses mais têm de evoluir - Tomada de decisão com o golo ali ao lado.

Ghilas. Bons apontamentos técnicos, numa equipa que vai jogar na maior parte das vezes para não perder. Bem na tomada de decisão, a procurar servir os colegas melhor colocados.

sábado, 22 de junho de 2013

Portugal na 1a Jornada no Mundial da Turquia

Destaques individuais

João Cancelo. Percebe-se a boa relação com bola e a velocidade a que se move. Algumas dificuldades nas situações defensivas de 1x1 e há que elevar o critério com que decide quando tem a bola nos pés.

Edgar Ié. Sem controlar a distância a que joga para o outro central. Sempre demasiado próximo de Tiago Ferreira, obrigava Cancelo a ser praticamente central. Má abordagem defensiva a cada nova situação. Catastróficos os seus constantes maus posicionamentos

Ricardo Alves. Qualidade posicional muito elevada. Seja à frente dos centrais, nas coberturas nos corredores laterais ou na articulação com a linha defensiva, ocupando o espaço libertado pelos elementos da última linha portuguesa. Um jogador de equilíbrios capaz de iniciar o processo ofensivo, mas a denotar dificuldades sob pressão.

João Mário. Jogo muito grande do capitão. Enorme qualidade de passe e enorme inteligência na movimentação, sempre a aproveitar os espaços vazios. Parece que soma anos e anos de futebol sénior a cada decisão que toma.

André Gomes. Melhor em termos posicionais, a garantir o equilíbrio da equipa nas saídas de Ricardo Alves da posição. Bastante fraco com bola. O habitual André Gomes do SL Benfica. Perdas, perdas e mais perdas. Uma percentagem de passe seguramente bastante reduzida.


Bruma. A desequilibrar completamente o jogo. Quando as recepções lhe saem é um verdadeiro perigo pois deixa desde logo para trás um adversário directo. Os nigerianos nunca souberam perceber o seu posicionamento distante da linha lateral e foram sempre incapazes de lhe colocar dificuldades no enquadramento. Qualidade na zona de finalização, foi a estrela maior no primeiro dia.