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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Melhor reforço da Liga. 5º Lugar. Kléber.


Por chegar de um clube nacional, é provavelmente o reforço menos sonante do top dez, por vós eleito.

Kléber é uma aposta muito forte do FC Porto, facilmente perceptível pela decisão de não contratar mais nenhum avançado que pudesse fazer as vezes de Falcao.

E decidiu bem o FC Porto em apostar em Kléber para primeira opção. Boa técnica, mobilidade, inteligência, capacidade de finalização e pouco egoísmo fazem do brasileiro um dos melhores avançados da Liga. Com tão forte aposta, será previsivelmente uma das figuras da Liga. Kléber tem tudo para dar certo. Há porém, que saber gerir a natural ansiedade e pressão que por certo sentirá. Saiba Vitor Pereira perceber que Kléber será bem útil para além dos golos que for marcando, e saberá gerir emocionalmente um jogador que muito promete.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quando me chateei contigo

Kléber é um dos pontas de lança, se não o ponta de lança mais interessante da Liga portuguesa. Não importa agora proceder a comparações sem sentido. Se não pudemos apreciar Postiga, Cardozo ou o portista noutra realidade, toda a discussão será estéril.

É inteligente, já provou saber movimentar-se em apoio, ou em ruptura nas costas das defensivas adversárias. Tem força, mobilidade, velocidade q.b. e não tendo a mestria de outros a finalizar, ninguém lhe pode negar qualidade nesse momento específico do jogo.

Sobre as suas capacidades individuais, passíveis de serem vistas no relvado, não pode haver dúvidas. E não pode haver dúvidas, principalmente para Kléber.

Foi com um misto de pasmo com indignação que se assistiu, no Monaco, ao momento em que tendo a bola perfeitamente ao seu dispor, naquele que poderia ser o contra-ataque mais passível de ser bem sucedido do FC Porto, Kléber não pegou na bola. Fugiu, porque Hulk estava nas imediações, e a bola acabou por ser cortada por um jogador catalão. Por momentos Kléber pareceu o gordinho que na escola se desvia, para não atrapalhar o colega de equipa mais apto.

Percebe-se que chegar do Marítimo, e principalmente suceder a Falcão crie uma pressão desmesurada em qualquer um. Mas que raio, homem! Perde a vergonha! Perde a vergonha, ou serás engolido! É que condições para triunfar, tens mais que muitas.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O 3x4 do FC Porto. Haverá forma de parar a saída para contra ataque mais letal dos campeonatos europeus?

Por diversas vezes, já aqui mencionamos o perigo que é o FC Porto aquando da recuperação da posse de bola, se a esse momento lhe seguir um passe rápido que chegue aos pés de Hulk, no corredor lateral contrário ao seu pé dominante.

O movimento ofensivo é simples. Hulk recebe, conduz a bola desde o corredor lateral direito até ao corredor central, enquanto Kléber (ou Falcao) inicia uma desmarcação de ruptura, através de um movimento iniciado de forma horizontal, ao longo da linha defensiva adversária, atravessando o defesa central direito adversário, até ao esquerdo. Se os adversários acompanharem o movimento do avançado portista, são arrastados na direcção do corredor lateral, e Hulk prossegue a jogada pelo meio, finalizando ele próprio a jogada que iniciou. Se os centrais permanecerem estáticos, a bola entrará nas suas costas, possibilitando uma situação de 1x0 contra o guarda redes adversário.

Num único jogo quatro foram as oportunidades flagrantes do FC Porto com o mesmo movimento. Pode confirmá-las aqui, no 9'', 43'', 2'28'' e 2'47''do video (não só em momentos de transição. Mas, mostram as duas soluções que Hulk invariavelmente e bem toma. Ir até ao fim, quando avançado arrasta as marcações, ou o passe, em profundidade quando este consegue libertar-se)


Que Hulk é praticamente imbatível com metros e tempo para correr, já todos o sabemos. Haverá, no entanto forma de condicionar a sua acção, levando o FC Porto a ser menos vezes bem sucedido?

Claro que sim. O primeiro comportamento defensivo que deve ser alterado, é o do defesa esquerdo adversário. Ser inteligente, é perceber que Hulk passará. Não há que tentar evitar o inevitável. Há que, dentro do inevitável, optar pelo que pode ser melhor para a sua equipa. Ao defesa que sai a Hulk, caberá nunca libertar o corredor central. Mais que tentar interceptar a bola, ou recupera-la, importa dar o lado de fora ao brasileiro. Posicionar-se de forma a convidar Hulk a prosseguir a aventura pelo lado de fora. Mesmo que isso implique uma maior facilidade na forma como este ultrapassará o defensor. Como já vimos, passando pelo centro, Hulk ficará com mais opções para definir a jogada. Opção de passe à sua direita, beneficiando da desmarcação do avançado, opção de passe à sua esquerda, geralmente com Varela, para além de ficar também enquadrado com a baliza e apto a finalizar ele próprio o lance que iniciou.

Obrigando Hulk a sair do drible pelo corredor lateral, a probabilidade de êxito reduz-se drasticamente. Depois de sair da finta, estará bem mais próximo da grande área adversária, numa posição lateral, que impedirá o tradicional movimento do avançado, cortando para a sua direita, mantendo a imprevisibilidade na decisão de Givanildo. Sobrarão duas hipóteses. Ou volta para dentro, mas aí, o espaço para jogar já será substancialmente menor, pelos metros que já foram percorridos, logo enfrentará uma situação de resolução muito mais complicada, ou termina o lance num cruzamento para a área, que terá necessariamente menor probabilidade de ser concluído com êxito, que as opções anteriores.

E se, logo no início da jogada, o defesa distraído, for incapaz de dar o lado de fora a Hulk, e o brasileiro conseguir mesmo seguir com a bola pelo corredor central, torna-se impossível impedir o FC Porto de chegar à finalização?

Não. Para além do erro que sempre é, conceder o lado de dentro ao brasileiro, nota-se também uma incapacidade quase geral das equipas da liga, para depois responder com assertividade à nova situação de jogo. Essencialmente porque os três defesas que continuam a trás da linha da bola, não adequam a sua movimentação ao que o lance exige.

Depois de ultrapassado o lateral esquerdo adversário, impõe-se que um central saia rapidamente ao caminho de Hulk, colocando-se entre este e a bola, enquanto que o central que ficou, e o lateral direito, garantem uma linha de cobertura. Impõe-se que quem defende, ou seja os três que ficaram, consigam formar um triângulo. No vértice mais avançado o central que saiu a Hulk, e nos mais recuados, o central e o lateral que continuam a formar a linha defensiva. O posicionamento dos dois mais recuados terá de ser o suficientemente próximo entre eles para que nunca seja possível que a bola passe entre os dois, e o suficientemente afastado do vértice mais ofensivo, que possa permitir controlar a profundidade defensiva. Se assim for, Hulk poderá até servir com perigo Kléber ou Varela. Mas, sempre de uma forma em que o portador da bola termine numa posição lateralizada face à baliza.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um Porto muito forte

Ao contrário da derrota averbada pelo Sporting, que serviu para demonstrar que há, ainda, um caminho longuíssimo a percorrer, o FC Porto tem ilações bem positivas a retirar da partida com o Lyon.

A capacidade de pressionar o adversário é sublime. E mesmo uma equipa recheada de grandes jogadores como os franceses, não se mostrou capaz de sair para o ataque por mais de uma mão cheia de vezes. O pressing portista é interessantíssimo, porque à semelhança do que se faz, por exemplo na catalunha, não deixa nunca a equipa desposicionada em campo.

Muito bom, em organização ofensiva o trabalho dos médios interiores, ora a baixarem, ora a subirem colocando-se entre sectores do adversário, sempre com o intuito de receber a bola. E claro, como de costume extraordinário o FC Porto na transição ofensiva. Sempre que é capaz de em três, quatro segundos, após a recuperação da bola, fazê-la chegar a Hulk, há lance de perigo iminente. Os próprios cantos contra o FC Porto, revelam-se momentos óptimos para colocar em sentido o adversário. Bater um canto para o raio de acção de Helton, é uma péssima decisão.

Foi bastante impressionante a exibição dos azuis e brancos. Parte, claramente, bem à frente da concorrência.

Destaques individuais.

Hulk. Villas Boas, e agora Vitor Pereira, tornaram Hulk, uma espécie de Cristiano Ronaldo dos tempos do United. Corredor lateral contrário ao pé dominante. Mais que preocupar-se em cumprir um papel específico do ponto de vista defensivo, ao brasileiro cabe ser a referência para a recuperação da posse da bola. É dos melhores jogadores do futebol mundial a jogar em 3x4 em meio campo, que é precisamente a maior parte das situações que o FC Porto encontra quando sai com assertividade para o contra-ataque. Na segunda parte revelou, porém, alguns vícios antigos. Não tem, obviamente a mesma preponderância nos momentos de organização, e precisa de continuar a evoluír para que em determinados momentos não assuma o jogo sozinho.

Kléber. Excelente no lance do golo, a demonstrar versatilidade. A opção por jogar simples e rápido em quem está de frente para o jogo, não demonstra incapacidade para outros comportamentos, como provou. Mas, sim, inteligência. Se Falcao partir, será uma das grandes figuras da Liga.

Rúben Micael, João Moutinho e Beluschi. Excelente tecnicamente os baixinhos. Correm kms, recebem e passam bem. Estão sempre disponíveis. São o motor do FC Porto.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Realidade paralela, muito comum em determinados grupos jornalisticos

"Kléber voltou a agitar, a driblar, a partir para cima dos adversários..."

"Pontos Negativos. Algum egoísmo". Frases de Matilde Rocha Dias, no diário Correio da Manhã.

Mesmo não sabendo exactamente em que realidade paralela habitam determinados jornalistas, não parece que inventar situações inexistentes deva ser o caminho para qualquer crónica. Mesmo que de um jornal cuja secção desportiva não prime especialmente pela sua credibilidade.

Ao longo dos setenta e dois minutos em campo, Kléber não deu nunca mais de três toques consecutivos na bola. Em cerca de noventa por cento das suas intervenções libertou a bola após dois toques (um para receber, outro para passar). Na única vez que recorreu ao drible, tal verificou-se por manifesta falta de opções. Recebeu, no meio de três uruguaios e sem qualquer opção de passe, desviou de um e sofreu falta. Mesmo nesse lance, usou apenas dois toques para definir a jogada.

Talvez o Correio da Manhã tenha definições diferentes para o "driblar", "ir para cima dos adversários" e especialmente "egoísmo". Da última vez que no planeta terra se definiu a palavra "egoísmo" seguramente que esta não estaria associada a mais de noventa por cento das opções tomadas por Kléber. Quer com bola, onde após a recepção, passou sempre a bola aos colegas. Quer sem bola, onde se desmarcou mais vezes em apoios, em movimentos de aproximação ao portador da bola, que aquelas em que procurou a profundidade, para beneficiar, ele próprio, de possíveis situações de finalização.

Provavelmente a caríssima Matilde, autora de tão brilhante crónica, não viu sequer o jogo. E honestamente, que o jornal beneficiaria imenso em abdicar de inventar disparates. O mais injusto de tudo, é que demasiados leitores que não puderam seguir o jogo, serão enganados.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

72 minutos a seguir Kléber

30''. Baixa em apoio frontal, recebe mal, mas não perdendo a posse de bola entrega de novo no defesa central;
5'. Recebe após lançamento de linha lateral, mas apertado perde na tentativa de enquadrar com a baliza adversária;
7’. Recebe na profundidade, após boa solicitação de Rúben Micael, e remata para defesa do guarda redes adversário;
8’. Livre longo batido na sua direcção. Ganha a primeira bola de cabeça, oferecendo-a ao extremo mais próximo (Hulk);
9’. Aparece para a recarga a um remate de Hulk. Sem tocar na bola, é decisivo por dificultar o adversário, levando-o ao auto golo;
12’. Salta para a 1ª bola , após livre de Helton, mas não chega sequer a tocar-lhe;
14’. Desmarca-se na profunidade, mas Hulk não solta a bola;
17’. Pressiona o guarda redes do Penarol, que acaba por chutar contra o seu pé, fazendo a bola chegar a Varela;
19'. Baixa para apoio frontal mas não recebe;
20’. Em situação de contra ataque, recebe no corredor lateral, onde instantes antes o FC Porto havia recuperado a bola, dribla o adversário e sofre falta;
22'. Faz falta na tentativa de finalização ao segundo poste;
24’. Pressiona o defesa fazendo falta;
29’. Após lançamento de linha lateral, recebe de cabeça mas entrega mal;
33’. Recebe após lançamento, enquadra e remata de fora da área com muita potência;
37’. Recebe do extremo e devolve a Varela, que quase recebe a bola em óptima posição;
38'. Recebe em apoio frontal, mas entrega mal para Moutinho e a bola segue para o adversário;
45’. Ataca o primeiro poste após cruzamento de Varela mas não chega, por muito pouco, à bola;
45’. Inicia a 2nda parte;
45’. Recebe em apoio frontal sobre o lado direito de Micael, e entrega em Moutinho que está de frente para o jogo;
45’. Recebe, roda para a baliza, percebe que não tem opções mais adiantadas, e entrega em Micael mais atrás;
46’. Ataca o primeiro poste após cruzamento de Varela, e remata para defesa do guarda redes uruguaio para o segundo poste;
46’. Mau alivio do defesa deixa Kléber só perante o guarda redes adversário. Com a cabeça desvia a bola do guarda redes, mas em queda remata ao lado;
48’. Aproxima de Hulk, recebe e devolve na profundidade ao colega;
48’. Recebe de Moutinho e entrega de primeira em Sousa que está de frente para o jogo;
49’. Baixa para receber do central, mas o passe não sai;
50’. Recebe de costas e entrega em Moutinho de frente para o jogo;
63’. Desmarca na profundidade, arrastando dois defesas, abrindo espaço para Hulk aparecer e finalizar;
72’. Substituído.

Igual a si próprio. Joga habitualmente a dois toques. Um para receber, outro para passar. Jogador interessante no apoio frontal e na forma como entrega a bola em que está de frente para o jogo. Aproveitar o espaço decorrente da saída do defesa central adversário da linha defensiva, para pressionar Kléber quando este baixa para receber, pelas penetrações de Hulk e Varela, poderão revelar-se excelentes combinações ofensivas. Sabe, também, procurar a profundidade no momento oportuno. Impressiona pelo perfil sóbrio e pela importância que dá à posse, não a colocando em risco. Tem facilidade na finalização. Há que trabalhar, porém, o primeiro toque, pois demasiadas vezes quando recebe, a bola foge em demasia do seu raio de acção. Mas, convenhamos que não é fácil receber nas zonas em que Kléber o faz. Seguramente que será uma boa opção, caso se confirme a partida de Falcao.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Kléber


O brasileiro parece ser, de facto, um jogador distinto e o Sporting mais que qualquer outra equipa na Europa precisa de um avançado de classe. Que se invista.

sábado, 27 de novembro de 2010

Hoje (também) vi o Maritimo

Capacidade técnica, frieza, agilidade, juventude, irreverência, capacidade de finalização e inteligência.

Permitir a sua transferência para o FC Porto sem lutar minimamente por ele, será um grande erro do Sporting, e porventura até do SL Benfica.