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sábado, 16 de abril de 2016

O trabalho é do treinador mas quem joga são eles.

O "mesmo" lance. Destinos diferentes. Da primeira para a segunda parte, um dos movimentos do Liverpool de Klopp. Num, demasiado arriscado por não existirem coberturas em caso de perda para o jogador que recebe no corredor lateral. Noutro, um grande lance de organização ofensiva. Coutinho primeiro, Moreno depois.  O antagonismo perfeito para quem olha sem ver.  O que mudou para que o primeiro lance resultasse numa perda de bola e consequente golo sofrido, e o segundo desse um grande lance de ataque?





Diria eu, a decisão. De quem? Do treinador? Sim. Decisão do treinador por criar essa matriz de posicionamento em termos de organização, por forma a desorganizar o adversário. Decisão dos jogadores sobre a forma de jogar com os vários momentos que o treinador lhes proporciona. Arriscado? Não creio. Porque o limite entre o "risco" e a segurança está demasiadas vezes dependente da cabeça e dos pés dos jogadores, uma vez que o jogo é jogado por eles. Se Coutinho em vez de tocar segurasse, o que se diria do primeiro lance? Se Moreno em vez de segurar tocasse, o que se diria do lance segundo lance? Afinal, nesta situação, a desmarcação circular é boa ou má? Pois.

domingo, 13 de abril de 2014

Liverpool. Os melhores 45 minutos da Premier.


Dez vitórias consecutivas na Premier, o corolário do trabalho de duas épocas com a hipótese de lutar pelo campeonato até ao fim. Sendo que, tendo vencido o Manchester City fica com o título nas suas mãos, o maior desafio está ainda por chegar. O Chelsea, de Mourinho, é a equipa mais competente do campeonato inglês, em organização defensiva. Pelo que será difícil parar um Chelsea que se preparou durante toda à época para este tipo de jogos. Os jogos dos detalhes, da estratégia, e onde quem defende melhor (com e/ou sem bola) costuma vencer.

As semelhanças:

Carências ao nível da organização da linha defensiva e da linha média. City e Liverpool precisam de melhorar muito a sua organização defensiva, para que no futuro possam competir por títulos europeus. Competições essas que estão talhadas para o detalhe, sendo que a organização defensiva é um "detalhe" muitíssimo importante nessas provas.

Ao nível da organização ofensiva, são duas equipas que procuram construir para criar no corredor central. Como aqui defendemos, a predilecção pelo corredor central é a melhor forma de criar situações de golo por ter mais e melhores opções. Não quer isto dizer que as duas equipas não tenham optado por jogar pelos corredores laterais. Quer apenas dizer, que na maior parte do tempo, na criação, a bola entrava/saia do corredor central.


Em transição defensiva, a intenção das duas equipas é tentar recuperar a bola na zona onde ela foi perdida. Mais o Liverpool que o City. Talvez por uma melhor apreensão por parte dos seus jogadores daquilo que o treinador pretende, por estar no seu segundo ano no clube.

Duas equipas com criatividade, e construídas de forma a que os mais criativos se possam expressar da melhor forma.

As diferenças:

Sobretudo a transição ofensiva. O Liverpool procura/ou sempre explorar as transições de uma forma muito vertical. Acelerou invariavelmente para a baliza contrária assim que recuperava a bola. Ainda que fossem lances de bola parada, Mignolet procurava lançar sempre o contra-ataque assim que agarrasse a bola.
Ao nível da organização ofensiva, o Liverpool procura jogar em ataque rápido. Troca bem a bola, procura o corredor central, mas na maior parte do tempo em "explosão".

O Manchester City, mais calmo ao nível da transição ofensiva, com um bom critério entre saídas para contra-ataque, ou para organização ofensiva. Mais paciente na forma como organiza o ataque, procurando empurrar o adversário para os últimos metros, e depois decidir o melhor rumo para o ataque seguir.

O Jogo:

O Liverpool tem os melhores 45 minutos da Premier League. Entra sempre muito pressionante, no campo todo, com transições fortes (ofensivas e defensivas), e com critério na forma como constrói os seus ataques em organização. Não é de estranhar o elevado número de golos que consegue marcar, consecutivamente, antes do intervalo. É no entanto impossível manter os índices de agressividade por mais tempo do que isso, sem que a equipa se revele competente na gestão do jogo, com bola. O Liverpool não o sabe fazer. Sai sempre em contra-ataque, ou em ataque-rápido, pelo que os jogadores estão constantemente em grande esforço físico, e mental.
Assim, emerge o City na segunda parte, com uma entrada mais calma do Liverpool em jogo. Com menos pressão, com linhas mais baixas, o City, com a qualidade individual que tem, e com os bons princípios ofensivos ao nível da construção e criação, tomou conta do jogo.

Individualmente podem elogiar-se, no Liverpool, Mignolet, Glen Johnson, Suarez, Gerrard e Sterling. Coutinho e Sturridge estiveram longe do nível que têm demonstrado, sobretudo ao nível das decisões nas zonas de criação. As suas más decisões poderiam facilmente ter custado a vitória à equipa. Por outro lado Suarez mostra-se cada vez mais competente na relação com os colegas, e não se poupa a esforços para os servir. Sterling mostra muita qualidade técnica, e física. Procura espaços interiores, assim como o corredor lateral, mas sempre com a cabeça levantada na procura dos colegas. Gerrard enorme com e sem bola. Fundamental em zonas recuadas de construção, e nos ajustes quando a equipa perde a bola. No City pode falar-se de Kompany, Silva e Nasri. Todos ao seu nível habitual.

Resta-me desejar sorte a quem, com muito menos recursos, consegue desafiar as probabilidades e operar um verdadeiro milagre, ao nível da qualidade de jogo e dos resultados.

domingo, 23 de março de 2014

Liverpool

Por onde melhorar para ser campeão?
É certo que a qualidade individual é fundamental. E os reds não estão neste momento em condições de lutar pelos melhores jogadores no mercado. Contudo, como Brendan Rodgers nos ensinou, mais importante que os milhões são as ideias. Então, melhorando a forma de defender, reduziria substancialmente as diferenças para equipas com maior poderio financeiro. Isto é, defendendo melhor, com referências colectivas, criaria condições para reduzir os erros individuais, que derivam da menor qualidade dos seus jogadores. Em organização ofensiva, jogar com mais coberturas ofensivas por forma a defender-se melhor das transições defensivas. E em organização defensiva, juntar e compactar o bloco, usando referências zonais.

domingo, 14 de agosto de 2011

Anfield...... at last!!!!



Primeira vez em Anfield... Finalmente!
Depois de ter estado nos arredores de Anfield em Dezembro do ano passado para o jogo ser adiado...devido a neve! Desta vez tive oportunidade de ver "in Loco" tudo o que se diz deste magico recinto!
E tradicao antes do inicio da partida de ouvir se o hino do liverpool: " You'll never walk alone" todo o estadio canta o hino e mostra uma fervorosa paixao!
Isto estende -se aos jogadores do Liverpool que no balneario antes de entrarem em campo, literalmente 3 minutos antes do arbitro tocar a campainha, o hino e ouvido dentro das quatro paredes, e desta vez Pepe Reina mostrou o seu descontentamento as responsaveis desta logistica porque o hino comecou 30 segundos depois do horario previsto....... o que levou a que a musica nao chega-se ao fim ....!!! Daqui pode se ver a intensidade e paixao que esta musica transmite para jogadores e adeptos.







Mas vamos ao jogo propriamente dito:

Apesar da ausencia da estrela da equipa, Steven Gerard por lesao, a expectativa era muito grande para ver Downing, Suarez e companhia.
O nosso portugues Raul Meireles comeca a partida no banco de suplentes. Charlie Adams e Lucas tem a tarefa de comandar as operacoes no meio campo, se na primeira parte o Liverpool este muito bem nas transicoes ofensivas, imprimindo velocidade e trocas de flanco com especial destaque para as movimentacoes de Luiz Suarez e os rasgos de Stewart Downing! Enquanto Charlie Adams estava fresco, o Liverpool comandava o jogo a seu belo prazer.
Nos primeiros 15m, os Sunderland, poderia estar a perder por 3-0 mais devido a desorientacao dos jogadores do Sunderland do que da exibicao do Liverpool.
Luiz Suarez ( um luxo ver este jogador) desperdicou uma grande penalidade logo no inicio do jogo e o Referee perdou o cartao vermelho a Kieron Richardson ( adaptado a defesa esquerdo). No meio campo do Sunderland Jack Colback e Lee Cattermole ( o Paulinho Santos ca do sitio, bate em tudo o que mexe) nao estavao a dar conta das movimentacoes de Downing e a intelgencia de Charlie Adams, na frente um possante Gyan e Larson na lado esquerdo no meio campo nao conseguiam produzir lances de perigo para as redes de Reina.
Liverpool chega a vantgagem atraves de um livre, onde Luis Suarez consegue desviar a bola para o fundo das redes. Era o delirio e o coroar do melhor periodo do Liverpool. Assim depois Downing recebe a bola no seu meio campo e tem uma arrancada onde toca na bola 10 vezes tirando 3 adversarios para no 11 toque na bola rematar a barra! Depois pouco mais se viu do Liverpool.
Na 2 parte tudo foi diferente, onde pudemos ver um sunderland completamente transfigurado para melhor, a passar a ter mais posse de bola apesar de sempre procurar pelo futebol directo, mas comecou a ganhar as segundas bolas e a passar mais tempo no meio campo do Liverpool ( comecou se a perceber que Charlie Adams nao tinha a disponibilidade fisica necessaria, Lucas comecou a falhar passes atras de passes e miudoJohn estava um pouco nervoso no lado direito da defesa, contribuiram para o declinio do Liverpool).
Os lances de bola parada tem uma influencia enorme no futebol ingles, o Sunderland mostrou que tinha o trabalho de casa bem feito, e o SR. 50 Milhoes de Libras ( Andy Carrol) nao teve vida facil. Em todos os cantos e livres, o marcadores directo de Carrol era o Lee Cattermole, que quase que lhe dava pela cintura, mas esta tactica foi deveras eficaz pois ora o Wes Brown ( a meu ver Man of the Match) ou o Ferdinand ficavam soltos, nao marcavam ninguem mas sempre ao lado do Cattermole e do Carrol, pois quando a bola fosse direccionada para aquela area eles atacavam a bola. Desta forma o homens de Steve Bruce fazia a vida dificil a Carrol pois este teria de desenvencilhar se do " Paulinho Santos" e ainda ganhar a bola nas altura a Wes Brown ou Ferdinand.
Larson marcou um golo de belo efeito, que iria colocar o resultado final em 1-1.
Muitos dizem que o futebol ingles e fraco tacticamente e que os sistemas sao muito estaticos, Kenny Dalglish foi fiel a isto e nas mexidas que teve nao mudou o sistema que acredita ser o melhor para o Liverpool, quando o Meireles entrou para o lugar do Suarez, ja Kuyt estava em campo ocupando o lugar de Henderson (muito apagado na direita), Meireles foi colocado no lado esquerdo do meio campo. Tudo o que se viu do Meireles foi receber a bola no lado esquerdo procurar o seu pe direito para tentar servir Carrol, nao fazendo uso das melhores caracteristicas que possui, que sao as entradas no ultimo terco nas costas dos avancados para poder finalizar. Creio que os dias de Meireles estao contados na cidade dos Beatles! Com outras opcoes em campo, podendo colocar Downing a esquerda, Kuyt na direita e Meireles ao lado de Charlie Adams com Lucas a fazer a cobertura defensiva destes dois. Mas nao, Dalglish nao arriscou muito, Sunderland estava dono e senhor da partida e o ambiente esfriou em Anfield!
Liverpool precisa de Gerrard como nunca, mas o medio estara fora dos revaldos mais um mes!
Carragher e o lider desta equipa e apesar de ja nao estar ao mais alto nivel ainda e o patrao da defesa , e tem uma influencia enorme!!!
Resultado justo!

Next stop: Craven Cottage!!!