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terça-feira, 24 de maio de 2011

As equipas do Machado, são tão más, tão más, tão más, que nem nos cantos conseguem garantir a concentração defensiva

Concentração defensiva. Quarto princípio defensivo do jogo. A defesa deve diminuir o espaço e amplitude de jogo, obrigando assim o adversário a jogar em pequenos espaços, facilitando a cobertura defensiva e criando situações de vantagem numérica com mais facilidade.

O FC Porto de Villas Boas tem sido uma máquina imparável e há que lhe creditar todo o mérito do mundo por isso. Todavia, por vezes parece que Manuel Machado tem prazer em ser goleado.

P.S - O titulo do texto é obviamente exagerado.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Vitória de Guimarães

Tanto jogador interessante, e tão pouco futebol. Individualmente o Vitória está com larguíssima vantagem sobre os demais no top cinco do futebol português. Colectivamente estará provavelmente no fundo.

Manuel Machado que até tem tido bons percursos, e tem sido um treinador capaz de montar rotinas de transição defesa-ataque interessantes, mantém-se preso às suas velhas convicções. Não evoluí nem pretende fazê-lo. Prefere valorizar a qualidade individual alheia quando perde, em detrimento de uma análise mais efectiva à dinâmica que incute nas suas equipas. Dos doze primeiros classificados, o Vitória é quem mais golos sofreu na Liga. Facto não alheio à forma desorganizada como as suas equipas ainda se apresentam em campo.

É lamentável que o treinador vitoriano, que outrora parecia poder almejar algo mais, tenha abdicado de se valorizar em termos de conhecimento, em detrimento de tentativas descabidas de auto promoção.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O banho foi táctico, Machado.

A luta para provar que a competência táctica é o factor primordial de sucesso no jogo é árdua. Contudo, aqui não cedemos tão facilmente.

Impressiona pela negativa a justificação de Manuel Machado para tamanho vendaval de futebol. Ok. Ter melhores jogadores é decisivo. Afinal, é por ter melhores jogadores que os demais que o Vitória de Guimarães, uma das piores equipas da Liga, do ponto de vista colectivo, está numa excelente posição na tabela classificativa.

O que Manuel Machado precisa de perceber é que pagar determinado preço por um jogador, não faz com que este chegue e sem um bom processo de treino, interaja com tanto sucesso com os demais colegas.

Sim. É preciso ter-se muita qualidade técnica (e isso paga-se) para poder ter sucesso nas combinações tácticas propostas pelo treinador. Mas, todo aquele jogo de apoios, de desmarcações à volta do portador da bola, todas aquelas triangulações são fruto de trabalho realizado nos treinos. Toda aquela movimentação colectiva constante. Todas aquelas simulações dando a entender ir receber a bola no espaço, voltando rápidamente para a receber no pé, é trabalho de casa. Trabalho de campo, no qual Jorge Jesus é exímio.

Das duas dezenas de jogadas de golo iminente criadas pelo SL Benfica, quantas nasceram de impulsos individuais? Arriscaria dizer, ZERO!

O banho, Machado, foi táctico. Não o perceber só prova que jamais o treinador Vitoriano poderá ser opção para clubes mais ambiciosos. E recorde como muitos o querem ver no Sporting...

Há também, os que definem a capacidade física como principal foco desiquilibrador do jogo.

"Não temos, pelos vistos, conhecimentos técnicos que nos permitam apresentar níveis físicos sequer aproximados a isto."

Inacreditável como ainda hoje não se percebe a importância da táctica no jogo. Quer na ocupação dos espaços, como na tomada de decisão.

O SL Benfica esteve praticamente os 90 minutos em cima do Vitória. Mas, tal envolve um desgaste físico tão intenso, e insuportável pelo seu adversário como nos querem fazer crer? A resposta é óbvia. Não!

Jogando (como jogou) com a linha defensiva junto à linha do meio campo, obrigando o jogo a decorrer somente em meio campo, muito pouco tiveram de correr os jogadores do Benfica para pressionar o portador da bola, a cada instante. Bem mais para correr, tiveram os jogadores do Vitória, que de cada vez que iam à baliza encarnada tinham de fazer 50 metros, de tão longe que jogaram da meta. Acredite que fisicamente o jogo foi incrivelmente mais desgastante para o Vitória que para o Benfica, que teve sempre menos metros para correr.

Ao contrário do que ainda hoje se pensa, a capacidade para pressionar o adversário no seu meio campo defensivo, não depende de atributos físicos. Depende sim, de uma boa cultura posicional de todos os jogadores. E isso, meus caros, é trabalho do treinador. É trabalho táctico.

A supremacia foi táctica!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Vitória de Guimarães e curta do Sp. Braga

Com mais três jogadores em campo que o adversário, persiste em atacar pelos corredores laterais, passando os minutos que faltam para o término do jogo em constantes situações de inferioridade númerica. Quando estão 11x8 em campo.

Não é comum na Liga Portuguesa uma equipa ter tanta qualidade individual no seu plantel, quanto a que se reuniu em Guimarães. Ainda que bem classificado, o Vitória tem potencial individual para somar muito mais pontos que os que efectivamente somou, para jogar bem mais que o que joga, para marcar bem mais que o que marca, e para sofrer bem menos que o que sofre.

Colectivamente pouco se aproveita. Felizmente para o Vitória que esse é também um traço comum a um número demasiado considerável de equipas da Liga Sagres.

P.S. - Que se passa, Domingos? É óbvio que Miguel Garcia e Elderson não têm um terço da qualidade de João Pereira e Evaldo. Porém, justificará a diferença de qualidade individual dos dois laterais a quantidade quase infindável de golos (comparativamente com as duas épocas transactas) que a equipa consente? Assim ficamos convencidos que está claramente a faltar trabalho táctico na tua linha defensiva. Aquele tipo de trabalho que Jorge Jesus desenvolveu num ano inteiro com a tua linha defensiva da época passada, e que tão bem aproveitado foi por ti.

domingo, 18 de julho de 2010

Torneio Cidade de Guimarães


Soltas:

- A dinâmica ofensiva do SL Benfica é extraordinária. Os recursos colectivos (combinações, triangulações, tabelinhas) parecem não ter fim. Oito golos e dezenas de oportunidades desperdiçadas em apenas dois jogos;

- Alan Kardec está um jogador! Melhorou bastante nos apoios frontais e na forma como tabela com os colegas. Para além do incremento da qualidade na fase de construção de oportunidades, está a fazer golos. É a grande revelação da pré época benfiquista;

- Luis Filipe nem na segunda divisão jogaria;

- Entregar o prémio de melhor jogador do torneio a Carlos Martins é abusivo. Ainda que os seus golos tenham sido qualquer coisa...;

- Airton é um óptimo jogador. No final da próxima época, o Benfica estará pronto a perder Javi Garcia;

- Nico Gaitan não engana. É fantástico e vai fazer a diferença. Ser ou não extremo é uma falsa questão. Com Fábio Coentrão, dinamitará o corredor esquerdo. Não espere, contudo, demasiados dribles. O argentino é mais inteligente do que isso. Jara esteve bastante melhor que nos primeiros jogos;

- Dificilmente Roberto deixará de ser um flop. Pode eventualmente acontecer, com a chegada de Luisão, Maxi e Fábio, que o Benfica consiga não consentir remates por alguns jogos, por forma a incrementar a confiança do seu guarda redes. Não acontecendo, está condenado ao insucesso;

- Ramires faz imensa falta. Várias foram as vezes em que a equipa partiu, ficando com apenas 5 jogadores para defender. Com Ramires, tal nunca sucede. É absolutamente decisivo na transição defensiva. Perdê-lo prejudicará, de sobremaneira, em termos defensivos a equipa;

- O Vitória de Guimarães decidiu mal ao contratar Manuel Machado. É lamentável a forma como as suas equipas defendem. Correr à toa, em perseguição das referências adversárias, abre buracos e avenidas na linha defensiva. Perante equipas com muita mobilidade, a goleada será sempre previsível;

segunda-feira, 15 de março de 2010

Mais uma lição


"Crendo como verdadeira, a esfarrapada desculpa de Jorge Jesus para os quatro dedos no ar, é inegável que sobra uma lição, que se aprendida, poderá, eventualmente, catapultar Machado para outros voos.

Aprender com a interpretação que Jesus sugeriu para o gesto, seria produtivo para Machado. É que, de facto, é assim que se deve posicionar uma defesa a 4. Os quatro defensores devem permanecer alinhados (na horizonal, ou ligeira diagonal), formando uma linha de jogadores próximos entre si. Se assim for, o comportamento do adversário, não cria rupturas no sector defensivo. Mantendo o alinhamento e a proximidade entre os quatro, o adversário dificilmente será capaz de explorar a profundidade nas costas da defesa. O adversário, portador da bola, encontrará sempre uma barreira de defesas entre a bola e a baliza.

Quando se troca o comportamento zonal pelo perseguir do adversário, o posicionamento defensivo é quase aleatório. É definido pelos avançados. Não há linhas. Há uns jogadores mais à frente, outros mais atrás. No sector defensivo, há buracos, a todo o momento. Criados pela mobilidade e aclaramento de espaços dos jogadores adversários.

Numa perspectiva de evolução, talvez Machado deva mesmo ser anjinho e interpretar o gesto da forma como Jesus o expôs. Retirando daí o máximo possível. Quem sabe, quando souber organizar defensivamente a sua equipa, Manuel Machado não esteja em condições de chegar a uma equipa com outras ambições?"
Post recuperado do jogo da 1a volta. SL Benfica - 6 - Nacional - 1.


Manuel Machado continua a ser derrotado, o que é natural tendo em conta a acentuada diferença de valores, como o próprio referiu. Continua, porém, sem perceber as nuances tácticas que dizimaram o Nacional (7-1) nos jogos com Jorge Jesus.

E desta vez, Jorge Jesus até fez questão de as explicar na conferência de imprensa, pós jogo na Madeira.

"Ao intervalo decidimos explorar outros movimentos. Decidimos que o Ramires passaria a ocupar espaços mais interiores, aquando da posse da bola, por forma a trazer consigo o Salino para dentro, ganhando espaço no corredor para as entradas do lateral". Jorge Jesus.

Equipa que marca Homem X Homem, torna-se na presa, quando o adversário abusa do princípio da mobilidade. Move-se por onde o adversário quer. Há muito que se perdeu a conta à quantidade de golos que o SL Benfica já marcou fruto dos apoios frontais dos seus avançados (quando baixam no campo de jogo, trazem consigo os centrais, e depois acabam a servir outros jogadores que aparecem no espaço outrora ocupado pelos defesas adversários).

Manuel Machado, que até tem o mérito de colocar as suas equipas a praticar bom futebol, é responsável por um processo defensivo lastimável. Enquanto não o perceber, jamais terá qualidade para chegar a um grande.

P.S. - Mobilidade e aclaramento de espaços, é a chave para um ataque que se pretenda forte na Liga Sagres. É que em Portugal, raras são as equipas que optam por uma zona defensiva.

domingo, 8 de novembro de 2009

Machado, Scolari, Villas Boas e Co Adriaanse. Sim, Não e Talvez.


Manuel Machado. Está bem onde está. É inegável que já obteve classificações interessantes com as suas equipas, que são geralmente bem organizadas nas saídas rápidas para o ataque. Contudo, o seu método defensivo é pouco consentâneo com a grandeza de um clube como o sporting. Tende a compensar as suas más ideias, com o organizar de uma defesa a cinco. Também, em organização ofensiva, as suas equipas nunca impressionaram. No Sp Braga onde foi forçado a assumir os jogos, foi um, prevísivel fracasso. NÃO.

Felipe Scolari. É um treinador com qualidades. Fantástico do ponto de vista motivacional, seria seguramente capaz de aumentar a auto estima leonina, e o número de espectadores em Alvalade. Não nos revemos, inteiramente, nas suas opções tácticas. As tais que consideramos como o mais decisivo no jogo moderno. Importante perceber, no entanto, que é um vencedor galardoado e consagrado em todo o mundo. TALVEZ.

André Villas Boas. Tendo em conta a pouca experiência, tudo o que possa ser afirmado será, seguramente, especulativo. Parece ter conhecimentos para uma carreira de grande nível, e é inegável que num espaço tão curto de tempo, a Académica transfigurou-se totalmente. Para melhor, bem entendido. A pouca experiência poderá ser um entrave. Porém, quem sabe se não causaria impacto? TALVEZ.

Co Adriaanse. Tem experiência, tem conhecimentos, tem ideias e não se coíbe de as colocar em prática. Astuto tacticamente, e com um perfil de liderença bem definido, o holandês seria uma excelente aposta. SIM.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A lição de Jesus


Crendo como verdadeira, a esfarrapada desculpa de Jorge Jesus para os quatro dedos no ar, é inegável que sobra uma lição, que se aprendida, poderá, eventualmente, catapultar Machado para outros voos.

Aprender com a interpretação que Jesus sugeriu para o gesto, seria produtivo para Machado. É que, de facto, é assim que se deve posicionar uma defesa a 4. Os quatro defensores devem permanecer alinhados (na horizonal, ou ligeira diagonal), formando uma linha de jogadores próximos entre si. Se assim for, o comportamento do adversário, não cria rupturas no sector defensivo. Mantendo o alinhamento e a proximidade entre os quatro, o adversário dificilmente será capaz de explorar a profundidade nas costas da defesa. O adversário, portador da bola, encontrará sempre uma barreira de defesas entre a bola e a baliza.

Quando se troca o comportamento zonal pelo perseguir do adversário, o posicionamento defensivo é quase aleatório. É definido pelos avançados. Não há linhas. Há uns jogadores mais à frente, outros mais atrás. No sector defensivo, há buracos, a todo o momento. Criados pela mobilidade e aclaramento de espaços dos jogadores adversários.

Numa perspectiva de evolução, talvez Machado deva mesmo ser anjinho e interpretar o gesto da forma como Jesus o expôs. Retirando daí o máximo possível. Quem sabe, quando souber organizar defensivamente a sua equipa, Manuel Machado não esteja em condições de chegar a uma equipa com outras ambições?



Pare a imagem no momento em que Aimar recebe a bola, de frente para o jogo. Repare no posicionamento dos defensores madeirenses. Tudo preso a marcações individuais. Ocupando o campo de forma ridicula. Uma linha de dois defesas (ao nível de Cardozo). Depois mais um e por fim, outros dois. O passe de Aimar entra, precisamente onde deveria estar colocado o defesa direito (mas, este estava mais preocupado em chegar o mais próximo possível do adversário directo...). Ao longo de todo o jogo, inúmeros foram os passes bem sucedidos, a explorar a profundidade nas costas dos defesas da equipa de Machado.

P.S. - O Benfica de Jorge Jesus, consentiu o seu 1º golo na Liga, fruto de um passe em profundidade para as costas da sua linha defensiva. Apesar da vantagem injusta de que o avançado madeirense beneficiou (ter partido de uma posição que o colocava mais próximo da baliza de Quim, que qualquer dos defensores encarnados), alguns erros foram cometidos. Javi e Luisão estão demasiado afastados, e David Luiz demora um pouco, a ocupar a posição de Fábio Coentrão (alinhando com os restantes três colegas de sector. Sendo também a demora de David Luiz, a causa principal para o facto de Javi não ter juntado mais cedo a Luisão).

Golo aqui

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Farías e Saviola

O argentino do FC Porto é um goleador de excelência. Perfeito para os jogos que se complicam. Não precisa de muitos minutos, tão pouco de muitos toques na bola, para chegar ao golo. Fica a dúvida sobre quantos obteria se jogasse mais tempo. Com a Académica foi verdadeiro Ás de trunfo.

De Saviola não sobra muito para dizer. Se Lisandro era/é um avançado encantador, El Conejo ainda mais. Ter um jogador com tamanha qualidade na Liga Sagres é um cenário quase surreal. Há que disfrutar.

MENOS

Manuel Machado

Em surdina sugere-se, quem sabe se pelo sucesso de Jorge Jesus no SL Benfica, a hipótese Sporting para o prosseguir da carreira de Machado. Para o Sporting, seria uma tragédia. As equipas de Manuel Machado são muito interessantes nas saídas para o contra-ataque. Nota-se que é um treinador com alguma sapiência nos processos ofensivos. Contudo, do ponto de vista defensivo, é uma lástima. Os seus jogadores perseguem, quais baratas tontas, os adversários para toda a parte. Não há o formar de linhas defensivas. Cada um, joga por si. O método defensivo é um autêntico buraco. Equipas com mobilidade e qualidade técnica facilmente desmontam as equipas de Machado. Tenta compensar as lacunas defensivas, utilizando um sistema táctico mais defensivo (5-3-2), que acaba por prejudicar, também, a equipa, quando em situação de ataque organizado. A goleada na luz era esperada. Equipas perdidas no campo, consentem a todo o momento, que seja explorada a profundidade nas costas do seu último elemento.

MAIS OU MENOS

Hulk

Os dois golos na champions dão-lhe a notoriedade que tanto ama. Permitem-lhe ser, cada vez mais, o heroi da pequenada. Porém, continua a faltar-lhe cultura colectiva. No jogo da Liga, realizou uma exibição risível. Das poucas vezes que decidiu fazer a bola circular, fê-lo de forma desajeitada, e quase sempre para o adversário. Perante equipas capazes de delimitar os espaços, Hulk é menos um. Compreendem-se os assobios no Dragão.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Jorge Costa

O Algarve volta a estar representado na Liga Portuguesa. Jorge Costa é o principal obreiro. Poucos treinadores portugueses terão a astúcia táctica de Jorge Costa. Os muitos anos de prática, vendo sempre o jogo pela frente, e a oportunidade de ter sido orientado por José Mourinho, contribuiram de forma decisiva para lhe aumentar o leque de conhecimentos sobre o jogo. Desconhece-se se é capaz de aplicar e transmitir, tudo o que sabe. Se for capaz de operacionalizar os conhecimentos que tem, o futuro, enquanto treinador de futebol, será, por certo, risonho.

MENOS

Ulisses Morais

A Naval é uma das equipas da Liga, com alguma qualidade individual. Se é certo que conseguiu, a espaços, produzir um futebol agradável, acente em transições rápidas para o ataque, pelos corredores laterais, explorando o talento de Davide e a velocidade de Marinho, terminar a prova num 13º lugar, fica muito áquem das expectativas iniciais.

MAIS OU MENOS

Manuel Machado

Se é certo que terminou a época à frente do seu eterno "amigo", Jorge Jesus, o jogo de Alvalade, demonstrou, claramente, que Machado está a anos luz de ter capacidade para voos mais altos. O processo ofensivo é bem trabalhado. As movimentações, combinações ofensivas e transições são boas. Contudo, o processo defensivo é lastimável. A caça ao homem que incute nas suas equipas, esperando que o central livre, faça todas as coberturas defensivas, tornam-as demasiado frágeis. Muito facilmente se encontram soluções (através da mobilidade dos jogadores da frente) para fazer golos a quem assim defende. Os golos de Derlei são o espelho do quão frágil e mal posicionada pode ficar uma defesa que usa referências individuais a todo o instante.



sábado, 3 de janeiro de 2009

Machado, Jesus e os entraves à sua ambição

Ponto prévio. Dissertar sobre o valor teórico de um treinador, salvo raras excepções, é um exercício essencialmente especulativo, isto se não se teve a oportunidade de presenciar o trabalho semanal do mesmo, ao longo de determinado período de tempo.

A Organização, os bons princípios e boas ideias, sempre me pareceram ser apanágio das equipas orientadas por Jorge Jesus e Manuel Machado. Independentemente das evidentes limitações orçamentais.

Essa percepção, permite-me concluir que tais treinadores possuem, no mínimo, alguma sapiência táctica. Jorge Jesus, apregoa possuír bem mais do que somente "alguma". E eu concordo. As suas equipas, sempre foram colectivos, e não, soma de individualidades. Os estágios em Barcelona, foram uma grande mais valia na sua carreira.

Na percepção que têm sobre o jogo, parecem-me ser do melhor que temos pela Liga Sagres. Sendo legitimo, a ambos, o "sonhar" com uma proposta de um clube de nomeada.

Há, no entanto, um factor, absolutamente decisivo, a melhorar, se pretendem que a sua "candidatura" seja tomada como algo de sério. Factor comum a ambos.
A linguagem.

Jesus, autentico "Richard Gere de Alfama" dificilmente seria levado a sério por jogadores extremamente bem pagos, com a sua linguagem absolutamente descuidada. Ao primeiro revés, o "jogámos muitá bem" não seria tido como um discurso de bom tom. Os próprios jogadores, cada vez mais, vão tendo (nos bons clubes) treinadores ao longo da sua formação, que se preocupam com a forma como expõem as suas ideias. Encontrar uma realidade totalmente oposta, seria no mínimo motivo para chacota.

Machado, na sua tentativa de se demarcar dos treinadores da "velha guarda", os tais que agem por instinto, e não por conhecimento, adopta um discurso absurdo. Na tentativa de parecer um "bom falante", Machado não percebe que não se expressa com mais qualidade que qualquer outro. Apenas o faz de forma diferente. Trocar "ultimo lugar", por "posição terminal da tabela", não é uma questão de falar melhor. É apenas diferente. A forma abusiva como tende a complicar todas as ideias que pretende expor, usando um discurso diferente, mas não melhor, tornariam-o demasiado susceptível às brincadeiras dos atletas com estatuto elevado. Tal, seria sempre o princípio do seu fim.

Ao treinador, exige-se, cada vez mais, competências, bem para além do conhecimento táctico. Particularmente em clubes demasiado populares. Compreendê-lo, em vez de passarem a vida com lamentos sobre a sua nacionalidade ("O que é estrangeiro é que é bom" dizem), poderá levar alguns treinadores nacionais, a melhores clubes. E Jesus, bem parece ter conhecimentos para algo mais.