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terça-feira, 15 de abril de 2014

Um dia o Pirlo vai deixar de jogar. Mas é a tua ausência que mais sinto...

E o Riquelme e o Gerrard. E o Xavi e o Iniesta. Todos deixarão.

O Scholes que foi uma referência para muitos deles já deixou.

Demasiadas vezes é assim que sinto os anos a passarem. O Cantona, o Futre e o Van Basten foram os ídolos de menino, depois de me ter enamorado por ti. 

O Messi que é o melhor de sempre, porque é estupidamente perfeito em todas as acções que faz não humilha os adversários porque sim. Fá-lo sempre para aproximar a sua equipa do golo. Não bate nos adversários nem nos adeptos. É tudo demasiado perfeito, e eu não consigo apaixonar-me por alguém assim.

O Balotelli tem os seus momentos, mas não vai embora com a bola. O Ronaldo chuta bem mas há muito que é apenas uma máquina perfeita de marcar e vencer. Sem sentimentos. 

Não nascerá mais ninguém que me prenda à televisão a ver jogos do Sevilha. Gordinho como te recordo em Espanha, a fazer o que mais ninguém conseguia, ainda assim. Mais tarde ver-te aos dez anos a confessar os dois desejos secretos. Jogar um Mundial e ganhá-lo. Tinhas os mesmos dez anos quando o teu irmão garantiu que nunca iria ser como tu. Porque já ai eras um extra-terrestre. Como é possível adivinhar-se toda uma vida aos dez anos, penso.

Os miúdos do Benfica que ontem jogaram a primeira final europeia de futebol jovem talvez não precisem de nascer dez vezes para mais tarde representarem no escalão seguinte o seu clube. Mas o Messi, o Ronaldo, o Xavi, o Pirlo e o Riquelme, nem que nasçam cem criarão um momento destes.


“Balón para Diego, ahí la tiene Maradona, lo marcan dos, pisa la pelota, Maradona, arranca por la derecha el genio del fútbol mundial. Y deja el tercero, puede tocar para Burruchaga… siempre Maradona. ¡Genio, genio, genio! Ta, ta, ta, ta, ta … ¡Gooooooool gooooooool!
¡Quiero llorar! ¡Dios santo, viva el fútbol, golaaaazo! ¡Diegoooool!!! Maradona! Es para llorar, perdónenme. Maradona, en una corrida memorable, en la jugada de todos los tiempos,barrilete cósmico, de qué planeta viniste para dejar en el camino a tanto inglés?, para que el país sea un puño apretado gritando por Argentina. Argentina 2 – Inglaterra 0. ¡Diegol, Diegol!, Diego Armando Maradona. Gracias, Dios, por el fútbol, por Maradona, por estas lágrimas, por este Argentina 2 – Inglaterra 0."

terça-feira, 30 de outubro de 2012

"...de qué planeta viniste... para dejar en el camino a tanto inglés? ...

Ainda o aniversário de Deus. Para si que não seguiu o México 86, o meu lamento. Não mais haverá algo igual.

sábado, 14 de abril de 2012

Redondo para Maradona Maradona para Redondo Redondo para Maradona

“si yo fuera Maradona
viviria como él
Si yo fuera Maradona
Nunca m’equivocaria”

Tudo em Maradona é uma lenda.

Foi em noventa e quatro, que a FIFA destroçou, definitivamente todo um sonho de criança que virara adolescente.

Era uma criança oito anos antes, mas já Argentino. Eles têm o Maradona, não se cansava de repetir o meu mais velho, e mais astuto primo Sérgio.

Os telejornais abriam com os feitos de um baixinho que dominava o mundo. Foi o meu primeiro melhor jogador do mundo, e todos sabemos quão especial isso é. Os seus golos no México, as suas infindáveis jogadas que destroçavam todos quanto os que cruzavam o seu caminho. Ainda que de baixa estatura, de tão brilhante que é salta mais alto que Peter Shilton e de cabeça elimina a Inglaterra. A nossa Argentina sagrara-se Campeã Mundial. Como poderia ser diferente? Nós temos o Maradona!

Três anos depois, quis o destino que o caminho do Napoli se cruzasse com Portugal. O Maradona vem a Portugal. Recordo perfeitamente a emoção que foi saber que tal aconteceria. De facto, impossível é recordar um outro momento em que alguém com maior importância por cá tenha passado. É em oitenta e nove que pela primeira vez me desiludo. Não com Maradona. Nunca com ele. Alberto Bigon deixa o astro sentado no banco de Alvalade, e ainda hoje não percebo porque não se colocou aquele banco no museu do clube. Maradona entra, mas é o dezasseis. O melhor dezasseis da minha vida, garantidamente. Mas Maradona era o dez, e desde então que não esqueci mais o nome do treinador italiano que me atraiçoou. É nessa eliminatória que alguém comete o maior feito que recordo. Ivkovic, guarda redes do Sporting, defende um penalty de Maradona.

É em noventa e quatro que se comete a mais terrível injustiça de que há memória. Maradona está de volta, está bem e recomenda-se. Volta a carregar um país nos seus ombros. Joga, marca, faz jogar. Vamos ser outra vez campeões, penso. Temos o Maradona!

Já depois de destroçada a selecção grega, o telejornal volta a abrir com Diego. A infame FIFA volta a castigá-lo. O uso de cocaína é a mentira avançada para retirar do torneio o seu mais brilhante astro. É claro que uma organização maior teme o que pode almejar a Argentina nas asas de Maradona. Uma enorme mentira, que será um dia corrigida. Ainda hoje estou certo disso.

Nao. Maradona nunca me desiludiu. A culpa esteve sempre nos que à sua volta gravitavam.




Revi hoje. O golo e depois o texto de Outubro de 2011. É ligar o som e deliciar-se.


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Deus foi assassinado em 1994.

“si yo fuera Maradona
viviria como él
Si yo fuera Maradona
Nunca m’equivocaria”

Tudo em Maradona é uma lenda.

Foi em noventa e quatro, que a FIFA destroçou, definitivamente todo um sonho de criança que virara adolescente.

Era uma criança oito anos antes, mas já Argentino. Eles têm o Maradona, não se cansava de repetir o meu mais velho, e mais astuto primo Sérgio.

Os telejornais abriam com os feitos de um baixinho que dominava o mundo. Foi o meu primeiro melhor jogador do mundo, e todos sabemos quão especial isso é. Os seus golos no México, as suas infindáveis jogadas que destroçavam todos quanto os que cruzavam o seu caminho. Ainda que de baixa estatura, de tão brilhante que é salta mais alto que Peter Shilton e de cabeça elimina a Inglaterra. A nossa Argentina sagrara-se Campeã Mundial. Como poderia ser diferente? Nós temos o Maradona!

Três anos depois, quis o destino que o caminho do Napoli se cruzasse com Portugal. O Maradona vem a Portugal. Recordo perfeitamente a emoção que foi saber que tal aconteceria. De facto, impossível é recordar um outro momento em que alguém com maior importância por cá tenha passado. É em oitenta e nove que pela primeira vez me desiludo. Não com Maradona. Nunca com ele. Alberto Bigon deixa o astro sentado no banco de Alvalade, e ainda hoje não percebo porque não se colocou aquele banco no museu do clube. Maradona entra, mas é o dezasseis. O melhor dezasseis da minha vida, garantidamente. Mas Maradona era o dez, e desde então que não esqueci mais o nome do treinador italiano que me atraiçoou. É nessa eliminatória que alguém comete o maior feito que recordo. Ivkovic, guarda redes do Sporting, defende um penalty de Maradona.

É em noventa e quatro que se comete a mais terrível injustiça de que há memória. Maradona está de volta, está bem e recomenda-se. Volta a carregar um país nos seus ombros. Joga, marca, faz jogar. Vamos ser outra vez campeões, penso. Temos o Maradona!

Já depois de destroçada a selecção grega, o telejornal volta a abrir com Diego. A infame FIFA volta a castigá-lo. O uso de cocaína é a mentira avançada para retirar do torneio o seu mais brilhante astro. É claro que uma organização maior teme o que pode almejar a Argentina nas asas de Maradona. Uma enorme mentira, que será um dia corrigida. Ainda hoje estou certo disso.

Nao. Maradona nunca me desiludiu. A culpa esteve sempre nos que à sua volta gravitavam.

Texto previamente publicado no Letra1

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Diz-me quem convocas, dir-te-ei o que fumaste.


"Sinto um pouco pelo Gago, pois era um dos meus homens". Maradona.

Gago não cabe nos 30 pré-convocados da Argentina? Por aqui estamos absolutamente ansiosos por (re)conhecer a qualidade futebolistica de todos aqueles médios convocados.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Cristiano Ronaldo

Do jogador, sobram adjectivos. Enquanto homem é alvo de crítica fácil. Percebe-se porquê. Expõe-se demasiado. Os minutos que jogou (determinantes, pela forma como participa no primeiro golo. Apesar de a exibição não estar a ser positiva. Novamente, demasiado individualismo) foram de um sacrificio enorme, em prol de um grupo, de um país, que tanto o critica. O Mais, premeia a vontade de vencer, quem sabe única, de Cristiano. As consequências, já são conhecidas. Mais uma longa paragem.

MENOS

Diego Maradona

Quem não percebe o porquê de uma das mais talentosas selecções mundiais estar em apuros, provavelmente, é porque ainda não viu a equipa jogar. No plano ofensivo, o talento, a velocidade e a inteligência de tantos e tão bons jogadores, é suficiente para produzir várias oportunidades de golo. É no plano defensivo, que incomoda observar tamanho desnorte. Não há a minima coordenação colectiva. Cada jogador, parece ocupar de forma quase aleatória o campo de jogo. Digno de uma equipa de amadores. A ligação dentro do mesmo sector (defesa) é inexistente. A ligação entre sectores (defesa-meio campo) idem. Que dor causa ver, tão nobre selecção em tal situação.

MAIS OU MENOS

Carlos Queiróz

É certo que a selecção está bem próxima do apuramento. Ainda assim, não mudamos uma virgula na nossa opinião sobre o seleccionador nacional. Aguarda-se adversário acessível no Playoff.