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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Os parabéns a Sá Pinto

Não conhecia o Athletic. Em Alvalade não havia estado este Bilbao. Mérito de uns ou demérito de outros? Um pouco de ambos seguramente.

Impossível crer que ontem o mundo não se tenha rendido ao futebol dos bascos. Com um quarto de hora de jogo, os espanhois já tinham entrado com a bola dominada na grande área leonina uma mão cheia de vezes. Verdadeira avalanche de futebol ofensivo. Linhas de passe, mais linhas de passe, mobilidade mais mobilidade. Incrível facilidade para penetrar na direcção da baliza do Sporting. Bastaram quinze minutos para se perceber a qualidade ofensiva dos homens de Bielsa.

Todavia, o Bilbao é, ou foi sempre uma equipa bastante débil sem bola. Ocupa mal o espaço, persegue a movimentação e expõe-se. Bielsa em tempos referiu que para defender, manda correr. Mas, como o Bilbao defensivamente há milhares. A questão é que é preciso qualidade ofensiva para explorar tais debilidades.

E ai os parabéns a Sá Pinto. Fez tudo bem. Podia ter sido feliz, mas não foi. Só havia uma forma de seguir em frente. Fazer golos. O Sporting pode voltar a Bilbao o número de vezes que for necessário, que é altamente improvável sair de Espanha sem sofrer dois, três, quatro golos. O caminho o Sá procurou. Ir atrás do resultado. Procurar o um a um, o dois a dois, o três a três, o quatro a quatro. Não aconteceu. Não se pode é deixar de pensar que sem a coragem do seu treinador, o Sporting não teria sido vergado inapelavelmente.

Por coragem entenda-se André Martins, Matias e Pereirinha em simultâneo. Só assim poderia o Sporting continuar a responder e a ir atrás do resultado.

Foi infeliz por pouco. Não que se possa clamar por injustiça. O Athletic jogou, jogou, jogou. O Sporting respondeu. Poderia ter dado para o outro lado. E isso é um bom elogio.

E o miúdo, hein?

Tweets de ontem

Com 0 a 0.

"Vendaval de futebol ofensivo do Bilbao. Mas o Sporting tem mais que capacidade para fazer até mais que um golo"

Com 1 a 0

"defensivamente é o adversário mais fraco do SCP até à final. Ou entao é porque juntaram Matias ao André que assim parece"


"percebo agora todos os elogios . Maquina ofensiva. Mas defende muito mal. Tudo é possivel e o Sporting vai marcar"

Com 1 a 1

"Falta um!"

Com 2 a 1

"Já não sei se só falta um. O Bilbao tem capacidade para fazer mais 1 ou 2. O Sporting tem de continuar a responder, porque também vai fazer golos!"


Hoje Sá arrisca-se a ir à final. Sem ele (que é como quem diz sem Pereirinha, Matias e Martins) o Sporting seria trucidado. No matter what...está de parabéns! Fosse para lá com a trincalhada toda e já estaria tudo resolvido"


terça-feira, 10 de abril de 2012

Justo, ainda que curto

Até ontem não tinha sido bom o Sporting de Sá Pinto. Tem ganho quando precisa realmente de ganhar, mas não havia sido bom. Defende com todos, mas sempre incapaz de sair para o contra ataque. Incapaz de ter a bola.

Ontem foi diferente. Talvez não se deva arriscar creditar todo o mérito ao Sporting e ao seu treinador. O Benfica foi o que é. O que havia sido contra o Sporting de Braga. E foi o mesmo Benfica da última derrota com o Sporting, na altura com Quique Flores ao comando. Quatro Quatro Dois clássico, e uma incrível incapacidade para garantir uma boa transição defensiva. São demasiados os jogadores que jogam à frente da linha da bola e a cada perda sobram por norma apenas quatro para defender (os centrais, Javi e um dos laterais). O Braga não goleou na Luz porque não teve Matias ou Izmailov a conduzir os ataques rápidos. O Sporting não goleou em Alvalade porque não tem Lima para finalizar as suas jogadas. E é assim que o Benfica vai sobrevivendo. Muito pela latente falta de qualidade aqui e ali de um ou outro jogador adversário. É bom não ter de ir ao Dragão nesta fase da época.

Curioso que Jesus tenha criticado de forma bastante acérrima os treinadores britânicos e de forma indirecta Quique Flores, mas que uns anos depois se tenha convertido ao sistema táctico de quem tanto criticava, mesmo que consiga na sua dinâmica ter uma boa relação entre linhas. Pelas suas ideias (Javi) e pelas ideias dos seus melhores jogadores (Aimar e Saviola).

E é muito pela péssima resposta táctica do Benfica que se condiciona um pouco a análise às virtudes leoninas. Defendeu junto o Sporting, com alma, coração e cabeça. Soube aceitar e perceber que o domínio do Benfica o favorecia. E soube sempre que mais tarde ou mais cedo o adversário se haveria de descompensar. Soube esperar e teve na classe de Matias quem conduzisse os mortíferos contra-ataques. 

Era um jogo de paciência para o Sporting. Sá Pinto foi capaz de incutir essa mesma necessidade de saber esperar, e o jogo tornou-se muito mais fácil para o Sporting que para o Benfica. Mais fácil porque quando atacava encontrava situações de 3 ou 4x 4 ou 5 com meio campo para correr. Mais fácil porque quando defendia as situações eram de 6,7 x 9,10, em apenas meio campo. 

Jogo bastante semelhante ao Benfica x Braga onde o Benfica também havia sido subjugado ao longo de quase toda a partida. Por incapacidade individual não ganharam uns e não golearam outros.

Notas Individuais.

Matias. Melhor jogo do chileno em Portugal. Classe, classe e mais classe. Cada ataque por si conduzido parecia ser bola de golo. As suas simulações, o seu toque de bola, as suas decisões. Matias foi o homem do jogo, numa exibição verdadeiramente soberba.

Izmailov. Sabe quando progredir e quando soltar. Defende com tudo, sempre concentrado no jogo. Umas vezes mais sacrifício que inspiração, mas o russo é fantástico. É um jogador inteiro. Técnica, táctica (a ocupar e a decidir) e fisicamente, quando apto.

Elias. É certo que o adversário quando usa em simultâneo Cardozo e Rodrigo perde qualidade entre sectores. Todavia, Elias fez um jogo muito interessante. Sempre rapidíssimo a pegar em quem recebia a bola na sua zona, não permitiu nem por um instante que o Benfica trocasse a bola à frente dos dois centrais, que salvo as coberturas que foram obrigados a dar aos laterais puderam ter um jogo descansado.



sábado, 17 de março de 2012

Matias, Pereirinha e Izmailov em Manchester


Capacidade técnica, inteligência táctica, na ocupação e na decisão, e personalidade. Enfim, categoria. Foi com categoria que o Sporting entrou no estádio do City em Manchester. Mesmo que o final tenha sido deveras complicado.

Só com cabeça o Sporting poderia sair vivo perante um adversário com tamanha qualidade individual. Mesmo defendendo com enorme proximidade entre todos, com superioridade numérica fruto de constantes coberturas defensivas que impediram ao longo de todo o jogo os jogadores do City de beneficiarem de situações de 1x1, havia que fazer golos. É que planteis cujos valores atingem tais exorbitâncias inventam soluções. Se não pelo chão, pelo ar.

É possível garantir com elevado grau de assertividade que sem Pereirinha, Matias e Izmailov em simultâneo o Sporting não teria resistido. Se houve capacidade para sair a jogar, forçando o City a ter na primeira parte um pouco menos de bola do que o que seria expectável, muito se deveu à qualidade e personalidade de tão importante trio. São jogadores que não se precipitam, não se escondem, que sabem definir com exactidão o timing das suas acções, e que percebem os momentos em que devem segurar e esperar, ou progredir e investir.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Curtas

- Nunca se saberá o que poderia ter sido, mas que ninguém negue a falta que Izmailov, Matias e Rinaudo fizeram e fazem ao Sporting de Domingos;

- O plantel do Benfica é dos mais fortes de que há memória em Portugal. E o Benfica faz questão de o provar a cada ausência. E mesmo sem contar com Enzo;

- Treze golos nos últimos três jogos sem Gaitán, mas com Nolito;

- Clássico intenso, com inúmeros lances para golo. Justifica-se o empate. Porém, deu para perceber que o FC Porto é uma equipa mais adulta. Mais preparada tacticamente para enfrentar cada situação de jogo. Mais apta a lidar e a controlar os pormenores, a aleatoriedade do jogo;

- Terá mesmo o Sporting menos qualidade individual que o FC Porto? Seria o onze leonino mais fraco em individualidades que o onze que Vitor Pereira fez subir ao relvado? Com Maicon, Djalma e Rodriguez nos corredores laterais? A diferença (seis pontos), está bem mais nos processos colectivos que na qualidade individual.

- Melhora a coordenação entre Javi e Witsel a cada jogo. Cada vez mais parecem uma parede intransponível quando juntos no corredor central;

- Matias poderá ser o toque de imprevisibilidade que o jogo ofensivo do Sporting carece. Há que saber enquadrá-lo, todavia.

P.S. - Voltaremos mais pormenorizadamente ao clássico.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O genial Matias e o seu amigo peruano

O Domingos que continue a tratar de formar um colectivo forte, que possa projectar as individualidades para patamares superiores, que o Matias e o Carrillo encarregar-se-ão de encher Alvalade. De talento, e de admiradores nas bancadas.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

E se tivessemos o Xavi no Sporting?


Não lhe reconheceriamos valor.

O presente texto, para não cair na possibilidade de cometer uma terrível injustiça com o novo Sporting que está a ser construído, pretende fazê-lo reflectir sobre o que poderiam dar as individualidades no Sporting das últimas duas épocas. Ainda que possa também, ser associado aos dois últimos jogos.

Consegue imaginar Xavi no Sporting dos últimos dois anos?

Não há movimentação. Se crê que Xavi descobre os colegas em excelente posição, está enganado. Xavi é realmente capaz de colocar a bola onde mais deseja, mas a equipa não mexe, e deixa-o sem opções. Sem opções e pela sua incrível cultura táctica, não arrisca a posse e mais não fará que receber e passar para trás ou para o lado. Não progride com a bola no pé, nem dribla. Apenas recebe, e passa para o lado. Eventualmente acaba por se entender com Postiga. Mas no futebol, não chegam dois para dançar o tango. Em três meses, é descredibilizado. De que serve ter alguém em campo que não acta, nem desata, pensa todo o topo sul de Alvalade.

O treinador cede, acaba por substituí-lo por alguém que progride com a bola no pé. Por alguém com um bom remate, que de tempo a tempo acerta na barra e até faz um ou outro golo. Um alívio muito grande não termos agora aquele jogador que mais não faz que passar curto, desmarcar em apoio, receber e voltar a passar. Desde que saiu, e entrou alguém que 'abana' o jogo, parece que a equipa melhorou. Apesar dos maus resultados persistirem.

Por vezes, há ficções que poderiam tão facilmente confundir-se com a realidade. Não há? Agora imagine o que sofrem determinados jogadores com a impotência que seguramente vão sentido, quando mesmo sabendo que não são eles os responsáveis pelo mau estado do futebol praticado, são atirados para a fogueira.

P.S.- Não os conhecendo fica aqui a dedicatória. Ao Postiga, ao Pereirinha e ao Matias. Esperando não ter de o dedicar um dia mais tarde ao André Martins.

P.S. II - Relativamente ao melhor avançado do Sporting, enquanto Bojinov não se mostra, se tivesse que nivelar a sua competência, colocá-lo-ia algures no meio entre a imagem que a blogosfera leonina tem dele, e o que o excelente Entredez  pensa sobre a sua capacidade.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Minuto 31 em Aveiro

Beira Mar com nove jogadores atrás da linha de bola que está na posse de João Pereira, ainda no seu meio campo defensivo. Matias, calmamente baixa no relvado, como que solicitando a bola, para iniciar pausadamente o ataque organizado do Sporting. João Pereira não só não respeita o movimento do colega, como dá um sprint em progressão com a bola colada ao pé, na direcção do meio campo adversário, acabando por a perder. Perdida a posse, barafusta como ninguém com Matias. Indica-lhe de forma veemente o espaço onde deveria estar para receber a bola.

O minuto 31 do Beira Mar x Sporting, acaba por personificar o que ainda é o Sporting nos momentos ofensivos. Não há um pensamento e um jogar comum. João Pereira não sabe, mas o momento ofensivo, ainda para mais quando estão nove adversários à frente da linha da bola, não se faz aos repelões. Ainda que o drible que tentou tivesse sido bem sucedido, que vantagem retiraria dele? Será compensador arriscar um drible para depois deste continuar a ter oito adversários à frente da bola? Sabendo até que o mesmo, mal sucedido, deixará o adversário com apenas quatro defensores até à baliza?

Acedo a admitir que Matias ainda não teve o rendimento que o seu potencial faz adivinhar. Não será, porém, seguramente fácil para o chileno coabitar com colegas com ideias diferentes. Matias tem o jogo todo na cabeça, mas são demasiados os que não o acompanham. Há ainda o handicap da sua catalogada falta de intensidade que o deixa embaraçado perante os adeptos, e o impede de ser mais extrovertido em campo.

Talvez Domingos ainda não tenha aflorado o processo ofensivo, e talvez seja essa a razão para que nem todos tenham a mesma ideia de movimentação/posicionamento na mente. Fica no entanto o conselho. As coisas podem não estar a sair ao chileno, mas garantidamente que sabe mais do jogo que quase todos os outros. Percebe os momentos em que se deve progredir com bola e sabe quando deve baixar para nesta pegar e progredir em consecutivos passes.

Se há algo que se deve saber é que particularmente no momento de organização ofensiva, não se deve forçar a que as coisas aconteçam de forma demasiado rápida. Há que ter paciência, rodar a bola em sucessivos passes no pé do colega, esperando o momento certo para fazer a bola progredir não no pé, mas na profundidade. Se temos na equipa um jogador que de cada vez que pega na bola, vai para cima, sabemos que estará no coração do adepto, mas tão longe da necessidade que temos de jogar com qualidade.

P.S.- Poucos minutos depois, Fernandez é substituído. Se percebeu o porquê de ser ele a sair, a caixa de comentários está ai.

terça-feira, 8 de março de 2011

Curtas

- Paços de Ferreira apurado para a final da taça da liga. O futebol agradece. O Paços de Rui Vitória é uma das mais excitantes equipas portuguesas dos últimos anos. Os resultados não têm aparecido por acaso. Há qualidade e há um bom processo de treino. A final da Taça da Liga promete ser um jogo bem entretido.

- Se dúvidas houvessem quanto à possibilidade de o SL Benfica chegar à vitória na Liga, foram todas dissipadas na jornada deste fim de semana. Não há que desvalorizar Jorge Jesus, nem os seus jogadores. A performance na liga tem sido francamente boa, mesmo pensando nos três pontos nas primeiras quatro jornadas. O FC Porto é que nunca cedeu e prepara-se para bater o recorde de pontuação. Quando assim é, não se deve desvalorizar quem termina atrás. Se juntarmos os dezasseis melhores treinadores do mundo na mesma liga, um deles terminará em último. Certo?

- Em boa hora voltou Falcao. É o melhor ponta de lança da Liga. Com uma agilidade extraordinária, o colombiano não tem apenas o condão de finalizar com mestria as oportunidades que vão surgindo. Sabe desmarcar-se (seja em apoio, ou em ruptura) como poucos.

- Algum conforto na luta pelo terceiro lugar para o Sporting. Mais duas vitórias consecutivas (Rio Ave e Leiria) darão uma margem, quem sabe suficiente, para o que ainda se seguirá (Guimarães, Sp.Braga e FC Porto). Ninguém acredita que com o futebol que pratica, o Vitória possa conseguir assim tantos pontos.

- A derrota do SL Benfica em Sp.Braga poderá tornar-se num factor determinante para a boa prova europeia dos clubes portugueses. SL Benfica e FC Porto podem agora centrar-se na prova europeia. Não haverá jogos fáceis, nem eliminatórias com probabilidades diferentes dos tradicionais cinquenta - cinquenta. Mas que não se dúvide que ambos têm qualidade para poder chegar à final.

- Com a recuperação de Valdés e a integração de Matias, é possível que Alvalade volte a ter futebol atractivo. Todavia, nada será obtido sem um bom trabalho de campo durante a semana.

- Roberto outra vez no melhor e no pior. Antes de oferecer o empate ao Sp. Braga terá realizado aquela que é provavelmente a melhor defesa em jogos da Liga na presente temporada. Chegará?

- O Barcelona tem o melhor futebol do mundo. E só por isso, há que desejar que vençam sempre. Porém, não é fácil aceitar a expulsão de Van Persie. Seguramente que numa prova europeia, nunca um jogador culé terminou o jogo mais cedo por igual gesto.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Deu Benfica

O Sporting não fez um bom jogo. Há quem creia que sim, talvez porque ao contrário dos derbys recentes, o SL Benfica nunca esteve confortável na partida. Porém, apenas do ponto de vista defensivo é possível afirmar que o Sporting conseguiu uma performance superior ao esperado. Ofensivamente, há potencial para muito mais. Curiosamente, o jogo do Estádio da Luz, até pode servir para provar isso mesmo.

Ao contrário do esperado, não foi superior na vertente técnica o SL Benfica. E não foi superior porque vários dos seus jogadores estiveram desinspirados (Gaitán e Saviola. Carlos Martins está sempre), e porque técnicamente os jogadores do Sporting são francamente melhores do que a imagem que é tida deles (Simon, que ainda assim não esteve bem, mas principalmente Matías, Postiga e Valdés).

Tacticamente a superioriade também não foi a esperada. Mas, percebeu-se que o SL Benfica é mais equipa. O Sporting conseguiu durante quase toda a partida anular de forma inteligente quer as investidas em ataque organizado, quer as saídas para o contra ataque do SL Benfica. Revelou-se uma equipa bastante bem preparada para o jogo que era esperado pela parte do seu opositor. Não foi, contudo, capaz de se mostrar preparado para a alteração na dinâmica ofensiva que o SL Benfica operou no últimos quinze minutos do jogo.

Sendo incapaz de chegar com frequência e facilidade ao último terço defensivo do Sporting, com a bola controlada (mérito do Sporting), o SL Benfica, tal como havia feito nos derradeiros minutos do jogo da Liga frente ao Maritimo, apostou num jogo mais físico (mais força que velocidade, na realidade). Excelente Cardozo, a receber e a dar seguimento às inúmeras bolas que então lhe passaram então, a chegar pelo ar.

O plano A do Sporting revelou-se capaz o quanto baste, no momento defensivo. Todavia, não foi nunca o suficientemente forte para contrariar a alteração no jogar do SL Benfica. Muito mérito para o Sporting, pela forma como obrigou o SL Benfica a mudar a sua forma de chegar à frente. Muito mérito para o SL Benfica que mesmo forçado a mudar um pouco a sua identidade, mostrou-se qualitativamente preparado para o fazer.

Destaques individuais.

Cardozo. Perdulário (como é possível continuar a atribuir-lhe a responsabilidade de marcar as grandes penalidades!?), mas extremamente influente no jogo. Parece ter ganho todos os duelos em que participou. Pelo chão, ou pelo ar. Foi ele o factor decisivo no jogo. A confiança nos duelos aéreos era tanta, que foi possível vê-lo por diversas vezes a solicitar que o usassem como referência.
Matías e Valdés. Não por terem feito um jogo extraordinário. Valdés jogou breves minutos. Essencialmente porque se percebe que com eles e mais alguns dos actuais jogadores do plantel, o Sporting tem a base para voltar a aproximar aos dois rivais.

Momento do jogo.

Poderia facilmente ser a perdida de Matias que colocaria o Sporting na final da Taça da Liga. Escolhemos, no entanto, o lance do golo de Javi Garcia, somente para que se perceba como pode um jogador que estava a ter um jogo sofrível, ajudar a desbloquear um jogo, somente porque é bastante inteligente.



O que Saviola tem a mais, Jara tem a menos. Inteligência e capacidade de decidir bem. Jara quer receber a bola no pé, mas Saviola sabe perfeitamente que a melhor opção naquela situação é forçar a profundidade, obrigando o cruzamento a sair sem que a defesa esteja de frente para a bola, ao contrário do que provavelmente Jara tinha na mente. Repare no passe de Saviola (mesmo tendo Jara optado por claramente dar a entender que queria a bola no pé). Para que a bola termine no fundo da baliza é necessário mais um sem número de vicissitudes. Porém, não tivesse Saviola tomado a decisão por Jara, e provavelmente teria sido apenas mais uma bola que os defesas de frente para esta, teriam controlado minimamente.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Superioridade a toda a linha

São três os factores de rendimento que mais determinam a performance de uma equipa ou do conjunto dos seus jogadores. Técnico-Táctico, Físico e Psicológico.

Em todos a superioridade do SL Benfica foi notória.

Superioridade técnico-táctica:

Não surpreendeu Jorge Jesus. Pressão alta habitual, linha defensiva muito subida e domínio absoluto da primeira parte do jogo. Controlo da segunda. Se do ponto de vista da ocupação do espaço e dos comportamentos pré-determinados enquanto equipa, jogava uma das melhores, contra uma das mais débeis da Liga, tecnicamente há também diferenças significativas. É óbvio, e já aqui foi referido inúmeras vezes. Com tamanha falta de qualidade táctica da equipa, torna-se quase impossível aos jogadores leoninos demonstrarem competência. Apesar de tal premissa, por certo verdadeira, é difícil todavia, imaginar no lado do Sporting, as brilhantes combinações ofensivas que vemos entre Saviola, Gaitán e Fábio Coentrão. Por mais que percebam a movimentação, não consegue imaginar aquela qualidade de passe e recepção em Yannick e Cristiano, certo?

Superioridade física:

O factor físico não teria de ser relevante, não fosse o Sporting a levar o jogo para tal domínio, ao recorrer incesantemente ao pontapé para a frente. Mais do que os metros percorridos, foi na força e na estatura que em determinado momento (defensivo) o SL Benfica fez a diferença. Sempre que pressionado logo na entrada da sua grande área e obrigado a jogar longo, os ataques do Sporting morriam invariavelmente na cabeça de Javi Garcia, Luisão e Sidnei. No futebol português, onde raras são as equipas com capacidade para sair a jogar quando pressionadas no seu meio campo defensivo, ter alguém muito forte no ataque à bola pelo ar para disputar a primeira bola, ajuda imenso a manter a equipa subida. O triângulo defensivo do SL Benfica (Javi, Luisão e Sidnei), não só tem uma estatura assinalável, como provavelmente são os melhores jogadores da Liga na abordagem a este tipo de lances. Mais que a técnica de cabeceamento, ali importa o "ataque" à bola. Ganhando esta bola, e havendo capacidade para a colocar desde logo jogável num colega, o adversário não sai nunca do seu meio campo defensivo.

Superioridade psicológica:

Não pode ser dissociada do momento que uma e outra equipa vivenciavam. Não sofrer um golo primeiro, e tão cedo poderia ter ajudado no controlo emocional da partida. Não aconteceu, porém. Importante perceber, que o bom momento psicológico advém quase sempre da competência táctica. Fosse o Sporting uma equipa competente na vertente mais importante do jogo, e teria mais golos marcados, menos golos sofridos, mais vitórias e seria consequentemente uma equipa com maior confiança.

Destaques individuais:

Javi Garcia. Já aqui foi referido que a tarefa táctica de Javi Garcia não é tão difícil quanto se quer fazer crer. O espanhol é o garante de que a linha defensiva permanece com 4 jogadores, mesmo quando um dos defesas sai. Todavia, Javi cumpre tudo com tal mestria, que por vezes parece controlar um meio campo inteiro. Foi enorme.

Nico Gaitán. Transborda talento. Será um jogadorzaço, mal perceba que deve valorizar bastante mais a posse da bola, e que não pode arriscar tanto, em zonas tão proibidas. Com um golo, uma excelente assistência e participação activa em tantas belas jogadas de envolvência ofensiva, foi o homem do jogo.

Roberto. Pode até ter tido pouco trabalho. Contudo, aquela defesa no início da segunda parte foi tão espantosa quanto determinante. Voltou a valer pontos. Que ironia.

Jardel. Boa estreia. Pareceu técnica e tacticamente bem dotado. Além de que nem por um instante se revelou atemorizado. A rever.

Matias. Bem a aparecer no espaço entre sectores do SL Benfica. Ao contrário da quase totalidade dos colegas, tem boa capacidade de definição dos lances. Quando o Sporting trocar de treinador, por uma "sociedade" entre os chilenos e Simon, é possível voltar a haver bom futebol em Alvalade.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Adivinha quem voltou

Dois pontos prévios.
i) O Levski Sófia pode ter parecido um docinho. É certo que não é uma equipa competente. Todavia, não duvide que é bastante superior a dois terços das equipas da primeira liga portuguesa.

ii) Por vezes, resultados desnivelados sucedem, só porque sim. Porque em determinado dia se esteve mais feliz na finalização. Sem que isso traduza necessáriamente uma alteração no jogar da equipa. Essa foi a razão que me levou a rever a gravação do jogo. Procurar confirmar diferenças substanciais na tendência de jogo do Sporting.

E provou-se. A diferença foi tão grande quanto o resultado demonstra. A tradicional saída da defesa para o ataque tão prevísivel e tão fácil de defender (bola no lateral, que passa para o extremo, indo desmarcar pelas costas na esperança de receber a bola mais à frente para cruzar para a área) do Sporting dos últimos tempos, não foi utilizada mais de duas, três vezes.

As saídas para o ataque passaram a ser feitas numa primeira instância pelo corredor central. Do central, a bola saía sempre para um dos três médios centro. Ao que se seguia diferentes comportamentos, dependendo do médio.

Zapater jogou mais simples (procurava mais Matias ou Maniche). De forma intermitente recorreu ao passe longo. Pouco feliz nesse aspecto, todavia. Maniche exagerou nos passes longos. Demasiadas vezes mal sucedido. E Matías foi o homem do jogo. Foi dos seus pés que a saída defesa ataque saiu de forma mais fluida e assertiva. Essencialmente pela sua decisão de trazer a bola na direcção do corredor central e pela primazia pelo passe curto, procurando à sua direita Postiga (que baixava e bem, no campo, servindo de apoio frontal), ou à esquerda Salomão, ou Evaldo.

Uma das grandes vantagens de sair pelo corredor central, é que mesmo que o adversário consiga pela concentração tapar o caminho para a baliza, forçando a opção pelo passe para o exterior (corredor lateral), este quando sucede, encontra o lateral ou o extremo, livre de oposição e com bem mais tempo para receber e enquadrar.

Curiosa também a boa opção pela mobilidade entre lateral e extremo, que resultou demasiadas vezes na forma como confundia o adversário. Quando Matías baixava e recebia a bola (sempre entre o corredor lateral esquerdo e o central), Salomão baixava também um pouco para receber a bola (sobre o lado esquerdo de Matías), trazendo consigo o lateral direito, ao mesmo tempo que Evaldo subia no relvado aproveitando o espaço libertado pela movimentação de Salomão. Relembre que defrontando equipas que centram o seu processo defensivo nas marcações individuais, os movimentos de mobilidade são absolutamente decisivos.

Notas individuais:

- Matías. Por tudo o que foi referido anteriormente;

- Postiga. O Sporting voltou a jogar com onze. O avançado não serviu somente para aparecer em zonas de finalização. O segundo golo nasce de um apoio frontal de Hélder Postiga, que com o corredor central ocupado solicitou Simon na direita. No terceiro assiste Salomão. O quarto golo é da sua autoria. E curiosamente é um lance onde nem sequer decide de forma assertiva. A jogada nasce novamente nos pés de Matías, que serve Salomão. O jovem tabela com Postiga e preparava-se para aparecer isolado na cara do guarda redes adversário, assim recebesse a bola. Importante perceber que a decisão de rematar de tão longe, ao contrário da opção mais correcta, que teria sido colocar Salomão numa situação de 1x0, não será alheia ao facto do jogo estar ganho e de, por certo, haver um normal sentimento de que havia que corar uma boa exibição com algo que fosse mais agradável aos olhos do público;

- Maniche. Não tem a mesma capacidade do colega do lado, e abusa demasiadas vezes do passe longo, que mesmo que bem sucedido, pode não trazer nada de novo. Contudo, mostrou-se bastante dinâmico. Beneficia imenso por ter um médio mais defensivo em campo, isto porque tem facilidade em aparecer nas imediações da grande área adversária;

- Simon e Salomão. Excelente a decisão de trazer a bola para o corredor central de todas as vezes que a recebem. Simon bastante melhor, pois foi sempre capaz de dar seguimento às suas jogadas. Menos bem Salomão. Demasiados ataques perderam-se nas suas botas. A primeira parte foi catastrófica. Porém, com a confiança de ter feito um golo, incrementou bastante a sua prestação;

- Evaldo. Em termos individuais foi um dos grandes beneficiados pelo facto de a bola deixar de sair pelos seus pés. Sem a responsabilidade de ter de iniciar a saída defesa-ataque, onde a sua pouquíssima técnica o expõe ao erro, Evaldo apareceu no momento ofensivo numa fase mais tardia. Quando recebia a bola, estava já bem próximo da área adversária e esta vinha do corredor central. Com tempo e espaço para o fazer, parece logo um jogador diferente. A sua boa capacidade física permitiu-lhe aparecer inúmeras vezes solto no corredor lateral. Infeliz nos cruzamentos, todavia.

P.S. - A propósito do golo de Postiga. Muitos de vós irão garantir que quando se marca um golo, é sempre porque a opção foi boa. Não é assim. A resposta está aqui. Pelo que não debaterei sequer esse assunto. Quando se decide bem, somos felizes mais vezes. Quando se decide mal, menos. Mas, tal não significa necessáriamente que seremos sempre felizes quando a decisão for boa, ou que uma má decisão esteja sempre condenada ao insucesso.

domingo, 25 de julho de 2010

Sporting X Tottenham


Ponto Prévio. Duas equipas extremamente desfalcadas, a jogar perante um calor assolador, nunca poderiam proporcionar um espectáculo inolvidavel. Carlos Manuel, o comentador de serviço da Sportv, com uma incrível experiência como jogador referiu-o por diversas vezes. Dadas as circunstâncias do jogo, dificilmente os jogadores entregariam a mesma disponibilidade do momento ofensivo, no defensivo.

MAIS

- Vontade e capacidade, ainda que em zonas relativamente baixas do campo, para jogar um futebol apoiado. A excepção é Miguel Veloso. Porém, com tamanha qualidade de passe longo, não raras vezes opta bem.

- Atributos técnicos de Valdés e Matías.

- Decisão por um pressing mais alto (ainda que em determinados momentos, não tenha sido respeitado por todos os jogadores. Logo, condenado ao insucesso).

- Vitória no torneio. É de pequenas conquistas, e da sede por mais, que se parte para algo mais valoroso.

MENOS

- Coordenação da linha defensiva. Uma linha que se pretende rigorosa não pode ter jogadores mais à frente que outros, tão pouco resistirá ao facto de não haver proximidade entre os quatro defesas. Ao longo de todo o jogo, a defesa do Sporting parecia um grupo de amigos perdidos em campo.

- Coordenação do sector defensivo com o meio campo. Simplesmente não existe. A desvantagem de não ocupar o espaço imediatamente à frente dos defesas centrais, é o permitir o jogo entre sectores ao adversário. Com apenas um passe vertical, para um avançado em apoio frontal, a situação de jogo passa para um 3 (avançados)x 4 (defesas). Ou seja, um simples passe para as costas do meio campo, permite ultrapassar seis jogadores. Aconteceu demasiadas vezes. Quando tal sucede, e se o avançado tiver capacidade para enquadrar com a baliza adversária, sucedem-se os lances de perigo, quer pelas penetrações dos alas, quer até pela própria possibilidade de remate do portador da bola.

- Ainda que desprotegidos pelo colectivo, as exibições individuais de todos os defesas leoninos, assim como a forma como Rui Patricio é batido no segundo golo, foi obviamente negativa.

MAIS OU MENOS

- Porque não apresentar a (quase) tempo inteiro, o onze para o primeiro jogo oficial? Que será já o próximo.

- Irreverência, nem sempre bem sucedida de Diogo Salomão.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Hugo Viana

Um excelente golo e uma exibição soberba catapultam o Sp. Braga para a luta pelo titulo. No Minho recuperou a confiança e o prazer de jogar futebol. Lidera uma equipa surpreendente. Ignorado pelos grandes, Viana demonstra que a sua criatividade seria útil, até no meio campo do FC Porto.

MENOS

Bruno Alves

Enough is enough. A sua postura no relvado é inversamente proporcional à sua qualidade enquanto futebolista. As (evitáveis) agressões com que vai brindando os adversários directos, jogo após jogo, incomodam até os menos impressionáveis. Perante a habitual impunidade (Bruno Alves não é um elefante numa loja de cristais. Os lances são, obviamente, propositados. Ao contrário da ideia que pretende transmitir), a saga só parece terminar quando alguém cair inanimado numa qualquer cama de Hospital.

MAIS OU MENOS

Matías Fernández

O chileno é um jogador de classe. Propício a um jogo de toque curto, de constantes apoios, de rápida circulação de bola. É demasiado bom para o estilo de jogo que a sua equipa vem apresentando. Tivesse numa equipa com os princípios do actual SL Benfica, ou Sp Braga, e seria, indubitavelmente, uma das figuras maiores da prova. Apesar do fantástico golo, fica sempre a sensação de que poderia ter dado mais. O problema não está nele, cremos.

sábado, 22 de agosto de 2009

Redondo. Quem fala assim... foi o melhor médio defensivo da história do jogo!


"Gosto muito de Bolatti, é um futebolista que entende bem o jogo, o que é muito importante";

"É um jogador que recupera bolas sem ter de fazer falta, fá-lo naturalmente, porque coloca-se muito bem no campo";

"... seria-o também no Barcelona, com Xavi e Iniesta, que são o motor da equipa. Eles mostram que não é preciso ser-se fisicamente sobredotado, mas que é uma questão de inteligência e mentalidade.";

"Surpreende-me a capacidade de definição, com tranquilidade, e isso é muito difícil", sobre Messi;

"Gosto muito, se bem que é um jogador diferente de Messi. Mas também é desequilibrante. Não é um Zidane, um criador de jogo, mas vai desequilibrá-lo. Essa é a sua grande virtude. Depôs, é lindo vê-lo jogar porque o faz de modo simples. Faz coisas difíceis de maneira fácil." sobre Kaká.

"Às vezes, desgasta-se em certos sectores do campo nos quais não é necessário" sobre Cristiano Ronaldo.

A percepção que, uma boa percentagem, de futebolistas argentinos têm do jogo, é algo de fantástico. No futebol, importa contribuir com algo para a equipa. As boas equipas, não vivem de impulsos individuais. A capacidade para tomar (boas) decisões, em todos os momentos, a forma como definem as jogadas, e os excelentes timings, com que se executam as acções, são apanágio dos melhores jogadores do mundo. Ainda que, se continue a valorizar, somente, quem dá nas vistas.

Jogadores, verdadeiramente, complicados de substituir nas suas equipas? Fernando, Raúl Meireles, Matías, Izmailov, Aimar e Saviola.

sábado, 15 de agosto de 2009

Aimar. Outra vez.




"É um jogador de um nível diferente. O toque na bola, a inteligência e a maneira como se movimenta impressionam." Ramires.

Não há como negar. Jogadores como Aimar, Saviola, Matias, Lucho e Lisandro, capazes de, aos excelentes atributos técnicos, aliar os intelectuais, serão sempre valorizados neste espaço.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Matías Fernández




Mais que o excelente remate, impressiona a forma simples como retirou a bola da zona de pressão vitoriana, endossando-a a um colega que estava de frente para o jogo (Pereirinha), e a diagonal a procurar o espaço vazio.

Continuando a garantir as boas decisões, às quais complementa, a sua excelente técnica individual, Matías trará, de volta, o entusiasmo às bancadas de Alvalade.

P.S. - Apesar do propalado histerismo, não parece que o Sporting não parta com uma grande dose de favoritismo para o duplo confronto com o Twente.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Matías Fernández

A expectativa é enorme. Após o primeiro jogo com a camisola do Sporting, a imagem não podia ser melhor. Excelentes pormenores técnicos e um golo. A rever.

MENOS

Bruno Carvalho

O candidato mais ridículo, de que há memória. Frases absolutamente geniais, marcaram a campanha. Entre outras, Carvalho afirmou que se os jogadores fossem bons não aceitariam jogar no clube que queria presidir. Garantiu que Jesus seria o treinador mais curto da história (após intensas criticas à instabilidade), e prometeu Reyes e Nuno Gomes (jogadores, por si, tão criticados uns tempos antes). Hilariante também, a escolha para mandatário de campanha (Petit. Que havia garantido, uns meses antes, ser boavisteiro). A cereja no topo do bolo, foi a tentativa de ir sozinho a sufrágio. Louve-se, ainda assim, a coragem. Só um louco ousaria, tentar presidir um clube de futebol, contra a vontade de todos os seus sócios. Os votos em branco, sem site, sem mandatário e sem lista, dobraram-lhe a votação.

MAIS OU MENOS

Negócio Falcão

O Colombiano, poderá até, ser um excelente futebolista. Porém, ninguém acredita, que no Benfica de Jorge Jesus, possa ser mais importante, do que seria José Antonio Reyes. Tanta insistência num novo avançado, parece indiciar que alguém poderá estar de partida...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Matías Fernández e Javier Saviola

Um, trará, seguramente, o entusiasmo, que se ia perdendo nas últimas épocas em Alvalade. A expectativa é elevada. Os saudosistas lembram Balakov. Ainda assim, ninguém sabe ao certo o que pode valer Matías. A experiência na Europa, não tem sido profícua.

Saviola é, teoricamente, o avançado perfeito, que faltava, para encaixar no modelo de jogo de Jorge Jesus. Muito inteligente, dotado técnicamente e rápido, não só na passada, mas também a decidir. Pensando nas suas características e naquilo que costumam ser as equipas de Jesus, não parece ser possível não ter sucesso. Muito sucesso.

MENOS

Sporting - SL Benfica. Nacional de Juniores

Não há inocentes. Independentemente das versões. E são muitas. Ninguém escapa ileso. O futebol em Portugal, há muito que deixou de ser um "desporto". Os maiores culpados, são os dirigentes. O resto, tem vindo por acréscimo.

MAIS OU MENOS

Brasil de Dunga

O mais importante foi conseguido. O troféu. Num torneio que contava com a presença da Itália e sobretudo da Espanha, é sempre um feito assinalável. Contudo, fica a sensação de que a selecção brasileira poderia ser bastante mais forte. Mau posicionamento, colectivo, a defender, e ataque construido, sempre com base nas iniciativas individuais, foram a imagem de marca. Suficiente. Mas ainda assim, é de lamentar que jogadores de tal valia, não atinjam um terço do potencial individual que possuem.