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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mais uma Rojada

Maurício, Maurício, vamos jogar um joguinho? 
O jogo só tem uma regra: Defender o pote de ouro que está escondido por baixo da bandeirola de canto, não vá um duende fugir com ele.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Curtas de Alvalade

- A importância da vitória: "Uma equipa que joga bem e não ganha vai deixar de jogar bem". É muito isto, este início de época. É o não deixar fugir as expectativas iniciais, e procurar construir um modelo em cima de vitórias. Para que os jogadores sintam mais confiança no processo, para que a aquisição dos comportamentos pretendidos seja mais fácil e célere.

- Rui Patrício. Fenómeno no 1x0. Haverá algum jogo onde ele não tire duas, três bolas de golo ao adversário? Haverá algum jogo onde ele não seja absolutamente decisivo para um resultado positivo do Sporting? Anseio por esse dia.

- Nani. Mais do mesmo. Num campeonato de pinos, demasiado fraco o estímulo competitivo para um jogador desta qualidade. Resta saber como será o seu rendimento no futuro, num contexto onde os pinos se movem um pouco mais.

- Maurício. Contenção. Ahn?!

- Montero. Poderá com o fantástico golo que marcou ter ganho a confiança necessária para se assumir de vez no onze do Sporting. Resta saber se o treinador lhe dará confiança para isso, ou se continuará a queima-lo na primeira oportunidade que surgir. Para já, parece-me que o seu treinador continua a remar no sentido contrário ao dele, e ao que ele precisa: "Um avançado vive de golos, embora seja tecnicamente evoluído e trabalhe muito para a equipa. Era muitas vezes notícia a falta de golos e isso mexia com ele, pelo que é importante que os golos apareçam"
Marco Silva

- Marco Silva. Ouvi-o, pela primeira vez, falar dos erros de posicionamento que o Sporting tem tido. Interpreto isso como um sinal de que está a trabalhar para os corrigir. Urge corrigir as avenidas que o Sporting tem permitido aos seus adversários, pelo mau controlo da profundidade da linha defensiva, pela dificuldade em controlar o corredor central por ter extremos que ficam na frente quando a bola está do lado contrário, e um médio ofensivo que não chega a tempo depois da pressão nos centrais. E aí, chegará o dia em que Rui Patrício não será mais fundamental. O maior desafio do treinador do Sporting é o de retirar o protagonismo do seu guarda redes.

- Conversa de café. Fala-se em maior controlo emocional, em melhor gestão das expectativas, em maior controlo do jogo quando se consegue uma vantagem daquelas. Tudo muito fácil. Mas qualquer equipa que não esteja habituada às andanças europeias vai sempre ter essa dificuldade. Sobretudo porque no seu contexto competitivo tem apenas 4,5 jogos ao nível do que se exige na Europa. O problema é o foco. Tem um estímulo competitivo muito forte ao nível europeu, segue para o campeonato e consegue uma vantagem confortável ao intervalo: nem o mestre Mourinho os impediria de descomprimir. Há muita coisa que os treinadores não controlam, e a concentração/descompressão e a cabeça dos jogadores é deles, e de mais ninguém.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Na Liga dos Campeões...

...os erros são mais notados, porque a qualidade dos executantes é superior. Isso implica uma maior velocidade de jogo, e menos tempo para se executar (com ou sem bola) aquilo que se pretende. É um jogo de xadrez em contagem regressiva. Cada decisão pede menos tempo de processamento, o que exige que os jogadores sejam extremamente competentes dentro daquilo que o treinador lhes pede. Como se sabe, Maurício não sabe o que é defender zona, dentro de uma equipa que o tenta fazer (?). Se não existir nenhum adversário na sua zona, normalmente, ele cumpre com o posicionamento mais acertado. Se por algum acaso aparece um jogador com a camisola de uma cor que ele não reconhece, de imediato passa a funcionar como segurança privado perseguindo-o para todo lado. Isso resultará, na maior parte do tempo, em menos tempo para corrigir as alhadas em que demasiadas vezes coloca a equipa, que se notam mais pela pouca competência dos seus companheiros de sector. A falta de competência de alguns colegas é um dos factores que não está a permitir que William evolua no sentido certo ao nível do posicionamento, por se ver de forma constante a apagar fogos em todas as zonas do campo. Também por isso, o Sporting passará a Champions a sofrer: por ter uma linha defensiva que por vezes não o é, e quando o é não percebe demasiadas vezes a que distância deve estar da bola (controlo de profundidade).

Marco Silva terá muito trabalho, numa época onde se exige como nunca em anos recentes no Sporting e a qualidade continua a não ser assim tão superior.

sábado, 27 de setembro de 2014

Controlo da profundidade zero. Sporting de Marco Silva.

A profundidade controla-se tendo em conta alguns princípios simples.

Pressão sobre o portador. Mais subida se há, mais baixa se não há.
Distância para a bola. Que será sempre bem mais longa se não houver pressão sobre o portador, para que o passe nas costas para passar entre a última linha tenha de ir com força suficiente para chegar ao guarda redes ou ir para fora.

"Eu acho o Jesus fantástico na forma como comanda a defesa, mas digo-lhe já, a maneira como ele trabalha é difícil de seguir. Não é mesmo para toda a gente. Ele exige muito com a história da bola coberta bola descoberta: se o adversário que tem a bola está com alguém por perto, a equipa não se mexe, se o adversário que tem a bola está sem ninguém por perto, a equipa tem de recuar" Quim

É certo que os centrais do Sporting fazem lembrar o filme "Dumb and dumber", mas não é menos certo que nos "pormaiores" há pouquissimos treinadores no futebol mundial ao nível do treinador do SL Benfica. E Marco Silva não é um deles.

P.S. - E em praticamente todos os jogos da presente época Patrício vai resolvendo no 1x0. Também um dos melhores a nível mundial nessa pequena situação de jogo.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Liga do Campeões de Portugal

Mais - Brahimi. Não o conhecia no pormenor. Mas, bastaram alguns minutos no Porto para reconhecer que tinha qualidade. Tinha-lhe notado, na altura, algumas limitações, que hoje parecem ter sido fruto de uma adaptação e talvez algum nervosismo nos primeiros jogos. Muita qualidade, inteligência, velocidade. Tem aquele factor especial, em condução desequilibra com inteligência.

Menos - Jardel e Maurício. Se Jardel se mostra competente nas tarefas defensivas, Maurício nem para isso serve. Centrais tecnicamente ao nível do distrital, que se faz notar quando a exigência é maior. Poderia, também, falar de Adrien Silva, mas como é de "difícil" explicação...

Mais ou Menos - André Villas-Boas. Revelou astúcia na estratégia, pela forma inteligente como deu espaço aos centrais do Benfica para saírem com bola, pelo menos até ao meio campo. Conhecendo as dificuldades dos mesmos pressiounou aí e aproveitou o espaço deixado nas suas costas. Com poucos jogadores do Benfica a defender sendo que nenhum deles é particularmente rápido aproveitou Hulk (rei no jogo das transições ofensivas). No entanto, não mostrou grande competência no momento ofensivo, em organização, nem em nenhum momento defensivo. Falta de imaginação colectiva, sectores muito distantes a defender.

PS: O Posse de Bola está encerrado.

sábado, 13 de setembro de 2014

Nani contornou-os. Faltou contornar Slimani, Mauricio e Sarr.

Há não muito, numa caixa de comentários, em tom de brincadeira referi que em Portugal "Nani vai contornar pinos". Excelente a ideia de Marco Silva ter Nani no corredor central. O talentoso desequilibra, desequilibra. Porém, não há qualquer movimento com sentido enquanto o talentoso chama a si adversários directos de colegas seus. 

Encaixado no Sporting, percebe-se ainda mais a diferença estratosférica para os seus colegas. Não só consegue criar desequilibrios com imensa facilidade, pela forma como ultrapassa sempre o adversário directo, como garante sempre que não há transição adversária pela responsabilidade com que opta pelos momentos de desequilibrar. Incrível que o Sporting não tenha ao redor do portador uma movimentação que aproveite as saídas ao portador de vários jogadores adversários.

Aos problemas colectivos ofensivos que urgem resolver (nem tudo se resolve com chegar à linha e cruzar para Slimani! O argelino não é Jardel!) as dificuldades individuais. Em dez de campo ter três jogadores que não sabem sequer dominar uma bola torna tudo muito mais complicado. Sair aos centrais do Sporting com bola não chega sequer a ser preocupação, porque já se sabe que não sairá nada dali. 

Desde o início que aqui se afirmou que este seria um ano terrível para um treinador entrar no Sporting. A pontuação da época transacta foi desajustada face à qualidade de jogo e das individualidades da equipa, e tal facto elevedou a fasquia para níveis praticamente impossíveis de cumprir por Marco Silva. Não se pode exigir a treinador nenhum no mundo que jogando com dois centrais de distrital vença troféus a nível nacional. Ter jogadores que não servem para jogar o jogo, mas apenas pequenos momentos do jogo (Slimani só para finalizar. Mauricio e Sarr só para defender, e mal) é um retrocesso ao futebol da década de noventa. 

Se os jogadores com maior participação com bola no jogo são os centrais, que sentido faz tê-los apenas porque são grandes e físicos? É de trás que se começa a desequilibrar. Ainda assim, mais à frente Nani fê-lo em número suficiente para com outras movimentações, outra qualidade, o Sporting vencer o jogo.

P.S. - Tal como na temporada passada, Rui Patrício continua a ser o jogador do Sporting que mais intervenções verdadeiramente decisivas tem tido. Foi assim em cada um dos primeiros quatro jogos da Liga. Em Coimbra notável ainda antes do empate. A terminar ainda com 0 a 0 frente a um isolado avançado do Arouca. Na Luz. E novamente a Deyverson. Sintoma de...?

domingo, 31 de agosto de 2014

SL Benfica x Sporting. Primeiras impressões. Individualidades.

Artur. Tudo o que se possa dizer será pouco. Não foi só a bola que entrou, ou aquelas palermices nos cantos que todos conseguem perceber. Há também a falta de categoria gritante no ajustar com a profundidade da equipa (viu-se Jardel a fazer sprints para trás para cortar para fora bolas na área, quando era o guarda redes quem tinha de estar posicionalmente preparado para agarrar os lançamentos na profundidade adversários). Já valeu vários títulos a adversários. Hoje foram pontos.

Eliseu. Grande exibição defensivamente. Cada vez mais dentro das ideias da equipa, a funcionar como interior esquerdo quando bola no corredor direito e como ala esquerdo quando bola no corredor central na fase de construção. Forte no 1x1 defensivo, e com boa qualidade técnica para sair para o ataque. Prova a cada jogo porque tanto se insistiu na sua contratação.

Jardel. Ao nível a que chegou o SL Benfica nos últimos anos, é um downgrade. Não tem saída de bola com qualidade e nos jogos de maior competitividade tal nota-se. Defensivamente é de uma enorme competência. Todavia, as dificuldades técnicas fazem-se sentir. Seria um terceiro óptimo defesa central.

Talisca. Uma das boas exibições. Tem mostrado mais argumentos mais próximo da baliza adversário que mais atrás, ainda que todo o seu potencial indicie que deve ser trabalhado para ser médio. Sobretudo porque mais adiantado pode assumir mais o risco sem que a gravidade das consequências da sua acção se faça notar, como no jogo do Bessa.

Sálvio. Entre o péssimo e "frisson". É imparável no 1x1 ofensivo e muitas das jogadas perigosas do SL Benfica crescem pela sua qualidade técnica e física. Porém, joga sozinho, força o 1x2 e o 1x3 vezes sem fim, e quando a bola chega a si, demasiadas vezes sai para transição ofensiva do adversário. Difícil para uma equipa assumir um jogo em organização quando um dos seus elementos dá tantas e tantas e tantas vezes a posse. A finalizar onde costuma ser o mais competente dos encarnados, não foi feliz e perdeu diversas bolas de golo.

Sarr e Maurício. Péssimos. Relembre as dificuldades de Jardel e junte-lhe a incapacidade para perceber as situações de jogo e como adaptar a elas em termos defensivos. Os centrais do Sporting são uma tragédia à beira de acontecer. Só físico e zero de qualidade técnica e táctica.

William. Não começou ao seu nível nas saídas para transições. Melhorou na segunda parte tecnicamente. Enzo não o deixou ter bola e acabou por se notar mais no trabalho defensivo.

Nani. Grande qualidade. Tirar-lhe a bola não parece ser possível, então há que aproximar para o impedir de ir para cima. O português não deu tanto nas vistas como Sálvio, porque... foi bastante superior. Analisa e decide. Dá sempre seguimento. Prende, simula, conduz, fixa, solta sempre bem. A meio gaz percebe-se que está muitos níveis acima dos que o rodeiam.




quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O lado invisível da maravilha de Enzo

Maurício (na linha do segundo poste) preso a Lima, afasta cobertura e abre espaço no meio abandonando Dier no 1x1.

Inteligência de Lima arrastando o central brasileiro para o espaço lateral libertando espaço para a acção de Enzo no 1x1.