Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Veloso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Miguel Veloso. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 17 de junho de 2014

Criatividade posicional

Pode ler-se aqui, "Miguel Veloso e Bruno Alves continuam a meter água por todo lado. São claramente os dois jogadores mais criativos da selecção. Criatividade ao nível do posicionamento, é a imagem de marca deles. E mais uma vez, se o seleccionador está atento às questões tácticas, tem de explicar muito bem o porquê de insistir em dois jogadores tão criativos. Com o Veloso e o Alves em campo, consigo ver a Alemanha em dois passes destruir um sistema defensivo com 9 atrás da linha da bola, com relativa facilidade."

No Posse de Bola falei sobre Moutinho, que ainda não tinha voltado das férias. Ao que parece, ainda não voltou. 
Moutinho fora de posição, a jogar como médio ofensivo, não dá 1/10 do que pode dar jogando mais recuado.

Pouca intensidade dos médios na pressão e nas coberturas. Veloso e Meireles iguais a si próprios. Moutinho irreconhecível. Alemães com todo o tempo e espaço do mundo para pensar e executar. Linha defensiva inexistente, com B.Alves e Pepe arrastados de forma frequente para fora do corredor central. Ajustes não existiram. Poucas linhas de passe para o portador da bola, quando a bola estava nos corredores laterais, dando como única hipótese de seguir o ataque o cruzamento. Más decisões nos momentos de transição ofensiva, onde se recuperava a bola na primeira fase de construção alemã. Coentrão e J.Pereira muito criativos no posicionamento.
























Como é que se escondem todas estas debilidades dos jogadores? Retira-se complexidade ao jogo, baixa-se o bloco, juntam-se as linhas. Defende-se em menos espaço,  juntam-se os sectores, aproximam-se os jogadores.

sábado, 7 de junho de 2014

Curtas sobre a selecção.

Sobre o jogo de ontem, ficam más sensações para o que se poderá seguir no campeonato do mundo. Equipa pouco inteligente, com qualidade técnica duvidosa, e neste momento, com alguns jogadores em claras dificuldades físicas.

Fiquei, também, quase sem dúvidas sobre o sistema que Paulo Bento tenciona apresentar no campeonato do mundo. O sistema habitual 1x4x3x3, deverá ser escolhido. Sendo que, a experiência do jogo com a Grécia deverá ter sido no sentido de testar a equipa com dois avançados, para os momentos onde a equipa esteja em desvantagem, colocando mais homens na frente, contra adversários mais fechados e que tentem defender a vantagem com linhas muito baixas.
E isso a mim parece um contra-senso. Sendo que quanto mais baixas, e juntas, estiverem as linhas adversárias, mais sentido faz ter mais gente dentro do bloco, e menos em zonas de finalização. Mais sentido faz ter mais gente a atrair adversários para fora do bloco, e mais gente a aparecer para finalizar de linhas mais recuadas. Meter mais gente em zonas de finalização, e jogar de forma mais vertical, é exactamente o que o adversário quer, espera, e está preparado para, quando joga com linhas baixas. Globalmente, parece-me que o 1x4x3x3 é o mais indicado para quando procurarmos recuperar a vantagem, e o 1x4x4x2 o mais indicado para jogar como Paulo Bento gosta, e mais adaptado aos jogadores que temos.

Já se percebeu que não temos jogadores para um jogo elaborado, com muitas decisões, com grande competência em organização, e se o seleccionador tem uma ideia de jogo (e é aquela que mais se vê em campo), porquê insistir em algo que os seus jogadores não têm claramente capacidade para o fazer?

Miguel Veloso e Bruno Alves continuam a meter água por todo lado. São claramente os dois jogadores mais criativos da selecção. Criatividade ao nível do posicionamento, é a imagem de marca deles. E mais uma vez, se o seleccionador está atento às questões tácticas, tem de explicar muito bem o porquê de insistir em dois jogadores tão criativos.
Com o Veloso e o Alves em campo, consigo ver a Alemanha em dois passes destruir um sistema defensivo com 9 atrás da linha da bola, com relativa facilidade.

Fábio Coentrão como interior, por dentro, não me parece que vá dar. E depois quem joga como lateral esquerdo?!
A sério que o Varela continua a ser opção?! Aquilo que ele tentou fazer ao A.Almeida é feio. Não se pode atropelar um colega, tão perto de uma competição importante.
Tenho a certeza que o João Pereira ainda vai dar jogador!

A única boa notícia parece ser Éder. Parece-me ser o melhor ponta de lança português. É inteligente na forma como se relaciona com os colegas, e tem boas competências técnicas.

Mas no final nada disso importa, não é?! É passar os grupos, chegar aos quartos de final, ou às meias, e o dever está mais que cumprido.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Portugal back to basics no meio campo. Primeira parte portuguesa no Euro2012.

A resposta à pergunta do post anterior é:

Onde Ozil estava. Não foi trinco, não foi médio interior direito ou esquerdo. Foi cão de caça.

A decisão não foi obviamente sua. Antes de Paulo Bento. É fácil afirmar que Portugal defendeu bem, apenas porque não sofreu golos. Nada mais falso. Foram mais que muitas as vezes que a Alemanha chegou próximo da finalização. Portugal nunca controlou o jogo como o seleccionador português ficou convencido. A Alemanha demorou a perceber a forma mais fácil de chegar à área portuguesa, mas percebeu-o. E não foi casual a possível imagem com que a Europa ficou de Hummels. O encaixe no homem a homem ia abrindo espaço e caminho para a progressão do central alemão.

A pergunta do post anterior não pretendia minorizar Veloso. Dada a tarefa que lhe foi concedida é impossível afirmar que não esteve bem. A estratégia é que foi de valor altamente duvidoso. Seria sempre uma questão de tempo até a Alemanha se adiantar no resultado.

Ofensivamente bem fraca a prestação na primeira parte. A pressa e total ausência de criatividade de Meireles dificultaram a qualidade das transições portuguesas. O meio campo nacional sabe e tem disponibilidade para defender se programado para tal. Porém, não tem criatividade de decisão para os momentos ofensivos. Ronaldo não pareceu confiar nos colegas e nunca temporizou. Em todas as bolas que recebeu, foi para cima a toda a velocidade.















domingo, 10 de junho de 2012

Miguel Veloso contra a Alemanha.

Em que posição jogou?

A pergunta é essencialmente para Paulo Bento. Mas se algum de vós pretender ajudar...

sábado, 27 de novembro de 2010

Miguel Veloso

"Veloso? Há jogadores que não entendem o que significa jogar pelo Génova e em Janeiro podemos fazer com que entendam. Eu prefiro ter burros que corram do que cavalos que ficam parados. Nós não jogamos com passes para o lado e toques ao de leve e não me interessa que sejam internacionais". As palavras são do presidente do Génova e são obviamente demasiado exageradas e muito provavelmente bem injustas. Tocam, contudo, num ponto chave.  Naquele traço de Veloso que o impede de ir mais além.

É fácil admirar Veloso pelo talento. É um jogador inteligente, que conhece e percebe os princípios do jogo. E nem mesmo as suas menos admiráveis capacidades condicionais seriam um entrave na sua carreira, assim corrigisse a falta de agressividade com que passa pelos jogos.

Não se pede a Veloso que mostre os pitons aos adversários, tão pouco que passe a dar-se mais ao contacto. O incremento da agressividade de que carece Miguel Veloso, deverá traduzir-se pela forma mais rápida e mais disponível com que ocupa o espaço. Em situação defensiva, é impensável haver facilitismo. Sem bola, devemos sempre partir do pressuposto que o colega vai ser batido. Com tal pensamento na mente, seguramente que seria mais rigoroso nas coberturas aos colegas. Seguramente que seria mais rápido a ocupar o seu espaço no campo.

Exigir mais responsabilidade a um jogador é um clássico. Demasiadas vezes, injusto até. Não é o caso de Veloso. Se o ex colega João Moutinho teve (e terá) sempre um rendimento bastante superior, tal deveu-se sempre à maior disponibilidade com que se dá ao jogo.

Com tanto talento, se quisesses...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

A má noticia da partida de Veloso



Nunca fomos os maiores admiradores de Veloso. É inegável que é talentoso e inteligente. Os dois traços que mais nos enchem as medidas. Porém, foi sempre um jogador algo desleixado, que nem sempre fazia uso da sua capacidade para compreender o jogo. Nunca foi um particularmente rigoroso na ocupação do espaço, mesmo sabendo ocupá-lo, nem nunca foi o suficientemente agressivo. Não sobre o adversário, mas sobre o espaço. Nunca foi particularmente rápido a sair para a contenção (sair ao adversário portador da bola), nem nunca foi, de forma contínua capaz de retirar espaço e tempo aos adversários. E tal, sempre pareceu mais por desleixo, do que por falta de capacidade. No futebol, nunca devemos crer que o adversário vai falhar. Antes, tentar de alguma forma obrigá-lo a errar. Não raras vezes, foi pouco rigoroso nas coberturas defensivas. Porque parecia sempre partir do princípio que tal não seria necessário.

Porém, as más novas da partida de Miguel Veloso, não se prendem somente com a perca de um jogador imensamente talentoso e com enorme margem de progressão. Afinal, os traços negativos que lhe apontamos, são facilmente ultrapassáveis.

Parece claro, que abdicar de Veloso, significa que haverá aposta clara num sistema de apenas dois centrocampistas. Teremos 442 clássico no novo Sporting. Fica por conhecer a dinâmica que se pretende impor. Uma certeza porém, não parece que o Sporting fique mais próximo do sucesso, optando pelo sistema tradicional britânico. E mesmo sem ter iniciado a competição, isso já parece um handicap. Relembre a última equipa na Liga Portuguesa em 442 clássico, e todos os seus defeitos inerentes ao sistema de jogo, que não conseguiu ultrapassar. O SL Benfica de Quique Flores.


P.S. - Visão interessantíssima no excelente Entre Dez, aqui, aqui e aqui.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mais e Menos da Semana


MAIS

Miguel Veloso, Cardozo e Domingos

É oficial. Veloso está um jogador diferente. Para além de toda a qualidade técnica que lhe é reconhecida, está mais confiante, mais dado à equipa. Pareceu mais rigoroso na forma como ocupou o espaço. Incrementou também, de sobremaneira, a agressividade (na forma rápida como sai para a contenção ou cobertura. Não, pelo número de vezes que suja os calções), sempre importante para quem ocupa tão fulcral espaço. O novo (velho?) Miguel Veloso poderá estar de volta.

As suas capacidades de finalização são sobejamente conhecidas. Estranhamente, não é esse o traço do seu futebol a ser aqui reconhecido. Esta é a melhor época do paraguaio. Não só pelos imensos golos, mas pela forma activa como participa nos ataques do SL Benfica. Tem sido um excelente apoio frontal, capaz de segurar e entregar, de forma jogável a bola. Não mais as combinações ofensivas terminam nos seus pés. Está um jogador diferente. Para melhor. O lance do segundo golo na madeira, é um bom exemplo.

Poder-se-ia pensar que o Sp. Braga não passaria em Coimbra. Porém, mais uma vitória, num jogo de dificuldade acrescida. O Sp. Braga é no momento, o principal candidato a tirar a previsível glória ao seu ex treinador. Fantástico! Ainda que continuemos desconfiados do real valor do seu treinador (Quem saberá, quanto da boa época, é fruto da excelente aprendizagem a que os jogadores do Sp. Braga foram sujeitos na temporada passada?), é impossível não lhe conceder crédito (até porque, aquando da eliminação da Liga Europa, teve a ombridade de mudar o sistema táctico, e adoptar princípios comuns aos da temporada passada).

MENOS

Jesualdo Ferreira

Este poderá ser o "Menos" mais injusto de sempre. De facto, apetece-nos criticar negativamente quem construiu o plantel, e não é certo que Jesualdo tenha uma palavra muito activa no processo. De Jesualdo, já o dissemos. Tem bastante competência táctica. Se está a ser difícil manter o ritmo de outros, isso deve-se, muito provavelmente, à camioneta de sul americanos sem valor que compõem o plantel. Ainda que se goste de afirmar que o Sporting tem uma equipa demasiado fraca (uma falsidade), não se percebe onde é que, do meio campo para a frente, o FC Porto está melhor servido...

MAIS OU MENOS

Jorge Costa

A vitória permitiu ao Olhanense sair dos lugares de despromoção. Esperava-se, no entanto, bastante mais de Jorge Costa. Quem teve a oportunidade de trabalhar de forma tão intensa com José Mourinho, deveria tentar implementar alguns dos conceitos tácticos, apreendidos com o mestre. Porque defende o Olhanense de forma tão primitiva? Para quando uma zona defensiva? Para quando um trabalho efectivo de concentração defensiva sobre a bola, e para quando coberturas defensivas em função da situação de jogo, não deixando esse tipo de função sempre para o defesa central livre?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Mais e Menos da Semana


MAIS

Saviola

Não seria dificil que a previsão proferida em Junho se tornasse real.
De Saviola sempre esperámos habilidade, criatividade e inteligência. A enorme quantidade de golos que vem somando é, contudo, uma semi surpresa. Para além de Cardozo, ninguém mais em Portugal somou tantos golos. El Conejo prova ser decisivo em todos os momentos do jogo. É a par de Schmeichel, o único estrangeiro que passou pela Liga Portuguesa, consagrado no Jubileu da Fifa como um dos cem melhores futebolistas da história do jogo. Percebe-se porquê.

MENOS

Carlos Martins

A exibição contra o FC Porto havia sido uma agradável surpresa. Perante o Nacional, voltou o habitual Carlos Martins. Um dos mais bem pagos jogadores do futebol nacional, é também um verdadeiro desastre nos mais decisivos factores de rendimento.

MAIS OU MENOS

Miguel Veloso

Para além do fantástico remate, é um jogador talentoso e inteligente. Tem na falta de agressividade (sobre o espaço, na forma como sai para a bola, ou para as coberturas. Não sobre os adversários), e quem sabe, por vezes, na falta de disponibilidade, o principal handicap. Demasiadas vezes ocupa o espaço somente com o olhos. Quando se tornar mais rigoroso (e se ele, como quase qualquer formando do Sporting, compreende o jogo...), estará apto para assumir o lugar na selecção. O estupendo golo, e o alegado interesse dos colossos europeus, devolvem-lhe a aura. Que não páre de evoluír...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sporting. Falhas tu, ou falho eu?


Em situação defensiva, há alguns princípios que devem ser cumpridos. Contenção (pressão, mais ou menos activa, sobre o portador da bola), cobertura defensiva (apoio ao colega que pressiona o portador da bola, numa linha mais recuada no campo, por forma a garantir que o adversário, portador da bola, encontra sempre situações de 1x2, em todos os momentos do jogo), concentração (não mental, mas sim, alusiva à proximidade entre defensores) e... o restabelecimento de equilíbrios (de que forma reagir, perante o colega de equipa que foi batido, ou que saiu à bola, desocupando o seu espaço natural?).

Numa equipa bem mecanizada, as acções dos jogadores em campo, surgem de forma natural. As várias situações que os jogadores irão encontrar no jogo, estão decoradas e treinadas.

Porém, várias são as equipas (em Portugal, serão, porventura, a maioria), cujo seu jogo passa pela inspiração do momento. Não há um pensamento colectivo. Cada um, tem as suas ideias, e age consuante a sua própria percepção, de cada lance.



Numa equipa de Jorge Jesus, seria fácil perceber os equívocos. Teria havido displicência de Miguel Veloso. O lance é confuso, e por vários momentos, fica a sensação de que o Sporting fica com a bola. Contudo, assim que Polga sai ao portador da bola, caberia a Veloso, restabelecer o equilíbrio defensivo, recuando para o lado de Daniel Carriço. Abandonar essa posição, só mesmo, quando Polga lá chegasse...

No Sporting, não se sabe, ao certo, quais as ideias concretas de Paulo Bento, tão díspares, são, os comportamentos de jogador para jogador. Pelo que, somente o treinador leonino, saberá analisar o que correu mal. Sendo certo, que ainda assim, se verificou, um claro (habitual) facilitismo de Veloso (o Miguel, deve ocupar o espaço com o corpo, e não com os olhos...!).

P.S. - Ontem, os dois defesas laterais do Sporting acabaram substituídos. Tão, tão, tão prevísivel.

P.S. II - Com tamanha falta de tranquilidade, e eventualmente, qualidade, no sector defensivo (por estranho que pareça, nunca houve intenção de o reforçar), o jogo em Itália será de uma dificuldade atroz.