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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

José Mourinho. XXIX


"Ok, 'Ninja', pasta à vontade lá na frente. Pode ser que aconteça alguma coisa."

Para Derlei, no prolongamento da final da Taça Uefa, depois deste ter dito que não tinha mais forças para continuar a pressionar e a cumprir o movimento colectivo acordado. Curiosidade. Derlei foi o autor do golo no prolongamento. Retirado de "José Mourinho" por Luís Lourenço.

"Não preciso de alguém que perceba de metodologia porque esse é o meu forte e, para além do mais, sou cabeçudo. Não há ninguém que me consiga influenciar nesse campo. O que eu quero é alguém do futebol, com sensibilidade para falar com os jogadores, que se consiga afirmar, que tenha autoridade dentro de um balneário e... que seja grande!"

Sobre o processo de escolha do adjunto. Retirado de "José Mourinho" por Luís Lourenço.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

José Mourinho. XXVIII


"Ontem fizeste 800 metros em 8 minutos. Das duas uma: Ou tens um problema na cabeça e precisas de o resolver, ou tens um problema físico, e continuas a precisar de arranjar uma solução. Por isso vais treinar com a equipa B e quando achares que a cabeça ou o físico já não têm problemas vens ter comigo"

Palavras dirigidas a Maniche, castigado por José Mourinho, aquando da sua passagem pelo SL Benfica. Retirado de "José Mourinho" por Luís Lourenço.

"É evidente que foi feio. Não foi uma situação institiva da minha parte, por isso reconheço a justiça da minha expulsão. Não tive 'fair-play', para além de ter tido uma intervenção directa no jogo. Loga na altura, pedi desculpa ao Castroman e ele a sorrir respondeu-me apenas 'Mister, é futebol'"

Sobre a forma como impediu Castroman de marcar rapidamente um lançamento de linha lateral, quando a sua equipa estava desiquilibrada no relvado. FC Porto - Lázio. Retirado de "José Mourinho" por Luís Lourenço.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

José Mourinho. XXVII


"Nesta fase do campeonato a minha equipa já decidia com perfeição o que deveria fazer e neste esquema, o Costinha foi um jogador fundamental, com decisões sempre acertadas. Portanto, quando se dizia que nós estávamos melhor preparados fisicamente que os outros, ou até que a nossa preparação era diferente, eu sempre respondi que não se tratava nada disso..."

Retirado de "José Mourinho", por Luís Lourenço.

" - Diz aos jogadores onde estou. Quero que olhem para mim antes do jogo
- Deco a pegar no Liverani, não pode deixar jogar.
- Maniche não pode apertar tão longe, Maniche não vai ao Liverani. Quando Paulo aberto, Aleni tem que estar fechado no Maniche.
- Hélder a dormir. Tem de acompanhár o César.
- O meio tem de estar preenchido na posse de bola e sem ela. Maniche apoio atrasado.
- Se um dos centrais sai na lateral, Maniche compensa o espaço do central.
- Manter a posse. O Deco que não invente e jogue mais.
- Marcar nos cruzamentos. Aleni inclusive, tem de seguir o Stankovic.
- Mais protecção ao Nuno Valente. Ele não está bem, Aleni perto, central perto quando eles entram com a bola.
- O Deco que pare de inventar.
- Digam ao Deco que tou fodido, tem que produzir muito mais.
- Aquece Marco Ferreira.
- Marco depende de Derlei. Se bem, Marco senta.
- Começa a dizer que só faltam 5 minutos.
- Volta a avisar tempo. Concentração total.
- Pressão ao fiscal. Toda a gente.
- Atenção ao Lopez. Saber onde está, cuidado com a profundidade e também quando ele descola para receber.
- Derlei na barreira em vez do Postiga.
- Para Oddo subir em profundidade, o Gianni está a ficar como terceiro defesa, Aleni tem que saltar no Oddo, já que o Gianni fica em posição. Muito importante!
- Deco mais fixo, deixou de ser 2ndo ponta de lança, tem de fechar para o Aleni bascular.
- Aquece Tiago e Marco.
- Ricardo cuidado, Lazetic rápido.
- Troca os homens do aquecimento por outros. Não deixem os gajos entusiasmarem-se, concentração total.
- Troca suplentes.
- Dino Baggio. Muita atenção nas bolas paradas.
- Tiago na posição do Aleni, Aleni na posição do Deco, Deco fora. Ensina o Tiago a rodar na barreira com o Victor.
- Troca os homens do aquecimento.
- Jankauskas por Derlei com iguais funções nas bolas paradas, incluindo barreira.
- Jankauskas aguenta, apenas ao minuto 40.
- Avança com o Jankauskas, Derlei sai.
- Pedro Emanuel livre, atrás dos dois centrais. Sai Aleni, Maniche, Paulo Ferreira e Tiago fixos no meio campo."

Indicações de José Mourinho para o banco de suplentes (estava na bancada, castigado) na semi final da Taça Uefa. Lazio - FC Porto. 0 a 0. Retirado de "José Mourinho" por Luís Lourenço.

sábado, 17 de outubro de 2009

Treinadores e Jogadores. Who made who?


"Temos de defender melhor" Nelo Vingada.

A forma é óbvia. O conteúdo inexistente. Defender melhor, sim. Mas, como? No momento de defender, todo o Vitória de Guimarães era desnorte e mau posicionamento no relvado. Muitas marcações individuais, expõem em demasia a equipa, face à movimentação inteligente do adversário (para "romper" numa equipa que defende ao homem, basta ter mobilidade no ataque). São os avançados que determinam o posicionamento dos defesas, pelo que lhes é possível aclarar espaços, em zonas frontais à baliza, para que os médios / extremos / defesas possam aparecer.

“A pressão deve exercer-se sobre a bola, não sobre o jogador” Cruyff (2002).

"Quem marca ao homem corre por onde o rival quer. Essa caçada tem por fim capturar um inimigo, mas o meio usado converte o marcador em prisioneiro” Valdano (2002).

Custa a aceitar que um dos treinadores responsáveis pela versão portuguesa dos princípios do jogo, não tenha tido capacidade para os implementar na sua totalidade (uma equipa que defende com base nas marcações individuais, só se mostra capaz de cumprir o princípio da concentração (proximidade entre jogadores), de forma aleatória, e somente quando o adversário é o suficientemente atabalhoado, para que tal aconteça).

Como explicar? Nelo Vingada não acredita nos seus conhecimentos, e não os tentou implementar? Não foi capaz de transmitir e operacionalizar o que pretendia? Ou perante o hábito daquela que tem sido a vivência dos jogadores do Vitória, estes não se mostraram disponíveis para a mudança? Fica a dúvida. Somente Vingada poderá responder.

Como forma de transmissão e operacionalização das suas ideias, José Mourinho recorre a um processo denominado como "descoberta guiada", garantindo a implementação das mesmas, e a satisfação dos seus atletas, pela forma activa, como participam no processo.

“Jogadores com este nível não aceitam o que lhes é dito apenas pela autoridade de quem o diz. É preciso provar-lhes que estamos certos. A velha história do mister ter sempre razão não é aqui aplicável. (...) O trabalho táctico que promovo não é um trabalho em que de um lado está o emissor e do outro o receptor. Eu chamo-lhe a descoberta guiada, ou seja, eles descobrem segundo as minhas pistas. Construo situações de treino para os levar por um determinado caminho. Eles começam a sentir isso, falamos, discutimos e chegamos a conclusões. Mas para tal, é preciso que os futebolistas que treinamos tenham opiniões próprias. Muitas vezes parava o treino e perguntava-lhes o que eles sentiam em determinado momento. Respondiam-me, por exemplo, que sentiam o defesa direito muito longe do defesa central. Ok, vamos então aproximar os dois defesas e ver como funciona. E experimentávamos, uma, duas, três vezes, até lhes voltar a perguntar como se sentiam. Era assim até todos, em conjunto, chegarmos a uma conclusão. É a esta metodologia que chamo a descoberta guiada”.

O sucesso / insucesso (não o ocasional) de uma equipa não pode nunca ser dissociado da dinâmica que se estabelece entre treinadores e jogadores. Para além da competência, a disponibilidade de ambos para a mudança (depois de em situação de exercício / jogo, comprovadas as vantagens da mesma) tem de ser total. A atitude ditatorial de alguns treinadores, incapazes de modelar as suas ideiais iniciais, não percebendo que as mesmas, independentemente da sua qualidade ou não, poderão não se aplicar em determinado contexto, e a indiponibilidade, por parte dos jogadores, para interpretar o jogo de forma diferente, é um dos maiores entraves (para além da ausência de conhecimentos e /ou incapacidade para os operacionalizar) ao desenvolvimento de um jogar colectivo.

P.S. - Post ao Santana, Simão, Berhan, Noronha, Botelho, António Almeida, Godinho, Mouro, Proença, Ramos, Coti, Pedro Santos, Rui, João Silva, Gonçalo, Luís, Saraiva e ao Malaquias.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

José Mourinho. XXVI


"Logo no início da semana comecei os treinos a ensaiar as jogadas do adversário e a nossa forma de as anular. E eu sabia que o Camacho, sempre que estava a perder, trocava o Zahovic pelo Sokota. Ora quando iniciei os treinos, fi-lo exactamente nesse sentido, de preparar a minha equipa contra as investidas atacantes do Sokota. Até que um jogador meio surpreendido me disse 'Mas, mister, eles não jogam com o Sokota, jogam com o Zahovic. Era o que eu queria ouvir, para de imediato responder: 'Jogam com o Zahovic quando estão a ganhar. Contra nós vão ter de jogar com o Sokota, que é a opção do Camacho quando estão a perder'".

Sobre a preparação do SL Benfica - FC Porto no Estádio da Luz. 0 - 1. Golo de Deco. Retirado do Livro "José Mourinho" de Luís Lourenço.

"São períodos de 15 minutos. Se marcarmos, faltam poucos para levarmos a taça e temos de morrer em campo a defender. Se sofrermos, jogam directo para o Capucho. Capucho: 'Tens de perder a primeira bola propositadamente para que os médios possam ganhar a segunda e assim massacrarmos a partir dessa posição.' Se não houver golos, joguem como bloco, com o cansaço que já existe não podemos esticar a equipa e deixar de ter as linhas juntas. Vou colocar o Marco daqui a uns minutos. Ponham-no a correr. Marco: 'Faz diagonais, muitas diagonais de fora para dentro. Não me lixes a pedir a bola no pé. Se for para jogar com a bola no pé deixo ficar o Capucho".

Estratégia para o prolongamento na Final da Taça Uefa. FC Porto 3 Celtic 2. Curiosidade: O 3º golo do FC Porto, resulta de uma diagonal de Marco Ferreira. Retirado de "José Mourinho" de Luís Lourenço.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

José Mourinho. XXV


"Não estejas para aí aos saltos, que isto ainda não acabou"

Para Sérgio Markarian, treinador do Panathinaikos, depois da derrota, em casa, por um a zero, na primeira mão, dos quartos de final da Taça Uefa. Retirado do Livro "José Mourinho" de Luís Lourenço.

"Houve uma situação que foi, talvez, fundamental na nossa vitória. Recordo-me bem que uma das armas do Sporting se prendia com as subidas constantes do César Prates. Pelas dezenas de videos que vi, consegui constatar que as preocupações defensivas do César eram quase nulas porque estava habituado a que o ala esquerdo contrário fosse um segundo defesa esquerdo que o acompanhava nas incursões ofensivas. A minha ideia foi, a partir daí, criar uma situação de vantagem para nós. Como? Em vez de ser o Miguel, nosso ala esquerdo a acompanhar o Prates, optei por deixar esse serviço aos médios. Assim, quando o Sporting subia no terreno, eles basculavam à esquerda e faziam o acompanhamento e defesa das incursões do jogador do Sporting. Esta situação permitia ao Miguel ficar livre e subir no terreno de forma a explorar o buraco criado com a subida do lateral direito do Sporting. Daí resultou que o Miguel criou imensos desequilibrios, e a partir de determinado momento do jogo, o Prates deixou de atacar. Isto influenciou o próprio meio campo que deixou também de bascular à esquerda, o que criou um novo desiquilibrio nessa parte do terreno. No outro lado da defesa do Sporting, invertemos a situação. O Carlitos baixava no terreno para abrir caminho à subida do Rui Jorge. Este ao subir, obrigava a que o André Cruz, um jogador pouco veloz, se tivesse de desdobrar nesse lado. Ficava aí um grande espaço de terreno sem a cobertura dos jogadores do Sporting, que era uma oportunidade para explorarmos. Estas foram algumas das situações que me levaram a concluir que tacticamente, preparámos muito bem o jogo com o Sporting".

Sobre o SL Benfica 3 Sporting 0. Último jogo como treinador do Benfica. Retirado de "José Mourinho" por Luís Lourenço.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

José Mourinho. XXIV.


"Nas minhas prelecções defino sempre situações tipo do adversário, ou seja, aquelas jogadas que eles normalmente ensaiam, que são estudadas. O Boavista na manobra atacante apostava muito nos cruzamentos e nas diagonais dos alas, igualmente ao primeiro poste. Disse e redisse estas situações aos jogadores do Benfica antes do início do jogo. Nem de propósito! Na primeira jogada ofensiva do Boavista houve um cruzamento ao primeiro poste, com uma entrada ao primeiro poste e golo. Disse para mim, 'que jogador é este, o Rojas? Será que ele percebe português ou tenho de falar espanhol para ele entender?' Logo ali comecei a perceber que havia jogadores no Benfica, que pela sua mentalidade, ou se quisermos, pela sua postura, não poderiam, em definitivo, jogar"

Sobre o primeiro jogo pelo SL Benfica (Derrota por 1-0 no Estádio do Bessa).

"Quanto a mim o Boavista jogava um jogo muito directo. A construção do jogo deles era praticamente feita do Ricardo para os pontas de lança e eu queria que o Costinha fosse um homem fixo na frente dos centrais. Com este posicionamento pretendia que, em termos aéreos, Costinha pudesse 'limpar' todas as situações, fazendo com que os meus centrais, passassem a ser os da segunda bola, ou se quisermos, os homens dos ressaltos, para podermos assim anular tranquilamente as acções ofensivas deles. A verdade é que a partir daqui, ganhando sempre a segunda bola, como ganhámos, o jogo decorreu sem uma única jogada de perigo na nossa baliza"

Sobre a vitória no Bessa, aquando da passagem pelo FC Porto

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

José Mourinho. XXIII


"Com quatro jogadores da União de Leiria era campeão no Benfica."

Record, 28 Dezembro de 2001

"Quando estamos há quatro meses a trabalhar no 4x3x3 e há quatro semanas a trabalhar no 4x4x2, só numa situação muito pontual poderei fugir disto, colocando em campo um terceiro central ou mais um avançado."

A Bola, 26 Julho de 2002

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

José Mourinho. XXII


"Às sextas feiras treinamos a defender, aos sabados treinamos o ataque. Aos domingos, treinamos a transição da defesa para o ataque. Às segundas, treinamos a transição da defesa para o ataque e, ás terças treinamos os livres."

Richard Williams, Guardian, 3 de Janeiro 2005, explicando o modelo de treino do FC Porto antes da final da Liga dos Campeões em 2004.

"Os jogadores não nos ganham troféus. As equipas sim. Os conjuntos ganham troféus. Não posso dizer adoro este jogador, porque, de uma forma geral, adoro todos os que adoram ganhar. Não só aqueles que adoram ganhar nos noventa minutos, mas os que adoram vencer todos os dias, em cada treino e em tudo nas suas vidas."

BBC Sport, Junho de 2004

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

José Mourinho. XXI



"Não quero futebol eufórico. Quero futebol pensado".

O Jogo, 25 Dezembro de 2005. Depois de ter estado a ganhar por 2-0 e ter permitido o empate a 2. Frente ao Bolton.

"Estão educados para ganhar. Se um dia dissesse no balneário que iriamos jogar para defender, expulsavam-me"

26 de Abril de 2003. Depois de garantindo o apuramento para a final da Taça Uefa.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

José Mourinho. XX


"Um dos meus adjuntos disse que, na última jornada da época, kings Road ficará em delírio. Mas eu disse que penso que talvez possamos ganhar uma ou duas semanas antes do fim da época".

Daily Express, 2 de Maio de 2005

"Se o Sr. Abramovich gosta de 5-4, tenho a certeza que detesta 4-5. Então, se for preciso escolher entre o 4-5 e 1-0, tem de se ir para o 1-0"

BBC Sport, 6 de Junho de 2004.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

José Mourinho. XIX


“Acho que fundamentalmente houve demasiada precipitação. Quando uma equipa tem jogadores a mais, os espaços criam-se com naturalidade e em função de um controlo de posse de bola, às vezes deve-se exagerar na posse de bola, e os espaços surgem”.

Sobre o Portugal - Inglaterra. Campeonato do Mundo 2006.

“Imediatamente após a Inglaterra ficar com 10 jogadores, viu-se o Petit a rematar de 30 metros, o Maniche a rematar de 25 metros, o Cristiano Ronaldo a agarrar na bola, a driblar e a rematar de imediato. Tem que se fazer exactamente o contrário, temos que jogar com os jogadores abertos e aumentar a distância entre as linhas. Podiam ter feito melhor. Mas é uma carga emocional muito grande, só quem está lá dentro é que sabe. Muitas vezes as emoções sobrepõem-se à razão e ao conhecimento e posicionamento táctico. Não é fácil. A Inglaterra, quando ficou a jogar com 10, juntou duas linhas de quatro (4+4+1), e sob o ponto de vista defensivo não é muito diferente”.

Ainda, sobre o Portugal - Inglaterra. Campeonato do Mundo 2006.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

José Mourinho. XVIII


"Acho que se jogássemos com esta defesa noutro campeonato ou na Champions, não havia problema. Mas neste país toda a gente é alta e tem bons finalizadores. A bola é colocada na grande área e nós não dominamos o jogo no ar."

Depois de empatar o último jogo da Premiership, a dois, contra o Fulham FC (2006)

"Prefiro ganhar por 2-0 do que por 6-5 porque o 2-0 reflecte organização e eficácia a todos os níveis do jogo, enquanto o 6-5 reflecte talento, se calhar, mas também reflecte seguramente desorganização num aspecto fulcral do jogo, que é a defesa. Para mim, o jogo tem que ser feito de equilíbrios"

Entrevista ao Correio Sport (2006)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

José Mourinho. XVII


"A melhor maneira de parar Messi é jogar com 11 jogadores".

Março 2006, na antevisão da eliminatória da Liga dos Campeões.

"As selecções nacionais prepararam-se de uma forma tão disparatada que é difícil encontrar um critério em tudo isto. Uma vez mais está instalada a confusão, uma vez mais estou com o coração nas mãos."

Novembro de 2005.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

José Mourinho. XVI


"No "flash interview" ouvi falar de quebras físicas e logo dei por mim a pensar que a minha cruzada vai ser mesmo difícil. É que não consigo mesmo que se perceba que isso não existe. A forma não é física. A forma é muito mais que isso. O físico é o menos importante na abrangência da forma desportiva. Sem organização e talento na exploração de um modelo de jogo, as deficiências são explícitas, mas pouco têm a ver com a forma física".

Janeiro de 2005. Comentando o jogo, Sporting X SL Benfica.

"É muito difícil treinar existindo contradições entre as ideias do treinador e as características da equipa e, neste sentido, há treinadores que, chegando a meio da época, têm tarefa extremamente difícil. Provocar rupturas, mas lutar pelas suas ideias, adaptar-se à realidade existente fugindo das suas crenças ou uma situação intermédia em que se modifica progressivamente o modelo existente (quando existe!)? Assim deve ser com Vítor Pontes, que defende um futebol completamente diferente daquele que recebeu. Contra o Porto vi uma equipa a pressionar alto como Pontes gosta, com defesas a "contradizerem" o movimento e a ficarem sentados no primeiro terço; vi uma equipa a tentar ser criativa e a utilizar a posse como o Leiria fazia, com alguns jogadores a construírem directo; vi jogadores que perceberam em pouco tempo como se bascula, misturados com outros a pensarem o jogo de forma primitiva. Acredito que Pontes vai vencer, porque acredito na qualidade de trabalho, porque acredito em futebol estruturado e pensado, porque acredito na inteligência. Mas não vai ser fácil."

Revista 10, 9 de Janeiro de 2006

quarta-feira, 29 de julho de 2009

José Mourinho. XV


"Quero saber tudo. Procuro saber tudo sobre os jogadores, procuro conhecer a forma como pensará o treinador da oposição, como reagirá em determinados momentos chave."

Recolhidas pelo Sunday Times, 18 de Maio de 2003

"As melhores equipas que vi jogar e que, nos tempos livres, revejo sempre no vídeo, foram o Milan de Sachi e o Barcelona de Cruijff."

Eugénio Queiroz e Jorge Barbosa, A Bola, 26 de Julho de 2002

quarta-feira, 22 de julho de 2009

José Mourinho. XIV


"Por exemplo, tenho exercícios de dominante psicológica. Quando os exercícios que se apresentam são premeditadamente de fácil resolução, sem que eles se apercebam, fazem tudo bem. Isto acontece, se no final da semana chegar à conclusão de que os objectivos, por qualquer motivo, não foram cumpridos. Como estamos a um, dois dias do jogo, sei que não tenho tempo de rectificar nada, logo, o trabalho, bem ou mal, está feito. Aí eu modifico os últimos dois treinos da semana, em relação ao inicialmente previsto e faço exercícios fáceis no sentido de atingir outros objectivos, neste caso, conseguir subir os níveis de confiança e motivação, que ficaram abalados pela semana menos conseguida."

Retirado de "Liderança, As Lições de Mourinho" Luís Lourenço e Fernando Ilharco.

O jogo joga-se fundamentalmente com a cabeça. A mente tem de estar sempre presente, em relação a tudo, e o jogo tem de começar por ser um fenómeno pensado."

Retirado de "Liderança, As Lições de Mourinho" Luís Lourenço e Fernando Ilharco.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

José Mourinho. XIII


"A Liga Italiana é uma liga táctica. A espanhola, técnica. A inglesa, tem a ver com paixão. Quando pensei que poderia ter sucesso aqui, é porque pensei que poderia misturar essa paixão, com a organização táctica, para assim, a nossa equipa se tornar táctica. Enfadonha para alguns, não sei porquê. Mas, táctica. Para ser justo, penso que somos a melhor equipa da história, porque batemos o recorde."

BBC Sport, 4 de Julho de 2005, depois de ter ganho a Premiership com 95 pontos (novo recorde).

"O segredo não reside no período de tempo em que os jogadores trabalharam em conjunto, mas sim no facto de todos nós trabalharmos juntos. E a ambição é a arma que nos faz jogar bem."

News of the World, 2 de Maio de 2004

quarta-feira, 8 de julho de 2009

José Mourinho. XII


"Pensa-se que ao se reduzir a complexidade do jogo no treino se está a tornar as coisas mais fáceis. Estamos apenas a criar condições de sucesso ao jogador somente em trenio! Ao fazê-lo depois não se encontra qualquer transferibilidade para o jogo. Por exemplo, há dez anos, o Eusébio era treinador de guarda redes do Silvino no Benfica. O Eusébio colocava a bola à entrada da área e rematava com o intuito de treinar o guarda redes. O problema é que o Silvino não conseguia treinar porque as bolas entravam todas na baliza. Ele simplesmente não treinava porque os remates eram descontextualizados daquilo que é o jogo. Quando trabalho a finalização dos meus jogadores, coloco-lhes oposição, porque é isso que acontece no jogo. Ou seja, antes de rematar, os meus jogadores tiveram adversários pela frente."


"A minha descoberta guiada não tem tanto que ver com o perceber mas sim com o sentir. Ou seja, com o que eles sentem em determinado tipo de situação ou de movimentação. Eu pergunto-lhes o que eles sentem a nível de experimentação... vamos experimentar e sentir a nível posicional... estou apoiado... a nível mental não tenho medo de errar porque isto está coberto... é daqui que partimos, executamos em treino e recebo o feedback que me permite mudar de acordo com isso. Tenho essa elasticidade, que é ter a capacidade de promover alterações dentro do próprio exercício em função daquilo que me dizem. Se entender, pelo que me dizem, que o exercício não está adequado à situação, altero-o logo ali na altura. às vezes,, ao fim de três minutos, já introduzi uma nova regra no exercício de forma a adaptá-lo àquilo que os jogadores estão a sentir. No fundo, isto é a operacionalização da descoberta guiada."


Em "Liderança. As lições de Mourinho", por Luís Lourenço e Fernando Ilharco.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

José Mourinho. XI.


"Se nós dividissemos o jogo em três fases de construção, veriamos que o trabalho de Bobby Robson incide essencialmente na última fase. A da finalização. É aí que ele se concentra. Eu tentei, neste caso, dar um passo atrás. Ou seja, manter a primazia por um futebol de ataque, procurei no fundo, organizá-lo melhor e essa organização parte, muito justamente, da defesa."

"Trata-se daquilo a que eu chamo, descansar com bola. É necessário, com o ritmo de jogo que nós impomos, descansar, caso contrário, ninguém aguenta uma partida. A melhor maneira de o fazer, correndo menos riscos, é descansar quando temos a posse de bola. No jogo com o Nacional conseguimos fazer isso de uma forma bastante eficaz. Quase perfeita. No fundo, trata-se de alternar os momentos de grande intensidade e pressão, com períodos de descanso com a bola, que não é mais que fazer posse de bola, mas com o intuito de repousar. É a posse pela posse, nada mais. Não há objectivo de chegar ao golo. Tenho a bola nos pés, tenho o jogo controlado e não corro, fico só a trocar a bola e a descansar."

Em José Mourinho por Luís Lourenço