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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Curtas à segunda jornada



a) Ainda que seja impossível prever como crescerão os três grandes , campeonato a prometer um dos piores campeões em termos de percentagem pontual dos últimos anos. Depois de seis anos loucos, com recordes pontuais a serem aproximados e batidos por FC Porto e SL Benfica, a hora de abrandar parece ter chegado. O FC Porto está demasiado longe da qualidade individual do passado recente e perdeu esta época os quatro / cinco super talentos que teriam lugar em praticamente qualquer plantel do mundo. Danilo, Casemiro (Real), Alex Sandro (Juventus), Jackson e Óliver (Atletico). O SL Benfica que já havia perdido os extras na época transacta. Sobraram Gaitán e Jonas. Para a presente época parte também sem o cérebro. O Sporting que durante seis anos não era tido sequer como candidato ao título, por quem percebesse um mínimo da realidade futebolística nacional, tem agora uma oportunidade real de voltar a intrometer-se numa luta que no passado recente já não parecia sua (Sim, o segundo lugar de Leonardo Jardim, foi apenas uma época atípica. Como havia sido o segundo lugar de Domingos no Braga);

b) FC Porto na Madeira com sectores muito distantes. A permitir mais bola ao adversário do que o que seria expectável e sem capacidade para criar assertivamente. Os médios centro apenas a receberem fora do bloco e sem nunca procurarem soluções criativas. Se recebiam dentro devolviam sempre no central ou no trinco que ficava mais recuado fora do bloco. Os laterais não têm a qualidade do passado e também ofensivamente, apesar da muita vontade não são capazes de criar os desequilíbrios que Lopetegui pretende nos corredores laterais. Porque o central, já se percebeu apenas serve para construir. E não criar. Para já, apenas Brahimi a titulo individual mostra ser diferente dos demais. Incrível a facilidade com que desequilibra. E incrível também como não há nada pensado para aproveitar os seus rasgos. Uma movimentação de ruptura do outro extremo com uma de apoio do ponta?! Qualquer dinâmica que aproveite a facilidade com que o extremo portista quebra a contenção seria uma forma fácil de aproximar o FC Porto do golo.

c) Sporting com movimentos e posicionamentos já bem definidos. Faltará algum tempo até que os timings (sei onde está o meu colega, mas falta ambos sabermos o tempo e o espaço para onde e quando lhe vou endossar a bola) e rotinas surjam com qualidade. Só com a repetição (treino e jogo) chegarão. É a equipa com maior potencial para crescer no momento, em virtude do binómio qualidade dos jogadores – qualidade do treinador. Carrillo vai finalmente cumprindo o que promete há tantos anos. João Mário a aparecer com muita qualidade como segundo médio, mais de transporte como Jesus gosta nas suas equipas. Qualidade com bola e intenso nas transições. De negativo João Pereira e Naldo. Individualmente muito abaixo do desejável. Será preciso tempo para acertar ideias. Mas esse é um trabalho já visto com outros defesas, com lacunas individuais também graves.

d) Benfica indeciso entre aproveitar as ideias ofensivas do 442 ou mudar para algo original. A transição defensiva está lastimável, e cada perda parece dar gente na cara de Júlio César ou de Luisão. A equipa vai deixando de funcionar como um colectivo e até a qualidade (idade) do capitão já vai sendo questionada. É um fardo demasiado pesado para qualquer treinador, o de suceder a seis anos com a maior percentagem de vitórias nos jogos nacionais desde a década de sessenta. E se Rui Vitória tem a vantagem de ter mantido quase noventa porcento da equipa campeã, não é menos verdade que essa equipa havia sido totalmente espremida do ponto de vista colectivo, e que falta qualidade individual em alguns sectores. Isto, mesmo após mais de uma dezena de contratações a parecerem praticamente todas condenadas ao fracasso. O treinador do Benfica não é garantidamente um mau treinador. Mas o contexto é altamente desfavorável. E o caminho está minado.

e) Paulo Sousa. Destacado aqui ainda nos tempos do Basel mesmo sendo copiosamente derrotado no Dragão. Porque não são os treinadores que jogam. São os jogadores. Naquilo que o treinador controla, ideias de equipa grande as de Paulo Sousa. Pressing no meio campo ofensivo. Transições rápidas e pensadas. Posicionamentos bem definidos e ousados em organização. Não são surpresa os seus sucessos recentes.

f) Lito já tinha dado muito trabalho ao Benfica na 1ª volta da época passada, quando na Luz retardou ao máximo o golo do Benfica. Na altura Jorge Jesus revelou as dificuldades sentidas perante a boa estratégia do ex treinador do Belenenses, bem como a forma como preparou o ataque posicional de forma diferente para a segunda parte (laterais foram interiores, e extremos… extremos. Quando habitualmente é o inverso). Desta vez Lito conseguiu mesmo que o seu plano de jogo se traduzisse em pontos perante um adversário com armas muito superiores.

domingo, 2 de agosto de 2015

Esqueça a cor da camisola, feche os olhos, abra novamente. Quem é o treinador daquela equipa que parece uma apresentação de Ginástica Rítmica tal é a forma coordenada como se tenta organizar em todos o momentos?

Jorge Jesus, é claro.

"Não quer dizer que seja este o onze que vai entrar já para a Super-taça"

Muito dificilmente não será este o onze de Jesus para o jogo contra o Benfica. Percebe-se que o treinador gosta dos movimentos verticais de Slimani, e do facto de se impor no jogo aéreo. Outro factor que não ignora no avançado argelino é o facto de não se poupar quando a equipa não tem a bola. Slimani surge como homem de área para Jesus, como Cardozo (embora de características diferentes) surgiu um dia. Teo é a fotocópia de Lima. Qualidades físicas, pouco acerto na tomada de decisão, muito agressivo nos movimentos sem bola, qualidade técnica que não impressiona. Mas será difícil imaginar este Sporting, na última versão do modelo de jogo de Jesus sem Teo, tendo em conta as novas exigências para as posições da frente - Lima. Carrillo, um dos que Jesus tem dado mais atenção, será grande protagonista nos desequilíbrios individuais - Sálvio. Positiva a adaptação de Adrien, pois quanto mais longe da baliza jogar melhor jogador será. E toda aquela disponibilidade que ele demonstra, canalizada para funções dentro de um modelo de qualidade, poderá finalmente dar o salto qualitativo para se afirmar ao nível nacional - Samaris. João Mário, um dos responsáveis pela pausa, e por gerir os ritmos da equipa. Mais fora do que dentro, percebe-se que procura de forma constante o passe vertical - Pizzi. Quanto à linha defensiva, não restam dúvidas que a aposta de Jesus será nos quatro que entraram neste jogo. Paulo Oliveira, ao final desta época estará pronto para assumir um lugar no eixo defensivo da selecção, porque receberá mais estímulos qualitativos numa época do que em todas as anteriores em que jogou. A importância que Jesus lhe tem dado ao nível do trabalho da última linha, colocando-o na posição 3, demonstra também a confiança do treinador nas suas qualidades como líder - Luisão. Jefferson a variar entre movimentos interiores e jogo exterior, e muito forte do ponto de vista físico e técnico. Porém, nem sempre com o cérebro ligado. Tem evoluído de forma muito positiva, e Jesus não ignora a qualidade que ele tem nas bolas paradas - Siqueira. João Pereira, a estabilizar do ponto de vista defensivo, mas ainda com demasiados vícios dos anos que se seguiram ao Braga de Jesus. Com bola, muito desligado daquilo que Jesus pretende, muitos cruzamentos sem nexo, procura constante da linha de fundo, cabeça no chão. Porém, muito agressivo nos duelos - Maxi Pereira. Naldo está confortável com bola, seguro no um contra um. É agressivo o suficiente para não deixar enquadrar e forte na primeira bola. Não é particularmente rápido, mas dificilmente os adversários vão aproveitar esse factor por estar protegido por um modelo de acção e não de reacção - Jardel.

Bryan Ruiz, o grande destaque do treinador nesta conferência de imprensa. "É um jogador com uma cultura táctica...  Neste momento é aquilo que mais me impressiona. Ele é um jogador que sabe tudo. Sabe tudo quando não tem a bola e quando tem bola. Ele pode fazer três posições na equipa do Sporting e de certeza que as vai fazer bem. É um atleta, um jogador com 1.88m, forte na bola parada também". Será o outro grande responsável pela pausa neste novo Sporting. Tem qualidade técnica, adora jogar por dentro, é forte individualmente mas não faz disso o seu jogo. Toca quando acha que deve, segura, roda, entrega com qualidade. Criatividade - Gaitan.

"É o treino que define quem joga"

A grande exigência de Jesus é esta. Quem cumprir melhor no treino com o que ele pede estará mais próximo de jogar. Mas exige também que os seus jogadores sejam muito agressivos a ocupar as posições, em todos os momentos. Nos movimentos com e sem bola a agressividade é uma exigência constante. 
A dança colectiva já começou, e por isso, e por ter qualidade individual acima da esmagadora maioria dos seus competidores internos, o campeonato promete mais um candidato até Maio.

"O Semedo não tem muitas características técnicas para desempenhar a posição 6. Pode ter físicas, mas técnicas não. É central"

E mesmo para central, será que tem?!

"Com quatro semanas não esperava tanto hoje"

Nem nós mister. Nem nós!