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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Nuno Gomes. Faltou-lhes o Nuno Gomes para derrotar o Barcelona.

Minuto 91 em Braga. O Sporting local tem o jogo ganho. Vence por dois golos de diferença.

Nuno Gomes saído do banco, tem uma oportunidade importante para fazer golo. Para demonstrar aos fiéis das estatísticas que ainda é útil. Para demonstrar ao seu treinador que faz golos e que merece a titularidade. O jogo está ganho, Nuno poderia até rematar para fora. A equipa não precisa de chegar ao golo naquele momento. Ele sim. Ele precisa, porque se diz que os avançados têm sempre que provar a sua qualidade com golos. Ele precisa muito do golo para justificar ao seu presidente o investimento.

Que faz Nuno Gomes?

Aqui

Faltou-lhes o Nuno Gomes. Em Madrid, naquele minuto que mudaria a história da Liga Espanhola, faltou-lhes o cérebro do Nuno. Mas, o remate do Ronaldo foi bom. Não falhou por muito... e aos avançados devemos sempre pedir que chutem "no matter what"...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Hugo Viana, Nuno Gomes e Alan.

Não voltarão a jogar naqueles clubes a que tradicionalmente se coloca o epíteto de grande.

Se há que perceber que pelo deteriorar das suas capacidades físicas, tal faz sentido no caso do avançado, deve-se lamentar a opção de quem apenas contrata ao potencial, esquecendo a habilidade actual quando se pensa em Hugo Viana ou Alan.

Quem os entende, sabe que juntos, em Braga, proporcionam espectáculos de categoria para quem gosta daquilo que é realmente o jogo. A forma como Nuno se desmarca, a primazia que dá pelo jogo colectivo, tornam-o um parceiro de qualidade para todos quanto os que entendem o jogo como ele.

Alan e Hugo Viana, são jogadores com características tão díspares, e qualidades tão próximas. Muito boa capacidade técnica, e excelência na tomada de decisão. Viana mais hábil a fazer a bola circular, e Alan sempre ofensivo e desequilibrador, sem nunca descompensar a própria equipa.

Interessantíssima a forma como o Sporting de Braga vai construindo o seu plantel ao longo dos anos mais recentes. Ao comando de Leonardo Jardim, são um claro candidato ao último lugar do pódio da Liga Zon Sagres.

P.S. - Texto publicado há quinze dias atrás, no site Futebol Portugal.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Nuno Gomes. O homem que fez jogar um país. Mas, já não faz.

Em 22 de Março, escrevia assim:

""Sei perfeitamente os momentos de jogo onde o Nuno Gomes pode render mais: quando a equipa adversária está cansada, com menos concentração, e não tem tanto rigor táctico" Jorge Jesus.

Nuno Gomes foi um avançado de elevado rendimento. Mas, já não é. A verdade é que o ponta de lança de Amarante foi dez vezes mais jogador do que a opinião pública sabe, ou pensa que sabe. Nuno foi o avançado perfeito na selecção portuguesa. Com ele, Luis Figo, João Pinto e Rui Costa brilharam. Com uma compreensão fantástica do que é o jogo, Gomes está na mais encantadora selecção portuguesa a que a memória recente nos permite chegar. E muito do encanto da equipa que disputou o Euro 2000 estava precisamente no seu ponta de lança. A ganhar espaços, a tabelar, e nesse Europeu até a finalizar. Tudo girava em seu torno. À sua volta, os seus colegas pareciam ainda mais galácticos. Foi quando se abdicou dele por Pauleta, que o encanto começou a desvanecer.

Mas, na actualidade, somente a inteligência de Nuno Gomes permanece intacta. As suas capacidades físicas são demasiado débeis até para uma primeira liga. Nuno não é forte, não é veloz, não é ágil. Ainda que tenha marcado inúmeros golos, não é também um finalizador de excelência. Muito dificilmente se consegue enquadrar este Nuno Gomes, numa equipa que se pretenda vencedora. Jesus tem razão, quando afirma que percebe em que momentos Nuno mais pode render. Pedir mais minutos para o português, em jogos que não estejam resolvidos não é na actualidade uma decisão sensata.

Todavia, é sempre bom vê-lo marcar golos e a alimentar o mito. Ele merece. E muito."

É o lado emocional que nos prende a tão maravilhoso desporto. É precisamente pela quantidade infindável de vezes que a emoção supera a razão, que poderia fazer sentido a permanência de Nuno Gomes na sua equipa de sempre. Jorge Jesus, já se sabe, não é dado a sensibilidades nem a questões de bom senso, e decidiu de forma racional. Ao menos, na sua decisão de afastar o capitão, louve-se a coragem. Com uma simples decisão conseguiu aumentar exponencialmente a pressão que se abaterá sobre si no Estádio da Luz.

P.S. - Há que ter, o quanto antes, a mesma coragem na definição do plantel. Seguir para a pré-época em ritmo de captções, com um número demasiado elevado de jogadores, será tempo de treino com qualidade perdido. 

P.S. II - Foi sempre a falta de qualidade à sua volta que impediu Nuno Gomes de ter uma carreira repleta de troféus, de glória e até de unanimidade em relação às suas capacidades.

terça-feira, 22 de março de 2011

Nuno Gomes

"Sei perfeitamente os momentos de jogo onde o Nuno Gomes pode render mais: quando a equipa adversária está cansada, com menos concentração, e não tem tanto rigor táctico" Jorge Jesus.

Nuno Gomes foi um avançado de elevado rendimento. Mas, já não é. A verdade é que o ponta de lança de Amarante foi dez vezes mais jogador do que a opinião pública sabe, ou pensa que sabe. Nuno foi o avançado perfeito na selecção portuguesa. Com ele, Luis Figo, João Pinto e Rui Costa brilharam. Com uma compreensão fantástica do que é o jogo, Gomes está na mais encantadora selecção portuguesa a que a memória recente nos permite chegar. E muito do encanto da equipa que disputou o Euro 2000 estava precisamente no seu ponta de lança. A ganhar espaços, a tabelar, e nesse Europeu até a finalizar. Tudo girava em seu torno. À sua volta, os seus colegas pareciam ainda mais galácticos. Foi quando se abdicou dele por Pauleta, que o encanto começou a desvanecer.

Mas, na actualidade, somente a inteligência de Nuno Gomes permanece intacta. As suas capacidades físicas são demasiado débeis até para uma primeira liga. Nuno não é forte, não é veloz, não é ágil. Ainda que tenha marcado inúmeros golos, não é também um finalizador de excelência. Muito dificilmente se consegue enquadrar este Nuno Gomes, numa equipa que se pretenda vencedora. Jesus tem razão, quando afirma que percebe em que momentos Nuno mais pode render. Pedir mais minutos para o português, em jogos que não estejam resolvidos não é na actualidade uma decisão sensata.

Todavia, é sempre bom vê-lo marcar golos e a alimentar o mito. Ele merece. E muito.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Liedson. Um temível goleador.


"É um jogador fabuloso na grande área. Mas, só na grande área. Liedson é jogador de um único toque. De finalização. É à largos anos, o melhor cabeceador do futebol português. Bem servido, é letal. Percebesse Liedson as suas limitações (abstraindo-se de participar na fase de criação, onde prende e perde em demasia a bola, e preocupando-se em jogar mais simples e mais rápido) e teria tido, seguramente, oportunidade de experimentar Ligas mais competitivas."

Liedson parece mover-se no campo, somente com base na sua própria intuição. Se dentro da grande área parece ser o avançado perfeito, fora dela acumula erros que, demasiadas vezes, condicionam a fase de construção e criação de oportunidades de golo.



Apesar da situação de vantagem numérica (3x2), Ronaldo só tem opções de passe à sua direita. Do início ao final da sua jogada. Tivesse Liedson efectuado uma desmarcação pelas costas de Cristiano (aparecendo sobre o seu lado esquerdo), e a situação de 3x2, ficaria bastante mais fácil (Das duas uma. O defesa Hungaro seguia Liedson, e Ronaldo ficaria numa situação de 1x0. Isolado portanto. Ou, o mesmo defesa, manteria a sua posição, de contenção, face a Ronaldo, permitindo que este com um simples passe isolasse Liedson).



Centre a sua atenção, em Nuno Gomes e no comportamento do defesa que estava com Simão no início da jogada. Percebe agora, porque os avançados não se medem aos golos? No incrível golo de Simão, há também, muito, da inteligência de Nuno Gomes. O seu movimento (Desmarcação nas costas), conferiu o tempo que Simão precisava, para se libertar do defesa.

Tivesse Liedson a mesma percepção do jogo (saber que movimentos, e que timings para realizar as suas acções), que Nuno Gomes, e teria tido oportunidade de construír uma carreira notável. E não, na selecção portuguesa.

P.S. - Dificilmente, haverá melhor selecção nacional que a de Humberto Coelho. E, dificilmente, Rui Costa e Figo trocariam a presença de Nuno Gomes em campo, por qualquer outro aclamado goleador. Ao contrário do que é comum afirmar-se, para a selecção nacional, sempre que teve Nuno Gomes em campo, chegar ao golo, nunca foi um problema. Mesmo que Nuno nunca fosse o autor do toque final.

P.S. II - Só pela percepção que tem do jogo (e porque em Portugal, não há muita qualidade para a posição, claro), Nuno Gomes merece estar entre os convocados. Mesmo, não sendo a melhor opção para o 11 inicial.

P.S. III - Obrigado ao Nuno e ao Gonçalo do blog Entre Dez, de onde saiu a ideia original para este texto.

domingo, 1 de março de 2009

Mais e Menos da Semana


MAIS

Nuno Gomes

Por não ter potenciado as suas capacidades físicas, por não ser um finalizador de excelência e quem sabe, por ser português, Nuno Gomes nunca conseguiu reunir consenso sobre a sua qualidade. Com Quique Flores como treinador, por ser um jogador (e o espanhol não se cansa de o afirmar) extremamente inteligente, e apesar da forte concorrência interna, começou a época somando muitos minutos de jogo. Nuno, sempre teve a capacidade de perceber mais rápido que os seus colegas, o que se espera de si. Com o adiantar da época, e com a evolução táctica dos seus colegas, Nuno Gomes foi perdendo espaço e jogando cada vez menos.

Na semana em que parece acertar a renovação de contrato, o capitão do SL Benfica volta aos golos e com grande espirito de sacrificio, termina o jogo como médio esquerdo. Só alguém com a sua percepção sobre o que é o jogo, conseguiria actuar um bom período da 2nda parte, numa equipa reduzida a 10 elementos, numa posição diferente da habitual e com tarefas defensivas nunca por si experimentadas. A um bom nível.

MENOS

José Mota

José Mota é o treinador da moda. A excelente época (até à data) do seu Leixões assim o dita. Contudo, pertence a uma espécie de treinadores portugueses, com conhecimentos e ideias bastante limitadas. Ainda que não o saiba. A sua postura deselegante, na partida do Estádio da Luz, própria de "novo-rico", não engana. Para proveito próprio, seria importante que Mota percebesse as suas limitações, que procurasse evoluír em todos os aspectos e acima de tudo, que entendesse que a fama, para quem a obtém por acaso, bem pode, ser passageira...

MAIS OU MENOS

Liga Sagres

A Liga Sagres não tem a qualidade, nem intensidade de outras ligas europeias. O pouco interessante clássico do fim de semana, bem poderá personificar o campeonato que temos. Porém, ao contrário de épocas passadas, a emoção promete perdurar até Maio. E a três.

Salutar, também, o regresso de Carvalhal. Contribuirá, inequivocamente, para o incremento de qualidade no futebol português.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Cardozo & Nuno Gomes - O que todos os benfiquistas precisam de saber


Factos:


Em 07 / 08, o SL Benfica terminou 10 jogos na liga sem somar qualquer golo (um a cada tres jogos), batendo um recorde pessoal negativo. Os golos que foi marcando nos outros jogos foram essencialmente fruto de lances de bolas paradas (lançamentos do Bynia, cantos e livres laterais de Rui Costa e penaltys e livres directos do Cardozo), tendo obtido uma percentagem quase insignificante de golos de bola corrida (fruto de combinações ofensivas, contra-ataques ou de simples cruzamentos para a área).


Ponto comum a muitos dos jogos da época passada: A dupla de atacantes Cardozo & Nuno Gomes.


Ponto prévio: Com tamanha falta de qualidade, dificil seria que os dois avançados mostrassem (bom) serviço. Ainda assim, estarão N.Gomes e Cardozo isentos de responsabilidade desse facto e poderão ser compativeis? NÃO.



Porque?


Olhando para ambos, todos conseguimos perceber a suas enormes limitações. Ambos são extremamente lentos (Cardozo mais que Nuno Gomes), pouco creativos e incapazes de deixar para trás adversário(s) e progredirem na direcção da baliza.


Quando jogam juntos, os defesas adversários, fruto desse conhecimento tendem a subir a sua linha defensiva até bem próximo do meio campo, deixando para trás quase 50 metros (tomando por exemplo um relvado com 100x60) de terreno, onde pura e simplesmente não se joga, uma vez que tanto um como outro, não constituem ameaça em bolas lançadas em profundidade para as costas das defesas. Imaginando que o Benfica procura tambem subir a sua linha defensiva ao máximo (imaginemos 25 metros, sensivelmente a meio do meio campo defensivo), sobra uma área de pouco mais de 25x60 ocupada por 20 jogadores.


Desta forma, tanto os avançados, como os médios adversários começam por defender logo no meio campo defensivo do Benfica, criando imensa pressão sobre a bola, tendo em conta o espaço reduzido onde se joga, dificultando de sobremaneira não só as transições, como a simples circulação de bola (não admira ouvir Quique Flores dizer que não se conseguiu efectuar mais de 3 passes consecutivos em Leixões).


Para além da desvantagem óbvia que representa o "encurtar" do campo de jogo, não raras as vezes os adversários optam por uma marcação 1x1 entre os centrais e os avançados do Benfica, não colocando nenhum líbero a fazer as coberturas defensivas, uma vez que raramente é necessário realizar "dobras", e que podem perfeitamente ser também realizadas pelos laterais que jogam mais próximos dos centrais. Esta opção permite libertar mais um jogador para o meio campo, ajudando na tal pressão que é feita sobre a bola.


Quando se coloca alguém rápido a jogar na frente, obriga-se desde logo a que a defesa adversária jogue bem recuada no campo, para precaver eventuais bolas em profundidade para as suas costas, ganhando com isso muitos metros de espaço, decisivos para realizar as transições e a circulação de bola de forma bastante mais tranquila, além de que qd se coloca um avançado rápido, o adversário recorre (quase) sempre a um líbero, por forma a garantir uma cobertura defensiva eficiente, ficando dessa forma a jogar com 3 centrais, logo com menos um elemento no meio campo.


P.S. - Quando Nuno Gomes faz dupla com Cardozo, o Benfica torna-se a antítese daquilo que Quique Flores pretende para o Benfica. Deixa de ser uma equipa subida no terreno, pressionante e a defender logo no meio campo ofensivo.

P.S. II - Cada vez mais, a velocidade condiciona todo o posicionamento táctico das equipas, pelo que me é muito dificil imaginar, dentro de alguns anos, um futebolista profissional que não possua este atributo. Em algumas das melhores equipas da europa já não entram.