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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Jonas - Mitroglou. E Pizzi.

O número de golos que somam é pornográfico. Só tal dado quase justifica por si só a tremenda influência que a dupla de avançados do Benfica tem na época encarnada.

Todavia, a importância e qualidade da incrível dupla que Rui Costa fez questão de juntar no Benfica vai muito para além dos quarenta e sete!!! golos em vinte e oito jogos.

De Jonas já muito se falou. A forma como desequilibra em todas as fases sempre com a classe dos predestinados tem pouco paralelo em qualquer outro jogador que já tenhamos tido por Portugal. Hoje, até com as costas resolveu criar! É quase irreal a qualidade que acrescenta entre linhas e na definição de todos os ataques do Benfica. A movimentar-se, a decidir e a tocar na bola. Tudo é demasiado para a realidade que estamos habituados a ver em Portugal.

Mitroglou, de quem se duvidava, a mostrar mesmo longe da baliza o porquê da insistência de Rui Costa, que o tiraria das mãos de Jesus. Está a milhas da qualidade técnica de Jonas e da criatividade do brasileiro. Todavia, percebe as suas limitações e não se expõe com bola. Entrega sempre fácil e simples. E é na forma como segura e vence todos os duelos, mantendo a bola na zona de criação, mesmo quando esta não chega redonda que também tem feito a diferença. Dá ao Benfica a possibilidade de ter um jogo diferente (Até no pontapé de baliza de Ederson, o Benfica apenas porque tem o grego chega à criação), e ainda assim próximo do sucesso. Apenas porque individualmente é um enorme ponta de lança.

P.S. - Que jogo incrível de Pizzi. Sempre com acções positivas. Sempre a receber com qualidade e a dar seguimento. Qualidade técnica e critério a fazer a diferença na noite de hoje.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Benfica 1-2 Porto. Primeira parte.

O Porto que vence com uma grande exibição de Casillas, e Brahimi. Brahimi fundamental em todos os desequilíbrios que o Porto conseguiu causar. Quer pela sua movimentação sem bola a arrastar Samaris para junto da linha defensiva e a deixar Renato só no meio campo, ou a simular profundidade para criar espaço para receber no pé, quer pelo seu toque individual com ela. Não surpreende a falta de saída de bola do Porto pelo momento de menor confiança que atravessa. O Benfica tentou sair apoiado, mas a pressão do Porto acabou por levar a que se jogasse muitas vezes directo nos avançados. Não é estilo de jogo mais indicado para Jonas aparecer.


Benfica pouco agressivo a recuperar posições







Danilo também poderia ter sido mais conservador.
O primeiro golo do jogo surge de uma situação onde o Porto foi pouco agressivo na procura da recuperação de bola. A linha avançada (Aboubakar e Brahimi) pouco reactivos à bola, permitindo a Lindelof espaço para conduzir contra a linha média. Depois Lindelof bem a encontrar Renato que procura de imediato Jonas no apoio frontal. Indi bastante agressivo a reagir ao homem que recebe de costas, mas Herrera muito lento a reagir a uma segunda bola. Com isso, Renato mais rápido na reacção ganha o lance e acaba por isolar Mitroglou que consegue finalizar. A linha defensiva do Porto mal ao não ajustar o seu posicionamento à saída de um dos seus elementos.


Realçar também posicionamento de Pizzi na mesma linha que A.Almeida.

O trabalho de simulação de Brahimi a confundir completamente Samaris, e com isso a ganha espaço.

O golo do Porto acaba por surgir de forma algo inesperada. Numa situação onde a equipa do Benfica se encontra bem organizada e junta no corredor central, bascula e com os posicionamentos e comportamentos individuais que adopta permite que se crie a situação de finalização. Ainda que Herrera não remate e por não ter contenção se opta pelo passe para Corona (que se encontrava em vantagem espacial), a situação continuaria a ser de apuro para a defesa do Benfica.




Boa saída do Benfica pressionado pelo Porto, utilizando apoios frontais.

O Benfica teve mais alguns lances que poderiam ter sido finalizados com relativa facilidade, mas não tão interessantes do ponto de vista do processo. Deveram-se sobretudo a erros individuais do Porto. Um Benfica mais explosivo em organização ou transição, e um Porto mais pausado na procura de apoios frontais para sair de situações de pressão e criar espaço para atacar melhor. Muito interessante o crescimento da linha defensiva do Benfica, a reagir de forma coordenada.

A segunda parte AQUI!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Obras de arte nos pés de Pizzi e Jonas.

Em Moreira de Cónegos todos os golos do SL Benfica foram elaborados e com gestos técnicos ao nível do melhor que se pode encontrar europa fora. Destaque para o terceiro do Benfica e segundo de Jonas. Um hino ao futebol. Um hino à decisão. Um hino à inteligência e ao desbloquear problemas em conjunto. 

Rui Vitória pode não ter a organização mais definida da Liga. Os processos mais automatizados e o proporcionar aos seus jogadores um jogo menos aleatório do quase tudo do que ele já é. Mas, ninguém pode negar que lidera a equipa mais excitante de Portugal. E que ninguém lhe retire o mérito. Mais não seja porque percebeu atempadamente de que forma poderia lá chegar.







sábado, 14 de março de 2015

A quinta do Pizzi

O campo cheio pelo português como se fosse a sua quinta privada. E a  quinta vitória consecutiva do SL Benfica com Pizzi de início. A sua presença como médio centro oferta uma qualidade ao jogo ofensivo dos encarnados como nenhum outro se aproxima sequer. Aumenta a qualidade da posse, a bola chega jogável aos espaços entre sectores e as combinações saem com grande qualidade.

É mais um jogador encarnado com pausa. Com critério. Com qualidade técnica. É um regalo vê-lo tratar a bola e é impossível ficar indiferente a quem não se esconde. A forma como se mostra e não se coíbe de pedir, gesticulando, cada bola, faz parecer que foi ou é, indiscutível desde sempre. Personalidade! Aos vinte e cinco anos está agora a preparar-se para um salto qualitativo talvez já um pouco inesperado. 

O muito e de qualidade caudal ofensivo do Benfica passa muito pelo aparecimento de um médio centro de categoria. Oferece a qualidade necessária para que a bola chegue com qualidade ao último terço. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Pizzi na voz de Jorge Jesus e do ... Lateral Esquerdo.

Ainda em Agosto referiamo-nos a Pizzi aqui

"....Pizzi é de facto um jogador que se diferencia bastante de Bebé e Sálvio sobretudo pela constante procura da melhor opção. Pelo toque refinado na bola e a cabeça levantada. Algumas dúvidas sobre a sua capacidade para ser fiável nos momentos defensivos, porém."

Em Dezembro os seus atributos defensivos aqui:


"Desde sempre que neste espaço foi sendo referida a agressividade como uma característica determinante no futebol moderno. Todavia, o sentido de agressividade totalmente oposto ao que comumento é interpretado. Ser agressivo no sentido importante do termo não é bater mais no adversário, ou entrar mais duro. Tão pouco adoptar uma postura intimidatória. Ser agressivo é ser mais rápido sobretudo mentalmente antecipando cenários, não se coíbindo de colocar depois as capacidades condicionais ao serviço das acções que a mente vislumbra.

Porque em jogos recentes Pizzi foi ao chão duas ou três vezes para recuperar bolas, nas caixas de comentários surgiram algumas opiniões de que o português estava a melhorar nesse sentido e que a sua diferença para Enzo estava a esbater-se. Não está e dificilmente estará. A agressividade de Enzo é de facto mais perceptível quando observamos o seu gesto motor. A forma como acelera na direcção do portador da bola, e como vai ao chão se tal for necessário para recuperar a bola. Porém, é na leitura do jogo que o argentino é e será muito mais agressivo que qualquer outro. Na forma como antecipa cenários.
...

Agressividade defensiva é isto. Ou melhor, não é. Quer Pizzi quer Cristante são em termos motores e físicos capazes de correr a uma velocidade bastante superior aquela a que se moveram na situação que culminou com o segundo golo bracarense. O problema é que as suas mentes não foram sufientemente inteligentes para perceber a situação de jogo e adoptarem posicionamentos e reagirem em função desta. Qualquer um deles se antecipa o lance tê-lo-ia resolvido. Pizzi incomodando o portador. Cristante ou saindo ao portador ou não o fazendo, integrando a linha defensiva para que um dos centrais pudesse sair." 


Depois da muito boa exibição do português frente ao Vitória de Setúbal, o seu treinador referindo-se a Pizzi nos exactos mesmos moldes a que o haviamos feito.

"Ele não conhece muito os momentos defensivos de um jogador naquela posição. Está melhor neste aspecto porque ofensivamente tem muita qualidade. É um jogador que em cinco passes falha um. Às vezes digo-lhe isto a ele "Se o futebol fosse como o Andebol, era sempre Pizzi e mais dez. Quando estivermos a atacar jogas sempre, mas quando estivermos a defender sais" Jorge Jesus.

"Defensivamente é pouco agressivo, mas com estas equipas não precisamos de um jogador tão forte nesse processo" Jorge Jesus.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Agressividade defensiva. De Enzo a Pizzi. E Cristante.

Desde sempre que neste espaço foi sendo referida a agressividade como uma característica determinante no futebol moderno. Todavia, o sentido de agressividade totalmente oposto ao que comumento é interpretado. Ser agressivo no sentido importante do termo não é bater mais no adversário, ou entrar mais duro. Tão pouco adoptar uma postura intimidatória. Ser agressivo é ser mais rápido sobretudo mentalmente antecipando cenários, não se coíbindo de colocar depois as capacidades condicionais ao serviço das acções que a mente vislumbra.

Porque em jogos recentes Pizzi foi ao chão duas ou três vezes para recuperar bolas, nas caixas de comentários surgiram algumas opiniões de que o português estava a melhorar nesse sentido e que a sua diferença para Enzo estava a esbater-se. Não está e dificilmente estará. A agressividade de Enzo é de facto mais perceptível quando observamos o seu gesto motor. A forma como acelera na direcção do portador da bola, e como vai ao chão se tal for necessário para recuperar a bola. Porém, é na leitura do jogo que o argentino é e será muito mais agressivo que qualquer outro. Na forma como antecipa cenários.

Recuperemos o golo da vitória bracarense no Estádio da Luz.



Pardo pega na bola com Pizzi e Cristante bem dentro da situação de jogo. Atrás da linha da bola e com demasiado tempo para participarem na situação de jogo que incorporam.

Vejamos o video do golo


Sempre a um ritmo lento Pizzi não chegou sequer a defender. Mais grave ainda Cristante. A passo, nem procurou sequer sair ao portador, nem procurou baixar para a linha defensiva, para que quando um dos defesas saísse ocupasse o seu lugar. 

Agressividade defensiva é isto. Ou melhor, não é. Quer Pizzi quer Cristante são em termos motores e físicos capazes de correr a uma velocidade bastante superior aquela a que se moveram na situação que culminou com o segundo golo bracarense. O problema é que as suas mentes não foram sufientemente inteligentes para perceber a situação de jogo e adoptarem posicionamentos e reagirem em função desta. Qualquer um deles se antecipa o lance tê-lo-ia resolvido. Pizzi incomodando o portador. Cristante ou saindo ao portador ou não o fazendo, integrando a linha defensiva para que um dos centrais pudesse sair. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Aos 23 anos Oliveira deu uma bola num colega de frente para o jogo

Que pena que Talisca não tenha feito golo. O cérebro de Nélson só vai reter que a bola não acabou dentro da baliza, e como tal, mais vale tentar resolver diferente (sózinho na próxima vez). Perfil incrível físico e técnico que não tem acompanhamento no que mais importa. A tomada de decisão.

Jogo que serviu apenas para ver o excelente trabalho semanal que se faz no Seixal. Base de individualidades próxima das que foram atropeladas na pré-época, hoje com muito mais tempo de trabalho em cima de um jogar, e consequentemente muito mais competentes. Destaque colectivamente para o comportamento da última linha. Com individualidades com tanto para crescer, notaram-se princípios comuns que os protegeu.

Destaque individual óbvio para o crescimento de Pizzi. Voltou a deixar a imagem que foi aqui referida na primeira aparição na posição "O português é o novo projecto de Jesus. Pela aparição percebe-se quem está a crescer na sombra para suceder a Enzo. Curiosas as semelhanças na forma como gere o jogo e progride com espaço, queimando linhas. Na forma como aparece mais à frente. Todavia, jamais terá a agressividade e a capacidade para chegar mais rápido ao espaço que Enzo tem. Porém, garantidamente que ofensivamente dará uma opção muito interessante."

sábado, 18 de outubro de 2014

O que é isso, Jonas?!

Que jogador encontrou o SL Benfica já depois do término do mercado!

Aquilo é tudo o que se idealiza como avançado! Qualidade técnica assombrosa, movimentação entre sectores e inteligência a procurar também as costas. Maravilhoso. Segura, espera, prende, temporiza, solta, sempre com um trato fantástico na relação com bola. Sempre de cabeça levantada a ver tudo o que o rodeia. 

Impossível não notá-lo, ali, no meio de tanta medíocridade. Cada toque a diferenciar-se de todos os outros. Cada decisão a mostrar que o seu campeonato é outro. Se Jonas é isto tudo, o Benfica está servido, próximo de como esteve quando Saviola passou por Portugal.

Porque colectivamente o Benfica é fortíssimo não se percebe a falta de qualidade em muitos dos seus jogadores quando apenas se substituem uma, duas peças no onze. Juntos sobressaem lacunas. Bebé é um Sálvio na gestão da bola e da posse. Sem os golos e as assistências do Argentino. Ou seja, é zero. Oliveira é o que mostrou no primeiro toque. Possibilidades de fazer golo daquele enquadramento inferiores a 1 em 1000. Nao se coibiu de rematar, porém. Linha defensiva com dificuldades em todas as vertentes do jogo. Mal posicionados, com muitas dificuldades técnicas. Benito um terror. Almeida sem a protecção do colectivo, fraco como sempre. César e Lisandro idem. Salva-se Pizzi. O português é o novo projecto de Jesus. Pela aparição percebe-se quem está a crescer na sombra para suceder a Enzo. Curiosas as semelhanças na forma como gere o jogo e progride com espaço, queimando linhas. Na forma como aparece mais à frente. Todavia, jamais terá a agressividade e a capacidade para chegar mais rápido ao espaço que Enzo tem. Porém, garantidamente que ofensivamente dará uma opção muito interessante.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

"Ainda ninguém lhes ensinou..."

"O Bebé é mais posição 7 ou 11, de corredores, rápido... mas ainda ninguém lhe ensinou o que são os momentos de jogo, a relação dele é ele e a bola, como o Talisca. Temos falado muito sobre isso" Jorge Jesus.

"Pizzi é um organizador de jogo, apesar de saber jogar nas faixas"

Duas notas rápidas às declarações do treinador do Benfica. O confirmar do que é óbvio e que por aqui se discute bastante. A falta de conhecimento táctico sobre o jogo é tão grande que não afecta apenas o público. Não são poucos os profissionais do desporto que pouco ou nada sabem sobre ele. Para jogadores com potencial elevado, encontrar um treinador forte tacticamente na altura certa da sua vida é demasiadas vezes uma benção que acaba por os torna milionários. 

A opinião sobre Pizzi a confirmar uma espécie de divisão por características com que olha para os seus atletas. Mais rápidos e fortes nos corredores laterais. Mais inteligentes no corredor central. Pizzi é de facto um jogador que se diferencia bastante de Bebé e Sálvio sobretudo pela constante procura da melhor opção. Pelo toque refinado na bola e a cabeça levantada. Algumas dúvidas sobre a sua capacidade para ser fiável nos momentos defensivos, porém.

Por cá faz todo o sentido que também os corredores laterais sejam ocupados, tal como qualquer posição em campo seja ocupada primeiramente pelos mais inteligentes. Por isso, e ao contrário de Jorge Jesus, sempre admirámos, por exemplo, Nolito.